segunda-feira, 29 de abril de 2013

Esse trabalho eu pretendo doar para um museu, é uma cena da crucificação. Se algum museu tiver interesse. é só me procura no: euflavio.lima@gmail.com.



autor:Euflávio Góis Lim

quinta-feira, 18 de abril de 2013

UM JARDIM ONDE AS FLORES ERAM PEDRAS E ESPINHOS.


  1. 1958. Eu com treze anos de idade um menino veio, cheio de responsabilidade muitas coisas pra fazer, muitas coisas pra pensar, surgia na minha cabeça um forte pensamento, esse pensamento não me dava trégua, era o de ir pra São Paulo, ou Rio de Janeiro, isso era muito grande incontrolável. Precisava fazer 18 anos. Meu pai que tinha vivido um período de prosperidade agora enfrentava grandes dificuldades os negócios não estava mais prosperando eu sentia  as coisas ficando cada dia mais difícil em casa as brigas, depois a separação, foi muito dolorosa pra mim a separação de meu pai e minha mãe, doenças meu pai não andava bem de saúde, tinha uma irmã que tinha nascido com uma enfermidade, um irmãozinho que tinha ficado doente. as coisas não andava bem, mais podia piora muito ainda. E piorou num dado momento meu irmão mais velho pegou um tomou interno na coxa, foi muito duro naquele tempo os recursos médicos não eram como hoje, mais tinha o Dr Eldebrando Pires medico muito conceituado na cidade, que atendendo a um pedido da minha mãe se deslocou do seu consulto e foi até a nossa casa ver o caso da meu irmão, chegando lá examinou o menino e constatou é um furunco no osso do femo temos que rasgar. Imediatamente o Dr pediu que as crianças fossem pra longe dali do local, as crianças foram pra longe dali e só voltamos quando a poeira tinha baixado e baixado muito. E esse anjo digo Dr Edelbrando Pires ainda esta vivo morando em Salvador.BA. mais não temos anestesia e se tivesse a anestesia não pegava, por causa da infecção, vamos cortar a frio, e já foi providenciando, foi uma loucura, tudo isso sem dinheiro em jogo. Na minha cabeça era como uma bomba. O Dr Eldebrando como um anjo operou meu irmão, meu irmão que gritava de dor como um louco, quando o bisturi do Dr atingiu  o local do infeccionado foi um alivio o doutor vendo a situação da nossa família não cobrou nada por aquele milagre que ele tinha feito acontecer, somos gratos a ele muito obrigado Dr Eldebrando Pires, muito obrigado. Meu irmão ficou uma espécie de um servo no bom sentido do Doutor. Pouco tempo depois desse fato nos perdia meu Irmão Edvaldo que contraio hepatite e morreu com a gripe Asiática, foi uma perca muito grande que abalou muito nossa família, eu sempre por ali vendo, e analisando tudo direitinho, os pensamento comendo meu juízo, pouco tempo depois perdemos mais uma irmã, ao completar 14 anos minha irmã que nascera com uma enfermidade ficou ruim e pouco tempo depois morreu. não sei como minha mãe pode suportar tudo isso, e mais a separação, quando agente mais precisamos de meu pai ele foi embora, isso doeu muito. Meu pai me desculpe eu está contando tudo isso nesse depoimento, mais foram fatos que povoaram minha infância, e tiveram grande importância na minha formação, errar é humano eu sei, mais tem coisas que você não querendo você não erra, por quer você vai fazer sofre muita gente inocente, como nesse caso depois de tantas perdas dois irmãos, meu pai abandona a casa, isso foi muito duro pra nois eu já tinha 16 anos eu acho, mesmo assim. Minha mãe uma pessoa muito dura, só deus sabe como ela aguentou, a vida se tornou insuportável pra mim ali naquela cidade tão querida, onde eu tinha passado uma infância tão completa, repleta de brincadeiras e sorrisos. com 16 anos não via a hora de poder sai dali ir viver em outro lugar onde tivesse paz trabalho, descanso e pudesse até estudar, e foi o que aconteceu arrumei dinheiro com a venda de um bodinho que eu tinha, e quando completei 18 anos vim pra São Paulo onde tive minha vida virada pelo avesso varias vezes. Minha vida em  São Paulo não foi fácil fui mora em Guarulhos, enfrentei um preconceito muito grande naquele tempo se voce fosse nordestino você não arrumava emprego bom, você ficava só com as sobras de tudo de emprego, de moradia só os bairros mais afastados que aceitava você,  quando agente chegava em algum lugar  para qualquer coisa, vinha logo a pergunta: você é da onde? era sempre assim, pra bem da verdade agente chegava aqui muito zuado, mal vestido mal alimentado, mal tudo falava muito, e errado do nosso jeito baiano num sabe? eu era muito contido, falava bem pouco e só o necessário grassas a deus.


Autor:EuflavioGois

sábado, 13 de abril de 2013

Euflávio Góis natural de Estância-SE mora em São Paulo desde 1961. Mais antes morou na Bahia, mais precisamente em Coaraci, cidade do sul da Bahia. onde teve boa parte de sua história desenvolvida lá, nunca estudou arte mais não sei porque cargas d´agua  sempre foi um apaixonado por elas.

Abril de 2012.
São Paulo-BR.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sem titulo

Essa e uma peça que faz parte de uma composição.
com mais duas peças, é um trabalho muito bonito.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Despoetisação.

O intenso, o infinito, o sem fim.
O universo em cima do nada.
O nada é tudo em fim.
Imagino os Planetas brincando.
Brincando no Cosmo, voando.
O nada é tudo, o nada é tudo.
De concreto só temos a Lua a brilhar.
De concreto só temos a Terra o azar.
De Concreto só temos o Sol...

