sábado, 29 de dezembro de 2012

''DIVERCIDADE''

ESSE TRABALHO É UMA DAS'' MINHAS MENINAS DOS OLHOS'' PORQUER É UM TRABALHO MUITO DIFICIL DE FAZER,

UMA VERDADEIRA OBRA DE ARTE.
GASTO EM MEDIA MIL HORAS PRA FAZER UM DESSE, NÃO TEM PREÇO UM TRABALHO DESSE. MUITO SANGUE PRA FAZER, NÃO USO  MAQUINAS PRA FAZER. MEU PROJETO É FAZER DEZ TELAS DESSA.Voce pode ter uma dessa é só me procurá.
Elas tem tamanho de 35x70. De 100 a 130 rostos unicos.

AUTOR: Euflavio Gois.
Feito em 2008. em São Paulo Brasil.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

OUTRO ÂNGULO MESMA PEÇA
TRABALHO PURO MADEIRA RECICLADA
SEM TRATAMENTO.
ARVORE MORTA CORTADA POR ESTÁ MORTA PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO BRASIL.



SEM TITULO 2012 SÃO PAULO
BRASIL

PEÇA ÚNICA 

ESSA É UMA ESCULTURA MAGNÍFICA, FALAR SOBRE ESSE TRABALHO É DESNECESSÁRIO 






Autor: Euflavio Gois. Feito em 2012. em São Paulo Brasil.


Rica em exprecividade
Peça uníca.




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sem Titulo

Esculturas de EUFLAVIO GOIS Feitas entre 2007-2008 e 2009 em São Paulo Brasil. em madeira reciclada
poda de arvores, são pequenas peças feitas de galhos de arvore ornamentais.



Criação de euflaviomadeirart.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Quero deixar registrado aqui a minha satisfação e gratidão a todos os meus seguidores e todo s os que visitaram esse BLOG. É com muita satisfação que eu procuro rechear esse  blog com as mais diversas atrações, dentro do que eu produzo e acho importante. A todos, e em todos os Países que estou sendo visto um abraço e FELIZ NATAL, E SUCESSO NO PRÓXIMO ANO 2013 MARAVILHOSO

SÃO PAULO 22 DE DEZEMBRO DE 2012
Euflaviomadeirart. em São Paulo no Brasil.

Texto de Euflavio Gois.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Arvore Gigante das matas da Bahia.

Adicionar legenda
Essa é outra Arvore Gigante fotografada lá no Sul da Bahia por Euflavio Gois. Abraçada por um galho de cacaueiro com duas frutas de cacau. Muito linda mais de 30 metros de altura






É Um Vinhatico Arvore muito comun na mata ATLANTICA LÁ DO SUL DA BAHIA.
SÃO PAULO 2012
BRASIL.

Foto de Euflavio Gois
na Bahia-Brasil

Um Vinhatico das Matas da Bahia.

Arvore Gigante fotografada no Sul da Bahia. Por Euflavio Gois. Esse é um Vinhatico. muito comun por lá.
 Me emociono quando vejo algo parecido.


foto de Euflavio Gois.
na Bahia Brasil.

FIQUEI 
 EMBAIXO   DESSE VINHATICO O AMANDO
HORAS ADMIRANDO 2009

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ESSES VAI PARA O ACERVO DE EUFLAVIO GOIS.










EM SÃO PAULO BRASIL 2009.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

´ESSE CONJUNTO ESTEVE NA EXP NO CÉU VILA CURUÇA.

EM 2012. EM SÃO PAULO BRASIL

sábado, 15 de dezembro de 2012

Huma Viagem de Volta ao Outro Milenio.


Tó terminando o meu  depoimento, terminando de contar o que foi minha vida, desde os últimos detalhes, o que foi minha vida , minhas, andanças, as brincadeiras, a escola, meu jeito, minha infância, as brincadeiras, o Rio as pescarias, o futebol,o circo, ontem mesmo fiquei sabendo que foi montado de novo o museu do circo, e  lá estava a Verônica Tamaoki uma conhecida minha e apaixonada, pelos circos, pelas famílias circense, as musicas do circo está  na minha cabeça ainda, Adaugio ,um numero maravilhoso, apresentado na primeira parte do espetáculo. Saudade dos banhos de rio, das pescarias, das viagens, do alto da veia Maria, onde eu ficava a maior parte do dia tomando conta dos carneiros, que meu pai comprava pra matar, que pena, mais agente não tinha noção, e também era a sobrevivência meu pai tinha 9 boca pra alimentar. Tinha também uma jaquera  velha  que agente estava sempre lá em busca de alguma jaca, sempre nos  dava alguma, ou então quando nada os mangues nos botava pra correr de lá. Mangue pra quem não sabe ´é um marimbondo muito brabo que tem naquelas bandas da Bahia, o bichinho corre atraz, os bandos, só para na cabeça da gente. Uma vez  cai de um pé de laranja, até hoje tenho as marcas da queda, cair por cima de uma cerca de arame farpado, sai rasgando o trazeiro no arame, fiquei um tempão jogado no chão debaixo do pé de laranja. Menino naquele tempo tinha muita coisa pra fazer, mais do que hoje, porque trabalhava também, além de traquinar. Os meninos da minha época trabalhava  para ajudar nas despesas da casa, e sei lá o que mais. Mais isso não deixava agente infeliz, ao contrário agente era muito feliz, muita liberdade muitas brincadeiras, agente aprendia a se defender dos males do mundo. Lá naqueles confins de mundo que eu aprendi as delicias da  vida, os sabores das frutas, particularmente o sabor da fruta do cacau, uma verdadeira delicia, do jenipapo, do caju, da cajá, da manga, da laranja do saputi. Aprendi sobre a dor, a solidão o pé no chão, as mãos sujas de visgo da jaca, as unhas arrancadas de topadas, pedrada na cabeça, as noites de São João. Em 1950 eu com sete anos me sentia o grande homem esperto, mais cheio de dengo, meu pai me dengava muito, me chama vá de tutuca, vejam só tutuca, o meu irmão mais velho devia ficar puto com isso, e me hostilizava muito  e esta  hostilidade continuou, ele temperamento muito forte, de Escorpião, moreno cabelos crespos, eu um loiro de olhos verdes, cabelos lizo. Em 1951 entramos na escola, lembro até o nome da escola. Escola Julho Ribeiro Coaraci Ilhéus Bahia. Esse era o cabeçalho do caderno, mais eu ainda não usava caderno. Estava no ABC, andei rápido na escola, a vida demora muito a passar quando agente tem 10  anos, ia esquecendo de falar meu signo. Libra. Acredito nas previsões dos signos. Sou muito grato por ter vindo do outro milênio ter vivido intensamente o outro milênio, cresci  ouvindo minha mãe dizendo: aos 2000 não chegarás, no mesmo dia que minha mãe morreu, eu tinha passado pra ver ela e lembrei desse dizer que ela falava sempre o que  assunto era fim do mundo aos dois mil não chegaras. Nessa noite eu passei ela estava lavando umas louças, eu estava a traz dela pensando assim. Mamãe vai viver muito ainda, vai ver o dois mil tranqüila, run, quando foi de madrugada passou mau tentaram leva-la para o Hospital mais não deu tempo,'' edema pulmonar'' como já falei essa foi a maior perda da minha  vida , mais por outro lado foi uma honra viver e lutar ao seu lado. Vou  falar de alguns dos grandes acontecimentos importantes. Como a Construção de Brasília, Embora o motivo pela qual foi construída, eu não concorde,  a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, a Invenção do Carro a Álcool, o Radio um grande companheiro de anos, depois a Televisão, a Luz Elétrica, o Avião, a Conquista do Espaço, o Petróleo os Transplantes, a cura da Tuberculose e tantas outras coisas. O Modernismo, em fim fomos conquistados pelo olhar dos nossos bichinhos de estimação e assim, coloquemos eles pra dentro de casa, onde estão dormindo alguns juntos com agente até na mesma cama. No século passado tivemos grandes conquistas. Na areá da medicina, da mecânica, da eletrônica, da construção civil. Em fim o bem venceu o mau.


Texto de Euflavio Gois.

O Quarteto

Peças feitas entre 2007 e 2009 eu ainda estava tomando gosto pelo trabalho de esculpir era e é muito bom fazer um trabalho desse. Elas estão comigo no meu acervo, é paracendo gente criei um... Eles são feitos em super madeira, os dois mais claro é Pau-Brasi, os mais escuros Ipe. Ferramentas um estilete pequeno uma serrrinha.




Em São Paulo Brasil entre 2007 e 2009.
Por Euflavio Gois
www.euflaviomadeirarte.blgospot.com  

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Essa é a mãe Titulo ''MÃE'' Coloquei mãe por quer foi a primeira escultura minha, foi com ela que comessei a minha caminhada, depois  que fiz essa, não importando se ficou boa ou não toquei pra frente, como não era pra vender fui fazendo, muitas e muitas. tenho bastante não paro de fazer as vezer demora um pouco fazendo outras coisas, mais volto a fazer. Com o tempo e algumas amostras que tenho feito, os visitantes querem comprar mais eu resisto e não vendo, hoje tenho verdadeiras preciosidades
em Pau-Brasil. Um dia sem fazer nada em casa tinha quebrado uns galhos de Pau-Brasil, eu peguei uma serra e um estilete e fif essa peça e outras outras e muitas muitas...

Autor Euflavio Gois em São Paulo Brasil Feita no inicio  de tudo em 2007.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capa do Livro ''CANTICO DOS CANTICOS''
do Rei Salomão. Trabalhada em prata. Esse Livro é meu e precisa de ser restaurado. É uma obra de arte.



Em São Paulo Brasil.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Construção de uma Obra de Arte.


Em 2006 pedir demissão do emprego agora eu ia ficar em casa, não ia mais trabalhar, viver só de aposentadoria. não ia mais sair de casa domingo as 18:00h para trabalhar, plantão das 19: as 07;00 da manhã, chegava em casa sol quente pra dormi. não ia ter mais as Letras pra os meninos. Dar a Letra: agente formava os meninos, no pátio ou aproveitava eles já formados, para relembra as normas da casa, que tinha alguns que fazia que esquecia. Não ia mais assar aquelas carnes que as vezes agente assava, quando a casa estava em paz. Agente ficava feliz quando tinha noticia de alguns menino que tinha saído da vida do crime e estava numa boa, quando eu ia sair de ferias eu falava com os meninos, meninos que eu falo é rapaz de 17, 18 anos. Olá rapaziada vou de ferias se comportem, eles nos quartos respondia sim senhor!!! quando eu voltar quero, digo não quero ver muitos de vocês aqui, pela porta da frente sim senhor!!!!! isso era muito gratificante. Agora eu estava em casa sem nada pra fazer foi quando começou minha grande jornada para o mundo encantado da Arte. Uma arte que estava no sangue. Acordava cedo e ficava andando de um lado pra outro sem nada pra fazer, fiquei observando as formas de alguns galhos de arvore, achei que podia fazer alguma coisa com eles. Mais antes já tinha feito um atleta com argila, esse atleta minha filha levou pra o serviço dela e lá roubaram o tal atleta, aquilo me deixou muito feliz, pensei, se roubaram é porque acharam bonito. Isso é bom. Já tinha pintado algumas coisas, em fim, sempre levei algum jeito pra arte. Não sabia o que, gosto de todo tipo de manifestação artística, mais o que fazer? gosto da pintura, da escultura da literatura, da musicar de representar, mais o que fazer, me concentrei e comecei fazer tudo, até instrumento musical e xilogravura. tudo que você fizer com as mãos é arte. vamos lá. Peguei um pedacinho de um galho de pau Brasil que tinha quebrado, peguei uma serra daquela de serrar ferro, fiz três cortes cortes, um para os pés, dois para o pescoço e pronto começou meu trabalho de arte. Já fiz algumas exposições bem legais. Mais não ficou só nisso de esculturas comecei escrever também, hoje estão me chamando de poeta. Peguei uma tela e pintei, fiz um curso de Luther, to fazendo violão, participo do Coral-USP. Faço oficina de teatro. Começo ver resultados. O ano que vem quero lançar meu primeiro livro de memorias, ai vou juntar tudo, poemas fotografias. Vou procura alguém pra patrocinar. Se eu achar bem se não foi muito bom fazer esse trabalho. Agora estou fazendo uns bonequinhos usando as formas do galho tem dado certo comprei um estilete desse de apontar lápis e comecei fazer vários fazia as mãos os pés, criei um estilo próprio, pessoas começaram ver e gostar, fui ampliando os trabalhos, fiz algumas oficinas na área de arte. Meus trabalhos minha obra está intacta ainda, ou seja não vendi nada tenho um certo apego pelo que faço. não vale arena  você vender seus trabalhos por preço irrisório você não é conhecido, você pede vinte mil reis numa peça o cara cai pra traz, você tem que ressuscitar o cara, como? quando me perguntam, você vende? eu falo não. e o tempo vai passando. xilogravura faz parte do meu trabalho, tenho algumas xilogravuras, tou fazendo uma serie de violões, que dei o nome de ''ATANOD'' em homenagem a minha mãe. j´estou no sétimo violão. Todo o meu trabalho se encontra nesse BLOG. wwweuflaviomadeirarte.blogspot.com Tó tomando gosto pela poesia, alguns estão me chamando de poeta, eu não me incomodo, vou levando, participo de SARAU de poesia, com alguns sucesso, fui convidado a recitar na Camara Municipal, De São Paulo em homenagem aos veteranas da Aeronautica.  foi muito gratificante.




    Autor:Euflavio Gois.
Em São Paulo Brasil.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

chegamos no ano 2000..

Desde pequeno aprendi a prepara  o pirão de galinha pra ela quando ela tinha menino como é chamado por lá ganhar nene, eu preparava a meladinha, bebida que era servida as visitas da parida, ajudava a banhar os nene, eu fui muito presente na vida da mamãe, fui tinha sido também na do papai, pra mim foi um grande prazer. Não posso deixar de falar de uma vizinha, das primeiras pessoas que se mudaram pra perto da gente e conviveram por mais de 40 anos ali dando assistência pra gente sempre era dona Dulce pra car dona Dulce pra lá eu ia trabalhar tranquilo sabendo que qualquer coisa dona Dulce estava ali, vimos os meninos de dona Dulce nascer e crescer, perto de nos , mais tinha também dona Diva, dona Odilia essas pessoas realmente fizeram muita diferença na vida da gente, até hoje dona Dulce está lá no mesmo lugar, e amiga da gente. Mamãe era daquelas pessoas que gostava de jogo, de filmes nunca foi ao cinema mais gostava muito dos filmes da TV, lá vinha contar o filme, gostava de política mais xingava muito os políticos, odiava o Lula, detestava a Erondina ela escalava as pessoa pra não gostar, assim como escalava pra gostar, ela era muito boa, faz muita falta na minha vida. um dos meus maiores troféu foi ela ter ido ao meu casamento, e tirado até foto para o albo de fotografia do casamento. minha mãe acreditava que o mundo não ia chegar no ano 2ooo. ele apostava que não chegava, dizia aos 2000 não chegaras. dizia também que numa certa vez jesus tava conversando co nossa senhora, dizia antes de 2000 vinha buscar os justos sem pecados , e Maria apanhava um punhado de areia e dizia, filho mais um punhado de areia queria dizer que cada grão de areia, um ano a mais e Jesus confirmava. Sim era o ano de 1995 eu tinha prestado um concurso na Guarda Civil e tinha passado no concurso, tinha feito os testes de saúde tinha passado o teste de condicionamento físico tinha passado, só faltava tomar posse ai eu não fui tomar posse, esse negocio de andar com revolver, não é pra mim não teria coragem de atira em ninguém desarmado, mais prestei outro concurso na FEBEM, e passei também nesse concurso, falava com ela o andamento do concurso ela ficava feliz, eu também de ver ela feliz, era começo do ano de 1995 as fases do concurso ia avançando, chegava junho, depois julho, novembro foi quando ela se foi pra sempre, nem viu eu começar na FEBEM. comecei em maio de 2006. Trabalhei dez anos por lá, nesse tempo pude ver muitas injustiça e muita falta de justiça, pude ver o sofrimento dos funcionários da instituição hoje FUNDAÇÃO CASA. Trabalhei lá com uma certa tranquilidade, meu jeito calmo de ser me ajudou muito. por lá, mais tem uma coisa que agente precisa saber, é a hora de para, e isso eu sei, mais antes tivemos muitos problemas com o Governo, precisamos entra em greve por 70 dias, eu participei intensamente da greve, porque entendo que é a única linguagem, e instrumento que o trabalhador tem para lutar pelos seus direitos. Sentei no meio do cruzamento da Celso Garcia com A Salin Farha Malufe. foi a glória eu ali lutando contra os Tubarões. Depois de 70 dias de greve voltemos ao trabalho e fomos todos despedidos em massa, fomos pra luta de novo na justiça ganhamos a reintegração ao serviço fomos trazido de volta pra o serviço mais ai não foi a mesma coisa pra mim, fomos deslocados para outros setores outros horários. ai eu injuriado pedir demissão. A chefia me pedido muito pra mim repensar me deu até dias pra mim refletir, mais não teve jeito eu estava decidido, não foi fácil eu abri mão desse salário, afinal representava tirá cinquenta por cento do orçamento, mesmo assim minha decisão estava tomada.

Continuação dos anos 90.

ESTAMOS NO FINAL DE 2012 MAIS PRECISAMENTE EM 05 DE DEZEMBRO A TELEVISÃO ESTAVA TRANSMITINDO O JOGO DO SÃO PAULO, QUANDO É DADO A NOTICIA. MORREU OSCAR NIEMEYER. Já esperávamos  faz tempo afinal ele estava com os pequenos 104 anos de idade. Agente nasce, um dia de vida, uma semana cai o umbigo, vem o primeiro mês, o primeiro ano, infância , adolescência, idade adulta, envelhecemos voltamos a nascer, a morte não acaba com o nosso ciclo  da vida Nos, o Brasil um pais muito pobre, pobre de grandes vultos,  podemos contar com os dedos, Oscar Niemeyer é sem duvida um dos maiores entre os maiores. Sim mais vamos voltar nos anos setenta foi anos de calmarias não tenho muito o que contar, estava bem estabilizado no emprego ganhando muito bem com minha profissão, tinha construido minha casa, casado em 77, acho que já falei tudo de importante, meu amigo casou primeiro. Fizemos uma aposta quem casasse por ultimo daria o peru pra o que casasse primeiro, ele casou lá vou eu com um peru pra dar pra ele e fui, fui discriminado não me convidaram pra o almoço. Aposentei no começo de 89. eba, primeiro pagamento quase cai duro e bati a cabeça, bati a cabeça na guia brincadeirinha. Tive foi que me virá um bico aqui outro ali fui ser funcionário  publico por dez foi o que segurou. Hoje estou vivendo só com aposentadoria fazendo da minha vida uma arte estou escrevendo sou poeta, escultor, pintor, artista plástico Auto didata, estou feliz com essa descoberta. E Também Luther. Mais os anos 90 tive a maior perca da minha vida, perdi minha mãe ou mamãe como nois todos a chamava, ela morreu em 1995. dormindo. mamãe e eu fomos tudo nessa família de Gois, ele como mãe eu como filho lutamos como leões em São Paulo, ela sangue no olho, já eu na calma, tudo se resolve, teve um tempo quando mudamos pra ca ela saia sedo com algumas amigas, e ia para o mercadão do Parque D Pedro II atraz de mantimento, as meninas trabalhando em casa de família eu no emprego o Evilazio lutando com uma granja, a vida não era fácil vencemos tudo com muita união muita força e fé em deus. Até que chegou a idade ela lutando muito mesmo assim ela ia na feira todo dia as vezes brigava com os feirantes os feirantes não conhecia a pessoa que ela era, ela falava gritando, mais não era por mal, é que ela era sobrevivente da febre tifoide, e quem não morre com essa febre, fica assim, eu tinha muita pena dela por isso ela vinha me contar que tinha brigado com o homem na feira , ou com uma mulher vendendo frango pra Vilazio ela as vezes chorava por isso. ela não tinha controle, quando ela via já tava gritando com a pessoa ou com as pessoas. Quando vinha alguma amiga dela em casa, sempre eu pegava ela falando de mim,que quando eu era pequeno tinha os cabelos lindos cacheados e longos, uma beleza de menino que ela deixava ele ou eu na rede e eu dormia a noite toda não dava trabalho, que uma vez ela pegou uma cobra passeando nas bordas da rede, que eu fugia pra pedir balas pra dona Francisquina na venda milhares de causo comigo. Eu não tive como homenagear -la em vida mais dediquei muito amor, muito muito mesmo, chorei muita a sua falta, mais tudo que eu faço hoje eu lembro dela. Se exponho meus trabalhos em alguns lugares lebro dela. Minha mamãe não pode ver meus trabalhos artísticos, meus poemas, meus violões, que por ser um instrumento musical eu dei-le o seu nome Donata virou ''ATANOD'' vou construir dez Atanod. já tó no numero seis. Lembro dela arrumando minha roupinha branco pra sai na escola, na frente batendo minha caixa, dela me gritando,me chamando carinhosamente de Favinho. QUE DELICIA FOI SER FILHO DAQUELA MULHER. Que honrar foi lutar ao seu lado, de ouvir ela gritando; ''Por cima de medo coragem'' ''Xagas Abertas Coração Ferido Sangue de Jesus cristo entre Favinho e o Perigo'' ''Faz tanto tempo que não vejo fogo nesse campo de variedade'' palavra falada por uma bruxa encantada em uma linda mulher, que atraia os viajantes para destruir. isso ela falava pra todo mundo que ela gostava. Minha mãe era realmente uma mulher extraordinária. Posso dizer que minha mãe participou ativa da Segunda Guerra Mundial, Pois ela tinha que faze serão de duas horas por dia para supri a força Expedicionária Brasileira na Itália. Esperando eu que nasci em 1943. Minha mãe era Tecelã numa fabrica de tecido em Estancia-SE. Mamãe era de Lagarto. Grande contadora de história ela atraia muitas gente com suas histórias de Trancoso nas noites de lua cheia.

Continuando 1970

Em 1983 nascia meu segundo filho agora um homem, eu já tinha minha filha, linda completando três anos de idade, e nascia o menino que coloquemos o nome de Gabriel, foi uma explosão de alegria, nesse tempo eu ainda bebia, tomei um grande porre. Um menino forte, saudável nos trouxe muita alegria, eu continuava trabalhando. Não tínhamos terminado Itaipu e já começava-nos Tucuruí, era muito trabalho chega 1985 nasce meu terceiro filho que demos o nome de Felipe, um menino muito lindo olhos verdes cabelos meio encaracolados, um verdadeiro deus. agora estava completa a família. Eu estava bem feliz, estava estudando, mais bebia, e fumava, tinha uma coisa que eu não queria compartilhar com meus filhos, Era a bebida, não queria que meus filhos me visse bebendo muito menos bêbado, o que fazer? dar um tempo na bebida, tenho que dar um tempo na bebida e dei esse tempo e estou dando esse tempo até hoje, portanto meus filhos nunca viram eu pondo um copo de bebida na boca eu adorava beber. Sou um pai democrata, ou democrático, sou muito querido e respeitado por meus filhos. Voltando um pouco no tempo, o ano de 70 tinha começado muito bom pra mim, nova profissão, 73 novo emprego, agora uma multinacional Italiana, novo salário, o salário dobrara, triplicara, novos amigos, colegas de profissão na verdade, ainda solteiro, lembrava dos tempos da Bahia, não podia ver um desfile de 7 de setembro que chorava, ali de pé, preocupado não queria que ninguém me visse chorando, mais não aguentava ouvir a batida da caixa de guerra. 1970 perdi meu pai foi muito duro pra mim afinal viemos juntos. Eu que não acredito em muitas coisas do sobre natural passei a acreditar nesse fato que vou relatar aqui. Meu pai vivia separado da família desde lá da Bahia,estava muito doente quando uma noite eu estava dormindo, já estava quase na hora de levantar, acordei algo me fez acordar, quando abri os olhos vi um volto de homem bem alto de pé bem ali entre minhas pernas, eu firmei bem os olhos não acreditando, e num instinto de duvida, movimentei uma das pernas, pra ver se o tocava, mais nada, o vulto foi abaixando e sumiu, falei com minha mãe sobre o fato ela disse é aviso. No dia seguinte o vulto estava de pé ali do meu lado, agora bem perto de mim. quando procurei me certificar abrindo bem os olhos ele sumiu. Fico muito emocionado quando me lembro desse fato. Me desculpem quem não acreditar no que eu estou relatando aqui, eu lamento e entendo, esse fato não me fez o mais crente dos homens não, naquele fim de semana fui visitar meu pai lá onde ele morava, ele tinha sofrido uma cirurgia do intestino Hospital das Clinicas e tinha recebido alta indevidamente, cruelmente, lamentavelmente, é mandado pra casa numa situação de morte, retornemos ele ao Hospital das Clinicas para revisão até porque a cicatriz não estava cicatrizando eles colocaram uma espécies de grampos de ferro e mandaram meu pai para casa. No dia que meu pai morrer eu tinha ido lá no Hospital pegar uns sedativos para ver se amenizava as dores. quando voltei ele tinha morrido, descansado. Descanse em paz... penso que eles, o hospital, a direção do Hospital, jamais podia mandar ele pra casa naquela situação. Anos setenta que me trouxe a maior realização da minha vida, o casamento, o nascimento da minha primeira e única filha uma linda que serviu pra mim repensar minha vida,e repensei, trabalhava pensando nela não via a hora de chegar em casa pra ve-la, brincar com ela um bobo, um pai.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Titulo: ''HUMANIDADE''

Esse trabalho é pra mim uma grande criação minha quando fiz só pensei em fazer algo diferente, contemporaneo. Fiz em 2008, está comigo gostária de vende-la pra quem realmente gosta de arte. Gostaria de expor em um lugar bacana.


Autor Euflavio Gois
Em São Paulo Brasil.

TITULO: ''HUMANIDADE''

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Continuação de 1980.

Na minha vida estava tudo indo bem já começava a pensar na Universidade seriamente, A Dilma estava esperando  segundo nenê, O Regime Militar cada vez mais feroz não dava sinal de amolecimento, eu era um perigo principalmente quando bebia, falava muito, era cheio de saber das coisas da política,  porque desde pequeno era fascinado pela política, ficava na porta da rua em casa vendo os caminhões passando levando o povo para os comícios em Ilhéus. Trabalhando de soldador ali sozinho com os meus pensamentos, viajava de volta no passado, lembrava sempre das minhas amigas queria ter casado com as três, as três eram muito bonitas, lembrava muito muito das filhas de Giru, queria ter casado com elas também, mais estava aqui tão longe, meninas lindas  na verdade. Lembrava das brincadeiras com as caravelas na beire do rio, até chorava de saudade em baixo daquela mascara de soldador, da feira dos cantadores, dos cordéis, não saia da minha cabeça aquele verso; Esse mundo é um cinema cheio de variedades, que eu ouvi certa vez dois cantadores falando. Lembrava muito da minha aventura com uma cabra no ouro, Do Touro Campeão em Uberaba. um touro Nelore puro sangue de Antônio Barbosa Teixeira desfilando nas ruas de Coaraci, com a bandeira do Brasil. Voltando 70 A Copa do Mundo, a polêmica as feras do Saldanha. o título. Eu fazendo hora extra no dia do jogo Brasil  X Checoslováquia, sai doido de pressa pra assistir o jogo,  esqueci o dinheiro da condução, tive que pedir ao motorista pra deixar eu passar por baixo da catraca, depois pra o cara da estação de trem pra deixar eu viajar de graça porque tinha esquecido o dinheiro no bolso  da outra roupa, logo eu que não sei encurtar uma história nessas horas. No fim das contas Brasil tri campeão mundial. Depois do grande fracasso de 66. Mais nem todos vive de futebol né mesmo? Em 1975 só pude voltar na minha Bahia, já estava com doze anos ausente daquela terra tão querida, estava eu ali, forte, nem parecia aquele menino amarelo que saio dali na quele dia 4 de novembro de 1961. Foi uma admiração de todos, que dizia Regi esse é seu irmão? rapaz? é a sua cara, nunca vi igual o rege com sua oficina logo me ofereceu um fusca que ele tinha pra mim passear por lá, mais numa infelicidade eu bati o carro dele ai já fiquei descarquiado, com um machucarão na cabeça, na testa que me deixou uma bela de uma cicatriz. tive que antecipar a viagem de volta, ai só voltei lá depois de 25 anos, em 2002. dessa vez levei minha mulher e meu filho do meio. Daquela primeira vez encontrei professora Carmem Dias que depois das primeiras conversas como você esta, onde você mora? me perguntou: você estudou? eu respondi não mais aquilo nunca mais saiu da minha cabeça. Você estudou? voltei pra casa meu irmão ficou com o prejuízo do carro mais irmão também serve pra isso.Em 1975 ainda tinha lá o brega  conhecido como a zona, eu já homem feito e solteiro adivinhe? fiz amizade com as meninas de lá e foi só alegria, até a batida do fusca. Voltei pra casa entrei nos preparativos do casamento, a casa não estava pronta ainda, faltava algumas coisas no acabamento, no serviço ganhei mais uma qualificação passei de soldador de terceira, para soldador de segunda com isso uma letra a mais, mais salário. a firma tinha pegado A Usina de Itaipu, ia ser muito trabalho pra nos, tínhamos que fazer 18 comportas, era muito serviço, pra nos nos tinha um time de soldadores de primeira linha, 1976, 1977 casamento, recebo minha segunda classificação, mais uma letra fui ser soldador de primeira linha. Agora estava casado, minha mãe que não tinha ido nos casamentos dos outros foi no meu, pra mim o maior prova de reconhecimento da minha vida, obrigado minha querida atá foto pra o albo ela tirou com o seu clássico paninho na cabeça muito obrigado. Entrei os anos 80 com com uma filha minha querida a ''uma olho de gato, dei-lhe o nome de Gicelle, linda. Gicelle Archanjo Lima seu nome, vamos ouvir falar dela no mundo da arte. Uma menina fascinada pela arte desde muito pequena, antes de nascer eu falava, se eu tiver uma filha quero que seja pianista, por quer? porque eu adoro um concerto de piano, embora nunca tenha assistido um., por quer o mundo que eu vivo é outro, mais mesmo assim eu a levei para ver uma exposição de arte, o artista era nada mais nada menos do que Pablo Picasso. Ela ficou encantada. Minha filha é simplesmente encantadora. Mais tem um concerto de piano que me inspira muito, fico tão em estáse  é ''Concerto em Varsóvia''  A li trabalhando lembrava das noites no cinema assistindo os seriados de Durango Kid, que eu não perdia, e eu tinha 10 ou 11 anos, lembrava e sorria, da minha primeira faca marca Mundial, sim todo menino tinha que ter sua faca, todo homem tinha que ter um revolver, os ricos os pobres um facão Corneta de 20 polegadas, não era pra matar ninguém, é por que era a cultura daquele povo no seu estado puro, e assim eu já tinha também minha faca. É isso.

Continuação 1990

Agora aposentado, bem aposenta pois contribui acima de des salário minimo, consegui aposentar pelo teto, mais mesmo assim o salário caiu muito, me obrigando a cortar muitas coisas das despesa mensal, mais não desanimei, aposentei em 1989, tentei varias coisas em vendas, mais confesso que sou um péssimo vendedor. Vendi melancia na feira, boxe de banheiro, e finalmente queijo, mais não deu nada certo nas vendas, arranjei um bico numa firma não deu certo em 1993 prestei um concurso para recenseador e fiz o censo mais durou só três meses, prestei concurso na guarda civil , no dia de tomar posse não fui. prestei outro na fundação do bem estar do menor, onde trabalhei dez anos, pedir demissão e  em casa, comecei fazer meus trabalhos de arte. Mais antes, bem antes namorando escondido eu e a Dilma não a Ruself, fazia de tudo pra dibrá o pai dela que diga-se de passagem era uma fera, mais agente ia levando o namoro aos trancos e barrancos, ela uma menina sem graça, um dia arranjou outro e me dispensou eu como todos os dispensados sofri um pouco, mais nada que umas boas doses de pinga não resolvesse, eu tinha ali um amigo inseparável o Fábio um tipo de amigo de todas as horas, eu já tinha tido um amigo assim, o Quinda lembram? se você me visse num lugar podia olhar em algum lugar ali que o Fábio estava ali com certeza, juntos bebemos a Baia da Guanabara inteirinha. Num sábado de 1967 eu estava em casa não tinha levantado ainda quando ouvi um
chamado, era o Fábio, que veiu me chamar pra ir na cidade com ele, vamos na cidade vou num advogado!
me arrumei e fui com ele, bebemos lá zoamos,  acabamos indo presos, pra mim o pior dia da minha via. Quando fiquei sem namorada, isso aconteceu imediato ao fim do namoro de mim e a Dilma, fiquei seis anos sem passar na rua onde ele morava, avida continuava a cem por hora. Chegamos aqui no bairro em 1964 o loteamento com mais 2.500 lotes o qual só tinha umas vinte casas, hoje um bairro do tamanho de uma cidade do interior. conquistamos muitas coisas pro bairro eu junto fazendo parte de uma associação comunitária. Trouxemos agua, luz, transportes, pavimentação e lazer para todos. Bem , mais a vida continuou passaram seis anos desde que o meu namoro com a Dilma acabou, não namorei mais com ninguém durante esse tempo, não quis me envolver com ninguém, eu bebia não queria fazer ninguém passar vergonha com minha bebida, além do mais tinha minha mãe para cuidar, até mais de seis anos dando volta pra não passar na frente do bar do pai dela, até que comecei receber recadinhos dela, resistir os recado o mais que pude, mais ficou muito insistente, a mãe dela começou me dar presentinhos, dai voltei, aquelas coisas de destino traçado. casei com ela em oito de outubro de mil e novecentos e setenta e sete. e pronto, já tinha construído minha casa, estava bem empregado, com uma certa estabilidade no em prego, dai foi só alegria. tivemos tres filhos lindos, uma menina e dois meninos que eu adoro, nesse meio tempo passo o maior susto no serviço, estava soldando uma peças de trator da FIAT, de repente uma expulsão eu dei um salto e bati a mão jogando a mascara pra traz, só vi o fogo subindo sobre minhas pernas, sai correndo e lembrei que não podia correr que o fogo se propaga mais rápido, iai desesperado consegui com ajuda de alguém apagar o fogo antes que pegasse em mim, na expulsão passou uma bola de fogo raspando minhas costas, pra se ter uma ideia, a bola de fogo bateu nuns sacos de massa refratária rebentando todos os sacos. Quero dizer que se eu não pulo e aquela bola de fogo tivesse grudado na minhas costas, eu já era.
Mais no trabalho e tudo bem, bom salário, a empresa não me dispensava já tinha sido salvo de vários cortes de pessoal, agora casado já pai de uma filha, a Dilma fazendo direito numa faculdade de Direito em Mogi das Cruzes, porque a ideia era crescer na vida, nesse tempo eu também já tinha voltado a Escola, tava fazendo o supletivo ginasial, mais com o olho no colegial.



                     FIM

Texto: desse Euflavio Gois

sábado, 1 de dezembro de 2012


Esse é um trabalho que eu fiz inspirado numa tela de Tacila do Amaral. eu gostei muito de criar esse trabalho. ele é composto de 130 rostos aproximadamente Título: ''Tacila em pau Brasil''. Foi feito em 2009. Quando comessei minha arte. Pertençe ao meu acervo.

São Paulo Brasil  autor Euflavio Gois Lima




Esse trabalho quero dedicar a minha querida maestrina Marcia Hentschel. Do nosso Coral-USP.
São Paulo Dezembro de 2012

Euflaviomadeirart.

www.euflaviomadeirarte.blogspo.com

1964 continuação

Sai dessa empresa de cabeça erguida, dei umas volta por ai sem profissão, não foi fácil mais enfim consegui outro emprego numa metalúrgica. Uma fabrica de Truk, Truk Iderol. ali fui também feliz, me adaptei fácil ao serviço. agente transformava um caminhão simples num caminhão 3° Eixo. Ai aprendi a montar os caminhões quer dizer, ferrei com meus ouvidos , pois o barulho de arribitadeira era grande, de mais, eu soldava, montava mais  preferir ser soldador, eu fazia assim: almoçava correndo e ia num canto da fabrica sem ninguém ver, ligava a maquina barulhenta e ficava soldando, um dia eu estava lá soldando, quando vi um vulto meio que atraz de mim, quando levantei a mascara era o dono da fabrica que foi me perguntando, o que esta fazem? eu respondi estou aprendendo soldar, quem mandou? eu respondi ninguém. ele foi embora e eu parei, mais já era tarde, eu já tinha aprendido. Fiquei lá três anos e meio, sai com a carteira registrada como oficial  soldador elétrico. Uma luta terrível pra eles me dar essa promoção, mais deram. Ainda na década de sessenta consegui entra no SENAI pra fazer o curso de eletricista instalador. fiz também o de enrolador de motor, mais não desenvolvi a profissão. Agora feliz com profissão registrada em carteira, tinha certeza que as coisas iam melhora, e melhorou. Trabalhei três ano e meio nessa firma e sai fui embora. A vida continua, muita luta os meninos cresceram as meninas trabalhando em casa de família, meninas de luta minhas irmãs um dos meninos também muito trabalhador, começou a ajudar um feirante que vendia frangos na feira, e logo começou ele mesmo vender em casa, com um engradado de frangos, depois dois, depois três. Resumindo: criou seu próprio negocio, não foi ser empregado. Nesse vai e vem da vida afora fui conhecendo pessoas muitas pessoas, encontrei uma menina. dez anos mais nova, eu com vinte e quatro anos de idade e ela com quatorze,vejam isso minha confissão: essa menina foi minha primeira namorada, namorada de verdade, eu com 24anos só agora tinha arranjado a primeira namorada. Eu mudara muito usava boas roupas posso dizer que fui um dos primeiros a usar causas jeans, descobri uma butique na rua Nova Barão no centro e comprava lá uma marca japonesa chamada ''CONE'' sapatos Maquelle, camisas as vezes Lewis, e etc e tal, algumas meninas falavam, aquele de causa DEEN a pronuncia jeans. coisa que me deixava um tanto orgulhoso aos 69 anos me sinto confortável nas minhas causas  jeans.
Voltando o assunto  vida proficional. Em 1973 fui escolhido por deus para trabalhar na BADONI-ATB, onde fechei com chave de ouro a minha passagem pela vida profissional, foi com muita dguinidade, muito amor pelos meus colegas de trabalho, pelos meus patrões chefes, alguns mais outros menos, mais asseguro a quem vier a ler esse texto, sai chorando muito. Eu sou um chorão inveterado.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Continuação 1964.

Em 1969 Fui despedido da Cindomel, numa espécie de birra dos donos da Empresa comigo, porque eu sofri um acidente de trabalho ali naquela empresa, foi um acidente grave onde quase perdi a mão direita numa maquina, me levaram correndo pra o hospital onde foram feito os curativos, depois de tira o RX da mão , foram constatada varias fraturas nos ossos da mão, além dum ferimento no pulso, fui pro seguro. onde fiquei por três meses. Nesse período estourou a Revolução o país entrou em estado de guerra, foram restringidos as companhias de seguros sofreram intervenção Federal. Foi o fim da picada, as vezes eu acho que tem coisas que só acontece comigo. Fiquei três meses em casa sem receber, fui falar com o patrão ele me falou: o que você quer que eu faça? você sofreu o acidente , eu lhe mandei pro seguro, é isso que eu tinha que fazer e fiz e ficou olhando pra minha cara, e eu o que dizer, dai num gesto de ''generosidade'' ele falou, os curativos você pode continuar fazendo no hospital, mais os ordenados você  tem que ir buscar no seguro, eu que estava com uma ferida quase decepando o pulso fiquei sem ação ali na frente daquele Tubarão. Em casa era eu e minha mãe que não trabalhava o que fazer machucado tinha que ir no centro de Guarulhos fazer curativo três vezes por semana sem dinheiro a Cindomel não me garantiu os salários de segurado.ia de um canto pra outro, ia na firma pra ver se amolecia o coração daqueles patrões que eram três, e nada até que me aconselharam a ir no foro procura o Curador do trabalho e fazer uma reclamação,  fui, fui no Foro e fiz a reclamação, contei tudo o que tinha acontecido, o Juiz Curador ditou uma carta que entreguei no departamento pessoal, o chefe do departamento pessoal me disse, essa carta não me diz nada. mais só serviu pra aumentar  não quero nada fúria dos patrões contra mim, andei discutindo com o chefe do departamento pessoal. Nada mudou, a firma manteve os curativos , mais não autorizou o pagamento do salário. Um dos patrões me propôs um empréstimo para ser descontado quando a situação fosse resolvida entre a companhia de seguro e eu. , eu aceitei o empréstimo de trezentos mil cruzeiros, que eu ia tirando na medida que eu ia precisando. nesse meio tempo eu fui levado a abri um processo contra a Cindomel.  Eu já tinha voltado a trabalhar. estava me readaptando ao serviço, já que tinha quase perdido a mão direita, quando estourou a primeira audiência, os patrões ficara enlouquecidos e me chamaram numa sala reservada, depois de uma longa discussão  eles me perguntaram depois de tentar me convencer que não era um bom negocio brigar com eles. Quanto você quer pra ir la no Foro retirar  a queixa? eu respondi a queima roupa: não quero nada.comecei vou ate  o fim. Mais se você ganhar aqui agente recorre até ganhar, eu vou até o fim. Falei pra eles dois, se vocês ganhar parabéns pra vocês. Mais se perder parabéns pra mim. Eles encerram a discussão e eu fui embora pegar o trem. Tenho o maior orgulho de ter feito isso, coisa de nordestino serio. Mais a nossa história não acaba ai, passaram três anos dessa discussão, mais ao longo desses três anos aconteceram muitas humilhações, chegaram até me manterem em uma sala de castigo sem direito a nada só ir no banheiro, mais isso não me abalou. Depois disso voltei aos poucos na produção,  voltei ao normal, recuperei os movimentos da mão, entrei na produção máxima fazia molas de automóvel, todos os tipos de molas, um belo dia o Advogado da Empresa me chamou pra fazer um acordo, e me ofereceu uma contia e eu aceitei esse acordo, recebi quinhentos contos, depois de uma semana do acordo eles me mandaram embora e uma semana ou duas depois me mandaram embora me demitiram os malditos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Esse faz parte do meu ACERVO. É um pedaço de um quadro co 109 faces. feito em 2008 em São Paulo. Brasil de euflaviomadeirart.

Autor Euflavio Gois Lima.
Natural de Estancia SE mais. Se
embrenhou nas terras da Bahia por
quem se apaixonou. Coaraci é seu
lugar...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Esculturas de euflavio madeirart. feitas em 2008 em São Paulo Brasil sãompeças especiais feitas cam galhos de arvoreres.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Chega o ano de 1964.


1961 ano da posse de Jânio Quadro polemico meio sem rumo, não pode isso não pode aquilo proíbe as corridas de cavalos, proíbe o biquine, visita a China, muitos descontentamentos nos meios políticos a vida dele fica insustentável na presidência, ai ele resolve renunciar, antes de completar um ano de mandato,e fica dando voltas por ai pra ver se era  reconduzido ao Palácio da Alvorada nos braços do povo,  coisa que não aconteceu. Depois de um toma não toma posse, João Goulart finalmente empossado, tudo isso estava acontecendo no Brasil e agente metido dentro de uma fabrica não  ficava sabendo de nada. Até que no dia 31 de março eclodio a Revolução  de 1964. Eu tinha terminado a minha jornada de trabalho, ao sai do trabalho encontrei a Via Dutra repleta com a tropa do 2° Exercito que ia sentido ao Sul abafar os focos de resistência. do Sul, cheguei em casa, mamãe! o que aconteceu? quase não chego em casa tá um movimento muito grande do Exercito na rua. mamãe, não sei? falou no radio de um golpe militar mais eu não entendi nada, nesse tempo nois não tinha televisão, a nossa televisão chegou depois, nos anos setenta. Meu Pai trabalhou na  profissão pouco tempo, não gostava de receber ordens, era assim como eu e todo mundo que mora aqui nesse mundo de meu deus, tó falando isso por que as pessoas pensam que só elas não gosta de receber ordem, e que as outras pessoas adoram receber as tais das ordens detesto receber ordens. Mais tem uma coisa que eu detesto  que é  dar ordens, mandar, determinar. Meu pai era carpinteiro dos bons, uma profissão linda . Ele fez um carrinho encheu de doces e  foi vender nas portas de fabricas escolas e sei la onde mais, já eu fiquei recebendo ordens durante trinta anos dentro de fabricas, depois fu i receber ordens do Governo mais dez anos, e hoje estou aqui inteiro, lindo e maravilhoso. Consegui a profissão de soldador elétrico trabalhei numa multi nacional Italiana ganhei muito dinheiro mais a infração comeu tudo, mesmo assim tudo na minha vida valeu muito a pena, sou muito bom no que faço sempre fui. compro ordens com muita dignidade  nuca fiquei desempregado fui um soldador especializado tenho isso assinado na carteira, soldamos as hidrelétricas do Brasil todas, soldamos a peças pra Siderúrgica Nacional hidrelétrica de
Tucuruí, Idroelétrica de Xingó, Porto de Tubarão, as prensas da Fiat do Brasil, Projeto Pedra do Cavalo,
Plataforma Submarino, Petrobras. Ilha Solteira. Foz do Iguaçu. Muito orgulho disso muito mesmo eu um grande Soldador Etetrico que diria. Aquele   ''Olho de Gato'' vindo da Bahia com um inborná de farinha.com galinha. Quanta luta, pra completar e feixar minha jornada com chave de ouro,m ainda fui protagonista de uma greva na empresa, greve justa, fui pará na mesa de negociação com o representante  patrão e o Sindicato mais um Advogado negociador, consseguimos incorporá alguns beneficios ao salário. Foi um feixamento extraordinario. Fizemos um bom acordo e demos a greve como encerrada, voltamos ao trabalho, quinze dias depois fui dispençado dei entrada na aposentadoria, e me aposentei. Aposentadoria especial com 45 anos de idade. Eu que já tinha recebido com festa colação de grau, e tudo que tinha direito o Diploma de Bacharel em ADM. Agora estava me aposentando. Não é maravilhoso? estava deixando todos os meus parentes e amigos cheios de orgulho. Eu que tinha enfrentado muitas coisas que as minhas condições de pinhão me facilita como: bebida, farras, buteco e algumas pequenas confusões  agora já sem beber, sem fumar, sem boteco estava me aposentando e me diplomando. Eu que tinha garantido pra mim mesmo que jamais um filho meu ia me ver em estado de embriaguez, comprir a promessa. um filho meu nunca me viu nem bebendo e nem fumando. A minha menina e o menino do meio ainda viram eu bebendo e fumando, porque o processo é lento. Fiz varias tentativas para deixar de fumar, mas voltava, até que um dia fui ao medico para tratar de uma hernie e o medico me perguntou se eu fumava eu respondi que sim ai ele me falou, pois deixe de fumar e depois de trinta dias que voce tiver parado volte aqui pra eu te encaminhar para a cirurgia e foi o que fiz, mas  já tinha feito varias tentativas e não conseguia dessa vez consegui, e assim até hoje não fumei mais. Lembro que uma vez o Felipe o meu filho mais novo me perguntou: papai voce não chupa cigarro, eu sorrir e lhe disse não filho , não chupo. O mais novo nunca viu nem eu bebendo e nem fumando. A bebida também não foi facíl não foi.






domingo, 25 de novembro de 2012

UM DIA PARA NÃO SER ESQUECIDO. 24de Outubro de 2012.

O dia que eu apresentei um Poema em publico, Uma Audácia eu sei:. Mais uma Audácia boa.


O Poema TERRA de Euflavio Gois
Lima.

Príncipe dos Palmares. De Euflavio Gois.


Os Negreiros estão Atracados.
O que fazer? O que fazer?
As portas do Atlâtico estão abertas.
O Nilo, o Kilimanjaro estão logo ali.
Negros cassadores de negros cassadores,
Estão logo ali, ali. Vejam! ali.

Em volta do trono, digo do trnco,
Está uma parte dos seus súditos.
Que choram e cantam oia...
Canto de lamento e dor, oia...
O grito mudo lhe sai da alma.
É o grito da mãe África.

Os Leopardos não temem.
Não temem mais sua lança.
A lança nunca mais será lançada!
O Leão volta a ser Rei, Rei...
Zumbi agora é dos Palmares.
Do quilombo dos Palmares.

Filho de Princesa és Príncipe
Irmão de Ganga Zumba e Gana Zona.
Nascem no Brasil os filhos da África.
Não! Zumbi não morreu oia, oia...
Zumbi é imortal oia,oia.imortal.
Há negros livres vivendo no Brasil!

Zumbi, forte e ligeiro, brasileiro.
Não foi cativo, mas cativou.
Filho de Princesa. Era Príncipe.
Palmares era seu Reino.
Seu país, seu país é o Brasil.


      fim

Dedico esse Poema a todos so meus irmãos de cor
A  Com adimiração. A minha parte negra também.

sábado, 24 de novembro de 2012

Ainda sem titulo. autor:euflaviomadeirart.


A Chegada a terra prometida. , AVENTURA DO LIVRO ''UMA AVENTURA NAS TERRAS DO OURO''

Ponto final: Ponte Grande Guarulhos, ali ficamos na rua da feira de sexta feira, dia seguinte acordei sedo para ver o mundo, e o mundo estava ali na minha frente, tinha que escrever uma carta urgente para dizer que tinha chegado e estava tudo bem, e escrevi carta pra todo mundo mamãe, Gildete, Arlete Idalicia. minhas três amigas. Mais não tinha mais tempo a perder, meu primo Zezé me ajudou muito, ele estava desempregado e saia comigo pra mostra as coisas de São Paulo, me ajudar a tirá documentos, ir ao cinema , no campo, ele foi muito importante pra mim sim eu  tenho muito o que agradecer a ele, mais ele sumiu não dar noticias. documentos tirado reservista, carteira do trabalho, agora é só procurá emprego e trabalhar isso foi fácil, primeiro numa fabriquinha de causados infantil. fiquei menos de um mês, depois arrumamos numa metalúrgica, onde trabalhei oito anos, foi ai que me estabeleci em São Paulo. Sai homem feito, lá nessa fabrica de molas de carro realizei o meu sonho de compra uma bicicleta, e quando sai com o dinheiro de
direitos trabalhista, comprei o terreno, onde moro hoje. hoje depois 52 anos em  São Paulo estou voltando lá em Coaraci sempre, quando chego lá causo uma certa admiração nas pessoas que lá deixei, eu sempre visito aquela gente, as que ainda estão vivas, aquelas pessoas que ficaram, e estão lá. Confesso que sinto uma sensação de: será que eu não fiz bobagem em ter ido pra São Paulo? mais ai não tem mais jeito, tó feliz realizado fiz uma vida com muita genuinidade e um certo sucesso, construído com muito trabalho, nunca faltou trabalho pra mim, sou bem aposentado, estudei aqui por que gosto e sempre gostei de das coisas da cultura, do que a cultura pode nos dar, adoro o mecanismo alfabeto acho sublime a montagem das palavras, a nossa língua maravilhosa pra mim é mágico ler e escrever, escrever e ler.
sempre dei muito valor ao estudo, numa época que a Universidade era pra poucos eu estava lá estudando, questionando muitas coisas, que eu insistia em não entender, por que tem coisas assim mesmo , e uma vez que você esta ali pra aprender você tem que aprender.
Bom  1961, novembro trabalhar, arrumamos emprego, primeiro pagamento, dinheirinho no bolso meu tio estabeleceu um valor pra mim  ajudar em casa, ele queria  que eu entregasse o pagamento na mão dele, mais isso eu não aceitei, continuei com ele até a vinda de minha mãe e os meninos, foi ai que alugamos uma casinha e fomos morar no Parque São Rafael, no Jardim Tranquilidade Guarulhos SP. lá ficamos dois anos, depois mudamos para o Itaim Paulista, meu pai tinha comprado um terreno e tinha com muito sacrifício sem eu saber construído dois cômodos, quando o dono da casa que nos morarmos pediu a casa eu falei pra meu ´pai procura uma casa pra alugar, o que era muito difícil naquela época principalmente pra baiano como todos nos eramos chamados em São Paulo, meu pai falou dessa casinha que ele tinha feito e ofereceu pra nois, e eu aceitei com muita discussões  com minha mãe por quer a casa não tinha luz elétrica, e nem luz nenhuma. só a luz solar, com uma condição, eu tinha que arrumar dinheiro pra colocar piso, porta e janela, arrumei o dinheiro e colocamos as coisas que faltava e mudamos pra casa, e com isso nos transformamos em pioneiros no bairro do Jardim dos Ypes SP. onde moramos até hoje. Estamos no Jardim dos Ypes desde 1965 Setembro de1965. O bairro tinha umas 20 casas, não tinha luz  elétrica, não tinha agua encanada, fizemos um poço, também conhecida como cisterna, não tinha condução, agente andava 25 minutos pra pegar o trem da'' Central do Brasil'' pra ir trabalhar. Em outras palavras sou também fundador de  um bairro de São Paulo sim. Onde trabalhei conquistei a todos com meu bom humor e meu amor a vida e ao trabalho, quando olho pra traz consigo  enxergar  um monte de coisas boas que construir, sim por quer é muito de mim querer deixar pegadas por onde passo. sempre foi assim.












quinta-feira, 22 de novembro de 2012

sem titulo

Sem titulo feito em 2008.
as tres peças fazem parte do meu acervo


autor euflaviomadeirart.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Continuação da Grande Viajem

Passamos por Caratinga em festa sem pará seguimos rumo a São Paulo, os passageiros já demonstrava um cansaço extremos, e ainda faltava mais de um terço da viajem, próxima cidade grande ; Diamantina passamos lá  no quarto dia de viagem ainda faltava o quinto dia, e nos só ia chegar no sexto dia, não deu pra ver nada em Diamantina, afinal não estávamos  fazendo turismo, mais mesmo não parando agente percebia a importância daquela cidade Histórica ainda mais que tinha acabado de dar pra o Brasil um grande Presidente. Sr. Jucelino Kubitchek, ilustre filho daquela cidade, passamos fomos embora, depois viria a cidade de Entre Rios já no estado do Rio de Janeiro, passamos por lá  a tardinha, vai chegando a madrugada caminhão também caçado passageiros esgotados de tantos sofrimento e nos os rapazes novinhos começávamos  a sentir o peso da responsabilidade da mudança que íamos enfrentar, o monstro chamado :PATRÃO. Sim o patrão, o primeiro patrão que ia registra a carteira aquela que ninguém dali tinha ainda, a bendita'' Carteira de Trabalho'' O Caminhão cortava a estrada, a longa estrada de São Paulo da querida São Paulo que ia nos receber de braços abertos como recebia gente do mundo todo, e ainda recebe. Depois de Diamantina passamos por mais algumas cidades durante a noite, quando dormíamos não ficaram registrada, chegamos em Volta Redonda ao amanhecer cidade grande passamos ao lado da impressionante Siderúrgica Nacional, ficamos abismado com o tamanho da Gigante do Aço.
Estávamos chegando no nosso destino, muitos de nos nunca mais voltaria, como muitos de nois não voltaram, alguns dos companheiros de muitas risadas, e que me consolaram quando eu desatava a chora, eu nunca mais voltei a os encontra, Lembro que vinha com agente uma família de fazendeiros que comprará umas terras no Mato Grosso, esses nunca mais tive noticias deles, que gentes boas chegamos na parada final e eles tomaram destino ruma ao Mato Grosso adeus amigos.Terminamos de passar a Siderúrgica pouco tempo depois estávamos na via Dutra, mais uma parada em baixo de um eucaliptal descansamos um pouco pegamos a estrada e chegamos em São Paulo parada final no Posto ATLANTIQUE  Ali perto da Philips, em Guarulhos SP. deixa umas ali outros aqui a família que ia pra o Mato Grosso ficaram num ponto pra embarcar para o seu destino, nos eu e meu pai procuramos a casa de meu tio João Porcinio, que ele fazia questão de falar pra todo mundo que se chamava João de Deus, E assim no dia 10 de Novembro de 1961.  Agente atracava em São Paulo para ficar e ser feliz, afinal somos família de desbravadores Sergipanos.
Fomos recebidos pelos meus tios, com um certo pé atraz, mais duas pessoas que iam ficar hospedados ali com eles, meu pai notou alguma coisa e tratou de arranjar lugar pra ir, e foi embora pra uma pensão eu fiquei, porque não tinha pra onde ir tive que ficar ali mesmo comendo o velho pão que o diabo amassou.
Fiquei um ano com eles depois acostumei com eles e conseguir vencer aqueles primeiros meses de solidão , sem minha mãe, meus irmãos e amigos. minha inesquecível Coaraci. Texto escrito por esse Euflavio Gois, não tem nada nesse texto que não seja verdade, que seja fantasioso, tudo isso que escrevi foi efetivamente vivido nessa minha '' Longa Estrada da Vida''


                                            FIM

domingo, 18 de novembro de 2012

Massagem Para Um Coração.

Oi tudo bem?
Eu gostaria muito que o senhor soubesse o quanto é importante para mim,
não teria palavras para traduzir o que sinto. Você é o pai que sempre quis,
mais nessa vida não podemos escolher os pais.
Todo o seu jeito eu gosto, uma pessoa culta, que entende das coisas  que é mega
inteligente, que é um paizão, ou seja sempre o maioral.
E isso que escrevo aqui, eu quero apenas que guarde  essas palavras:
Eu nunca vou me esquecer o que o senhor fez por mim, no pior momento de minha vida,
você me acolheu, cuidou de mim, me deu um teto e me deu amor.
E eu juro que um dia te recompensarei tudo isso meu amigo.
Você me ensinou e ensina muitas coisas boas, mais não são apenas coisas,
são as coisas certas.
Quando eu crescer quero ser igual a você, estudo tanto  mais tanto
porque um dia atingirei o seu nível de cultura e sabedoria.

Emily Otero.

Obrigado querida. Se  eu faço o que faço, porque obedeço as ordens do meu velho coração.
 Mais nessas palavras suas, tem muita generosidade, que é uma das maiores qualidades do ser humano.
Obrigado muito obrigado.

Euflavio Gois Lima.
Apenas um amigo sempre presente.
São Paulo um dia de Novembro de 2012.

sábado, 17 de novembro de 2012

Dias de Solidão

Vá tristeza vá embora!
 Quero sorrir e cantar.
Quero brincar, dormir e sonhar.
Vem felicidade em mim passear,
E quem sabe até morá.
Porque em mim tem dias de sol,
E dias de solidão...

autor Euflavio Gois.
são Paulo Brasil.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

JCARANDÁ MIMOSO PAULISTA.

ESSE EU PLANTEI A SEMENTE. E ESTÁ ESTA ARVORE LINDA , PORQUE VOCE NÃAO PLANTA UMA TAMBÉM? A NATUREZA AGRADESSE.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FAVELA.

Adicionar legenda
ESSE É UMA ACRILICA SOBRE MADEIRA
UMA INVESTIDA NA PINTURA O TEMA É UMA FAVELA URBANIZADA O EFEITO MUITO SATISFATÓRIO EU GOSTO MUITO DESSE TRABALHO DE PINTURA. O TEMA É MUITO BOM, RESULTADO MUITO BOM.


Autor Euflavio Gois. São Paulo 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Continuação da Grande Viajem.

Hora de comer vamos ver o que tem? uma farofa de galinha numa mochila de pano  que mamãe tinha preparado pra viagem. Uma galinha preparada com farinha e mais algumas cozinhas que eu não lembro mais, de tão pouquinho que era  pra aguentar cinco ou seis dias de viajem, peguei a mochila pra comer um pouquinho, mais os dentes estavam doendo muito, com o vento da viajem ,  não conseguir comer quase nada e também a empolgação daquela vigem tirava a fome, só pensávamos   no dinheiro que íamos ganhar, só sei que eu amarrava a mochila de farofa no travessão da cobertura do caminhão deixava lá balançando e voltava lá pra traz onde vinha a rapaziada jogando conversa fora. Eu pensava e o Quinda vai ficar lá até quando? pouco tempo depois eu fiquei sabendo que Quinda tinha vindo pra São Paulo e estava morando em Guarulhos,. como eu que morava também  lá. Entramos no Estado de Minas Gerais, interior de Minas, ficava admirado com tantas minas de ouro abandonadas, pensava se eu morasse aqui eu era rico, ia escarafunchar essa mina velha até achar ouro ia, do caminhão agente via as entradas das minas. Chegamos em Teófilo Otoni, nem sei que horas., o caminhão fez uma parada pra o povo descansar e ir no banheiro fazer as necessidades. Tomamos a estrada de novo depois de alguns tomaram até banho, e depois de terem descansado um pouquinho, pé no acelerador, Engenheiro  Caldas, muita chuva estrada em obra fila de caminhão  atolado, os viajantes cansados, motorista experiente conseguimos passar, mais umas quatro horas chegamos em Governador Valadares, mais ou menos meio dia parada para abastecer e descansar um pouco, fui pegar minha farinha que eu deixei pendurada no travessão da cobertura do caminhão, cadê? não encontrei provavelmente caiu no balanço do caminhão, fiquei sem minha ração farofa de galinha, perdi. e agora? falei com meu pai e ele me deu uma lata de farofa que trazia, mais ele foi num quiosque da beira de estrada e almoçou, eu fiquei só numas bolachinhas e pronto, não me abalei não normal, segui viagem, se ele não me ajudasse outros passageiros ajudaria. É por essas e outras que eu adoro a minha condições de do povo só quem é do povo que tem o privilegio de passar por uma aventura grandiosa como essa, vim num Pau-de-Arara do Nordeste até aqui, brincando e me divertindo isso é para fortes, guerreiros, valentes... faria tudo de novo, agora com uma câmara fotográfica e um bloco de papel. Rio Doce cheio e maravilhoso, Cidade pra mim de grande porte dum lado uma montanha que eu gostaria de escalar, era uma boa subida deve ter trilha até o topo. linda deve ser a vista lá de cima. Saímos de Governador Valadares era o terceiro  dia, pegamos de novo a estrada  no sentido São Paulo. Depois de umas duas horas de descanso saímos de Governador Valadares,tomamos a grande estrada Br 116. Que estava nos trazendo com destino a realização dos nossos sonhos, passamos por diversas cidades e povoados, volto a ver coros de onça pintada de novo e de  Sussuarana  onça parda muito comum naquela  época. Agora vamos chegar em Caratinga, Cidade para mim grande. nesse ano 1961 Caratinga tinha dado para o Brasil a mulher mais bonita do Universo. nesse mes de novembro isatamente quando nos estávamos passado por lá, estava tendo a festa pra festejar esse grande acontecimento. Sempre quando eu passo por lá lembro desse acontecimento e penso: onde andará aquela moça tão linda, que de tão linda virou a mis Universo. Nessa grande  viagem ficou marcado na minha  fita esse fato e a confusão do gagago lá de Ibicarai. Ainda hoje quando eu passo em Ibicarai lembro daquela confusão, algumas pessoas querendo arrancar a língua do gagago. Deus! como o Senhor tem sido bom comigo. Acho que o senhor gosta mais de mim, do que eu do senhor. Nunca esqueci da perda da minha comida naquele  momento que eu precisava tanto eu tava muito longe de casa, aquela era a única comida que eu tinha, voltava la no lugar e procurava, procurava pra ver se achava nada. as vezes penso: tem coisas que parece que só acontece comigo.


Texto de : Euflavo Gois


              



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EXPOSIÇÃO ''O SILENÇIO absoluto na usp. 2011.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Continuação da Grande Viagem.


Depois de dois dias de viagem naquele Pau-de Arara, dormimos em nova Conquista, eu já tinha parado de chorá, e já estava me divertindo muito. Tome viagem pelo sertão da Bahia, a tarde entramos no estado de Minas Gerais, muita estrada ruim, alguns pedaços já asfaltados mais pouca coisa, muitos atoleiros, caros atolado no barro, mais nois não parava de fazer planos. Vi muitos coros de onça pintada espichados naquelas casinhas pelo mato afora pra mim muitas novidades, de vez em quando a saudade das minhas pessoas queridas comia meu coração, mais eu ia em frente, lembrava das brincadeiras, dos desfiles de sete de setembro, eu batendo minha caixa, Edésio no surdo e Orlando na caixa de marcação ou apoio, a professora Irene sempre muito enérgica com agente, lembrava dos coros, de tudo era temporada de lembranças. O caminhão gemia nas ladeiras carregado com nois vindo pra São Paulo, para se meter dentro de uma fabrica, e como eu só sair trinta anos ou mais tarde aposentado, como eu sair.
Meu tio que já tinha arrumado uma fabrica de sapatos infantil, agora arrumou uma metalúrgica. que trabalhei oito anos registrado e um sem registra, como experiencia. Um ano depois de está aqui meu pai mandou buscar minha mãe e os meninos, mais tinha o mais velho que veiu também mais não ficou,. era muito livre não gostava de receber ordens, eu também não. Minha mãe chegou pronto, vamos arrumar uma casa pra alugar, um pouco de dificuldade mais em fim arrumamos dois cômodos, e fomos morá perto da firma onde eu já trabalhava, era minha mãe eu como o chefe da casa, sim por que meu irmão mais velho só trouxe o pessoal e voltou, pra Coaraci onde nois moráva-mos e tinha os pequenos pela ordem de idade, Evilazio, Ana Maria, Eulina, Euvando, e José Augusto. mamãe não tinha muito o que fazer, pra ganhar dinheiro, cuidava da casa, eu pagava o aluguel e cuidava de todos, meu pai levava uma feirinha com os básicos dos básicos,o ano era 1963. Eu tinha crecido uns doze centímetros estava muito muito feliz com com essa mudança no meu corpo, tinha ficado forte, só ai já valia apena ter vindo, saia pra me divertir, enquanto isso as cartas estavam parando de vim, Arlete que era noiva se casou, Gildete arrumou um namorado que morava no interior de São Paulo também casou e veio morar na interior numa cidade chamada Gavião Peixoto, as noticias eram poucas bem poucas a essa altura, até cogitei de ir visita-la, mais não deu tempo o casamento dela não vingou, voltou para Coaraci depois foram para outra cidade e eu não tive mais noticias delas, a Idalicia não se casou, depois de muito tempo ficamos sabendo que a mãe delas Dona Maricota que era filha de seu Tiano aquele do Circo Nerino que ficava na geral morreu, dapois de mais alguns anos o Sr Amancio o pai delas também morreu. Eu na metalúrgica trabalhava como Ajudante Geral, a principio aquilo me parecia muito grandioso, e não era depois eu fiquei sabendo, que era melhor ser Ajudante só do que ser Ajudante Geral. O caminhão cortava a Br 116 e nois dormia, acordava e tome planos para quando tivesse ganhando dinheiro, era o melhor cigarro, cinema todo dia, mulheres, roupa boa, sapato novo, e tudo isso. Muita poeira; crianças com dor de barriga mullheres querendo ir no mato digo banheiro e a mercedes roncava na estrada de terra. Tenho um daqueles rapazes da viagem que mora aqui pertinho de mim;é o Adelino um dos meminos que vinha naquele grupo lá de traz na carroceria do caminhão, conversamos muito ainda sobre a vinda esse menino nois pegamos a familia de em Ibicarai-BA foi na frente da casa dele que dormimos e que o gagago aranjou a maior confusão na zona.

domingo, 4 de novembro de 2012

Continuação da grande viagem. Texto sem revisão

Embora meu tio tenha mentido em relação ao emprego que fez eu vim pra cá , que eu ia  tomar o lugar do filho dele que ia ser promovido, eu cheguei aqui cheio de esperança e também de sonho, mesmo assim as coisas se encaminharam de uma maneira satisfatória para mim, meu tio foi importante pra mim arrumar emprego, primeiro numa fabriqueta de calçados infantil, depois numa metalúrgica. Foi como metalúrgico que trabalhei em São Paulo. Mais as lembranças não me largava um só momento até chegar a primeira carta da Gildete e depois da Arlete, e depois da Idalicia, foi ali que percebi como eu era querido. Foi mais de um ano de cartas, pra lá e pra ca, falávamos de tudo de musicas de rádio novela de tudo mesmo depois foram parando de chegar até para totalmente elas foram casando e nunca mais tive noticias delas se mudaram da cidade e pronto. As lembranças das brincadeiras, das brigas de rua, dos banhos de rio, das Caravelas das guerras de Caravelas  da infância do jardim. Jardim de infância, da delicia de ser criança, de comer doces, chora, gritar, apanha. A gente fazia coisa errada e ficava morrendo de medo de apanha, se não apanhasse agente achava ruim, que é isso mamãe esta ficando mole? porque não me bateu? e Assim avida da  sai da fabrica de calçado infantil, e fui no dia marcado com o dono da metalúrgica, se chamava Venceslau Seu Venceslau.
Eu estava ali na fabrica daquele homem, um homenzinho pequeno mais de coração grande é tanto que depois de 28 anos daquele primeiro dia de trabalho na sua empresa, eu volto a lhe procura para agradecer, por ele ter me aceitado na sua empresa, a pesar deu não ter um bom físico para o trabalho tão pesado, mesmo Assim depois de me ver tão pequeno pra meus dezoito anos completo, ele disse entre para trabalhar e boa sorte. Eu fiquei na empresa de 1962 a 1969. ganhei lá dinheiro, tamanho e músculo, para enfrentar as adivercidades que viria pela frente. Nessa empresa eu terminei de me criar, lá dentro eu era múltiplo fazia de tudo, em se falando de molas de carros, mais percebi que já tinha chegado a hora de sai, porque ali eu não tinha mais pra onde crescer, quando recebi as opções de sair ou ficar, optei por sair, e sair.
Nessa época em 1969 eu com vinte e seis anos de idade, fumava, bebia, não tinha ganhado dinheiro ainda, sai da firma sem profissão, tava desempregado, uma segunda feira levantei de manhã e sai pra procura outro emprego, tomei um ônibus que me levou ate o parque D Pedro II, de lá fui até a praça do Patriarca, onde guiado não sei por quem peguei o ônibus Cidade Universitária, desci do ônibus e vi que estava em um mundo que eu gostaria de frequentar, e ali eu prometi um dia vou pra Universidade vou... voltei pra casa com aquela ideia na cabeça, não demorou e arrumei outro emprego numa fabrica de Truk onde aprendi a soldar, e como Soldador Elétrico trabalhei três anos e meio, sai dessa firma e entrei em outra, onde trabalhei quinze ano e meio onde me aposentei, no ano que me aposentei, recebi o meu Bacharelado. Sou Bacharel em Administrador de Empresa turma de 88. Em fim entramos na Rio Bahia, muita poeira estrada de terra, sim A Rio Bahia de terra batida, todo mundo já muito  cansado, as crianças choravam muito, eu e mais uns papaizinhos arranjamos um lugar la no fundo da carroceria e viajamos ali.conversando fazendo projetos planos para São Paulo. O primeiro dinheiro vou compra uma bicicleta Caloi pra mim, mais vou compra um terreno também, vou fumar só cigarros de filtro.os cigarros de filtro tava sendo lançado, beber Whisky Drulys  isso lá no fundo do caminhão, todo mundo apoiava todo mundo. Maravilha  nosso caminhão ainda estava no primeiro quarto da viagem.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Continuando A Grande Viagem.

As despedidas foram longas, minhas amigas Gildete Cunha, Alerte Cunha, Idalici Cunha, D. Delici e tantas outras meninas dali da rua, aquelas que fazia a rua ser alegre, por quer a alegria é tudo na vida da gente a alegria traz saúde no corpo e na alma e no coração. Eu só sei que chorei muito na saída e na chegada em São Paulo, tenho muita saudade dessas meninas que nunca mais as vi quantas trocas de cartas no começo; saudade daquele feijão tão saboroso feito por dona Maricota mãe dessas meninas, ela mandava todo dia um pouco pra nos,quanto agradecimentos a essa família tão importante pra nos e pra a história da cidade. Eles eram ou são da família de Sr Tiano, aquele do Circo Nerino lembra? pois é, fizeram grande diferença na vida da nossa família. é muito justo eu cita-las aqui nesse grande depoimento, coisa de Euflavio digo: de Olho de Gato. Vamos a viagem, saímos umas duas e meia da tarde, depois de espera um e outros em fim chegou todo mundo, Um  caminhão Mercedes Benz cara chata pegou a estrada de terra, deixando tudo pra traz, eu chorando igual bebe com dor de barriga. Chegamos em Itabuna 17:00horas  Caminhão parou perto da rodoviária alguns desceu eu desci também fui numa lanchonete tomei um suco de caju estupidamente gelado, tão gelado que doía para descer, mais consegui e voltei para o caminhão subi no meu lugar, esperemos um pouco e seguimos para Ibicaraí onde pegamos uma família com parte da mudança, tivemos que dormir em Ibicaraí por causa dessa família que era muito grande, A família de seu Enoque, umas 05;00 horas da manhã saímos, mais antes um gago que estava na viagem saiu pra noite e umas três da manhã voltou pra o caminhão com uma grande confusão, que ele tinha arranjado la na zona. O rapaz não soltava uma palavra, mais resolveram a situação, e 05:00h partimos com destino a São Paulo. Estrada de terra batida caminhão carregado de mudança e passageiro, crianças e velhos na estrada de São Paulo que maravilha era cada conversa, sonho quero dizer, começava comigo que já estava empregado porque meu tio falou que eu ia ficar no lugar do meu primo que era Funcionário Publico, tome poeira, Era um pare que Eu quero ir no banheiro uma loucura de crianças com dor de barriga veia querendo iir no mato, parava o caminhão e o povo ganhava o mato pra fazer as necessidades. Tome caminhão na estrada de terra, chegamos e Vitória da Conquista. Dois dias de viagem e só tava em Vitória da Conquista. Mais Vitória da Conquista ia ficando pra traz rapidamente e as coisas da vida da gente também ia, as carreiras nos lombos dos cavalos as picadas de marimbondo mangue que doria pra danar os banhos de agua limpa nos rios, a agua que agente bebia nos rios limpos despoluídos tudo ficando pra traz ainda podia ouvir o berro do meu bodinho quando meu pai deu a paulada na cabecinha dele, pra fazer dinheiro pra eu poder vim pra São Paulo. Como pude fazer isso? lei dos mais fortes; foi decisivo pra minha vinda, e pra o que sou hoje ele era marron e preto muito forte, raça Francesa., ainda sobrou um pouco de dinheiro que me manteve aqui enquanto não arrumei emprego.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Grande Viagem. Texto sem revisão ortografica. De Euflavio Madeirart.

Chegou 1961. Pronto Olho de Gato chegou a hora vai ou não vai, era o que me perguntavam todos, mais eu ainda tinha que completar os dezoito anos de idade, e negociar com minha mãe e meu pai a vinda, dezoito anos eu iria completar em outubro, tava longe. O cabrito tava na fazenda de seu Zacarias Bunina crescendo, as coisas não andavam bem para meu pai que andou dando umas cabeçadas, tinha ido embora e largado a família, eu firme na ideia de vim pra São Paulo, meio incentivado por meu tio João Pocinio que escrevia pedindo pra meus pais mandar eu pra cá, com o argumento que  o filho dele que ele dizia ser Funcionário Publico, que pra gente suava isso como uma coisa extraordinária, ele dizia que o filho ia ser promovido e eu ia ser colocado no seu lugar, vejam só como se isso fosse possível, mais agente la na Bahia acreditava, e eu vim certo que já estava empregado, sem documento sem nada lá naquela época documento era só o registro de nascimento e pronto.
-Olho de Gato em São Paulo, caiu a famosa fixa. E agora José? quase criança, quase 1.800 Kilometros longe de casa, longe da mãe, dos irmãos, dos amigos das professoras, e também dos inimigos, que parece que não, mais também fazem falta. Mais eu já tinha uma realidade ali na minha frente.
Antes veio todos os preparativos da viagem, era  Agosto começa o corre corre pra viagem que seria em Outubro, fomos atraz de Quidinho que tinha um caminhão Pau-de-Arara que fazia duas viagem por mês par São Paulo, pra saber o preço da passagem, já sabia o preço da passagem agora era só fazer a reserva.
Num sábado de Agosto aproveitando que seu Zacarias Buniina vinha na feira, meu pai falou com ele que eu ia buscar o bodinho, na fazenda dele. o seu Zacarias era uma da quelas pessoas muito do bem, falou .
- Seu Jesuíno pode mandar o menino buscar o bode lá. tá lá grande e gordo.Um misto de alegria e tristeza tomava conta de mim, mais eu ia esperá chegar Setembro pra, ir buscar o cabrito, e foi o que fiz, em Setembro fui buscar o bichinho que estava enorme, num sabado de Setembro, matamos e apuramos quase dois contos de reis, também conhecido como dois mil cruzeiros, era uma nota com a figura de Pedro Alvores Cabral. A passagem no pau-de-Arara custou trezentos Cruzeiros, nesse meio tempo meu pai resolveu vim também, e veio. em fim chegou o dia tão esperado da viagem, minha mãe preparou umas comidinhas pra viagem, matou uma galinha, fez uma farofa e botou numa mochila muita oração, choro, das amigas, a noite fui na zona, foi um acontecimento. dia quatro de Novembro de 1961 as duas horas da tarde depois de muitas despedidas dos parentes dos viajantes, o Quinda meu grande amigo de traquinagem em volta do caminhão tentando não chorá estava vindo uma irmã dele também nessa viagem, que eu nunca mais tive noticia dela.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Violão ''ATANOD'' de EUFLAVIO GOIS.

Violão feito fundo e lateral de Inbuia Rádica  braço de Moguino, escala de marfim, cavalete de Jacarandá da Bahia, toque artistico. Criação Euflavio Gois.



