quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ANO 1949

Final da decada do 40 Coaraci era municipio de Ihéus, era umdos ricos municipios de Ihéus.´
Os fazendeiros eram homens muito rudes que tinham vindo a maioria de Sergipe, Alogoas, menos de Pernambuco e Cearé por ser mais longe. eram homen provavelmente que tinham chegado nas decadas de 20 e 30, se embrenhado nas matas, abrido caminhos e abrindo as matas para prantarem os primeiros pes de cacau. Muitos dsses homens vinha fugidos da seca, do cangaço, da policia, de alguns fenomenos causado pela saida do Brasil do regime do imperio e que acabara de entra numa Ditadura militar muito cruel, nessa mesma época, o Brasil estava em guerra contra o Conselheiro e seus seguidores na chamada ''Guerra dos Canudos'' Quase no mmesmo ano avançava sertão a dentro a famigerada Coluna Preste fazendo seuas vitimas.Vou falar aqui especificamente de João Vital um idolo para mim, com os meus idolos do cinema tomava conta da minha imaginação.
Certa vez eu tive a alegria de ver-lo pessoalmente, fique adimirado com aquela figura sobria. já bem velho, mas muito imponente calçado com um chinelo de couro cru, uma barba tingidade branco prateado, bigode farto, fiqueei muito imprecionado, ele estava na casa do seu filho Giru, homem muito respeitado por todos da cidade de Coaraci, ago emancipada. quamndo vou na Bahia faço questão de passar na quela casa que continua lá do mesmo jeitinho chei de história nas suas dependências.
Coaraci para mim era com uma cidede do Faroeste Americano, com boiadas , cavalhadas circulando por dentro, nas ruas empoeiradas da cidade. seus personagem magnificos, suas figuras foocloricas, da hora. Eu um menino deslubrado com a vida que se apresentava pra mim nua, pra mim viver, eu queria esta sempre ali com meu povo, com meus bichos no mato , com meus passarinhos cantando. Meus heróis estavam todos ali, para mim ver. O rio com suas aguas correntes, uma alegria viver, ver as grandes tropas de burros gazos, carregados de cacau entrando e saindo o dia todo, os tropeiros rudes, com sua tropa na mão. lá longe a história estava dendo escrita.
Para nos só restava esperar o dia amanhecer todos os dias para bricar correr e nadar. Eu tinha muito medo dos afogados que eu vi, que eu vi ser tirados do fundo do Almada, aquilo é muito assustador para mim, eram pessoa conhecidas que numa fatalidade se afogavam.
Lembro dos crimes, das festas da Igreja, dos Micaretas da Cidade, das festas de São João, São Cosme e Damião. Em frente a minha casa lá na Bahia tem um alto, chamado alto da velha Maria onde tinha um grande pé de tamboril, arvore sentenári, a Velha Maria uma fazendeira do seculo 19 tinha sido muito rica, tinha enterrado muito dinheiro, patacões de prata do tempo dos reis. As botijas de dinheiro de Dona Maria foram dadas pra mutos homens conhecidos de Coaraci e região. Falavam que meu pai tinha sido um feliz ganhador do dinheiro de Dona Maria.
João Peruna um dos mais famozos pioneiros de Coaraci, home que doou o terreno do cemitério de Coaraci também enterrou dinheiro. João Peruna foi um dos primeiros prantado de cacau da região de Coaraci, isso é avaliado pelo porte gigante dos seus pés de cacau. São cacaueiros muito fortes e groços. Peruna era um homem muito agitado, na fronteira da locura, tinha um irmão tambem muito nervoso, Uma vez João Peruna foi levar o irmão e Ilheus pra uma consulta num certo psiquiatria da época, chegando lá medico perguntou: Quem é o paciente? diante dos dois, tal era a agitação que se apresentava ali naquela hora entre os dois homens. João Peruna eu conheci já no fim da vida, mas tinha outros fazendeiros forte por lá homens muito rudes que chegara na quelas pragas no começo do seculo. Tomé Grande um mulato muito forte que nunca causou sapatos, adorava aneis, tinha os cinco dedos das mãos cheio de aneis de ouro andava com os pes rachados, também náo gostava de montaria, eu nunca vi ele montado, tinha umas fazendas na região, era muito admirado por todos , por seu tipo quase selvage e pelos aneis que usava. Acredito que esse tinha muitos potes de dinheiro enterrado. Coaraci era um verdadeiro seleiro de gente assim com muita histórias que não foi contada. Essas pessoas todos analfabetas, quando aparecia um dele letrado era, servia de grande admiração. Como dona Josefa charuteira que sabia ler, lia muito bem era uma pessoa de uma educação exemplar. tinha uma familia muito linda, pessoas de cor negra muito pobres, muito nobres também, falava baixo, lia muito, faziz charutos eu gostava muito de ir na casa dela brincava com os seus filhos.
Dantas era um fazendeiro, homem de fino trato vivia afastado da cidade cuidando de suas fazendas, muito educado, tratava as pessoas pobres com delicadeza o que não era comum naqueles tempos de brutalidade, devia ter uma coração muito bom, tinha um monte de filhos, os filhos estudavam na cidade. Uma curiosidade daquele tempo  era uma boa carteira de dinheiro, o homem era muito respeitado se tivesse uma bonita carteira recheiado e um chapeu Ramezoni pra por no cabeça e pronto, era abridores de portas. Também uma capa de chuva tres coqueiro é claro um bom relogio de bolso. Omega Ferradura, uma bote sanfona. Na Bahia era assim. Para os pobres regime de escravitão totol, comer poeira no sertão.  beber agua barrentae tomar banho de cuia, a comida era os restos de feira, os meninos barrigudos cheios de vermes, sobrevivia de briza, se entrasse mais pra dentrodo sertão era pior. Os fazendeiros não tinha pena dos seus trabalhadores. Vaqueiros colhedores de cacau, limpadores de roça trabalhavam sem proteção nenhuma, tinha um sidicato de trabalhdores da roça que fiscalizava, para os abusos não serem maiores.
Avida muito dificil fazia os govens criarem asas e voar, vinham para o Rio, Salvador e São Paulo, esses jovens voltavam pouco tempo depois exibindo boas roupas, um oculo vistoso e um bom radio de pilha, com isso atraia outrose outros para a mesma aventura na cidade grande.
Em 1949 Coaraci era um pequeno municipio de Ilheus, com uma população de talvez uns 8 a 10 mil habitantes, um comercio bom tinha todas as nessecidades do povo, pouco trabalho na cidade, um pouco de trabalho para quem era pedreiro ou capinteiro, os sapatos furados eram disputados por alguns sapateiros que tinha por lá que eu não vou citar os nomes, não sei se devo: Há vou citar os que eu me lembro só pra registra nessa história. Manoel Pecadão, sapateiro de salto Luiz XV, Valdomiro, Zélito, trabalhei de aprendiz com ele, tomava conta de uma banca de calçados na feira pra o Zélito, o meu ultimo trabalho lá em Coaraci, ia me esquecendo de  Mestre  Hilário sapateiro, os marcineiro eram Rock gago. Juquinha, Ludugerio Preto, os principais eram esses, tinha e ainda tem os farinheiros, os fateiros, os acogueros, oh povo que come carne! Na rua do Campo tinhas as ''Mulheres Damas" que trabalhavam dia e noite sem parar. Roxinha era a dona de bordel mais sélebre,  nas ruas soltos varios vendedores de quibe, mingal de milhos , arroz doce, no campo de footebol, vendedore de rolete de cana, refresco de tudo, ate de gingibre, muitas brigas de rua era uma festa a vida daqueles tempos, as segundas s feiras eramos despertados com os galos cantando nos quintais de todas casas.
Tomé Grande era um Sr negro vindo do tempo do cativeiro, provavelmente neto ou filho de escravos, fazenda perto de União Queimada, produtor de cacau chegava na rua com aqueles enormes pés descalços, mal vestido mas com os dedos cheios de aneis de ouro dois aneis em cada dedo e ainda um grande broche de ouro e pedras preciosas na altura do bolço da camisa velha, era um homem gigantesco,mesmo assim nunca ouvimos rampante de valentia nele. Talves uma presa facil para ser atacado por ladrões se fosse nos dias de hoje, tinha também uma fazenda de gado no ouro.
Eu ficava muito imprecionado com esse homem tão exotico, diferente e apaixonado por joias, Não gostava de montaria, pos nunca o vi montado. Odiava boncos, guardava o dinheiro em casamesmo,
Esse Brasil que eu estou falando era um sem bandidagem, blindado, não se falava em drogas, orgulho de ter vivido aqueles tempos e esses também para poder contar essa história,
Eram uns tempos muitos dificies nos eramos muitas bocas nervosas, só pensavamos em comer, no lugar não havia empregos, lugar cheio de homens encostados, na cabeceira da ponte em rodas de conversas interminaveis, nunca compreendi essa forma de viver, aqueles homens picando fumo para fazer cigarro de fumo de rolo, as vezes enrolado com palha de milhopara espantar os jati uns, pernilongos e cobras. Era lindo de ver as roças de cacau carregadas os frutos amadurecendo nos pés.
Os donos, fazendeiros mãos calejadas, facões de 20 afiados para entrar em ação.
                                 
Lá detraz daqela casa
tem um pé de mandaca,
nós vamos vasar, nós vai casar.

Lá no Terto uma grande fazendo de cacau estaria batendo todas as safras anteriores, alguns milhares de arroba seria colhida para para exportação, as tropas de burros e mulas estavam desconssando no pasto de capim para enfrentar a colheta e transportar para a rua, os ferreiros estavam preparando as ferraduras para eles.
Gude DE Giru neto de João Vital preparava os arreios da tropa, esse anos vai ter muito trabalho, tinha chovido bem, o trabalho ia ser muito duro, ia ter que aumentar o plantel de mulas e burros.

Meu pai soltava a voz subindo
a serra: Entre as mulheres que eu
conheco,
Tem uma que não esqueço,
quero esquece-la me esforço.
O nome del eu não digo,
não quero ter inimigo,
não quero ter inimigo,
não quero sentir remorço.

Não querendo cometer um desatino
vou partir sem ter destino, d
É nesse samba que eu digo
tudo que sinto, eu juro por Deus
eu não minto. Eu gosto da quela mulha.

E tome estrada e tome viagem e tome vontade de chegar. Os nossos animais fracos e cansados do peso da carga, ainda faltava uma duas horas pra chegar.
Os nossos animais tinam os seus nomes preservados pos nos. Paquinha, Ouro Preto e boneca eram os protagonistas da nossa tropa. Deus há de ter colocado eles em um paraizo, onde um dia ainda possamos nos encontrar, eu acredito nisso, embora não me lembro bem o que foram feito deles, sim o que será que foram feito dos tres? os tres pareciam um. Não tenho ninguem para me responder essa pergunta. eu amava meus bichinhos. Boneca era uma mulinha de porte pequen, muito docil, agente brincava de passar por baixo da barriga dela era morron escuro. o ouro preto era pequeno quase preto. muito bom de carga, já a paquinha era bem agitada, não aceitava ninguém montando nela. Tempos muito marcante na nossa vida, foi um dos momentos mais importante nas nossas vidas, na minha então foi essêciais, me tornei um forte.
Um dia uma daquelas passagens por aquele lugar e vi um pé de laranja carregado, pensei vou pegar umas laranjas e fui, subir no pe que era bem alto, quando já tinha alcançado alguma laranjja me deparei com uma Jitirana verde, foi um susto terrivel, existe uma lenda que a Jitirana é uma cobra cego que vivem nas matas feixadas e que é terrivelmente venenosa, elas tem asas e voam, tem uma especie de ferrão no nariz, com elas são cegas, elas são esbarradas por arvores onde elas se chocam e ficam espetadas até morrer, eu desci da laranjeira a mil, rezando que nem catolico. Meu Deus esqueci de pegar as laranjas que já tinha tirado.


CONTINUAÇÃO:

Os anos iam passando lentamente como passam os primeiros anos das nossas vidas, matricula na escola, os primeiros contactos com Papai Noel, com as festas, iam ficando claras as fisionomias das pessoas, agente ia conhecendo os parentes, os avos, os tios, os vizinhos, em fim as professoras, é operiodo mais importante das nossas vidas.
Entramos em contsacto com o que é de sorrir e o que é de chorar, saber a diferença. Os dias são muito importante no começo da nossa vida, meninas, os meninos, a importância de voce criar um animalzinho na epoca da sua infâcia. É a sua humanização.

Eu gostei tanto,
tanto quando me contaram.
Que lhe encontraram bebendo
e jogando na mesa de um bar.

E que quando os amigos do peito
por ti perguntaram, um soluco
cortou minha voz, não me deixou falar...

Pintinho. gatinho, cachorrinho, tartarugas são bichinhos que os pais devem entregar a responsabilidade para as crianças, é muito saudavel e acho.
Não tinha a televissão para atgrapalhar, não as falsas leis de proteção das familias. as crianaças cresciam com o que tinham em familia, com os essessos tante de amor, com o de indiferênça, Não tenho nada para reclamar.
Em 1949 foi quando começou tudo, a viagem para Bahia, uma verdadeira aventura para o diferente, o desconhecido, eu era muitopequeno, tinha acabado de perder três irmãs, morreram de sarampo na vespara da viagem, minha mãe estava sofrendo meuto a perda, teve também que perder o serto em troca do incerto, para seguir os pssos do marido meu pai, que não ligava muito pra nos.
Minha mãe tinha um bom emprego numa fabrica de tecido, largou tudo, emprego, familiares, colegas de serviço e amigos de infânçia, adeus tudo!
Coaraci não era ainda uma cidade, pertenci a Ilheus, era Ilheus chovia muito por lá, uma população mista, muitas pessoas que vieram de longe, muita gente de Santo Antonio de Jesus, Santo Amaro da Purificação e de outros lugares, a população coaraciênse era muito pequena e jovens ainda.
Os filhos dos pioneiros estavam crescendo naquela terraa ser desbravadas,  chovia muito, mata Atlantica pura, madeira de primeira a ser derrubada, precisava preparar as primeiras mudas de cacau,
A lei era a do facão Corneta. Aqueles homens vindo do Setão de onde vieram corridos dos rigores na Republica recem implantado e dos Cangaços diversos e suas clueldades,  com uma roupa no corpo enfrentaram dias e dias nas estradas de tropeiros, muitos vieram de carona, pra aquelas terras ricas do Sul da Bahia, conheci alguns. Esses sertanejos nunca tinham vista tanta chuva. meu pai foi um desses. Embrenhou-se nas matas do sul aida rapaizinho, aprendeu a profissão de carpinteiro, foi agregado dos tios que tinham chegado antes chamado Americo O Lima e abandonou o seu sobre nome de ''Macedo Lima'' pelo Oliveira Lima do Tio Americo. Isso ele falava pra gente quando estava de bom humor, o fato é que deixamos de ser Sergipanos para adotarmos como sendo a nossa terra a boa e querida Bahia, me desculpe Sergipe.
Chegamos na Bahia no comesso de dezembro de 1949 para mim o amor a primeira vista, me apaixonei logo de cara pelo Rio Almada, esse rio levaria o meu bico, aquele que agente chupa quando criança, me tirou a inosençia, quando eu percebir que já estava grandinho para tomar banho nu, levou alguns pingos de lagrima para o mar, ou ''Lagoa Encantada'' Ilheus. lavou muitas vezes a minha alma, saboreei muitas vezer os seu peixinhos fritinhos, fez muita diferença nas nossas vidas.
Briguei muito ao ve-lo seme morto da ultima vez que estive lá em Coaraci. Oh rio Almada eterno seras. Farei de tudo para voltar sempre naqueles lugares, a onde eu tive os melhores momentos da minha infânçia inquieta.
Aos sabado a feira fervilhava, era uma festa semanal, vinham gente de toda parte, também era o nosso local de trabalho, vinham cantadores de repente, vinham esmolécom a familia cantavam, na verdade eram cantadores do Sertão, colocavam o prato no chão e tome cantiga, era viola, safoninha de 8 baixos, batiam colher e reco reco, pandeiro: Oh mãe, oh mãe, oh mãe mãe mãe eh, Oh mãe, oh mãe, oh mãe mãe seu filhi tá c horano eu vou ver mamãe eu vou ver... Sol quente na cabeça barriga quereno comer.
Como disse o Caetano Veloso de perto ninguém éperfeito, eu sempre tive as minhas imperfeições sempre resaltadas, eu era briguento, errava mais do que acertava, curioso, astuto.

