domingo, 5 de novembro de 2017

''SEMENTE DO AMANHÃ''

Caminho sobre ovos,
Sobre a arte, sobre as nuvens.
No sertão sou o Sol puro sem dó.
Sou sertanejo valente,
Sapateio em serpentes.
Os Gaviões Carcaras,
As Ararinhas azuis Oncas pintadas,
As pardas meus bichos de estimação.
Sou Cavalo . Bicho cão.

Tou cansado de ser gente.
Estou cansado...
Tenho que tocar a vida e dançar
Mulé rendeira dos cabras de Lampião.
Falar minha propria lingua,
Cantar o meu proprio hino,
vou cantar...

Eu sinto as horas passar.
Tó no fio da navalha,
Andando na corda bamba,
na contagem regrecivo
vou morrer...
Não sei dançar essa musica...
Não tenho tempo pra
um passo de cada vez.
vou dar dez.
Tou cansado de ser gente.
Fazer seda, fazer mel,
eu vou beijar as flores, avoar...
Ser Águia, ser Falcão.
Quero florestas desertas,
Rios de agua limpas pra
nadar, eu quero a paz.

             FIM

Autor: Euflavio Gois
SP 2017.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minhas Lembranças.

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância, trata-se de George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia no Almada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu., com  a nossa cidade dessa maneira, com areia tirada na mão.
O George também foi um grande violonista, quando surgio os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''.  George receba a minha homenagem através desse conto.

terça-feira, 20 de junho de 2017

''O VÔO''

       
             

A minha imaginação cria asas.
Cria asas e voa!
Abre as asas e voa!
Voa e ganha as alturas,
junto com os meus pensamentos
e caneta, vamos escrever!
Procura a companhias
dos amigos urubus,
para não voar sozinho.
Eles voam soberanos
bem alto, eles voam.


Vejo do alto nesse vôu,
o grande mundo real!
Pedras Gigantescas na paisagem,
me inundo com tanta beleza,
tenho ilusão de ótica, me embriago!
Pequenos seres humanos
eu vejo aqui do alto, parecem
formigas, pontinhos negros.
Carrego comigo sonhos.
Rolos de sonhoskkk.

Em bigorna de aço malhei o
aço com as mãos, com os braços.
Aqueles mesmo do abraço sim!
Esses mesmo do abraço.
Já vivi muitas vidas e
tenho tantas outras para viver,
Eu vi queda do muro,
A abertura da China.
Vi dois Eclipse do Sol.

Vou visitar mais uma vez
O Reino dos animais.
Dizer um Olá pra os Tigres,
Gorila, Cobras Corais, as,
Ararinhas Azuis, os Leões,
Os Micos Leões Dorados e
os Lobinhos Guaras.
As Onças Suçuaranas, as pintadas.

Já no final da viagem
rasgo pedaço de nuvem
para escrever sobre o frio
das alturas, as delicias de voar.
os olhos dos Urubus companheiros
também as cores do amor.
rasgo pedaços de nuvens,
escrevo sobre a beleza da terra
e a maravilha do mar,
Sobre o nascer do Sol e o por.


                  FIM.

Autor: Euflavio Gois
Em Junho de 2017-SP.


               






quinta-feira, 15 de junho de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

'''SR. JESUINO''

Tenho muito boas lembranças da primeira infância, muito boas, lembro de muitas coisas, coisas do arco da velha pra minha idade de de três,  quatro e cinco anos, mas poucas lembranças da presença do meu pai, lembro muito dos medo da época, medo de veio, de doido, tinha um veio chamado Zé Barateiro, que eu tinha muito medo, também com um nome desse o que vocês querem? minha mãe se agente chorava e chorava muito por causa da sua ausência ela falava perai que eu vou chamar o Zé Barateiro, eu vou chamar Conceição doida, fomos cuidados por Siholinda,  Sihaterta e outras que eu era muito pequeno não lembro o nome obs. Embora pequeno sou até hoje.  mais a presença da minha mãe, embora também poucas, por motivo dela trabalhar também fora, como já falei em outros post. ou textos, minha mãe trabalhava fora e nos eramos cuidados assim como as famílias moderna só via a minha mãe a noite quando ela voltava da fabrica de tecidos. Meu Pai nessa época estava trabalhando no Sul da Bahia, mais precisamente na região de Ilhéus, ,  não tenho nenhuma lembrança marcante dele, só lembro da minha mãe desesperada por quer meu pai o Sr Jesuino tinha escrito em carta dizendo que ia buscar a família pra o Sul, digo pra Bahia, que tinha encontrado um amigo que estava  lhe ajudando muito, esse homem se chamava ZEZE MENEZES um comerciante. Esse homem teria arranjado uma casa onde nos iriamos e moramos nessa casa sim por pouco tempo. Esse período foi um período de horror para nos, para minha mãe, os efeitos dassa carta foram um terror, minha mãe uma pessoa de cabeça muito quente, ficou muito desesperada, teria que pedir a conta da fabrica de tecidos, nesse meio tempo passava por a nossa região um grande surto de sarampo que levou três das nossas irmãzinhas, não me pegou por sorte eu acho, num período muito curto foram embora Eunice, Creuzinha e Maria Luiza.
Logo depois dessas meninas morrerem meu pai apareceu para carregar nos para o Sul da Bahia, ai eu já tinha Cinco anos de idade, minha mãe largou tudo pra traz, familiares: pai, irmãos, amigos e emprego para conhecer o desconhecido total e ainda enfrentar preconceitos de toda sorte, sim a nossa vida inteira foi lutando contra preconceitos, não arrancou pedaços somes pessoas fortes todos da nossa família.
Meu pai sempre foi um homem muito temperado, não era um Leão nem um ratinho era um lutador nunca deixou passarmos muita dificuldade, sempre tivemos uma certa estabilidade, sempre moramos em lugar com chuvas regulares, era carpinteiro, com já disse num gostava muito da profissão, não gostava de receber ordens, nem eu, chegamos em Coaraci em 1949 ele trabalhava fazendo esquadrilhas, janelas, portas, tudo que era madeiramentos em prédios, em Itabuna-BA ele trabalhou num predio do Dr Vito Maron, depois foi trabalhar por conta própria, fez um carrinho bem feitinho, arrumou um amigo e sairam pra o mato compra carneiro e tudo que se mexia, matava e colocava no carrinho a carne e saia vendendo nas ruas de Coaraci, logo lhe arranjaram um apelido de ''Carneiro Gordo'' que pelo que eu sei ele gostava muito desse apelido, depois montou uma banca na feira e ampliou os negócios, passou a negocia com manteiga e requeijão. Ali eu e meu irmão já estávamos grandinhos e ajudávamos muito nesses serviços até que chegou os anos 60 e eu tinha virado a cabeça para vim pra São Paulo, dai os negócios dele não iam muito bem , ele resolveu de ultima hora vim também e veio comigo e aqui ficou até o ano de 1970 quando faleceu.  
O que eu posso dizer do meu pai? Ele era bonito pra os padrões nordestino, era inteligente, um homem bruto, beirado ser ignorante, mas tinha o coração bom era devoto, cantava gostava de assovia, quando ele pegava a assovia eu tinha um pouco de vergonha dele era divertido, tinha preferencia por determinados filhos, bebia mas não era um viciado em bebida, muito vaidoso. morreu com 55 anos em São Paulo. em maio de 1970. 


                                          FIM.

Autor: Euflavio Gois Lima.
SÃO PAULO.BR