domingo, 20 de maio de 2018

segunda-feira, 30 de abril de 2018

. 7 de Outubro de 1943. Faltava um dia para eu nascer


Estância em plena segunda Guerra Mundial, a Fabrica Nova a todo vapor, minha mãe tinha que fazer serão voluntário de duas horas todos os dias, para produzir o Brim Claque para as fardas da FEB: ''Força Expedicionária Brasileira'' mas nesse dia 7 ela  tirou folga para  me ter, sim: As maquinas naquela época  todas as maquinas ou a maioria eram a vapor.
Faltava um dia para eu nascer, eu estava muito ansioso sem saber como ia ser, agitado dando chutes para tudo que é lado. Na verdade eu estava com um pouco de medo de nascer, mas ainda faltava um dia. Calma meu rapaz eu pensava: você vai nascer amanhã. mas eu tinha que arrumas as minhas coisas para a viagem, não podia esquecer de nada, por que depois de nascido, eu não tinha mais como desnacer.
Minha mãe continuava trabalhando normal e eu apavorado me sentido preso. Eu não posso mais ficar aqui, vou me embora. Éh! Amanhã cedinho, não aguento mais, preciso ir temos que ganhar a guerra desses Alemães, temos que ganhar. Não sei se agora ainda é hoje! só sei que eu quero nascer:  É hum, é dois e é três e pronto fui não vou nem olhar pra traz, e assim chegava a hora tão esperada,
Pronto, Em fim chegou o dia 8 de Outubro. O dia do maior acontecimento da minha vida,  o dia do meu nascimento, Em fim eu nasceria nesse dia, não sei se choveu, não sei. Nasci de noite, a luz de candeeiro, pois é candeeiro.
Fique abismado com o espaço imenso que eu ganhei, meu novo espaço, tudo muito seco eu acho que vou gostar, uma fome ! comecei a chorar, muito escuro eu não via ninguém só um barulho de estranhos que só depois de algum tempo eu fiquei sabendo que era voz, conversa num sabe? pois é!.
No meu primeiro dia nascido, já estava encantado e sem saudade, chorar é preciso, tenho que chorar mais forte, bem mais forte, colocavam alguma coisa na minha boca e eu parava de chorar, A comida aqui é diferente, eu eu recebo pela boca, muito estranho, não tinha noção de sabor, por isso não sei dizer se era boa, se era melhor da outra, depois de quase meio seculo não sei, também eu não tinha nenhuma noção de tempo eu comecei a sorrir, a sentir frio, sentir calor, não sei como fiquei sabendo que tinha uma mãe que ia cuidar de mim pra toda uma vida fiquei sabendo. Erra mesma que ia colocar uma coisinha na minha boca pra eu não chorar, ou quando eu estivesse chor ando, que ia me cobri quando eu estivesse com frio, eu ainda não sabia o que era frio, ia cantar pra mim, ia me beijar, ia me dar banho, me por pra dormir, dormia e acordava, dormia e acordava, comia e dormia. isso num longo período da vida. tempo depois fiquei conhecendo o meu pai, assim, o meu pai para mim não servia pra nada, era dolente, não me dava comida, nem banho, nem nada, ficava o tempo todo fazendo falinha engraçada, depois saia. Só sei que eu ficava muito tempo sozinho na rede dormindo. Tinha uma coisa que me incomodava muito que era ter que trocar de roupa toda hora, eu não sabia ir no mato, digo no banheirokkk. tempos depois fiquei conhecendo meu irmão, um cabeção que se chamava Reginaldo, um  outro que se chamava Maria, outras pessoas da minha família, que era chamados de parentes, outros que se chamavam de vizinhos. quando me levaram pra janela eu vi a cidade cheia de umas coisas que fiquei sabendo ser casas onde moravam as pessoas, a gente me encantei, Não muito depois comecei a ver as diferenças das coisas, o feio, o bonito, as cores diversas, comecei falar mamãe, depois papai, ver a luz, sentir os sabores, sentir os cheiros, comecei me engatinha, logo andar, logo corre, logo nadar. Depois sonhar, ter sonho lindos, viajar, voar, navegar, estudar. aprendi andar sempre de mãos dadas com os meus entres queridos na vida afora , na vida inteira. Logo tive o conhecimentos escolares, religiosos, os mandamentos. a educação, depois a poesia, a arte, a fé. a fé, a musica nos ouvidos um a beleza, a natureza, os pássaros, no azul do céu, me encantei ao ver pela primeira vez o mar, até hoje me encanta. A alegria, o sorriso das pessoas são algo que me encanta. A amizade, o amigo, o nascer do sol e o por. Como num passe de magica eu já estava adulto, em busca de um trabalho, de manutenção, para cuidar do mundo, para Deus e para sua s criações.

