quarta-feira, 9 de agosto de 2017

''DES ANOS DE ARTE '' Continuação.

Pois é autor desconhecido não é uma peça em ''ITAPICURU PRETO'' trazido da Bahia, título ''ITAPICURU'' Colocarei a foto no final do texto . Ainda tenho a esperança de ver o Museu da Zona Leste de pé. Também tenho me arriscado nos pinces, tenho alguns trabalhos em telas. a pintura que eu mais gostei foi o ''Gatos na Luz'' pintei ''Favela'' São trabalhos que tem que ser prestado atenção, por ser arte, e assim sendo merecem respeito. Nesses dez anos na arte eu tenho observado, a  sua  no importância no meu cotidiano, cada trabalho concluído me dar uma satisfação sem igual, é como eu ter dado a luz a algo sem luz. No processo todo de criação e estive em companhai do Frank, ele foi uma luz na minha vida, levantava junto comigo, tomava parte da minha vida, eu levava ele todos os dias para a sua voltinha no quarteirão, ele era um animal feliz depois de tomar o café e ele comer sua ração, começava o meu dia de arte ele me seguia para um ponto no quintal que eu chamava de Atelier a céu aberto e íamos nos trabalhar, foram criado ali centenas de obras. Da Bahia pegamos muitos troncos de madeiras excelentes troncos perdidos no meio do pasto viraram arte na minha mão , um tronco sem vida, as vezes chamuscado de chamas, de itapicuru ou até jacarandá da Bahia eu trouxe, o meu amigo Márcio Castro consegue essas madeiras pra mim e transformamos em arte, é muito gratificante, me sinto premiado.
A minha arte teve inicio quando nasci. Nasci em plena Segunda Guerra Mundial. Nasci um menino saudável, criativo, esperto, cheio de vida, minha mãe foi uma veterana, assim eu também fui, por quer eu estava na sua barriga sendo carregado por ela, enquanto trabalhava na tecelagem, depois da jornada de trabalho, duas horas a mais como voluntária e eu juntinho na sua barriga, no dia 8 de outubro de 1943 quando eu nasci ela trabalhou o dia inteiro. A minha cidade ficava as escuras, com suspeita de submarinos inimigos nas suas águas, dizem... A nossa cidade assim como todas as cidades do nordeste se identifica muito com a arte popular, que aflora nas suas festas populares, nas feiras livres e etc. sou de uma geração extraordinária , os meninos eram muito criativos, o rua era a sua escola. os meninos ricos viraram, eram preservados, viraram médicos , engenheiros sei lá o que! os pobres alguns viraram  grandes artistas nas ruas do mundo, do seus mundos. O meu pai tinha a arte de Carpinteiro, SIM NAQUELE TEMPO AS PROFISSÕES ERAM CHAMADAS DE ARTE. A arte de pedreiro, arte de ferreiro  de marceneiro, de barbeiro e etc.
Somos uma família de artistas, extremamente  inteligente, . tenho muito orgulho de pertencer a essa gente maravilhosa, e procuro sempre honrar , e amar os meu antepassados, por ter me dado esse DNA. Apesar de não ter muitas informações sobre eles, sei apenas que o meu avo se chama Joaquim e só! meu pai não fala deles. Voltando aos dez anos da arte,  a arte esta  me trazendo muitas surpresas nessa vida, tenho buscado dar uma identidade aos meus trabalhos, dando-lhe uma identidade mista para as minhas esculturas, trabalhando o feio, o rustico, o torto, omalamanhado, com o Frank junto eu viajava, dividia o meu tempo com ele a escultura, a poesia e os passarinhos do quintal, me visitava todo ano um par de tucanos, que vinha na época de coquinhos, eles vinham por causa dos coquinhos. Me chamam de artista temporão, não sei se é elogio ou não vou levando a vida assim com um sorriso nas orelhas. O Frank se foi fez um ano, entristeci e ainda estou, mas guardamos a cinsinha dele, o nosso consolo, me deixou sozinho com a arte, que está cada vez mais viva. Todos os dias faço ou dou continuidade a uma nova peça, as minha escultura não segue nenhum padrão ou estética, não tenho preocupação com projetos, ou simetria, é uma escultura livre, aproveito os contornos do meu material, escolho antes o que serve ou não pra mim trabalhar a minha arte. já mudei muita coisa nesses dês anos de arte, a mente abriu, o trabalho que era ingenuo, vem se transformando, sofisticando a cada dia, sobre as exposições: tenho feito algumas pequenas, mais já tive convite pra expor fora do pais, mas o custo é muito alto, não tenho patrocínio, fica difícil. Carreguei nas costas forte o grande peso de não ser artista, o insuportável peso de não ser poeta. o incomparavel peso de não ser escritor. Agora chega! por favor agora chega. Há dês anos exato eu disse; vou ser artista, vou ser escrito, vou ser poeta e fui ser, e sou. Não é que ser o que fui tenha sido ruim, ganhei força, aprendi ser o que sou, me defender, tive que lutar com as armas que tinha, que tenho as mãos e o cérebro, frequentei os lugares mais insalubres e hostil dentro do galpão das fabricas, fiz coisas inacreditável, eu fiz. ''fui um guerreiro do fogo'' vive a maior parte da minha vida dentro da fabrica no escuro de uma mascara de soldador, aquela que o soldador usar pra trabalhar, vivi num mundo só meu, por infinitos momentos dos meus dias.


euflavio
Agosto 9 de 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário