quarta-feira, 9 de agosto de 2017

''DES ANOS DE ARTE '' Continuação.

Pois é autor desconhecido não é uma peça em ''ITAPICURU PRETO'' trazido da Bahia, título ''ITAPICURU'' Colocarei a foto no final do texto . Ainda tenho a esperança de ver o Museu da Zona Leste de pé. Também tenho me arriscado nos pinces, tenho alguns trabalhos em telas. a pintura que eu mais gostei foi o ''Gatos na Luz'' pintei ''Favela'' São trabalhos que tem que ser prestado atenção, por ser arte, e assim sendo merecem respeito. Nesses dez anos na arte eu tenho observado, a  sua  no importância no meu cotidiano, cada trabalho concluído me dar uma satisfação sem igual, é como eu ter dado a luz a algo sem luz. No processo todo de criação e estive em companhai do Frank, ele foi uma luz na minha vida, levantava junto comigo, tomava parte da minha vida, eu levava ele todos os dias para a sua voltinha no quarteirão, ele era um animal feliz depois de tomar o café e ele comer sua ração, começava o meu dia de arte ele me seguia para um ponto no quintal que eu chamava de Atelier a céu aberto e íamos nos trabalhar, foram criado ali centenas de obras. Da Bahia pegamos muitos troncos de madeiras excelentes troncos perdidos no meio do pasto viraram arte na minha mão , um tronco sem vida, as vezes chamuscado de chamas, de itapicuru ou até jacarandá da Bahia eu trouxe, o meu amigo Márcio Castro consegue essas madeiras pra mim e transformamos em arte, é muito gratificante, me sinto premiado.
A minha arte teve inicio quando nasci. Nasci em plena Segunda Guerra Mundial. Nasci um menino saudável, criativo, esperto, cheio de vida, minha mãe foi uma veterana, assim eu também fui, por quer eu estava na sua barriga sendo carregado por ela, enquanto trabalhava na tecelagem, depois da jornada de trabalho, duas horas a mais como voluntária e eu juntinho na sua barriga, no dia 8 de outubro de 1943 quando eu nasci ela trabalhou o dia inteiro. A minha cidade ficava as escuras, com suspeita de submarinos inimigos nas suas águas, dizem... A nossa cidade assim como todas as cidades do nordeste se identifica muito com a arte popular, que aflora nas suas festas populares, nas feiras livres e etc. sou de uma geração extraordinária , os meninos eram muito criativos, o rua era a sua escola. os meninos ricos viraram, eram preservados, viraram médicos , engenheiros sei lá o que! os pobres alguns viraram  grandes artistas nas ruas do mundo, do seus mundos. O meu pai tinha a arte de Carpinteiro, SIM NAQUELE TEMPO AS PROFISSÕES ERAM CHAMADAS DE ARTE. A arte de pedreiro, arte de ferreiro  de marceneiro, de barbeiro e etc.
Somos uma família de artistas, extremamente  inteligente, . tenho muito orgulho de pertencer a essa gente maravilhosa, e procuro sempre honrar , e amar os meu antepassados, por ter me dado esse DNA. Apesar de não ter muitas informações sobre eles, sei apenas que o meu avo se chama Joaquim e só! meu pai não fala deles. Voltando aos dez anos da arte,  a arte esta  me trazendo muitas surpresas nessa vida, tenho buscado dar uma identidade aos meus trabalhos, dando-lhe uma identidade mista para as minhas esculturas, trabalhando o feio, o rustico, o torto, omalamanhado, com o Frank junto eu viajava, dividia o meu tempo com ele a escultura, a poesia e os passarinhos do quintal, me visitava todo ano um par de tucanos, que vinha na época de coquinhos, eles vinham por causa dos coquinhos. Me chamam de artista temporão, não sei se é elogio ou não vou levando a vida assim com um sorriso nas orelhas. O Frank se foi fez um ano, entristeci e ainda estou, mas guardamos a cinsinha dele, o nosso consolo, me deixou sozinho com a arte, que está cada vez mais viva. Todos os dias faço ou dou continuidade a uma nova peça, as minha escultura não segue nenhum padrão ou estética, não tenho preocupação com projetos, ou simetria, é uma escultura livre, aproveito os contornos do meu material, escolho antes o que serve ou não pra mim trabalhar a minha arte. já mudei muita coisa nesses dês anos de arte, a mente abriu, o trabalho que era ingenuo, vem se transformando, sofisticando a cada dia, sobre as exposições: tenho feito algumas pequenas, mais já tive convite pra expor fora do pais, mas o custo é muito alto, não tenho patrocínio, fica difícil. Carreguei nas costas forte o grande peso de não ser artista, o insuportável peso de não ser poeta. o incomparavel peso de não ser escritor. Agora chega! por favor agora chega. Há dês anos exato eu disse; vou ser artista, vou ser escrito, vou ser poeta e fui ser, e sou. Não é que ser o que fui tenha sido ruim, ganhei força, aprendi ser o que sou, me defender, tive que lutar com as armas que tinha, que tenho as mãos e o cérebro, frequentei os lugares mais insalubres e hostil dentro do galpão das fabricas, fiz coisas inacreditável, eu fiz. ''fui um guerreiro do fogo'' vive a maior parte da minha vida dentro da fabrica no escuro de uma mascara de soldador, aquela que o soldador usar pra trabalhar, vivi num mundo só meu, por infinitos momentos dos meus dias.


euflavio
Agosto 9 de 2017.

sábado, 5 de agosto de 2017

Cotinuação de ''DES ANOS DE ARTE''

Como eu estava dizendo, em casa sem fazer nada, não queria que a tristeza tomasse conta de mim, dai fui pra luta, inventei fazer arte, era o tudo ou nada, quando pequeno via minha mãe fazer burrinho de argila, bonequinha e cachimbo de barro. enfrentei, peguei um estilete e uma serrinha, ai estava pronto um escultor, isso esta fazendo dês anos, já com um acervo de mais de duas mil peças, estou feliz. A minha arte segundo um amigo Waldeck jé nasceu com uma identidade própria. Um trabalho rustico, sem a preuculpação com a beleza estética, mas com personalidade e alma , minha arte é um clamor, traz em si o sentimento Nordestino, sertão puro, encontro na madeira morta tudo que eu preciso: dureza, cor e beleza, minha fonte, é os pastos, da Bahia com seus ITAPICURUS, JACARANDA perdidos, esquecidos na manga, pastos, PAUS BRASIS, PAU ROXINHO, VINHÁTICOS, ARUEIRA E BRAÚNA são as minhas madeiras.
Minha arte não tem um preço, não faço com a finalidade de vender, não saberia me desapegar dessa companheiras que salvaram minha vida, eu podia ser um ser triste hoje, não sou, cada trabalho que eu ponho no mundo, me soa como se eu tivesse salvando do fogo, dos fim madeiras maravilhosas que iria se perder, fogo das queimadas, eu transformas em esculturas não sei se lindas, mas esculturas com vidas , com sentimentos, com muita , muita poesia. 
Os meus principais títulos são ''A MÃE, ''MANDELA'' POVOS DAS AMÉRICAS, Que são uma serie de dês quadros, que eu me inspirei na tela de ''Tarcila do Amaral ''OPERARIOS'' Depois vinharam ''ITAPICURU'' ''CANUDOS''  ''CARAMURU'' ''XJNGU'' Um trabalho magnifico feito com um Dormente industrial, de carrinho de carregar materiais sobre trilhos, e uma serie muito grande de peças sem título, feitos, esculpidos em galhos de pau Brasil, esses trabalhos são muito especias. ''A ''CORUJA '' Um bloco de Peroba Rosa muito bonito, que antes de chegar em minhas mãos foi usado com cepo de cortar carne em Açougue, talvez por mais de cinquenta anos. O trabalho que foi inspirado na tela operários de Tarsila do Amaral realmente é um trabalho esplendoroso. Me desfiz de três telas dessa serie, uma está com o Mestre Waldeck de Garanhuns, uma tá com um Diretor da Casa de Portugal e a outra esta com uma pessoa da fundação Tide Setúbal. 
Tenho tido muitas alegrias, com esse trabalho, tenho ganhado muitas vidas, não deixo de pensar nos grandes mestres das artes, jã que todos eles tiveram histórias fabulosas como ou melhores do que a minha, mas sigo, já não sou mais um jovem, mas os anos tem sido muito generoso comigo, porque estou sempre me descobrindo, meus olhos e mente muitos atentos, procuro andar lado a lado com o novo. Descobrir que  as arvores são minhas amigas as plantinhas também, ouso e sinto os seus olhares para mim. Eu tenho esse dom. Falar de um trabalho muito importante para mim, um Jesus Cristo crucificado, feito com um galho de Nespra, fruta do nossos quintais. Esse trabalho por ser feito com um galho perfeito eu coloquei o título; em homenagem as nações indígenas; ''JESUS TUPY'' Jesus Tupy eu doei para a Igreja de São Francisco de Assis , esta na igreja de São Francisco de Assis no Ermelino Matarazzo.
Nesses dês anos de Arte eu tive a companhia integrau do meu cachorro ''Frank Pedra.'' O Frank era um Pit BUL legitimo nasceu no Natal de 2012, eram 12 filhotes lindos,  escolhemos ele, eu não sabia que ele mudaria minha vida, pra melhor, me tornei um cara amoroso aos animais por sua causa, eu que era um bruto, um bruto de coração bom, mais um bruto. Escrevei o meu primeiro poema por causa dele. Ele era um lindo, morreu olhando pra mim. Fiz outra doação de uma peça maravilhosa para o museu da Zona Leste, idealizado por uma pessoa muito amiga e não tive mais noticia se o Museu saiu ou se vai sair um dia, isso é lamentável por que mexe com a boa fé da gente. Como ´foi esculpido em madeira muito nobre, vai aparecer daqui é muitos anos, feito por autor desconhecido.

5de agosto de 2017.
euflavio

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

''DES ANOS DE ARTE''

Depois de caminhar por caminhos tortos, cheguei até aqui, nesse mundo maravilhoso da arte, e é aqui que eu vou ficar. SAI Ileso de uma jornada de mais de quarenta anos de um trabalho limpo, de um trabalho estrondoso, fantástico, fui soldador elétrico por mais de 20 anos, trabalhei em situações quase impraticável, mas digino, um trabalho fortalecedor. Trabalhei em uma industria de molas de 1962, até 1969. CINDOMEL. DEPOIS IDEROL e ainda BADONI-ATB. Fui muito feliz e aprendi muito nessas três industrias acreditem, sou muito agradecido a Deus por isso. Aposentado e ainda me sentindo jovem e forte. O que fazer agora? não estava rico, não tinha dinheiro algum, tinha uma casa velha cheia de mofo, e um carro caindo os pedaços. vim de um povo sem herança nenhuma, por tanto que tem que fazer e vencer sou eu. Imaginem num país que as oportunidades são totalmente medida pela sua boa aparençia, aonde você tem que ter boa aparência para arrumar um bom emprego, se você é nordestino e pobre não tem jeito você tá lascado. Boa aparência em nordestino só se ele for rico, como rico ou filho de rico não vem pra São Paulo, então não tem nordestino com boa aparência por aqui. Mesmo assim eu não me abalei e. venci essa batalha sem me importar com bobagens. com 45 anos, diploma UNIVERSITÁRIO na mão eu caminhei.Com 45 anos e aposentado como mandava o figurino sem dinheiro igualzinho cheguei aqui em São Paulo, só que agora com 45  anos uma mulher e três filhos, uma adolescente e dois crianças ainda.
Com um amigo e uma Brasília velha, arrumei um dinheirinho e fomos pra Minas Geraes compra queijo pra vender, não deu certo, fui vender e montar box de banheiro, não deu certo, fui vender melancia da feira, não deu certo, fui ser gerente numa fabriquinha de maquinas de lavar 
industrial numa quebrado, cheia de Cearenses morando dentro da fabrica, claro que não deu certo. Prestei concurso na Guarda Civil, na hora de tomar posse não deu, por motivo particular, não tomei posse. Prestei outro concurso na ''Fundação do bem estar do menor'' dai trabalhei 10 anos. depois dos 10 anos a coisa ficou inssuportavel pra mim , pedir demissão e fui pra casa. Já com 54 ou 55 anos a ARTE COMESSOU  ENTRAR EM MIM, Ou melhor a Arte comessou a sair de mimkkkkkk.
Eu abri esse texto para falar com a arte que sempre esteve em mim saiu para respirar, para causar, para dizer: eu estou aqui em toda a minha plenitude. em forma concreta e abstrata, falada escrita, pintada e esculpida eu estou aqui! Cheguei só faz dês anos, está fazendo. Na arte eu encontrei comigo, eu encontrei a paz, encontrei uma vida novinha para viver. Eu já tinha feito umas tentativas com argila, até com giz, escrever nunca tinha passado pela minha cabeça, me arrisque e tem dado certo, embora eu, um péssimo usuária da linguá portuguesa e tenho raiva dos pais dos burros, já fui comparado não sei sé ironicamente com: Mario Quintana, Fernando Pessoa, e Drummond. Na poesia já fui comparado com Manoel de Barro. Nunca li nenhum dos autores citados. Hoje já tenho mais de cem 100 poemas escritos, estou com um livro de contos e poemas publicado e estou preparando outro, sem medo, eu vou sempre em frente, mas não tenho medo de recua, não tenho. Comessei esculpindo pequenas peças, com um estilete escolar, depois fui passando para peças maiores, com muito sucesso estou indo trabalhando, pe, perguntam: você vende? eu sempre digo não, tenho grande traumas de vendas.  artista não pode e nem deve ficar escravo do mercado, para o bem da criação. Esse meu trabalho é tão importante na minha vida que a cada peça concluída, eu coloco alma, coloco poesia, sentimentos nelas. 
Tenho já um acervo de mais de duas mil obras de arte e muito folego para trabalhar, me divertir, sim me divirto as fazendo. No momento estou concluindo sete trabalhos para o festival de curta metragem de cinema de Suzano-SP. 


3 de ago de 2017
euflavio escritor

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minhas Lembranças.

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância, trata-se de George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia no Almada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu., com  a nossa cidade dessa maneira, com areia tirada na mão.
O George também foi um grande violonista, quando surgio os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''.  George receba a minha homenagem através desse conto.

terça-feira, 20 de junho de 2017

''O VÔO''

       
             

A minha imaginação cria asas.
Cria asas e voa!
Abre as asas e voa!
Voa e ganha as alturas,
junto com os meus pensamentos
e caneta, vamos escrever!
Procura a companhias
do Urubus para não voar sozinho.
Eles sabem voar soberanos,
voam mais alto, eles voam.

Vejo do alto desse voou,
o grande mundo real!
Pedras Gigantescas na paisagem,
me e inundo com tanta beleza,
tenho ilusão de ótica, eu acho!
Pequenos seres humanos
eu vejo do alto, parecem
formigas, pontinhos.
Carrego comigo sonhos,
Rolos de sonhoskkk.

Em bigorna de aço malhei
aço com as mãos, com os braços.
Aqueles mesmo do abraço sim!
Esse mesmo do abraço.
Já vivi muitas vidas e
tenho tantas para viver,
Eu acho!
A queda do muro,
A abertura da China.
Vi dois Eclipse do Sol.

Vamos visitar mais uma vez
O Reino dos animais.
Dizer um Olá pra as
Ararinhas Azuis, pra
Os Micos Leões Dorados,
Para As Onças Suçuaranas.

Já no final da viagem
rasgo pedaço de nuvem
para escrever sobre o frio
das alturas, as delicias de voar.
os olhos dos Urubus companheiros
também as cores do amor.
rasgo pedaços de nuvens,
escrevo sobre a beleza da terra
e a maravilha do mar,
Sobre o nascer do Sol e o por.


                  FIM.

Autor: Euflavio Gois
Em Junho de 2017-SP.


               






quinta-feira, 15 de junho de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

'''SR. JESUINO''