Autor: Euflavio Gois
30 de abril de 2018.Sp.

ESSE TEXTO AINDA NÃO
FOI REVISADO,

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ANO 1949

Final da década do 40 Coaraci era município de Ilhéus, era um dos ricos municípios de Ilhéus.´
Os fazendeiros eram homens muito rudes, que tinham vindo a maioria de Sergipe, Alagoas, menos de Pernambuco e Ceara por ser mais longe. Eram homens provavelmente que tinham chegado nas décadas de 20 e 30, se embrenhado nas matas, abrido caminhos e abrindo as matas para prantarem os primeiros pés de cacau. Muitos desses homens vinha fugidos da seca, do cangaço, da policia, de alguns fenômenos causado pela saída do Brasil do regime do imperial e que acabara de entra numa ''Republica nessa mesma época, o Brasil estava em guerra contra o Conselheiro e seus seguidores na chamada ''Guerra dos Canudos'' Quase no mesmo ano avançava sertão a dentro a famigerada Coluna Preste fazendo suas vitimas.Vou falar aqui especificamente de João Vital um ídolo para mim, com os meus ídolos do cinema,  tomava conta da minha imaginação.
Certa vez eu tive a alegria de ver-lo pessoalmente, fique admirado com aquela figura sóbria, já bem velho, mas muito imponente calçado com um chinelo de couro cru, uma barba tingida de branco prateado, bigode farto, fiquei muito impressionado, ele estava na casa do seu filho Girú, homem muito respeitado por todos da cidade de Coaraci, agora emancipada. quando vou na Bahia faço questão de passar na quela casa que continua lá do mesmo jeitinho cheia de história, nas suas dependências.
Coaraci para mim era com uma cidade do Faroeste Americano, com boiadas , cavalhadas circulando por dentro, nas ruas empoeiradas da cidade, seus personagem magníficos, suas figuras fooclóricas da hora. Eu um menino deslubrado  com a vida que se apresentava pra mim nua, pra mim viver, eu queria esta sempre ali com meu povo, com meus bichos no mato , com meus passarinhos cantando. Meus heróis estavam todos ali, para mim ver. O rio com suas águas correntes, uma alegria viver, ver as grandes tropas de burros gazos, carregados de cacau entrando e saindo o dia todo, os tropeiros rudes, com sua tropa na mão.  A história estava sendo escrita.
Para nos só restava esperar o dia amanhecer todos os dias para brincar correr e nadar, com tudo eu tinha muito medo dos afogados que eu vi, que eu vi ser tirados do fundo do Almada, aquilo é muito assustador para mim, eram pessoa conhecidas que numa fatalidade se afogavam.
Lembro dos crimes, das festas da Igreja, dos Micaretas da Cidade, das festas de São João, São Cosme e Damião. Em frente a minha casa lá na Bahia tem um alto, chamado alto da velha Maria onde tinha um grande pé de tamboril, arvore sentenária, a Velha Maria uma fazendeira do seculo 19 tinha sido muito rica, tinha enterrado muito dinheiro, patacões de prata do tempo dos reis. As botijas de dinheiro de Dona Maria foram dadas pra mutos homens conhecidos de Coaraci e região. Falavam que meu pai tinha sido um feliz ganhador do dinheiro de Dona Maria.
João Peruna um dos mais famosos pioneiros de Coaraci, home que doou o terreno do cemitério de Coaraci também enterrou dinheiro. João Peruna foi um dos primeiros prantador de cacau da região de Coaraci, isso é avaliado pelo porte gigante dos seus pés de cacaus. São cacaueiros muito fortes e grossos. Peruna era um homem muito agitado, na fronteira da locura, tinha um irmão também muito nervoso, Uma vez João Peruna foi levar o irmão em Ilhéus pra uma consulta num certo psiquiatra da época, chegando lá medico perguntou: Quem é o paciente? diante dos dois, tal era a agitação que se apresentava ali naquela hora entre os dois homens. João Peruna eu conheci já no fim da vida, mas tinha outros fazendeiros forte por lá homens muito rudes que chegara na quelas pragas no começo do seculo. Tomé Grande um mulato muito forte que nunca causou sapatos, adorava anéis, tinha os cinco dedos das mãos cheio de anéis de ouro, andava com os pés rachados, também não gostava de montaria, eu nunca vi ele montado, tinha umas fazendas na região, era muito admirado por todos , por seu tipo quase selvagem e pelos anéis que trazia nos dedos. Acredito que esse tinha muitos potes de dinheiro enterrado. Coaraci era um verdadeiro seleiro de gente assim com muita histórias que não foi contada. Essas pessoas todos analfabetas, quando aparecia um dele letrado era, servia de grande admiração. Como dona Josefa charuteira que sabia ler, lia muito bem era uma pessoa de uma educação exemplar,  tinha uma família muito linda, pessoas de cor negra muito pobres, muito nobres também, falava baixo, lia muito, faziam charutos, eu gostava muito de ir na casa dela brincava com os seus filhos.
Sr Dantas era um fazendeiro, homem de fino trato vivia afastado da cidade cuidando de suas fazendas, muito educado, tratava as pessoas pobres com delicadeza o que não era comum naqueles tempos de brutalidade, devia ter uma coração muito bom, tinha um monte de filhos, os filhos estudavam na cidade. Uma curiosidade daquele tempo,  ''uma boa carteira de couro''  o homem era muito respeitado se tivesse uma bonita carteira recheiada,  um chapéu Ramezoni pra por no cabeça e pronto, era abridores de portas. Também uma capa de chuva trés coqueiro é claro um bom relogio de bolso. Omega Ferradura, uma bota sanfona. Na Bahia era assim. Para os pobres regime de escravidão ou seme-escravidão. Comer poeira no sertão,  beber Água barrenta e tomar banho de cuia, a comida os restos de feira, os meninos barrigudos cheios de vermes, sobrevivia de briza, se entrasse mais pra dentro do sertão era pior. Os fazendeiros não tinha pena dos seus trabalhadores. Vaqueiros colhedores de cacau, limpadores de roça trabalhavam sem proteção nenhuma, tinha um sidicato de trabalhadores  Rurais  que fiscalizava, para os abusos não serem maiores.
A vida muito difícil fazia os filhos criarem asas e voarem, vinham para o Rio, Salvador e São Paulo, esses jovens voltavam pouco tempo depois exibindo boas roupas, um óculo vistoso e um bom radio de pilha, com isso atraia outros e outros para a mesma aventura na cidade grande.
Em 1949 Coaraci era um pequeno município de Ilhéus, com uma população de talvez uns 6 a 8 mil habitantes, um comercio bom, tinha todas as nesscidades do povo, pouco trabalho na cidade, um pouco de trabalho para quem era pedreiro ou capinteiro, os sapatos furados eram disputados por muitos  sapateiros que tinha por lá que eu não vou citar os nomes, não sei se devo: Há vou citar os que eu me lembro só pra registra nessa história. Manoel Pecadão, sapateiro de salto Luiz XV, Valdomiro, Zélito, trabalhei de aprendiz com ele, tomava conta de uma banca de calçados na feira pra o Zélito, o meu ultimo trabalho lá em Coaraci, ia me esquecendo de  Mestre  Hilário sapateiro, os marceneiro eram Rock gago. Juquinha, Ludgerio Preto, os principais eram esses, tinha e ainda tem os farinheiros, os fateiros, os açougueiros, oh povo que come carne! Na rua do Campo tinhas as ''Mulheres Damas" que trabalhavam dia e noite sem parar. Rochinha era a dona de bordel mais célebre,  nas ruas soltos vários vendedores de quibe, mingau de milhos , arroz doce, no campo de fo-fotebool, vendedores de rolete de cana, refresco de tudo, ate de gengibre, muitas brigas de rua era uma festa a vida daqueles tempos, as segundas s feiras eramos despertados com os galos cantando nos quintais de todas casas.
Pomada  era um negro velho vindo do tempo do cativeiro,  filho de escravos, ''nascido depois da lei do ventre livre '' era o pai de Rei Zulu um negro com ares de nobreza que vivia pelas ruas de Coaraci enriquecendo a sua paisagem negro enorme, calado sempre.
Esse Brasil que eu estou falando era um sem bandidagem, blindado, não se falava em drogas, orgulho de ter vivido aqueles tempos e esses também para poder contar essa história,
Eram uns tempos muitos difficiles nos eramos muitas bocas nervosas, só pensávamos em comer, no lugar não havia empregos, lugar cheio de homens encostados, na cabeceira da ponte em rodas de conversas intermináveis, nunca compreendi essa forma de viver, aqueles homens picando fumo para fazer cigarro de fumo de rolo, as vezes enrolado com palha de milho para espantar os jatiuns, pernilongos e cobras. Era lindo de ver as roças de cacau carregadas os frutos amadurecendo nos pés.
Os donos, fazendeiros mãos calejadas, facões de 20 afiados para entrar em ação.
                                 
Lá de traz da quela casa
tem um pé de mandaca,
nós vamos casar, nós vamos casar.

Lá no Terto uma grande fazendo de cacau estaria batendo todas as safras anteriores, alguns milhares de arroba seria colhida para para exportação, as tropas de burros e mulas estavam desconssando no pasto de capim para enfrentar a colheta e transportar para a rua, os ferreiros estavam preparando as ferraduras para eles.
Gude DE Giru neto de João Vital preparava os arreios da tropa, esse anos vai ter muito trabalho, tinha chovido bem, o trabalho ia ser muito duro, ia ter que aumentar o plantel de mulas e burros.

Meu pai soltava a voz subindo
a serra: Entre as mulheres que eu
conheco,
Tem uma que não esqueço,
quero esquece-la me esforço.
O nome del eu não digo,
não quero ter inimigo,
não quero ter inimigo,
não quero sentir remorço.

Não querendo cometer um desatino
vou partir sem ter destino, d
É nesse samba que eu digo
tudo que sinto, eu juro por Deus
eu não minto. Eu gosto da quela mulher.

E tome estrada e tome viagem e tome vontade de chegar. Os nossos animais fracos e cansados do já com a idade avançada, a viajem longa, peso da carga, ainda faltava umas duas horas pra chegar.
Os nossos animais tinam os seus nomes preservados decorado por  nos. eles eram também amados por serem os nossos colaboradores Paquinha, Ouro Preto e boneca eram os protagonistas da nossa tropa. Deus há de ter colocado eles em um paraizo, com pastos muito verdes para eles. Um dia espero ainda poder encontra-los,  eu acredito nisso, embora não me lembro bem o que foram feito deles, sim o que será que foram feito dos três? os três pareciam um. Não tenho ninguém para me responder essa pergunta. eu amava meus bichinhos. Boneca era uma mulinha de porte pequeno, muito docíl, agente brincava de passar por baixo da barriga dela era marron escuro. o ouro preto era pequeno quase preto. muito bom de carga, já a paquinha era bem agitada, não aceitava ninguém montando nela, era uma fera, era valente um temperamento muito forte nos nossos cminho tinha algumas ladeiras. Tempos muito marcante a minha  vida, foi um dos momentos mais importante nas nossas vidas, na minha então foi essencial, me tornei um forte a ponto de nunca ter medo de enfrentar a vida  como ele é.
Um dia numa uma daquelas passagens por aquele lugar da serra de João Vital passagem obrigatória nossa e de todos os viajantes com tropa eu vi um pé de laranja carregado pensei! vou pegar umas laranjas para levar pra casa e fui, subir no pé de laranja eu era a ainda subo em arvore até hoje  era bem alto, quando já tinha alcançado alguma laranjas me deparei com uma Jitirana verde, foi um susto terrivel, existe uma lenda que a Jitirana é uma cobra cego que vivem nas matas fechadas e que é terrivelmente venenosa, elas tem asas e voam, tem uma especie de ferrão no nariz, como elas são cegas, elas são esbarradas por arvores onde elas se chocam e ficam espetadas até morrer, eu desci da laranjeira a mil, rezando que nem católico. Meu Deus esqueci de pegar as laranjas que já tinha tirado.
Aquilo me pareceu que eu tinha me salvado por milagre. Credo...


CONTINUAÇÃO:

E assim com uma aventura atras da outra os anos iam passando lentamente, por que quando se é menino as horas não passa, os dias não passam, é assim que passam é assim que passam   passam os primeiros anos das nossas vidas. Juntamente com tudo isso vieram a  matricula na primeira escola, os primeiros contactos com os números e letras, professoras e outros meninos, em fim até  com Papai Noel, com as festas, iam ficando claras as fisionomias das pessoas, agente ia conhecendo os parentes, os avos, os tios, os vizinhos, em fim as professoras, é a fase mais importante das nossas vidas.
Entramos em contacto com o que é de sorrir e o que é de chorar, saber a diferença das cores, sabores, frio e calor e dor. Os dias são muito importante no começo da nossa vida, meninas, os meninos, a importância de você criar um animalzinho na fase  da sua infância. É a sua humanização.

Eu gostei tanto,
tanto quando me contaram.
Que lhe encontraram bebendo
e jogando na mesa de um bar.

E que quando os amigos do peito
por ti perguntaram, um soluco
cortou minha voz, não me deixou falar...