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domingo, 5 de novembro de 2017

''SEMENTE DO AMANHÃ''

Caminho sobre ovos,
Sobre a arte, sobre as nuvens.
No sertão sou o Sol puro sem dó.
Sou sertanejo valente,
Sapateio em serpentes.
Os Gaviões Carcaras,
As Ararinhas azuis Oncas pintadas,
As pardas meus bichos de estimação.
Sou Cavalo . Bicho cão.

Tou cansado de ser gente.
Estou cansado...
Tenho que tocar a vida e dançar
Mulé rendeira dos cabras de Lampião.
Falar minha propria lingua,
Cantar o meu proprio hino,
vou cantar...

Eu sinto as horas passar.
Tó no fio da navalha,
Andando na corda bamba,
na contagem regrecivo
vou morrer...
Não sei dançar essa musica...
Não tenho tempo pra
um passo de cada vez.
vou dar dez.
Tou cansado de ser gente.
Fazer seda, fazer mel,
eu vou beijar as flores, avoar...
Ser Águia, ser Falcão.
Quero florestas desertas,
Rios de agua limpas pra
nadar, eu quero a paz.

             FIM

Autor: Euflavio Gois
SP 2017.


sábado, 5 de agosto de 2017

Cotinuação de ''DEZ ANOS DE ARTE''

Como eu estava dizendo, em casa sem fazer nada, não queria que a tristeza tomasse conta de mim, dai fui pra luta, inventei fazer arte, era o tudo ou nada, quando pequeno via minha mãe fazer burrinho de argila, bonequinha e cachimbo de barro. enfrentei, peguei um estilete e uma serrinha, ai estava pronto um escultor, isso esta fazendo dês anos, já com um acervo de mais de duas mil peças, estou feliz. A minha arte segundo um amigo Waldeck jé nasceu com uma identidade própria. Um trabalho rustico, sem a preuculpação com a beleza estética, mas com personalidade e alma , minha arte é um clamor, traz em si o sentimento Nordestino, sertão puro, encontro na madeira morta tudo que eu preciso: dureza, cor e beleza, minha fonte, é os pastos, da Bahia com seus ITAPICURUS, JACARANDA perdidos, esquecidos na manga, pastos, PAUS BRASIS, PAU ROXINHO, VINHÁTICOS, ARUEIRA E BRAÚNA são as minhas madeiras.
Minha arte não tem um preço, não faço com a finalidade de vender, não saberia me desapegar dessa companheiras que salvaram minha vida, eu podia ser um ser triste hoje, não sou, cada trabalho que eu ponho no mundo, me soa como se eu tivesse salvando do fogo, dos fim madeiras maravilhosas que iria se perder, fogo das queimadas, eu transformas em esculturas não sei se lindas, mas esculturas com vidas , com sentimentos, com muita , muita poesia. 
Os meus principais títulos são ''A MÃE, ''MANDELA'' POVOS DAS AMÉRICAS, Que são uma serie de dês quadros, que eu me inspirei na tela de ''Tarcila do Amaral ''OPERARIOS'' Depois vinharam ''ITAPICURU'' ''CANUDOS''  ''CARAMURU'' ''XJNGU'' Um trabalho magnifico feito com um Dormente industrial, de carrinho de carregar materiais sobre trilhos, e uma serie muito grande de peças sem título, feitos, esculpidos em galhos de pau Brasil, esses trabalhos são muito especias. ''A ''CORUJA '' Um bloco de Peroba Rosa muito bonito, que antes de chegar em minhas mãos foi usado com cepo de cortar carne em Açougue, talvez por mais de cinquenta anos. O trabalho que foi inspirado na tela operários de Tarsila do Amaral realmente é um trabalho esplendoroso. Me desfiz de três telas dessa serie, uma está com o Mestre Waldeck de Garanhuns, uma tá com um Diretor da Casa de Portugal e a outra esta com uma pessoa da fundação Tide Setúbal. 
Tenho tido muitas alegrias, com esse trabalho, tenho ganhado muitas vidas, não deixo de pensar nos grandes mestres das artes, jã que todos eles tiveram histórias fabulosas como ou melhores do que a minha, mas sigo, já não sou mais um jovem, mas os anos tem sido muito generoso comigo, porque estou sempre me descobrindo, meus olhos e mente muitos atentos, procuro andar lado a lado com o novo. Descobrir que  as arvores são minhas amigas as plantinhas também, ouso e sinto os seus olhares para mim. Eu tenho esse dom. Falar de um trabalho muito importante para mim, um Jesus Cristo crucificado, feito com um galho de Nespra, fruta do nossos quintais. Esse trabalho por ser feito com um galho perfeito eu coloquei o título; em homenagem as nações indígenas; ''JESUS TUPY'' Jesus Tupy eu doei para a Igreja de São Francisco de Assis , esta na igreja de São Francisco de Assis no Ermelino Matarazzo.
Nesses dês anos de Arte eu tive a companhia integrau do meu cachorro ''Frank Pedra.'' O Frank era um Pit BUL legitimo nasceu no Natal de 2012, eram 12 filhotes lindos,  escolhemos ele, eu não sabia que ele mudaria minha vida, pra melhor, me tornei um cara amoroso aos animais por sua causa, eu que era um bruto, um bruto de coração bom, mais um bruto. Escrevei o meu primeiro poema por causa dele. Ele era um lindo, morreu olhando pra mim. Fiz outra doação de uma peça maravilhosa para o museu da Zona Leste, idealizado por uma pessoa muito amiga e não tive mais noticia se o Museu saiu ou se vai sair um dia, isso é lamentável por que mexe com a boa fé da gente. Como ´foi esculpido em madeira muito nobre, vai aparecer daqui é muitos anos, feito por autor desconhecido.

5de agosto de 2017.
euflavio

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minhas Lembranças.

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância, trata-se de George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia no Almada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu., com  a nossa cidade dessa maneira, com areia tirada na mão.
O George também foi um grande violonista, quando surgio os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''.  George receba a minha homenagem através desse conto.

terça-feira, 20 de junho de 2017

''O VÔO''

       
             

A minha imaginação cria asas.
Cria asas e voa!
Abre as asas e voa!
Voa e ganha as alturas,
junto com os meus pensamentos
e caneta, vamos escrever!
Procura a companhias
dos amigos urubus,
para não voar sozinho.
Eles voam soberanos
bem alto, eles voam.


Vejo do alto nesse vôu,
o grande mundo real!
Pedras Gigantescas na paisagem,
me inundo com tanta beleza,
tenho ilusão de ótica, me embriago!
Pequenos seres humanos
eu vejo aqui do alto, parecem
formigas, pontinhos negros.
Carrego comigo sonhos.
Rolos de sonhoskkk.

Em bigorna de aço malhei o
aço com as mãos, com os braços.
Aqueles mesmo do abraço sim!
Esses mesmo do abraço.
Já vivi muitas vidas e
tenho tantas outras para viver,
Eu vi queda do muro,
A abertura da China.
Vi dois Eclipse do Sol.

Vou visitar mais uma vez
O Reino dos animais.
Dizer um Olá pra os Tigres,
Gorila, Cobras Corais, as,
Ararinhas Azuis, os Leões,
Os Micos Leões Dorados e
os Lobinhos Guaras.
As Onças Suçuaranas, as pintadas.

Já no final da viagem
rasgo pedaço de nuvem
para escrever sobre o frio
das alturas, as delicias de voar.
os olhos dos Urubus companheiros
também as cores do amor.
rasgo pedaços de nuvens,
escrevo sobre a beleza da terra
e a maravilha do mar,
Sobre o nascer do Sol e o por.


                  FIM.

Autor: Euflavio Gois
Em Junho de 2017-SP.


               






quinta-feira, 15 de junho de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

'''SR. JESUINO''

Tenho muito boas lembranças da primeira infância, muito boas, lembro de muitas coisas, coisas do arco da velha pra minha idade de de três,  quatro e cinco anos, mas poucas lembranças da presença do meu pai, lembro muito dos medo da época, medo de veio, de doido, tinha um veio chamado Zé Barateiro, que eu tinha muito medo, também com um nome desse o que vocês querem? minha mãe se agente chorava e chorava muito por causa da sua ausência ela falava perai que eu vou chamar o Zé Barateiro, eu vou chamar Conceição doida, fomos cuidados por Siholinda,  Sihaterta e outras que eu era muito pequeno não lembro o nome obs. Embora pequeno sou até hoje.  mais a presença da minha mãe, embora também poucas, por motivo dela trabalhar também fora, como já falei em outros post. ou textos, minha mãe trabalhava fora e nos eramos cuidados assim como as famílias moderna só via a minha mãe a noite quando ela voltava da fabrica de tecidos. Meu Pai nessa época estava trabalhando no Sul da Bahia, mais precisamente na região de Ilhéus, ,  não tenho nenhuma lembrança marcante dele, só lembro da minha mãe desesperada por quer meu pai o Sr Jesuino tinha escrito em carta dizendo que ia buscar a família pra o Sul, digo pra Bahia, que tinha encontrado um amigo que estava  lhe ajudando muito, esse homem se chamava ZEZE MENEZES um comerciante. Esse homem teria arranjado uma casa onde nos iriamos e moramos nessa casa sim por pouco tempo. Esse período foi um período de horror para nos, para minha mãe, os efeitos dassa carta foram um terror, minha mãe uma pessoa de cabeça muito quente, ficou muito desesperada, teria que pedir a conta da fabrica de tecidos, nesse meio tempo passava por a nossa região um grande surto de sarampo que levou três das nossas irmãzinhas, não me pegou por sorte eu acho, num período muito curto foram embora Eunice, Creuzinha e Maria Luiza.
Logo depois dessas meninas morrerem meu pai apareceu para carregar nos para o Sul da Bahia, ai eu já tinha Cinco anos de idade, minha mãe largou tudo pra traz, familiares: pai, irmãos, amigos e emprego para conhecer o desconhecido total e ainda enfrentar preconceitos de toda sorte, sim a nossa vida inteira foi lutando contra preconceitos, não arrancou pedaços somes pessoas fortes todos da nossa família.
Meu pai sempre foi um homem muito temperado, não era um Leão nem um ratinho era um lutador nunca deixou passarmos muita dificuldade, sempre tivemos uma certa estabilidade, sempre moramos em lugar com chuvas regulares, era carpinteiro, com já disse num gostava muito da profissão, não gostava de receber ordens, nem eu, chegamos em Coaraci em 1949 ele trabalhava fazendo esquadrilhas, janelas, portas, tudo que era madeiramentos em prédios, em Itabuna-BA ele trabalhou num predio do Dr Vito Maron, depois foi trabalhar por conta própria, fez um carrinho bem feitinho, arrumou um amigo e sairam pra o mato compra carneiro e tudo que se mexia, matava e colocava no carrinho a carne e saia vendendo nas ruas de Coaraci, logo lhe arranjaram um apelido de ''Carneiro Gordo'' que pelo que eu sei ele gostava muito desse apelido, depois montou uma banca na feira e ampliou os negócios, passou a negocia com manteiga e requeijão. Ali eu e meu irmão já estávamos grandinhos e ajudávamos muito nesses serviços até que chegou os anos 60 e eu tinha virado a cabeça para vim pra São Paulo, dai os negócios dele não iam muito bem , ele resolveu de ultima hora vim também e veio comigo e aqui ficou até o ano de 1970 quando faleceu.  
O que eu posso dizer do meu pai? Ele era bonito pra os padrões nordestino, era inteligente, um homem bruto, beirado ser ignorante, mas tinha o coração bom era devoto, cantava gostava de assovia, quando ele pegava a assovia eu tinha um pouco de vergonha dele era divertido, tinha preferencia por determinados filhos, bebia mas não era um viciado em bebida, muito vaidoso. morreu com 55 anos em São Paulo. em maio de 1970. 


                                          FIM.

Autor: Euflavio Gois Lima.
SÃO PAULO.BR

    



sábado, 6 de maio de 2017

Fase NEGRA NA CAMINHADA

Estamos em 2016- 17.
Estou vivendo na Arte uma fase extraordinária, uma fase de muita criação que eu não sei por quer vou chamar de ''fase negra da criação'' Na poesia escrevi vários textos. Textos com a minha fisionomia, com formatos biologista ou biológicos, onde eu coloco muita força, muita vida, sentimentos, sonhos, liberdade. 
Um voou rasante sobre a realidade nua, crua.
Em 2016 quando eu perdi meu cachorro Frank eu pensei que não ia dar mais. Era tanto a integração entre ele e eu que causava ciumes nos meus filhos. nos meus. Ofrank realmente mudou a minha vida, vida que até antes dele chegar não tinha arte, poesia só tinha trabalho e vazio. ''Eu era um vazo vazio'' Lembrança dele me assistindo esculpir uma Coruja, uma sensação, uma alegria de ter ele ali o dia todo, ou a tarde toda, ou ainda a manhã todo me olhando com aquele olhar de cachorro. Lindo muito lindo aquilo, um verdadeiro querido. Pra ele ''VULTO BRANCO'' Falar da poesia que é uma paixão mais nova e vibrante também assim com a escultura. Vaga lume, O Beija Flor a Flor, o Beija Flor, Raposa Serra do Sol são poemas da safra de 2016- 17. Meu poemas são poemas vivos com azas, voam em forma de Beija flor, Abelhas , Ben-te-vis e Urubus.
Nessa fase encontrei a forma exata,  onde uma coisa parecem com a outra, as esculturas são imensamentes poéticas, eu tenho uma maneira inexplicável de colocar sentimentos, vida nelas. 
As minhas caminhadas tem sido deliciosas, os caminhos tortos me divertem, me divertem as travessias, cada corte, me traz muitas satisfações, cada cor das madeiras, defeitos me desafiam.
Essa arte sempre esteve em mim sem eu saber, em fim cada coisa no seu tempo, estarei sempre atento, aberto para novos formatos, na arte e na vida. Fico muito feliz quando recebo criticas conscientes, também elogios, delicadezas, comentários me arremessam para o alto. Eu só tenho procurado ser um bom filho de Deus agora, amo essa coisa da transformação, gosto de trabalhar o feio, o degradado me traz obras mais bonitas, tenho sido uma pessoa consistente, uma pessoa pura com uma missão eu acho. 
Durante mais de 30 anos fui um bem sucedido metalúrgico, obediente, nunca quis ter cargos de superior, nuca quis ser usado pelo capital, nunca! sempre soube a minha importância, a minha importância, a minha importância. 
Fase negra no sentido brilhante, no sentido magnifico, puro que eleva transforma, jamais falaria fase cor de rosa.kkkkk         

quinta-feira, 4 de maio de 2017

UMA FORTALEZA CHAMADA MINHA MÃE.

