quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ANO 1949

Final da decada do 40 Coaraci era municipio de Ihéus, era umdos ricos municipios de Ihéus.´
Os fazendeiros eram homens muito rudes que tinham vindo a maioria de Sergipe, Alogoas, menos de Pernambuco e Cearé por ser mais longe. eram homen provavelmente que tinham chegado nas decadas de 20 e 30, se embrenhado nas matas, abrido caminhos e abrindo as matas para prantarem os primeiros pes de cacau. Muitos dsses homens vinha fugidos da seca, do cangaço, da policia, de alguns fenomenos causado pela saida do Brasil do regime do imperio e que acabara de entra numa Ditadura militar muito cruel, nessa mesma época, o Brasil estava em guerra contra o Conselheiro e seus seguidores na chamada ''Guerra dos Canudos'' Quase no mmesmo ano avançava sertão a dentro a famigerada Coluna Preste fazendo seuas vitimas.Vou falar aqui especificamente de João Vital um idolo para mim, com os meus idolos do cinema tomava conta da minha imaginação.
Certa vez eu tive a alegria de ver-lo pessoalmente, fique adimirado com aquela figura sobria. já bem velho, mas muito imponente calçado com um chinelo de couro cru, uma barba tingidade branco prateado, bigode farto, fiqueei muito imprecionado, ele estava na casa do seu filho Giru, homem muito respeitado por todos da cidade de Coaraci, ago emancipada. quamndo vou na Bahia faço questão de passar na quela casa que continua lá do mesmo jeitinho chei de história nas suas dependências.
Coaraci para mim era com uma cidede do Faroeste Americano, com boiadas , cavalhadas circulando por dentro, nas ruas empoeiradas da cidade. seus personagem magnificos, suas figuras foocloricas, da hora. Eu um menino deslubrado com a vida que se apresentava pra mim nua, pra mim viver, eu queria esta sempre ali com meu povo, com meus bichos no mato , com meus passarinhos cantando. Meus heróis estavam todos ali, para mim ver. O rio com suas aguas correntes, uma alegria viver, ver as grandes tropas de burros gazos, carregados de cacau entrando e saindo o dia todo, os tropeiros rudes, com sua tropa na mão. lá longe a história estava dendo escrita.
Para nos só restava esperar o dia amanhecer todos os dias para bricar correr e nadar. Eu tinha muito medo dos afogados que eu vi, que eu vi ser tirados do fundo do Almada, aquilo é muito assustador para mim, eram pessoa conhecidas que numa fatalidade se afogavam.
Lembro dos crimes, das festas da Igreja, dos Micaretas da Cidade, das festas de São João, São Cosme e Damião. Em frente a minha casa lá na Bahia tem um alto, chamado alto da velha Maria onde tinha um grande pé de tamboril, arvore sentenári, a Velha Maria uma fazendeira do seculo 19 tinha sido muito rica, tinha enterrado muito dinheiro, patacões de prata do tempo dos reis. As botijas de dinheiro de Dona Maria foram dadas pra mutos homens conhecidos de Coaraci e região. Falavam que meu pai tinha sido um feliz ganhador do dinheiro de Dona Maria.
João Peruna um dos mais famozos pioneiros de Coaraci, home que doou o terreno do cemitério de Coaraci também enterrou dinheiro. João Peruna foi um dos primeiros prantado de cacau da região de Coaraci, isso é avaliado pelo porte gigante dos seus pés de cacau. São cacaueiros muito fortes e groços. Peruna era um homem muito agitado, na fronteira da locura, tinha um irmão tambem muito nervoso, Uma vez João Peruna foi levar o irmão e Ilheus pra uma consulta num certo psiquiatria da época, chegando lá medico perguntou: Quem é o paciente? diante dos dois, tal era a agitação que se apresentava ali naquela hora entre os dois homens. João Peruna eu conheci já no fim da vida, mas tinha outros fazendeiros forte por lá homens muito rudes que chegara na quelas pragas no começo do seculo. Tomé Grande um mulato muito forte que nunca causou sapatos, adorava aneis, tinha os cinco dedos das mãos cheio de aneis de ouro andava com os pes rachados, também náo gostava de montaria, eu nunca vi ele montado, tinha umas fazendas na região, era muito admirado por todos , por seu tipo quase selvage e pelos aneis que usava. Acredito que esse tinha muitos potes de dinheiro enterrado. Coaraci era um verdadeiro seleiro de gente assim com muita histórias que não foi contada. Essas pessoas todos analfabetas, quando aparecia um dele letrado era, servia de grande admiração. Como dona Josefa charuteira que sabia ler, lia muito bem era uma pessoa de uma educação exemplar. tinha uma familia muito linda, pessoas de cor negra muito pobres, muito nobres também, falava baixo, lia muito, faziz charutos eu gostava muito de ir na casa dela brincava com os seus filhos.
Dantas era um fazendeiro, homem de fino trato vivia afastado da cidade cuidando de suas fazendas, muito educado, tratava as pessoas pobres com delicadeza o que não era comum naqueles tempos de brutalidade, devia ter uma coração muito bom, tinha um monte de filhos, os filhos estudavam na cidade. Uma curiosidade daquele tempo  era uma boa carteira de dinheiro, o homem era muito respeitado se tivesse uma bonita carteira recheiado e um chapeu Ramezoni pra por no cabeça e pronto, era abridores de portas. Também uma capa de chuva tres coqueiro é claro um bom relogio de bolso. Omega Ferradura, uma bote sanfona. Na Bahia era assim. Para os pobres regime de escravitão totol, comer poeira no sertão.  beber agua barrentae tomar banho de cuia, a comida era os restos de feira, os meninos barrigudos cheios de vermes, sobrevivia de briza, se entrasse mais pra dentrodo sertão era pior. Os fazendeiros não tinha pena dos seus trabalhadores. Vaqueiros colhedores de cacau, limpadores de roça trabalhavam sem proteção nenhuma, tinha um sidicato de trabalhdores da roça que fiscalizava, para os abusos não serem maiores.
Avida muito dificil fazia os govens criarem asas e voar, vinham para o Rio, Salvador e São Paulo, esses jovens voltavam pouco tempo depois exibindo boas roupas, um oculo vistoso e um bom radio de pilha, com isso atraia outrose outros para a mesma aventura na cidade grande.
Em 1949 Coaraci era um pequeno municipio de Ilheus, com uma população de talvez uns 8 a 10 mil habitantes, um comercio bom tinha todas as nessecidades do povo, pouco trabalho na cidade, um pouco de trabalho para quem era pedreiro ou capinteiro, os sapatos furados eram disputados por alguns sapateiros que tinha por lá que eu não vou citar os nomes, não sei se devo: Há vou citar os que eu me lembro só pra registra nessa história. Manoel Pecadão, sapateiro de salto Luiz XV, Valdomiro, Zélito, trabalhei de aprendiz com ele, tomava conta de uma banca de calçados na feira pra o Zélito, o meu ultimo trabalho lá em Coaraci, ia me esquecendo de  Mestre  Hilário sapateiro, os marcineiro eram Rock gago. Juquinha, Ludugerio Preto, os principais eram esses, tinha e ainda tem os farinheiros, os fateiros, os acogueros, oh povo que come carne! Na rua do Campo tinhas as ''Mulheres Damas" que trabalhavam dia e noite sem parar. Roxinha era a dona de bordel mais sélebre,  nas ruas soltos varios vendedores de quibe, mingal de milhos , arroz doce, no campo de footebol, vendedore de rolete de cana, refresco de tudo, ate de gingibre, muitas brigas de rua era uma festa a vida daqueles tempos, as segundas s feiras eramos despertados com os galos cantando nos quintais de todas casas.
Tomé Grande era um Sr negro vindo do tempo do cativeiro, provavelmente neto ou filho de escravos, fazenda perto de União Queimada, produtor de cacau chegava na rua com aqueles enormes pés descalços, mal vestido mas com os dedos cheios de aneis de ouro dois aneis em cada dedo e ainda um grande broche de ouro e pedras preciosas na altura do bolço da camisa velha, era um homem gigantesco,mesmo assim nunca ouvimos rampante de valentia nele. Talves uma presa facil para ser atacado por ladrões se fosse nos dias de hoje, tinha também uma fazenda de gado no ouro.
Eu ficava muito imprecionado com esse homem tão exotico, diferente e apaixonado por joias, Não gostava de montaria, pos nunca o vi montado. Odiava boncos, guardava o dinheiro em casamesmo,
Esse Brasil que eu estou falando era um sem bandidagem, blindado, não se falava em drogas, orgulho de ter vivido aqueles tempos e esses também para poder contar essa história,
Eram uns tempos muitos dificies nos eramos muitas bocas nervosas, só pensavamos em comer, no lugar não havia empregos, lugar cheio de homens encostados, na cabeceira da ponte em rodas de conversas interminaveis, nunca compreendi essa forma de viver, aqueles homens picando fumo para fazer cigarro de fumo de rolo, as vezes enrolado com palha de milhopara espantar os jati uns, pernilongos e cobras. Era lindo de ver as roças de cacau carregadas os frutos amadurecendo nos pés.
Os donos, fazendeiros mãos calejadas, facões de 20 afiados para entrar em ação.
                                 
Lá detraz daqela casa
tem um pé de mandaca,
nós vamos vasar, nós vai casar.

Lá no Terto uma grande fazendo de cacau estaria batendo todas as safras anteriores, alguns milhares de arroba seria colhida para para exportação, as tropas de burros e mulas estavam desconssando no pasto de capim para enfrentar a colheta e transportar para a rua, os ferreiros estavam preparando as ferraduras para eles.
Gude DE Giru neto de João Vital preparava os arreios da tropa, esse anos vai ter muito trabalho, tinha chovido bem, o trabalho ia ser muito duro, ia ter que aumentar o plantel de mulas e burros.

Meu pai soltava a voz subindo
a serra: Entre as mulheres que eu
conheco,
Tem uma que não esqueço,
quero esquece-la me esforço.
O nome del eu não digo,
não quero ter inimigo,
não quero ter inimigo,
não quero sentir remorço.

Não querendo cometer um desatino
vou partir sem ter destino, d
É nesse samba que eu digo
tudo que sinto, eu juro por Deus
eu não minto. Eu gosto da quela mulha.

E tome estrada e tome viagem e tome vontade de chegar. Os nossos animais fracos e cansados do peso da carga, ainda faltava uma duas horas pra chegar.
Os nossos animais tinam os seus nomes preservados pos nos. Paquinha, Ouro Preto e boneca eram os protagonistas da nossa tropa. Deus há de ter colocado eles em um paraizo, onde um dia ainda possamos nos encontrar, eu acredito nisso, embora não me lembro bem o que foram feito deles, sim o que será que foram feito dos tres? os tres pareciam um. Não tenho ninguem para me responder essa pergunta. eu amava meus bichinhos. Boneca era uma mulinha de porte pequen, muito docil, agente brincava de passar por baixo da barriga dela era morron escuro. o ouro preto era pequeno quase preto. muito bom de carga, já a paquinha era bem agitada, não aceitava ninguém montando nela. Tempos muito marcante na nossa vida, foi um dos momentos mais importante nas nossas vidas, na minha então foi essêciais, me tornei um forte.
Um dia uma daquelas passagens por aquele lugar e vi um pé de laranja carregado, pensei vou pegar umas laranjas e fui, subir no pe que era bem alto, quando já tinha alcançado alguma laranjja me deparei com uma Jitirana verde, foi um susto terrivel, existe uma lenda que a Jitirana é uma cobra cego que vivem nas matas feixadas e que é terrivelmente venenosa, elas tem asas e voam, tem uma especie de ferrão no nariz, com elas são cegas, elas são esbarradas por arvores onde elas se chocam e ficam espetadas até morrer, eu desci da laranjeira a mil, rezando que nem catolico. Meu Deus esqueci de pegar as laranjas que já tinha tirado.


CONTINUAÇÃO:

Os anos iam passando lentamente como passam os primeiros anos das nossas vidas, matricula na escola, os primeiros contactos com Papai Noel, com as festas, iam ficando claras as fisionomias das pessoas, agente ia conhecendo os parentes, os avos, os tios, os vizinhos, em fim as professoras, é operiodo mais importante das nossas vidas.
Entramos em contsacto com o que é de sorrir e o que é de chorar, saber a diferença. Os dias são muito importante no começo da nossa vida, meninas, os meninos, a importância de voce criar um animalzinho na epoca da sua infâcia. É a sua humanização.

Eu gostei tanto,
tanto quando me contaram.
Que lhe encontraram bebendo
e jogando na mesa de um bar.

E que quando os amigos do peito
por ti perguntaram, um soluco
cortou minha voz, não me deixou falar...

Pintinho. gatinho, cachorrinho, tartarugas são bichinhos que os pais devem entregar a responsabilidade para as crianças, é muito saudavel e acho.
Não tinha a televissão para atgrapalhar, não as falsas leis de proteção das familias. as crianaças cresciam com o que tinham em familia, com os essessos tante de amor, com o de indiferênça, Não tenho nada para reclamar.
Em 1949 foi quando começou tudo, a viagem para Bahia, uma verdadeira aventura para o diferente, o desconhecido, eu era muitopequeno, tinha acabado de perder três irmãs, morreram de sarampo na vespara da viagem, minha mãe estava sofrendo meuto a perda, teve também que perder o serto em troca do incerto, para seguir os pssos do marido meu pai, que não ligava muito pra nos.
Minha mãe tinha um bom emprego numa fabrica de tecido, largou tudo, emprego, familiares, colegas de serviço e amigos de infânçia, adeus tudo!
Coaraci não era ainda uma cidade, pertenci a Ilheus, era Ilheus chovia muito por lá, uma população mista, muitas pessoas que vieram de longe, muita gente de Santo Antonio de Jesus, Santo Amaro da Purificação e de outros lugares, a população coaraciênse era muito pequena e jovens ainda.
Os filhos dos pioneiros estavam crescendo naquela terraa ser desbravadas,  chovia muito, mata Atlantica pura, madeira de primeira a ser derrubada, precisava preparar as primeiras mudas de cacau,
A lei era a do facão Corneta. Aqueles homens vindo do Setão de onde vieram corridos dos rigores na Republica recem implantado e dos Cangaços diversos e suas clueldades,  com uma roupa no corpo enfrentaram dias e dias nas estradas de tropeiros, muitos vieram de carona, pra aquelas terras ricas do Sul da Bahia, conheci alguns. Esses sertanejos nunca tinham vista tanta chuva. meu pai foi um desses. Embrenhou-se nas matas do sul aida rapaizinho, aprendeu a profissão de carpinteiro, foi agregado dos tios que tinham chegado antes chamado Americo O Lima e abandonou o seu sobre nome de ''Macedo Lima'' pelo Oliveira Lima do Tio Americo. Isso ele falava pra gente quando estava de bom humor, o fato é que deixamos de ser Sergipanos para adotarmos como sendo a nossa terra a boa e querida Bahia, me desculpe Sergipe.
Chegamos na Bahia no comesso de dezembro de 1949 para mim o amor a primeira vista, me apaixonei logo de cara pelo Rio Almada, esse rio levaria o meu bico, aquele que agente chupa quando criança, me tirou a inosençia, quando eu percebir que já estava grandinho para tomar banho nu, levou alguns pingos de lagrima para o mar, ou ''Lagoa Encantada'' Ilheus. lavou muitas vezes a minha alma, saboreei muitas vezer os seu peixinhos fritinhos, fez muita diferença nas nossas vidas.
Briguei muito ao ve-lo seme morto da ultima vez que estive lá em Coaraci. Oh rio Almada eterno seras. Farei de tudo para voltar sempre naqueles lugares, a onde eu tive os melhores momentos da minha infânçia inquieta.
Aos sabado a feira fervilhava, era uma festa semanal, vinham gente de toda parte, também era o nosso local de trabalho, vinham cantadores de repente, vinham esmolécom a familia cantavam, na verdade eram cantadores do Sertão, colocavam o prato no chão e tome cantiga, era viola, safoninha de 8 baixos, batiam colher e reco reco, pandeiro: Oh mãe, oh mãe, oh mãe mãe mãe eh, Oh mãe, oh mãe, oh mãe mãe seu filhi tá c horano eu vou ver mamãe eu vou ver... Sol quente na cabeça barriga quereno comer.
Como disse o Caetano Veloso de perto ninguém éperfeito, eu sempre tive as minhas imperfeições sempre resaltadas, eu era briguento, errava mais do que acertava, curioso, astuto.

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domingo, 5 de novembro de 2017

''SEMENTE DO AMANHÃ''

Caminho sobre ovos,
Sobre a arte, sobre as nuvens.
No sertão sou o Sol puro sem dó.
Sou sertanejo valente,
Sapateio em serpentes.
Os Gaviões Carcaras,
As Ararinhas azuis Oncas pintadas,
As pardas meus bichos de estimação.
Sou Cavalo . Bicho cão.

Tou cansado de ser gente.
Estou cansado...
Tenho que tocar a vida e dançar
Mulé rendeira dos cabras de Lampião.
Falar minha propria lingua,
Cantar o meu proprio hino,
vou cantar...

Eu sinto as horas passar.
Tó no fio da navalha,
Andando na corda bamba,
na contagem regrecivo
vou morrer...
Não sei dançar essa musica...
Não tenho tempo pra
um passo de cada vez.
vou dar dez.
Tou cansado de ser gente.
Fazer seda, fazer mel,
eu vou beijar as flores, avoar...
Ser Águia, ser Falcão.
Quero florestas desertas,
Rios de agua limpas pra
nadar, eu quero a paz.

             FIM

Autor: Euflavio Gois
SP 2017.


sábado, 5 de agosto de 2017

Cotinuação de ''DEZ ANOS DE ARTE''

Como eu estava dizendo, em casa sem fazer nada, não queria que a tristeza tomasse conta de mim, dai fui pra luta, inventei fazer arte, era o tudo ou nada, quando pequeno via minha mãe fazer burrinho de argila, bonequinha e cachimbo de barro. enfrentei, peguei um estilete e uma serrinha, ai estava pronto um escultor, isso esta fazendo dês anos, já com um acervo de mais de duas mil peças, estou feliz. A minha arte segundo um amigo Waldeck jé nasceu com uma identidade própria. Um trabalho rustico, sem a preuculpação com a beleza estética, mas com personalidade e alma , minha arte é um clamor, traz em si o sentimento Nordestino, sertão puro, encontro na madeira morta tudo que eu preciso: dureza, cor e beleza, minha fonte, é os pastos, da Bahia com seus ITAPICURUS, JACARANDA perdidos, esquecidos na manga, pastos, PAUS BRASIS, PAU ROXINHO, VINHÁTICOS, ARUEIRA E BRAÚNA são as minhas madeiras.
Minha arte não tem um preço, não faço com a finalidade de vender, não saberia me desapegar dessa companheiras que salvaram minha vida, eu podia ser um ser triste hoje, não sou, cada trabalho que eu ponho no mundo, me soa como se eu tivesse salvando do fogo, dos fim madeiras maravilhosas que iria se perder, fogo das queimadas, eu transformas em esculturas não sei se lindas, mas esculturas com vidas , com sentimentos, com muita , muita poesia. 
Os meus principais títulos são ''A MÃE, ''MANDELA'' POVOS DAS AMÉRICAS, Que são uma serie de dês quadros, que eu me inspirei na tela de ''Tarcila do Amaral ''OPERARIOS'' Depois vinharam ''ITAPICURU'' ''CANUDOS''  ''CARAMURU'' ''XJNGU'' Um trabalho magnifico feito com um Dormente industrial, de carrinho de carregar materiais sobre trilhos, e uma serie muito grande de peças sem título, feitos, esculpidos em galhos de pau Brasil, esses trabalhos são muito especias. ''A ''CORUJA '' Um bloco de Peroba Rosa muito bonito, que antes de chegar em minhas mãos foi usado com cepo de cortar carne em Açougue, talvez por mais de cinquenta anos. O trabalho que foi inspirado na tela operários de Tarsila do Amaral realmente é um trabalho esplendoroso. Me desfiz de três telas dessa serie, uma está com o Mestre Waldeck de Garanhuns, uma tá com um Diretor da Casa de Portugal e a outra esta com uma pessoa da fundação Tide Setúbal. 
Tenho tido muitas alegrias, com esse trabalho, tenho ganhado muitas vidas, não deixo de pensar nos grandes mestres das artes, jã que todos eles tiveram histórias fabulosas como ou melhores do que a minha, mas sigo, já não sou mais um jovem, mas os anos tem sido muito generoso comigo, porque estou sempre me descobrindo, meus olhos e mente muitos atentos, procuro andar lado a lado com o novo. Descobrir que  as arvores são minhas amigas as plantinhas também, ouso e sinto os seus olhares para mim. Eu tenho esse dom. Falar de um trabalho muito importante para mim, um Jesus Cristo crucificado, feito com um galho de Nespra, fruta do nossos quintais. Esse trabalho por ser feito com um galho perfeito eu coloquei o título; em homenagem as nações indígenas; ''JESUS TUPY'' Jesus Tupy eu doei para a Igreja de São Francisco de Assis , esta na igreja de São Francisco de Assis no Ermelino Matarazzo.
Nesses dês anos de Arte eu tive a companhia integrau do meu cachorro ''Frank Pedra.'' O Frank era um Pit BUL legitimo nasceu no Natal de 2012, eram 12 filhotes lindos,  escolhemos ele, eu não sabia que ele mudaria minha vida, pra melhor, me tornei um cara amoroso aos animais por sua causa, eu que era um bruto, um bruto de coração bom, mais um bruto. Escrevei o meu primeiro poema por causa dele. Ele era um lindo, morreu olhando pra mim. Fiz outra doação de uma peça maravilhosa para o museu da Zona Leste, idealizado por uma pessoa muito amiga e não tive mais noticia se o Museu saiu ou se vai sair um dia, isso é lamentável por que mexe com a boa fé da gente. Como ´foi esculpido em madeira muito nobre, vai aparecer daqui é muitos anos, feito por autor desconhecido.