Pintinho. gatinho, cachorrinho, tartarugas são bichinhos que os pais devem entregar a responsabilidade para as crianças, é muito saudavel eu acho.
Não tinha a televisão para atrapalhar, não as falsas leis de proteção das famílias. as crianças cresciam com o que tinham em família, com os excessos  de amor, ou de indiferênça, Não tenho nada para reclamar. Os pais geralmente analfabetos não tinha muito que saber como criar os seus filhos, os criavam como tinham sido criados e pronto.
Em 1949 foi quando começou tudo, a viagem para Bahia, uma verdadeira aventura para o diferente, o desconhecido, eu era muito pequeno, tinha acabado de perder três irmãs, morreram de sarampo na véspara da viagem, minha mãe estava sofrendo muito a perda, teve também que trocar o certo em troca do incerto, para seguir os passos do marido meu pai, que não ligava muito pra nos.
Minha mãe tinha um bom emprego numa fabrica de tecido, largou tudo, emprego, familiares, colegas de serviço e amigos de infânçia, adeus tudo!
Coaraci não era ainda uma cidade, pertencia a Ilhéus, era Ilhéus, chovia muito por lá, uma população mista, muitas pessoas que vieram de longe, muita gente de Santo Antonio de Jesus, Santo Amaro da Purificação e de outros lugares, a população coaraciense era muito pequena e jovens ainda.
Os filhos dos pioneiros estavam crescendo naquela terra  desbravadas, com suas matas abertas para o plantio do cacau,  chovia muito, mata Atlántica pura, madeira de primeira a ser derrubadas, muito jacarandá foram abaixo,  precisava preparar as primeiras mudas de cacau,
A lei era a do facão Corneta. Aqueles homens vindo do Sertão, de onde vieram corridos dos rigores da Republica recém implantado e dos Cangaços diversos e suas crueldades em busca da riqueza, de  justiça.  Com uma roupa no corpo enfrentaram dias e dias nas estradas de tropeiros, muitos vieram de carona, pra aquelas terras  abriram picadas nas matas ricas do Sul da Bahia, conheci alguns. desses sertanejos que até então  nunca tinham visto tanta chuva, meu pai foi um desses. Embrenhou-se nas matas do sul ainda rapazinho, aprendeu a profissão de carpinteiro, foi agregado dos tios que tinham chegado antes e abandonou o seu sobre nome de ''Macedo Lima'' pelo Oliveira Lima do Tio Américo. Isso ele falava pra gente quando estava de bom humor, o fato é que deixamos de ser Sergipanos para adotarmos como sendo a nossa terra a boa e querida Bahia, me desculpe Sergipe. Nunca mais voltei lá para ver como é, tenho os parentes ainda por lá.
Chegamos na Bahia no começo de 1949 para mim o amor a primeira vista, me apaixonei logo de cara pelo Rio Almada, esse rio levaria o meu bico, aquele que agente chupa quando criança, me tirou a inossençia, quando eu percebir que já estava grandinho para tomar banho nu, levou alguns pingos de lagrima para o mar, ou ''Lagoa Encantada'' Ilhéus. lavou muitas vezes a minha alma, saboreei muitas vezes os seus peixinhos fritinhos, fez muita diferença nas nossas vidas.
Briguei muito ao ver-lo quase morto da ultima vez que estive lá em Coaraci. foi o que eu vi. Oh rio Almada eterno seras. Farei de tudo para voltar sempre naqueles lugares, a onde eu tive os melhores momentos da minha infância inquieta.
Aos sábado a feira fervilhava, era a festa semanal, vinham gente de toda parte, também era o nosso local de trabalho, vinham cantadores de repente, repentistas, vinham com a família cantar e encantar pedindo esmola,  na verdade eram cantadores do Sertão,chorano eu vou ver mamãe eu vou ver... Sol quente na cabeça barriga quereno comer.
Como disse o Caetano Veloso de perto ninguém é perfeito.
 eu sempre tive as minhas imperfeições sempre ressaltadas, eu era briguento, errava mais do que acertava, curioso, astuto.
Sempre procurei ser respeitado pelos moleques da minha epóca e era.



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domingo, 5 de novembro de 2017

''SEMENTE DO AMANHÃ''

Caminho sobre ovos,
Sobre a arte, sobre as nuvens.
No sertão sou o Sol puro sem dó.
Sou sertanejo valente,
Sapateio em serpentes.
Os Gaviões Carcaras,
As Ararinhas azuis Oncas pintadas,
As pardas meus bichos de estimação.
Sou Cavalo . Bicho cão.

Tou cansado de ser gente.
Estou cansado...
Tenho que tocar a vida e dançar
Mulé rendeira dos cabras de Lampião.
Falar minha propria lingua,
Cantar o meu proprio hino,
vou cantar...

Eu sinto as horas passar.
Tó no fio da navalha,
Andando na corda bamba,
na contagem regrecivo
vou morrer...
Não sei dançar essa musica...
Não tenho tempo pra
um passo de cada vez.
vou dar dez.
Tou cansado de ser gente.
Fazer seda, fazer mel,
eu vou beijar as flores, avoar...
Ser Águia, ser Falcão.
Quero florestas desertas,
Rios de agua limpas pra
nadar, eu quero a paz.

             FIM

Autor: Euflavio Gois
SP 2017.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

''DEZ ANOS DE ARTE '' Continuação.