Tenho muito boas lembranças da primeira infância, muito boas, lembro de muitas coisas, coisas do arco da velha pra minha idade de de três,  quatro e cinco anos, mas poucas lembranças da presença do meu pai, lembro muito dos medo da época, medo de veio, de doido, tinha um veio chamado Zé Barateiro, que eu tinha muito medo, também com um nome desse o que vocês querem? minha mãe se agente chorava e chorava muito por causa da sua ausência ela falava perai que eu vou chamar o Zé Barateiro, eu vou chamar Conceição doida, fomos cuidados por Siholinda,  Sihaterta e outras que eu era muito pequeno não lembro o nome obs. Embora pequeno sou até hoje.  mais a presença da minha mãe, embora também poucas, por motivo dela trabalhar também fora, como já falei em outros post. ou textos, minha mãe trabalhava fora e nos eramos cuidados assim como as famílias moderna só via a minha mãe a noite quando ela voltava da fabrica de tecidos. Meu Pai nessa época estava trabalhando no Sul da Bahia, mais precisamente na região de Ilhéus, ,  não tenho nenhuma lembrança marcante dele, só lembro da minha mãe desesperada por quer meu pai o Sr Jesuino tinha escrito em carta dizendo que ia buscar a família pra o Sul, digo pra Bahia, que tinha encontrado um amigo que estava  lhe ajudando muito, esse homem se chamava ZEZE MENEZES um comerciante. Esse homem teria arranjado uma casa onde nos iriamos e moramos nessa casa sim por pouco tempo. Esse período foi um período de horror para nos, para minha mãe, os efeitos dassa carta foram um terror, minha mãe uma pessoa de cabeça muito quente, ficou muito desesperada, teria que pedir a conta da fabrica de tecidos, nesse meio tempo passava por a nossa região um grande surto de sarampo que levou três das nossas irmãzinhas, não me pegou por sorte eu acho, num período muito curto foram embora Eunice, Creuzinha e Maria Luiza.
Logo depois dessas meninas morrerem meu pai apareceu para carregar nos para o Sul da Bahia, ai eu já tinha Cinco anos de idade, minha mãe largou tudo pra traz, familiares: pai, irmãos, amigos e emprego para conhecer o desconhecido total e ainda enfrentar preconceitos de toda sorte, sim a nossa vida inteira foi lutando contra preconceitos, não arrancou pedaços somes pessoas fortes todos da nossa família.
Meu pai sempre foi um homem muito temperado, não era um Leão nem um ratinho era um lutador nunca deixou passarmos muita dificuldade, sempre tivemos uma certa estabilidade, sempre moramos em lugar com chuvas regulares, era carpinteiro, com já disse num gostava muito da profissão, não gostava de receber ordens, nem eu, chegamos em Coaraci em 1949 ele trabalhava fazendo esquadrilhas, janelas, portas, tudo que era madeiramentos em prédios, em Itabuna-BA ele trabalhou num predio do Dr Vito Maron, depois foi trabalhar por conta própria, fez um carrinho bem feitinho, arrumou um amigo e sairam pra o mato compra carneiro e tudo que se mexia, matava e colocava no carrinho a carne e saia vendendo nas ruas de Coaraci, logo lhe arranjaram um apelido de ''Carneiro Gordo'' que pelo que eu sei ele gostava muito desse apelido, depois montou uma banca na feira e ampliou os negócios, passou a negocia com manteiga e requeijão. Ali eu e meu irmão já estávamos grandinhos e ajudávamos muito nesses serviços até que chegou os anos 60 e eu tinha virado a cabeça para vim pra São Paulo, dai os negócios dele não iam muito bem , ele resolveu de ultima hora vim também e veio comigo e aqui ficou até o ano de 1970 quando faleceu.  
O que eu posso dizer do meu pai? Ele era bonito pra os padrões nordestino, era inteligente, um homem bruto, beirado ser ignorante, mas tinha o coração bom era devoto, cantava gostava de assovia, quando ele pegava a assovia eu tinha um pouco de vergonha dele era divertido, tinha preferencia por determinados filhos, bebia mas não era um viciado em bebida, muito vaidoso. morreu com 55 anos em São Paulo. em maio de 1970. 


                                          FIM.

Autor: Euflavio Gois Lima.
SÃO PAULO.BR

    



sábado, 6 de maio de 2017

Fase NEGRA NA CAMINHADA

Estamos em 2016- 17.
Estou vivendo na Arte uma fase extraordinária, uma fase de muita criação que eu não sei por quer vou chamar de ''fase negra da criação'' Na poesia escrevi vários textos. Textos com a minha fisionomia, com formatos biologista ou biológicos, onde eu coloco muita força, muita vida, sentimentos, sonhos, liberdade. 
Um voou rasante sobre a realidade nua, crua.
Em 2016 quando eu perdi meu cachorro Frank eu pensei que não ia dar mais. Era tanto a integração entre ele e eu que causava ciumes nos meus filhos. nos meus. Ofrank realmente mudou a minha vida, vida que até antes dele chegar não tinha arte, poesia só tinha trabalho e vazio. ''Eu era um vazo vazio'' Lembrança dele me assistindo esculpir uma Coruja, uma sensação, uma alegria de ter ele ali o dia todo, ou a tarde toda, ou ainda a manhã todo me olhando com aquele olhar de cachorro. Lindo muito lindo aquilo, um verdadeiro querido. Pra ele ''VULTO BRANCO'' Falar da poesia que é uma paixão mais nova e vibrante também assim com a escultura. Vaga lume, O Beija Flor a Flor, o Beija Flor, Raposa Serra do Sol são poemas da safra de 2016- 17. Meu poemas são poemas vivos com azas, voam em forma de Beija flor, Abelhas , Ben-te-vis e Urubus.
Nessa fase encontrei a forma exata,  onde uma coisa parecem com a outra, as esculturas são imensamentes poéticas, eu tenho uma maneira inexplicável de colocar sentimentos, vida nelas. 
As minhas caminhadas tem sido deliciosas, os caminhos tortos me divertem, me divertem as travessias, cada corte, me traz muitas satisfações, cada cor das madeiras, defeitos me desafiam.
Essa arte sempre esteve em mim sem eu saber, em fim cada coisa no seu tempo, estarei sempre atento, aberto para novos formatos, na arte e na vida. Fico muito feliz quando recebo criticas conscientes, também elogios, delicadezas, comentários me arremessam para o alto. Eu só tenho procurado ser um bom filho de Deus agora, amo essa coisa da transformação, gosto de trabalhar o feio, o degradado me traz obras mais bonitas, tenho sido uma pessoa consistente, uma pessoa pura com uma missão eu acho. 
Durante mais de 30 anos fui um bem sucedido metalúrgico, obediente, nunca quis ter cargos de superior, nuca quis ser usado pelo capital, nunca! sempre soube a minha importância, a minha importância, a minha importância. 
Fase negra no sentido brilhante, no sentido magnifico, puro que eleva transforma, jamais falaria fase cor de rosa.kkkkk         

quinta-feira, 4 de maio de 2017

UMA FORTALEZA CHAMADA MINHA MÃE.

Sempre estive perto da minha mãe, nas alegrias e principalmente na tristeza: Era favinho faça isso, favinho você já fez o que eu mandei? era assim, o tempo ia passando eu ia crescendo as responsabilidades ali junto, ia pras o rio com ela lavar roupas, lavar fato de carneiro. para mim parecia que só tinha eu, mais era assim eu fazia tudo sorrindo, não lembro de ser um reclamão, com meu pai a mesma coisa, ele matava carneiro e eu era o seu ajudante em tudo, o meu irmão mais velho que Deus o tenha reclamava de tudo que ia faze mais fazia.
Em 1961 eu vim pra São Paulo sozinho com 18 anos, aqui eu tinha promessa de trabalho, mais só promessa num sabe? vim assim mesmo espirito aventureiro deu 18 anos não esperei nem um mês e já estava na estrado. minha mãe ficou, só viria um ano depois. Veio com os meninos mais novos e o mais velho, o mais velho só veio trazer ela e voltou em seguida, aqui estava eu e meu pai que já era separado da minha mãe, chegaram aqui em 1962 não lembro o mês, ai eu já estava trabalhando, ganhando o salario minimo que na época era bom, sim era bom não lembro quanto equivalia se trazido par os dias de hoje, só sei que dava pra pagar um aluguel e fazer mais algumas compras, só eu tinha idade de trabalhar formalmente, tinha um irmão e duas irmãs, tinha três irmãos homens também um grandinho e dois pequenos. Ana Maria que estava ficando mocinha foi trabalhar em casa de família, família, patroes também pobres só que estabelecidos a Eulina também, era só pra diminuir as bocas, o Evilásio também era danadinho também arrumou um jeitinho de sé encostar em alguém em traca da comida, só restava eu, minha mãe e os dois pequenos fomos se virando como dava, meu pai ajudava um pouquinho, também. Nessa vida vivemos três anos, eu trabalhava pertinho de casa vinha almoçar em casa, almoçava ouvindo novela de radio, sim novela do meio dia no Radiokkk
eu achava aquilo uma delicia, eu apesar de tantas dificuldades nunca atrasei um aluguel, mais não tem nada tão ruim que não possa piora, o dono da casa pediu a casa, e agora? eu fiquei sem saber o que fazer, procurei meu pai para falar com ele que tinha mais tempo de procura outra casa pra nos, meu pai deu uma procuradinha, o dono casa que nois morava tinha uma certa pressa, meu pai estava demorando de arrumar outra casa,  nesse chove e não molha meu pai me contou meio vacilante que tinha comprado um terreno num lugar muito remoto que chovia quase todos os dias chamado Itaim Paulista alivio. Me disse ele bem assim: ''Flavinho eu comprei um terreno estou construindo dois cômodos já está coberto de telha você quer ir com sua mãe e os meninos pra lá? já marcamos o dia de eu ver a casinha com ele, ai fui com ele fiquei encantado com aquela possibilidade de não pagar mais aluguem era um lugar alto,sem nenhuma possibilidade de enchentes. Lugar totalmente desabitado, pouquíssimos moradores, eu iria me tornar um Pioneiro naquele lugar que morei até 2015. Quero dizer que chegue no jardim dos Iper em Setembro de 1965 e fiquei até outubro de 2015, Cheguei em um bairro sem nenhuma estrutura e deixei totalmente urbanizado, lutando junto com dona Donata minha valente mãe.
Vou relembra uma das maiores façanha feita por minha mãe: Ainda lá na Bahia o meu irmão mais velho amanheceu um dia gritando de dor como um louco, foram chamado todos os benzedores do lugar, feito tudo que era de reza e simpatias para curar a dor desse meu irmão que se chamava Reginaldo e que é falecido hoje. Minha mãe amarrou  um pano na cabeça  como ela fazia sempre que ia sair e saiu como louca buscar o Dr Ideoblando  na casa dele na Rua Vasco da Gama se não me engano, e trouxe ate em casa, Ideoblando era uma pessoa tão do bem que não precisava muita coisa para tira-lo de casa numa emergência, o Dr pegou sua pasta medica ou maleta onde é guardado os equipamentos medicos e correra lá para casa sem carro com um dos braços meio que balançando sem muito controle, era uma meia que paralisia não sei, eu não o vi mais depois que vim pra cá, espero ve-lo ainda, mesmo sem carro, na quela época carro era coisa só de rico. Chegando em casa o meu irmão estava gritando de dor o Dr o examinou e falou pra minha mãe made os meninos ir brincar na rua e esquente uma água, arrume uns panos lipos. o menino esta com um tumor interno grudado no osso do fêmo vamos rasgar a perna dele! Pegou o bisturi acho que o bicho se chama isso e tirou o tumor. Meu irmão se tornaria  um grande amigo da família Pires. eu vim pra São Paulo logo em seguida e aqui tivemos eu e minha mãe outras lutas de tirá o folego. Minha Dona Donatta! foi uma honrar muito grande ter lutado ao seu lado, sobre o seu comando.