Em São Paulo Brasil.


www.euflaviomadeirarte.blogspot.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Anos Dourados. 1960.P

Chegando a década de sessenta  , eu já com dezesseis  anos só pensava em ganhar dinheiro pra ter as coisas, só pensava em andar com a cabeça erguida, fumar bons cigarros e beber bebidas finas, era o que eu queria sim. Eu tinha na Fazenda de Sr. Zacarias Bonina um cabrito, o Sr Zacarias mandou: Olho de Gato leve o cabritinho lá pra roça   pra ficar com minhas  cabrinhas., isso era o fim da década de cinquenta, o cabrito estava crescendo, e eu tinha um plano pra ele, seria a minha passagem para São Paulo, e foi. Eu continuava a trabalhar como aprendiz de
sapateiro na semana, no sábado tomava conta de uma barraca de causado que vendia quando muito um ou dois pares de sandálias não ganhava nada, a vida era realmente um dureza sem limites. Eu não tinha perspectiva nenhuma, eu não tinha mais nada pra fazer ali coração partido tinha que me mudar, para ver se as coisas também mudavam, 1959, Outubro dezesseis anos, a pior idade tudo é começo pararam de te ver como um menino, comessem a te ver como homem e começam as cobranças,  os da rua e os de casa também, despreparo total, muitos até se matavam, diante de tantas pressões. Largar tudo, os amigos as amigas, minha mãe irmãos, muitos irmãos seis, mais eu tinha que vim isso já estava decidido, agora era só espera os dezoito anos. 
Já estava dando adeus a melhor década da minha vida, maravilhosa linda se sou o que sou graças a poesia da queles anos maravilhosos de grandes descobertas, um pouco antes tinha descoberto o sabor de hortelã, e outras delicias, guaraná, o gelado me fascinava. Gelado pra nos era o picolé. Agora tava  descobrindo brincar, pular, brigar, não ter medo, de nada, aprendi  a ler em fim, andar de bicicleta, escrever, responder.  A infância a infância, adeus infância! 1960. ano de Eleição de Presidente do Brasil. Os candidatos? Plínio Salgado, Jânio Quadro, Nereu Ramos, Ademar de Barros, Teixeira Lott. campanha pelo Brasil a fora muita agitação muitas apostas, quem não tinha dinheiro apostava objetos, bem meu pai apostou o maior bem da vida dele, uma Sanfona Todesquinne de 120 baixos, preta, muito bonita. Mais apostou em Plínio Salgado, o que lhe rendeu uma salgada derrota. Perdeu a sanfona pra  o Mestre  Cazuza o ferreiro da Cidade. Ganhou a eleição Jânio Quadro. Ai eu já estava com dezessete anos de idade sem graça nenhuma pronto pra me lascar, mais não me lasquei não, terminou o ano de 1960 e entramos em 1961, Eu                  trabalhando numa sapataria sem ganhar nada num sabe? Só pra não ficar parado em casa, esses três últimos anos foram os piores da minha vida, de quinze a dezoito anos. Iria fazer em Outubro e já estava me preparando para a minha grande viagem, afinal  não conseguia ver mais nada pra fazer ali, naquela cidade que tanto amo, meu pai uma pessoa que eu amava acima de tudo tinha nos abandonado eu que era um menino alegre risonho tinha perdido a graça, não via mais nada ali no povo bom e conhecidos, no Rio Almada, no campo, na praça, no pau-do-Perí  em tudo, tinhas minha marca, nas brigas de rua,  nas ruas, nas matas, no ouro, no rio Grangugi, em Almadina, ia deixar tudo para viver outra vida, fazer outros amigos e meu fiel companheiro o Quinda? o que ia fazer, a nossa amizade era muito forte, agora eu ia conhecer o  desconhecido total. já tinha decidido que viria pra São Paulo, São Paulo. Para mim um grande sonho. Não dava mais pra voltar atraz não dava. Com esse texto eu encerro a minha brilhante passagem pela Bahia, pelo Sul da Bahia, e a passagem da infância para a vida de gente grande, de  grandes sonhos. Não tive mais noticias do Quinda não tive.


                                             FIM

Texto de Euflavio G. Lima.
texto sem revisão.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A LUZ

Adicionar legenda
Xilogravura de Euflavio Gois
Feita em São Paulo em 2010.
ceuflaviomadeirarte.blogspot.com
Brasil

Noite de Capoeira no Cemitério

xilogravura de Euflavio Gois.
SÃO PAULO 2010


euflaviomadeirarte.blogspot.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Congelamento de Tempo.



Estou vendo Coaraci 1952 '' me corrijam se eu tiver enganado quanto o ano,'' município de Ilhéus BA, Uma Coaraci muito rica, muita produção de cacau, o seus lideres só falavam em emancipação tinha lá um serviço de alto-falante que fazia as propagadas do comércio local, tocava musica, as 18;00 hs tocava a Ave Maria, no dia a dia, fazia a distração de uns ou aborrecimentos de outros. Esse serviço de alto-falante, com o seu proprietário anunciando que Coaraci já podia caminha sozinho não precisava mais de Ilhéus, de tanto vai e vem e discussões com os que eram contra a emancipação. Coaraci ficaria emancipado por decreto do Governador Dr Régis Pacheco, no dia 12 de Dezembro de 1952. A festa foi grande para os coaraciênçes, as Escolas desfilaria, com desfilaram, a Professora Irene Fita preparou o desfile de sua escola muito bem, Eu com 9 anos de idade, era o titular, ia sai batendo uma caixa repique, na frente de todos, a prof mandou uma listra do que eu ia precisar: calça branca, camiseta gola olímpica, tênis Ires branco e só os cabelos tinha que está bem cortado, sim porque naquele tempo quem cortava os cabelos da gente era nossa mãe, era muito caminho de rato, e não podia. Tudo preparado e ensaiado, chegou o grande dia. O primeiro a chegar foi o Sol, depois foram chegando as escolas, A Professora Irene Fita , nada podia dar errado e não deu. O desfile das Escolas, não de Samba, foi um sucesso, eu todo de branco com minha caixa, um orgulho pra minha mãe, meu pai não ligava pra essas coisas. Eu cabeça muito grande, todos falavam: esse menino é muito inteligente, olha o tamanho da cabeça do menino?  coisa que compromete muito agente, que tem que ser inteligente, mesmo não sendo. Um chorão é o que eu era com 9 anos. Hoje eu me lembro disso e dou um sorrisinho de felicidade, por está aqui contando isso. No meu coração tenho um lugar pra minhas três professoras queridas. Professora Carmem Dias por ter sido a primeira, está viva e bem forte, Professora Ilda Rocha a segunda, e professora Irene Fita. por ser tão querida e ter me escolhido pra tocar a caixa de guerra na sua escola, naquele desfile tão importante na minha vida, na vida de minha mãe e na história da minha cidade querida. Coaraci espero que alguém tenha fotografias desse evento. Eu escolhido a dedo pela professora Iren pra ser musico da pequena e barulhenta fanfarra da nossa escola, mais pra aquela festa ficou grande, com a união dos músicos das outras escolas, tinha até corneteiro, que lindo, que saudade. É como disse Bechior em uma de suas musicas: Tudo é Tão Lindoooo!!!! Tudo é Maravilhousoooooo!!!!!


                            FIM 

TEXTO SEM REVISÃO.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

''AUTO RETRATO'' de Euflavio Gois. 2010 SP.

Madeira de lei. Coração de Negro. Auto retrato de Euflavio Gois feito em 2010 euflaviomadeirart. em São Paulo Brasil.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Titulo:'''Inveja Azul''

Quem sou?                                                                  
O que fiz?
Não sou nada.
Não sei nada.
Não fiz nada.
Tenho inveja de quem pinta.
Não pintei não sei pintar.
Tenho inveja de quem canta.
Não cantei não sei cantar.
Tenho inveja de quem toca.
Não toquei não sei tocar.

Tenho inveja dos passarinhos!
Eles voam, eles voam!
E eu? e eu? grudado aqui no chão.
Quase uma pedra...
Há se eu voasse.
Saria lindo, lindo!
Falando,Sorrindo, chorando,
amando e voando, voando,

Há se eu voasse.
Quantos vagalumes eu pegaria!
Quantas nuvens eu pegaria!
Quantas estrelas eu pegaria!
No frio eu voava para perto do Sol.
No calor eu voltava para casa...
E dormia, dormia, dormiiiaaaa.
A noite descansa o Sol.

Autor: Euflavio Gois.
São Paulo. 2010 Brasil.

FIM

Auto Retrato.

PEDAÇO DE TRONCO DE  JAQUERA
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

''A ENCHENTE''

Na minha pequena cidade agente amava tudo que a vista da gente alcançava, as serras em volta, o pé  de jaca no alto da veia Mar ia, o grande pé de Tanboríl  também no alto da veia Maria, o nosso maior patrimônio: O Rio Almada,, a ponte sobre o rio almada que nos levava do lado pobre da cidade para o lado rico, o campo de futebol, as roças de cacau em volta da cidade em fim o céu cheinho de estrelas, todas que se pode ver a olho nu, as pessoas sem pressa andando pra la e pra car lembro até dos loucos da cidade, aqueles seres humanos que pensam que os loucos somos nois, eu penso.
1958.  Eu com 15 anos de idade, e  sofrendo mais uma transformação na minha vida entrando na adolescência, mais naquele tempo não era usado esse termo, tava já tinha aprendido a torcer pra futebol, era vascaíno, sou vascaíno, no rádio já estavam falando na copa do mundo, ouvíamos muitas noticias, todas no'' Reporte Esso'' na voz marcante do grande Heron Domingues, e aquele musica de entrada extraordinária que ainda está bem viva na minha mente, falava  já da copa do mundo na Suécia. Em fim veio o primeiro jogo, o segundo nesse meio aparece Pele bom de bola pra danado,e o nosso time vai  crescendo  no torneio ai vem a final e pronto Brasil campeão do mundo. Depois de tudo, Brasil campeão. Num belo dia aparece lá na cidade, nada mais nada menos do que Didi, 'ai foi demais pra quela pequena cidade de um pouco mais de 12.000 habitantes. Um campeão do mundo ali em carne e osso na nossa frente, ele ficou um fim de semana com agente, foi em festinha, e tome perguntas dos curiosos, e nois em cima marcação homem a homem como se diz na gíria de futebol, lembro que perguntaram a ele qual foi o jogo mais difícil que o Brasil enfrentou? ele respondeu; Pais de Gales, foi o jogo mais difícil pra nois. Eu com 15 anos de idade não perdia uma palavra do Didi naquela semana teve em Coaraci a maior  enchente que eu já tinha visto na rio Almada, e la vem Didi ajudando a salvar as coisas das pessoas, carregando moveis nas costas, numa atitude muito bonita, foi pra nois um grande privilegio te-lo ali, O Rio voltou ao seu leito normal mais deixou o seu estrago uma loja explodio, mais não morreu ninguém. A ditadura foi muito cruel com os loucos da cidade principalmente aqueles que são políticos que gostam de criticar os poderosos, certa vez passou por lá um caminhão já com alguns na carroceria, recolhendo os loucos da cidade, e  levou o mendengue que era um inofencivel, e nunca mais ninguém soube dele. Eu podia falar mais, mais nessa época eu não estava mais lá. Com relação a ditadura Militar eu sempre tive uma opinião: Foi um mal necessário, ou isso ou agente ia ser comandado por Cuba. Cuba seria a potencia  Comunista no Hemisfério Sul. Voltamos a Coaraci dos anos 50 falar dos velhos daquela epoca.Ss Pedro Procopio, Pedro Rocha, Veio Zezé matador de carneiro, João Ferreiro, d. Mariquinha Cadonblezeira, Mestre Cazuza, Sr.Jaquera, Miguel Galias, Sr Tiano, Zeze Menez, Zé Dunda, Antonio Fateiro,Seu Girú, Clovis da Farmacia, Professora Sinhazinha, Professora Perpetua, Hpito. Certa vez meu pai saiu com seu zezé, Veiu Zezé como todos o chamavam era matador de carneiros. Hum  homem de mais de setenta anos tinha conseguido pular de um seculo pra outro, e  ainda ganhava a vida matando carneiros pra vender nas ruas e feira. Compra carneiro nas fazendas da região, depois matavam e vendia a carne. Depois andarem por mais de tres dias sem compra nada, chegara numa fazenda ainda cedo, chamaram na cancela, oh de casa! saiu um rapaz na sacada, e pedio pra eles entra, eles entraram o rapaz falou, o que desejam? eles falaram, o senhor não tem nenhuma cabeça de carneiro pra vender pra nois? o homem respondeu, cabeça eu não tenho não. Eu tenho ai uns carneiros todo, mais não está a venda. O seu zezé insistio, pelo menos uns dois pra gente não voltar limpo pra casa! o home falou; bem se o problema é esse, o sr pode se enrolar nessas merdas de boi ai, que o sr volta sujo. Os dois saíram dali injuriados, esbravejantes e voltaram pra casa limpos. Depois que saíram dali meu pai deu boas risadas, segundo ele .


               FIM

Texto sem revisão.
De Euflavio Madeirart.
Euflavio G. Lima.
















1


texto incompleto.''