Pois é autor desconhecido não. É uma peça em ''ITAPICURU PRETO'' trazido da Bahia, título ''ITAPICURU'' Colocarei a foto no final do texto. Ainda tenho a esperança de ver o Museu da Zona Leste de pé. Também tenho me arriscado nos pinces, tenho alguns trabalhos em telas. a pintura que eu mais gostei foi o ''Gatos na Luz'' pintei ''Favela'' São trabalhos que tem que ser prestado atenção, por ser arte, e assim sendo merecem respeito. Nesses dez anos na arte eu tenho observado, a  sua  importância no meu cotidiano, cada trabalho concluído me dar uma satisfação sem igual, é como eu ter dado a luz a algo. No processo todo de criação, eu estive em companhai do Frank, ele foi uma luz na minha vida, levantava junto comigo, tomava parte da minha vida, eu levava ele todos os dias para a sua voltinha no quarteirão, ele era um animal feliz depois de tomar o café e ele comer sua ração, começava o meu dia de arte ele me seguia para um ponto no quintal que eu chamava de Atelier a céu aberto e lá íamos  trabalhar, foram criado ali centenas de obras. Da Bahia pegamos muitos troncos de madeiras excelentes, troncos perdidos no meio do pasto viraram arte na minha mão, um tronco sem vida, as vezes chamuscado de fogo, de itapicuru ou até jacarandá da Bahia viraram arte. Eu trouxe  da Bahia, meu amigo Márcio Castro consegue essas madeiras pra mim e transformamos em arte, é muito gratificante, me sinto premiado.
A minha arte teve inicio quando nasci. Nasci em plena Segunda Guerra Mundial. Nasci um menino saudável, criativo, esperto, cheio de vida, minha mãe foi uma veterana de guerra, assim eu também fui, por quer eu estava na sua barriga sendo carregado por ela, enquanto trabalhava na tecelagem, depois da jornada de trabalho, duas horas a mais como voluntária e eu juntinho na sua barriga, no dia 8 de outubro de 1943 quando eu nasci ela trabalhou o dia inteiro. A minha cidade ficava as escuras, com suspeita de submarinos inimigos nas suas águas, dizem... A nossa cidade assim como todas as cidades do nordeste se identifica muito com a arte popular, que aflora nas suas festas populares, nas feiras livres e etc. sou de uma geração extraordinária, os meninos eram muito criativos, o rua era a sua escola, os meninos ricos viraram eram preservados,  viraram médicos , engenheiros sei lá o que! os pobres alguns viraram  grandes artistas nas ruas do mundo, do seus mundos. O meu pai tinha a arte de Carpinteiro, SIM NAQUELE TEMPO AS PROFISSÕES ERAM CHAMADAS DE ARTE. A arte de pedreiro, arte de ferreiro  de marceneiro, de barbeiro e etc.
Somos uma família de artistas, extremamente  inteligente, . tenho muito orgulho de pertencer a essa gente maravilhosa e procuro sempre honrar  e amar os meu antepassados, por ter me dado esse DNA. Apesar de não ter muitas informações sobre eles, sei apenas que o meu avo se chama Joaquim e só! meu pai não fala deles. Voltando aos dez anos da arte,  a arte esta  me trazendo muitas surpresas nessa vida, tenho buscado dar uma identidade aos meus trabalhos, dando-lhe uma identidade mista para as minhas esculturas, trabalhando o feio, o rustico, o torto, malamanhado, com o Frank junto eu viajava, dividia o meu tempo com ele e as escultura, a poesia e os passarinhos do quintal, me visitava todo s os dias, todos  os ano um par de tucanos, que vinha na época de coquinhos, eles vinham por causa dos coquinhos. Me chamam de artista temporão, não sei se é elogio ou não, vou levando a vida assim com um sorriso nas orelhas. O Frank se foi fez um ano, entristeci e ainda estou, mas guardamos a cinsinha dele, o nosso consolo, me deixou sozinho com a arte, que está cada vez mais viva. Todos os dias faço ou dou continuidade a uma nova peça, as minha escultura não segue nenhum padrão ou estética, não tenho preocupação com projetos, ou simetria, é uma escultura livre, aproveito os contornos do meu material, escolho antes o que serve ou não pra mim trabalhar a minha arte. já mudei muita coisa nesses dês anos de arte, a mente abriu, o trabalho que era ingenuo, vem se transformando, sofisticando a cada dia, sobre as exposições: tenho feito algumas pequenas, mais já tive convite pra expor fora do pais, mas o custo é muito alto, não tenho patrocínio, fica difícil. Carreguei nas costas forte o grande peso de não ser artista, o insuportável peso de não ser poeta. o incomparável peso de não ser escritor. Agora chega! por favor agora chega. Há dês anos exato eu disse; vou ser artista, vou ser escrito, vou ser poeta e fui ser, e sou. Não é que ser o que fui tenha sido ruim, ganhei força, aprendi ser o que sou, me defender, tive que lutar com as armas que tinha, que tenho as mãos e o cérebro, frequentei os lugares mais insalubres e hostil dentro do galpão das fabricas, fiz coisas inacreditável, eu fiz. ''fui um guerreiro do fogo'' vivi a maior parte da minha vida dentro da fabrica no escuro de uma mascara de soldador, aquela que o soldador usar pra trabalhar, vivi num mundo só meu, por infinitos momentos dos meus dias.