5de agosto de 2017.
euflavio

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minhas Lembranças.

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância, trata-se de George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia no Almada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu., com  a nossa cidade dessa maneira, com areia tirada na mão.
O George também foi um grande violonista, quando surgio os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''.  George receba a minha homenagem através desse conto.

terça-feira, 20 de junho de 2017

''O VÔO''

       
             

A minha imaginação cria asas.
Cria asas e voa!
Abre as asas e voa!
Voa e ganha as alturas,
junto com os meus pensamentos
e caneta, vamos escrever!
Procura a companhias
dos amigos urubus,
para não voar sozinho.
Eles voam soberanos
bem alto, eles voam.


Vejo do alto nesse vôu,
o grande mundo real!
Pedras Gigantescas na paisagem,
me inundo com tanta beleza,
tenho ilusão de ótica, me embriago!
Pequenos seres humanos
eu vejo aqui do alto, parecem
formigas, pontinhos negros.
Carrego comigo sonhos.
Rolos de sonhoskkk.

Em bigorna de aço malhei o
aço com as mãos, com os braços.
Aqueles mesmo do abraço sim!
Esses mesmo do abraço.
Já vivi muitas vidas e
tenho tantas outras para viver,
Eu vi queda do muro,
A abertura da China.
Vi dois Eclipse do Sol.

Vou visitar mais uma vez
O Reino dos animais.
Dizer um Olá pra os Tigres,
Gorila, Cobras Corais, as,
Ararinhas Azuis, os Leões,
Os Micos Leões Dorados e
os Lobinhos Guaras.
As Onças Suçuaranas, as pintadas.

Já no final da viagem
rasgo pedaço de nuvem
para escrever sobre o frio
das alturas, as delicias de voar.
os olhos dos Urubus companheiros
também as cores do amor.
rasgo pedaços de nuvens,
escrevo sobre a beleza da terra
e a maravilha do mar,
Sobre o nascer do Sol e o por.


                  FIM.

Autor: Euflavio Gois
Em Junho de 2017-SP.


               






quinta-feira, 15 de junho de 2017