Sempre estive perto da minha mãe, nas alegrias e principalmente na tristeza: Era favinho faça isso, favinho você já fez o que eu mandei? era assim, o tempo ia passando eu ia crescendo as responsabilidades ali junto, ia pras o rio com ela lavar roupas, lavar fato de carneiro. para mim parecia que só tinha eu, mais era assim eu fazia tudo sorrindo, não lembro de ser um reclamão, com meu pai a mesma coisa, ele matava carneiro e eu era o seu ajudante em tudo, o meu irmão mais velho que Deus o tenha reclamava de tudo que ia faze mais fazia.
Em 1961 eu vim pra São Paulo sozinho com 18 anos, aqui eu tinha promessa de trabalho, mais só promessa num sabe? vim assim mesmo espirito aventureiro deu 18 anos não esperei nem um mês e já estava na estrado. minha mãe ficou, só viria um ano depois. Veio com os meninos mais novos e o mais velho, o mais velho só veio trazer ela e voltou em seguida, aqui estava eu e meu pai que já era separado da minha mãe, chegaram aqui em 1962 não lembro o mês, ai eu já estava trabalhando, ganhando o salario minimo que na época era bom, sim era bom não lembro quanto equivalia se trazido par os dias de hoje, só sei que dava pra pagar um aluguel e fazer mais algumas compras, só eu tinha idade de trabalhar formalmente, tinha um irmão e duas irmãs, tinha três irmãos homens também um grandinho e dois pequenos. Ana Maria que estava ficando mocinha foi trabalhar em casa de família, família, patroes também pobres só que estabelecidos a Eulina também, era só pra diminuir as bocas, o Evilásio também era danadinho também arrumou um jeitinho de sé encostar em alguém em traca da comida, só restava eu, minha mãe e os dois pequenos fomos se virando como dava, meu pai ajudava um pouquinho, também. Nessa vida vivemos três anos, eu trabalhava pertinho de casa vinha almoçar em casa, almoçava ouvindo novela de radio, sim novela do meio dia no Radiokkk
eu achava aquilo uma delicia, eu apesar de tantas dificuldades nunca atrasei um aluguel, mais não tem nada tão ruim que não possa piora, o dono da casa pediu a casa, e agora? eu fiquei sem saber o que fazer, procurei meu pai para falar com ele que tinha mais tempo de procura outra casa pra nos, meu pai deu uma procuradinha, o dono casa que nois morava tinha uma certa pressa, meu pai estava demorando de arrumar outra casa,  nesse chove e não molha meu pai me contou meio vacilante que tinha comprado um terreno num lugar muito remoto que chovia quase todos os dias chamado Itaim Paulista alivio. Me disse ele bem assim: ''Flavinho eu comprei um terreno estou construindo dois cômodos já está coberto de telha você quer ir com sua mãe e os meninos pra lá? já marcamos o dia de eu ver a casinha com ele, ai fui com ele fiquei encantado com aquela possibilidade de não pagar mais aluguem era um lugar alto,sem nenhuma possibilidade de enchentes. Lugar totalmente desabitado, pouquíssimos moradores, eu iria me tornar um Pioneiro naquele lugar que morei até 2015. Quero dizer que chegue no jardim dos Iper em Setembro de 1965 e fiquei até outubro de 2015, Cheguei em um bairro sem nenhuma estrutura e deixei totalmente urbanizado, lutando junto com dona Donata minha valente mãe.
Vou relembra uma das maiores façanha feita por minha mãe: Ainda lá na Bahia o meu irmão mais velho amanheceu um dia gritando de dor como um louco, foram chamado todos os benzedores do lugar, feito tudo que era de reza e simpatias para curar a dor desse meu irmão que se chamava Reginaldo e que é falecido hoje. Minha mãe amarrou  um pano na cabeça  como ela fazia sempre que ia sair e saiu como louca buscar o Dr Ideoblando  na casa dele na Rua Vasco da Gama se não me engano, e trouxe ate em casa, Ideoblando era uma pessoa tão do bem que não precisava muita coisa para tira-lo de casa numa emergência, o Dr pegou sua pasta medica ou maleta onde é guardado os equipamentos medicos e correra lá para casa sem carro com um dos braços meio que balançando sem muito controle, era uma meia que paralisia não sei, eu não o vi mais depois que vim pra cá, espero ve-lo ainda, mesmo sem carro, na quela época carro era coisa só de rico. Chegando em casa o meu irmão estava gritando de dor o Dr o examinou e falou pra minha mãe made os meninos ir brincar na rua e esquente uma água, arrume uns panos lipos. o menino esta com um tumor interno grudado no osso do fêmo vamos rasgar a perna dele! Pegou o bisturi acho que o bicho se chama isso e tirou o tumor. Meu irmão se tornaria  um grande amigo da família Pires. eu vim pra São Paulo logo em seguida e aqui tivemos eu e minha mãe outras lutas de tirá o folego. Minha Dona Donatta! foi uma honrar muito grande ter lutado ao seu lado, sobre o seu comando.


AUTOR: Euflavio Gois Lima.



                                               FIM.
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quinta-feira, 16 de março de 2017

''O CANTO DO CISNE BRANCO''

Minha terra também tem
Palmeiras a onde
cantam os sabiás
os Ben-te-vis, os Juritis
que Palmeiras lindas aquelas,
que terra linda aquela,
com frutas deliciosas,
com gente maravilhosa
e foi ali que eu nasci
andando em carros de bois,
matando cobra coral.

Tomando banho de rio,
andando em mata fechada,
me pendurado em cipó
como fazia Tarzan ali
pertinho do mar, ali
pertinho do mar!
Boiada solta nas ruas
parecia um Pamplona
no dia de sua festa,
tinha missa aos Domingos,
tinha também futbool.

O Sol nascia mais cedo
ia embora mais tarde.
Os dias er5am mais longos ,
pareciam infinitos
naquele mudo de Deus.
Eu levantava bem cedo ia
pra escola estudar,
só pra ver as menininhas
fita rosa nos cabelos e
sandálinhas nos pés.
Até os dias de chuva
parecia bem melhor,
tinha mais verde,
mais água limpa nos rios,
mais passarinhos cantando,
mais alegria no ar.
Coloridas borboletas.
abelhas fazendo mel,
arruaceiros bem-te-vis.

Todo mes a lua cheia
ia lá nos visitar, é difícil
esquecer.
Sentado em uma pedra
um menino a pescar,
varinha fina na mão,
os peixinhos pirracentos
passa pra lá e pra ca,
pra minhoquinha nem
olhava e o menino ali
pescando sem nenhum
peixe pegar.
Aqueles tempos tão distantes
ele teima em ir buscar.
São lembranças limpas,
vivas, restauradas.
Vivacidade misturadas a
ingenuidade, isso é
bonito é muito lindo
meu rapaz.