euflavio
Agosto 9 de 2017.

sábado, 5 de agosto de 2017

Cotinuação de ''DEZ ANOS DE ARTE''

Como eu estava dizendo, em casa sem fazer nada, não queria que a tristeza tomasse conta de mim, dai fui pra luta, inventei fazer arte, era o tudo ou nada, quando pequeno via minha mãe fazer burrinho de argila, bonequinha e cachimbo de barro. enfrentei, peguei um estilete e uma serrinha, ai estava pronto um escultor, isso esta fazendo dês anos, já com um acervo de mais de duas mil peças, estou feliz. A minha arte segundo um amigo Waldeck jé nasceu com uma identidade própria. Um trabalho rustico, sem a preocupação com a beleza estética, mas com personalidade e alma, minha arte é um clamor, traz em si o sentimento Nordestino, sertão puro, encontro na madeira morta tudo que eu preciso: dureza, cor e beleza, minha fonte, é os pastos, da Bahia com seus ITAPICURUS, JACARANDA perdidos, esquecidos na manga, pastos, PAUS BRASIS, PAU ROXINHO, VINHÁTICOS, ARUEIRA E BRAÚNA são as minhas madeiras.
Minha arte não tem um preço, não faço com a finalidade de vender, não saberia me desapegar dessa companheiras que salvaram minha vida, eu podia ser um ser triste hoje, não sou, cada trabalho que eu ponho no mundo, me soa como se eu tivesse salvando do fogo, dos fim, madeiras maravilhosas que iria se perder no fogo das queimadas, eu transformas em esculturas não sei se lindas, mas esculturas com vidas, com sentimentos, com muita, muita poesia. 
Os meus principais títulos são ''A MÃE,'' ''MANDELA'' ''POVOS DAS AMÉRICAS'' Que são uma serie de dês quadros, que eu me inspirei na tela de ''Tarcila do Amaral'' ''OPERARIOS'' Depois vinheram ''ITAPICURU'' ''CANUDOS''  ''CARAMURU'' ''XJNGU'' Um trabalho magnifico feito com um Dormente industrial, de carrinho de carregar materiais sobre trilhos, e uma serie muito grande de peças sem título, feitos, esculpidos em galhos de pau Brasil, esses trabalhos são muito especias. ''A ''CORUJA '' Um bloco de Peroba Rosa muito bonito, que antes de chegar em minhas mãos foi usado com cepo de cortar carne em Açougue, talvez por mais de cinquenta anos. O trabalho que foi inspirado na tela operários de Tarsila do Amaral realmente é um trabalho esplendoroso. Me desfiz de três telas dessa serie, uma está com o Mestre Waldeck de Garanhuns, uma tá com um Diretor da Casa de Portugal e a outra esta com uma pessoa da fundação Tide Setúbal. 
Tenho tido muitas alegrias, com esse trabalho, tenho ganhado muitas vidas, não deixo de pensar nos grandes mestres das artes, jã que todos eles tiveram histórias fabulosas como ou melhores do que a minha, mas sigo, já não sou mais um jovem, mas os anos tem sido muito generoso comigo, porque estou sempre me descobrindo, meus olhos e mente muitos atentos, procuro andar lado a lado com o novo. Descobrir que  as arvores são minhas amigas as plantinhas também, ouso e sinto os seus olhares para mim. Eu tenho esse dom. Falar de um trabalho muito importante para mim, um Jesus Cristo crucificado, feito com um galho de Nespra, fruta do nossos quintais. Esse trabalho por ser feito com um galho perfeito eu coloquei o título; em homenagem as nações indígenas; ''JESUS TUPY'' Jesus Tupy eu doei para a Igreja de São Francisco de Assis , esta na igreja de São Francisco de Assis no Ermelino Matarazzo.
Nesses dês anos de Arte eu tive a companhia integrau do meu cachorro ''Frank Pedra.'' O Frank era um Pit BUL legitimo nasceu no Natal de 2002, eram 12 filhotes lindos,  escolhemos ele, eu não sabia que ele mudaria minha vida, pra melhor, me tornei um cara amoroso aos animais por sua causa, eu que era um bruto, um bruto de coração bom, mais um bruto. Escrevei o meu primeiro poema por causa dele. Ele era um lindo, morreu olhando pra mim. Fiz outra doação de uma peça maravilhosa para o museu da Zona Leste, idealizado por uma pessoa muito amiga e não tive mais noticia se o Museu saiu ou se vai sair um dia, isso é lamentável por que mexe com a boa fé da gente. Como ´foi esculpido em madeira muito nobre, vai aparecer daqui a  muitos anos, feito por autor desconhecido.