AUTOR: Euflavio Gois Lima.



                                               FIM.
,



quinta-feira, 16 de março de 2017

''O CANTO DO CISNE BRANCO''

Minha terra também tem
Palmeiras a onde
cantam os sabiás
os Ben-te-vis, os Juritis
que Palmeiras lindas aquelas,
que terra linda aquela,
com frutas deliciosas,
com gente maravilhosa
e foi ali que eu nasci
andando em carros de bois,
matando cobra coral.

Tomando banho de rio,
andando em mata fechada,
me pendurado em cipó
como fazia Tarzan ali
pertinho do mar, ali
pertinho do mar!
Boiada solta nas ruas
parecia um Pamplona
no dia de sua festa,
tinha missa aos Domingos,
tinha também futbool.

O Sol nascia mais cedo
ia embora mais tarde.
Os dias er5am mais longos ,
pareciam infinitos
naquele mudo de Deus.
Eu levantava bem cedo ia
pra escola estudar,
só pra ver as menininhas
fita rosa nos cabelos e
sandálinhas nos pés.
Até os dias de chuva
parecia bem melhor,
tinha mais verde,
mais água limpa nos rios,
mais passarinhos cantando,
mais alegria no ar.
Coloridas borboletas.
abelhas fazendo mel,
arruaceiros bem-te-vis.

Todo mes a lua cheia
ia lá nos visitar, é difícil
esquecer.
Sentado em uma pedra
um menino a pescar,
varinha fina na mão,
os peixinhos pirracentos
passa pra lá e pra ca,
pra minhoquinha nem
olhava e o menino ali
pescando sem nenhum
peixe pegar.
Aqueles tempos tão distantes
ele teima em ir buscar.
São lembranças limpas,
vivas, restauradas.
Vivacidade misturadas a
ingenuidade, isso é
bonito é muito lindo
meu rapaz.

FIM.
Autor: Euflavio Gois Lima.






ARTE CONTEMPORANEA ''XILOGRAVURA DESSE EUFLAVIO MADEIRART GOIS.
MARÇO  DE 2017














SÃO PAULO BRASIL.

quinta-feira, 9 de março de 2017

'' O CAFÉ DA MINHA INFÂNCIA ''