FIM.
Autor: Euflavio Gois Lima.






ARTE CONTEMPORANEA ''XILOGRAVURA DESSE EUFLAVIO MADEIRART GOIS.
MARÇO  DE 2017














SÃO PAULO BRASIL.

quinta-feira, 9 de março de 2017

'' O CAFÉ DA MINHA INFÂNCIA ''

Levantava bem cedinho para poder viver mais, para nos crianças os dias são bem longos, a noite também, eu levantava cedinho acendia o fogo de carvão, as vezes o carvão era muito ruim, as vezes molhado, outras madeira ruim que o carvão era feito, ficava difícil de acender o fogo.
Eu já grandinho fazia o café, eu sempre fui um menino amado, acho que até mais amado do que os outros kkkk.
O nosso café assim como o de todo mundo naquela época era torrado em casa, cada pessoa tinha o seu sabor de café herdado  dos seus antepassados.
Minha mãe usava caldear o café. coisa que nunca mais eu vi e nem tomei mais aquele café que nem lembro mais se era bom ou não, o fato é que o café era torrado, num determinado momenta da torragem era colocado uma quota de açúcar que era caldeado junto com o café até formar uma especie de torrão que era levado ao pilão FLAVINHO VEM PRA O PILÃO PISAR O CAFÉ!! e lá vinha eu chorando pilar o cafe.
O café era pilado e peneirado até ficar no ponto, meu Deus que sofrimento. tenho saudades desse tempo, desse sofrimento. As brincadeiras  sempre ficava por último, se desse, lembro dessas coisas com muito amor.
lá na rua a vida passando, pessoas nascendo outras morrendo, na roça o cacau sendo colhido por homens e suas crianças que trabalhavam em regime de quase escravidão, sim porque a escravidão neste país nunca se acabou, balela, so mudou a maneira de se castigar o escravo digo o trabalhador.
Animais e  pobres eram tratados com poucas diferenças.
mas lá fora tudo normal o menino filh do pobre não iam a escola porque tinha que ajudar o pai na luta ou a mãe, minha mãe pegava uma trouxa imensa de roupa e ia para o rio lavar levava um ou dois filhos junto, enquanto ele lava a roupa os meninos ficavam brincando ou pescando por ali era muito legal, o dia era muito agitado pára as famílias com muitos filhos, nas éramos em sete oito irmãos menores, todos ali na barra da saia da mãe, tinha dois mais velhos do que eu, eu sempre fui o mais uzado nos afazeres eu acho.
A nossa cidade era muito pequena, tinha se emancipado recentemente, não tinha muito o que fazer, meu pai era carpinteiro, mas autonomo, vez ou outra era chamado para trabalhar, fazer alguns telhado de casa, cancela ou ate mesmo curral. vida muito precária, falta total de informações do mundo lá fora, eu tinha sempre a preocupação que me acompanhava que era o dia da minha mãe torrar o velho e bom cafe caldeado que eu tinha que pisar, passar no pilão.
Saia na rua e la estava o grande pé de Tamboril cheio de passarinhos cantando: Anum, bem te vis, sabiás, muitos urubus, voltava paro o pilão, precisava terminar logo para brincar.
Minha mãe sempre muito braba, eu não podia falhar eu estava sempre devendo, meu pai era meio desligado com agente tudo era minha mãe, agradar, castigar, rezar pra nois, pedir a Deus, não dava sossego pra Deus, Qualquer coisinha ''meu Deus acudi-me '' e tome promessas pra tudo que é  santo, deixava os santos tudo doidos. 
Quando chovia  pra nois era uma festa sinal de rio cheio, o céu escurecia agente corria para cavar minhocas para ir para o rio pescar céu de chuva sinal de peixes na mesa, sempre dava certo ir pescar com esse tempo de chuva a água ficava nova, peixes em festa,
A relação da minha mãe era tão próxima com Deus e com os santos do céu, que eu acho que quando eu chegar no céu eu serei reconhecido. os santos do céu vão chamar Deus e vão falar: Deus olha quem chegou! aquele menino cujo a mãe  não dava sossego pra nois, era promessa, terço, e tudo, ele chegou! mande eie entrar! Deus vai falou.kkkkk.
Sabe aquele café torrado em casa, caldeado com açúcar, agente tomava com manteiga e requeijão picado e farinha, era o nosso cafe da manhã, lá em casa não faltava manteiga e nem requeijão, meu pai O Sr carneiro gordo como era conhecido na cidade nunca regulou, ele tinha barraca de requeijão e manteiga, e carne de carneiro na feira, era o meio de vida dele, deixou a profissão de carpinteiro e foi ser comerciante. Muito bons tempos aqueles, muita infância, muito riso muita liberdade a cidade bde Coaraci era minha, é ainda ...


                                                            FIM

Autor: Euflavio Madeirart Gois,
Março de 2017.

quarta-feira, 8 de março de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

''O BEIJA FLOR''

No que cabe pensar.
O meus pensamentos voam
reluzentes como espelho.
Observo o fardo crescendo,
os egos estão se inflando.
Tem holofotes apontando.''TV''

Companheiras não vamos sair
daqui, somos Policia!
Somos melhor somo maior,
somos mulher o quarto poder.
Sem pudor, somos
Ave de Rapina.
Eu sou O Beija:Flor!

          FIM.

Autor:Euflavio Gois.