5de agosto de 2017.
euflavio

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

''DEZ ANOS DE ARTE''

Depois de caminhar por caminhos tortos, cheguei até aqui, nesse mundo maravilhoso da arte, e é aqui que eu vou ficar. SAI Ileso de uma jornada de mais de quarenta anos de um trabalho limpo, de um trabalho estrondoso, fantástico, fui soldador elétrico por mais de 20 anos, trabalhei em situações quase impraticável, mas digino, um trabalho fortalecedor. Trabalhei em uma industria de molas de 1962, até 1969. CINDOMEL. DEPOIS IDEROL e ainda BADONI-ATB. Fui muito feliz e aprendi muito nessas três industrias acreditem, sou muito agradecido a Deus por isso. Aposentado e ainda me sentindo jovem e forte. O que fazer agora? não estava rico, não tinha dinheiro algum, tinha uma casa velha cheia de mofo, e um carro caindo os pedaços. vim de um povo sem herança nenhuma, por tanto que tem que fazer e vencer sou eu. Imaginem num país que as oportunidades são totalmente medida pela sua boa aparência, aonde você tem que ter boa aparência para arrumar um bom emprego, se você é nordestino e pobre não tem jeito você tá lascado. Boa aparência em nordestino só se ele for rico, como rico ou filho de rico não vem pra São Paulo, então não tem nordestino com boa aparência por aqui. Mesmo assim eu não me abalei e. venci essa batalha sem me importar com bobagens. com 45 anos, diploma UNIVERSITÁRIO na mão eu caminhei.Com 45 anos e aposentado como mandava o figurino sem dinheiro igualzinho cheguei aqui em São Paulo, só que agora com 45  anos uma mulher e três filhos, uma adolescente e dois crianças ainda.
Com um amigo e uma Brasília velha, arrumei um dinheirinho e fomos pra Minas Gerais compra queijo pra vender, não deu certo, fui vender e montar box de banheiro, não deu certo, fui vender melancia da feira, não deu certo, fui ser gerente numa fabriquinha de maquinas de lavar 
industrial numa quebrado, cheia de Cearenses morando dentro da fabrica, claro que não deu certo. Prestei concurso na Guarda Civil, na hora de tomar posse não deu, por motivo particular, não tomei posse. Prestei outro concurso na ''Fundação do bem estar do menor'' dai trabalhei 10 anos. depois dos 10 anos a coisa ficou insuportável pra mim , pedir demissão e fui pra casa. Já com 54 ou 55 anos a ARTE COMEÇOU  ENTRAR EM MIM, Ou melhor a Arte começou a sair de mim kkkkkk.
Eu abri esse texto para falar com a arte que sempre esteve em mim saiu para respirar, para causar, para dizer: eu estou aqui em toda a minha plenitude. em forma concreta e abstrata, falada escrita, pintada e esculpida eu estou aqui! Cheguei só faz dês anos, está fazendo. Na arte eu encontrei comigo, eu encontrei a paz, encontrei uma vida novinha para viver. Eu já tinha feito umas tentativas com argila, até com giz, escrever nunca tinha passado pela minha cabeça, me arrisque e tem dado certo, embora eu, um péssimo usuária da linguá portuguesa e tenho raiva dos pais dos burros, já fui comparado não sei sé ironicamente com: Mario Quintana, Fernando Pessoa, e Drummond. Na poesia já fui comparado com Manoel de Barro. Nunca li nenhum dos autores citados. Hoje já tenho mais de cem 100 poemas escritos, estou com um livro de contos e poemas publicado e estou preparando outro, sem medo, eu vou sempre em frente, mas não tenho medo de recua, não tenho. Comecei esculpindo pequenas peças, com um estilete escolar, depois fui passando para peças maiores, com muito sucesso estou indo trabalhando, pé, perguntam: você vende? eu sempre digo não, tenho grande traumas de vendas.  artista não pode e nem deve ficar escravo do mercado, para o bem da criação. Esse meu trabalho é tão importante na minha vida que a cada peça concluída, eu coloco alma, coloco poesia, sentimentos nelas. 
Tenho já um acervo de mais de duas mil obras de arte e muito folego para trabalhar, me divertir, sim me divirto as fazendo. No momento estou concluindo sete trabalhos para o festival de curta metragem de cinema de Suzano-SP. 


3 de ago de 2017
euflavio escritor