Levantava bem cedinho para poder viver mais, para nos crianças os dias são bem longos, a noite também, eu levantava cedinho acendia o fogo de carvão, as vezes o carvão era muito ruim, as vezes molhado, outras madeira ruim que o carvão era feito, ficava difícil de acender o fogo.
Eu já grandinho fazia o café, eu sempre fui um menino amado, acho que até mais amado do que os outros kkkk.
O nosso café assim como o de todo mundo naquela época era torrado em casa, cada pessoa tinha o seu sabor de café herdado  dos seus antepassados.
Minha mãe usava caldear o café. coisa que nunca mais eu vi e nem tomei mais aquele café que nem lembro mais se era bom ou não, o fato é que o café era torrado, num determinado momenta da torragem era colocado uma quota de açúcar que era caldeado junto com o café até formar uma especie de torrão que era levado ao pilão FLAVINHO VEM PRA O PILÃO PISAR O CAFÉ!! e lá vinha eu chorando pilar o cafe.
O café era pilado e peneirado até ficar no ponto, meu Deus que sofrimento. tenho saudades desse tempo, desse sofrimento. As brincadeiras  sempre ficava por último, se desse, lembro dessas coisas com muito amor.
lá na rua a vida passando, pessoas nascendo outras morrendo, na roça o cacau sendo colhido por homens e suas crianças que trabalhavam em regime de quase escravidão, sim porque a escravidão neste país nunca se acabou, balela, so mudou a maneira de se castigar o escravo digo o trabalhador.
Animais e  pobres eram tratados com poucas diferenças.
mas lá fora tudo normal o menino filh do pobre não iam a escola porque tinha que ajudar o pai na luta ou a mãe, minha mãe pegava uma trouxa imensa de roupa e ia para o rio lavar levava um ou dois filhos junto, enquanto ele lava a roupa os meninos ficavam brincando ou pescando por ali era muito legal, o dia era muito agitado pára as famílias com muitos filhos, nas éramos em sete oito irmãos menores, todos ali na barra da saia da mãe, tinha dois mais velhos do que eu, eu sempre fui o mais uzado nos afazeres eu acho.
A nossa cidade era muito pequena, tinha se emancipado recentemente, não tinha muito o que fazer, meu pai era carpinteiro, mas autonomo, vez ou outra era chamado para trabalhar, fazer alguns telhado de casa, cancela ou ate mesmo curral. vida muito precária, falta total de informações do mundo lá fora, eu tinha sempre a preocupação que me acompanhava que era o dia da minha mãe torrar o velho e bom cafe caldeado que eu tinha que pisar, passar no pilão.
Saia na rua e la estava o grande pé de Tamboril cheio de passarinhos cantando: Anum, bem te vis, sabiás, muitos urubus, voltava paro o pilão, precisava terminar logo para brincar.
Minha mãe sempre muito braba, eu não podia falhar eu estava sempre devendo, meu pai era meio desligado com agente tudo era minha mãe, agradar, castigar, rezar pra nois, pedir a Deus, não dava sossego pra Deus, Qualquer coisinha ''meu Deus acudi-me '' e tome promessas pra tudo que é  santo, deixava os santos tudo doidos. 
Quando chovia  pra nois era uma festa sinal de rio cheio, o céu escurecia agente corria para cavar minhocas para ir para o rio pescar céu de chuva sinal de peixes na mesa, sempre dava certo ir pescar com esse tempo de chuva a água ficava nova, peixes em festa,
A relação da minha mãe era tão próxima com Deus e com os santos do céu, que eu acho que quando eu chegar no céu eu serei reconhecido. os santos do céu vão chamar Deus e vão falar: Deus olha quem chegou! aquele menino cujo a mãe  não dava sossego pra nois, era promessa, terço, e tudo, ele chegou! mande eie entrar! Deus vai falou.kkkkk.
Sabe aquele café torrado em casa, caldeado com açúcar, agente tomava com manteiga e requeijão picado e farinha, era o nosso cafe da manhã, lá em casa não faltava manteiga e nem requeijão, meu pai O Sr carneiro gordo como era conhecido na cidade nunca regulou, ele tinha barraca de requeijão e manteiga, e carne de carneiro na feira, era o meio de vida dele, deixou a profissão de carpinteiro e foi ser comerciante. Muito bons tempos aqueles, muita infância, muito riso muita liberdade a cidade bde Coaraci era minha, é ainda ...


                                                            FIM

Autor: Euflavio Madeirart Gois,
Março de 2017.

quarta-feira, 8 de março de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

''O BEIJA FLOR''

No que cabe pensar.
O meus pensamentos voam
reluzentes como espelho.
Observo o fardo crescendo,
os egos estão se inflando.
Tem holofotes apontando.''TV''

Companheiras não vamos sair
daqui, somos Policia!
Somos melhor somo maior,
somos mulher o quarto poder.
Sem pudor, somos
Ave de Rapina.
Eu sou O Beija:Flor!

          FIM.

Autor:Euflavio Gois.