O Sol que faz o azul do céu,
o verde das matas, o azul do mar.
Também brilha pra esse poeta.
Louco, tosco, fosco, broco.
Temos o Cristal, o carnaval.
Temos o ar, a má sorte a morte.
O beijo do judas, o aço o abraço.
Os pássaros os repetes, os mamíferos.
O nada é tudo. E sobra a sombra.
De nosso só temos o voto. O olá como vai?


Autor: Euflavio Gois.
Abril.2013 SP.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O TUPINANBÁ.

Lembranças de infância da  pressa  que eu tinha, tinha pressa que o dia amanhecesse  logo, para brincar tomar banho de rio, pescar ir caçar  passarinho, era muita pressa. os dias eram muito longos as datas, as festas demoravam muito a chegar, Natal era uma eternidade, carnaval outra, a copa do mundo demorava século  pra chegar. Naquele tempo as atividades da gente começava muito cedo tínhamos que dividir muito bem o tempo, entre brincar, estudar e ajuda o pai a trazer comida pra casa, era assim. Hoje vejo os meninos sem fazer nada, os rapaizinhos também sem fazer nada sem criar nada, nas beiras dos parques num mundo completamente vazio morro de pena deles, expostos a s drogas, vejo isso e não posso fazer nada pra mim é muito triste. No meu tempo agente fazia uma traquinagem na rua ia pra casa morrendo de medo de apanhar,  hoje é tudo normal, aprontar, barbarizar, o pai está trabalhando, a mãe está trabalhando o moleque está solto, começa a roubar o pai chega a noite as vezes o moleque esta dormindo, sai pela manhã deixa o moleque dormindo. moleque levanta 11:00hs sai, a mãe também saiu pra trabalhar, o moleque entra em contanto com algum pequeno traficante da sua idade, ai os danos serão irreparáveis. A lei  hoje esta contra ele, mais ele pensa que está a seu favor, no meu tempo moleque também aprontava, mais levava coro do pai e da mãe, e se não levasse estranhava, meu pai está ficando mole. Nas cidades grandes só se salva os moleques ''Nerds''  Aqueles que já nascem com o Don... Mais volto a falar de mim, da minha infância no Sul da Bahia. Vou falar das tardes de domingos, no campo de futebol, já falei um pouco sobre esse assunto mais vou falar um pouco mais, do Tupinambá o time de futebol lá da cidade pra nos o maior time do mundo lembro de alguns nomes de jogadores da época, não lembro de todos, lembro de Filhinho Maninho, Fuzil, Antônio Circuite Américo João Relógio  Zé Oleiro. E a torcida  que lotava o campo, os anos eram 53, 54, 55, 56, 57... a idade era 10, 11, 12, 13,14... uma verdadeira delicia de vida, que se manteve até hoje sendo eu garanto, só mudou os objetivos, as responsabilidades, mais a capacidade de brincar, de sorrir e até de chora permaneceu.Vivi aqui grandes momentos da minha vida sem medo enfrentei grandes e pequenos problemas, como a morte do meu pai em 1970, quando eu ainda estava me acertando. Muitas vezes fico pensando será que eu fiz  bem de ter vindo, se eu tivesse ficado lá o que será que tinha acontecido? ai penso fiz bem sim , não sou pedra pra ficar parado num lugar só, aqui conquistei minha independência, não conquistei riqueza, mais tenho alguma coisa sim, pra que riqueza? pra ficar com pena de morrer, não ficar o tempo todo com medo de perder, ficar pobre não tou bem tudo vale a pena quando conquistado com honestidade e luta limpa. Ultimamente estou voltando lá, quando chego, tenho uma forte impressão, que nunca sai de lá, fico andando pelas ruas ninguém me para  pra conversar, algumas poucas pessoas ainda estão vivas, quem era menino estão da minha idade, quem já tinha 30,35 anos já estão com 80 85. E eu ali pelas ruas caminhando devagar parando na cabeceira da ponte fico olhando os peixinhos, um filme muito bonito passa na minha mente, dou um sorrisinho solitário ali e penso, penso, ouso as batidas da da caixa nos desfiles de 7 de setembro, vejo Orlando e Edésio um de um  lado e o outro do outro lado formávamos um trio inesquecível, ali na escola e cadê esses meninos pra mim dar um abraço cadê? ai saio andando perdido nos meus pensamentos. Fez dois anos tive noticias do Quinda meu velho e grande amigo de infância quando eu for lá de novo vou fazer tudo para reencontra-lo.

sábado, 6 de abril de 2013

A Vida Tem Cor.

A vida é um sonho pra mim,
vivi nove meses na agua da vida,
depois eu nasci,que bom!
Um forte guerreiro, ligeiro,
no limo do mundo cresci, aprendi.

     A vida pra mim é um doce.
     Um copo de leite, um Whisky com gelo,
     é um pingo de mel, é ganha ou perder.
     É o alegre, o triste é isso que tem que ser.
     Corra agarre a vida. Ela é sua, é sua.

A vida é o resto do amor.
É um quadro, uma tela, uma obra de arte,
uma peça, um filme, uma musica, é um jogo.
A vida tem cor é azul. A vida é azul!
Bonita, muito bonita. O canto do Uirapuru.

     A vida é gostosa, é assim.
     Um Whisky com gelo.
     É um copo de leite.
     É um pingo de mel.

A vida tá ai, o negocio é viver,
é senti, é falar,é ouvi é amar,
é sorrir é chora, é cantar, é gritar.
E depois se calar, se calar.



Autor: Euflávio Gois.
em São Paulo. em abril de 2013
Em homenagem a vida,
A todas as formas de vidas.



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Agora sou um Foncionário Publico.


Aposentei em maio de 1989. Mais sem nenhum pouco de vontade de encostar, resolvi ser funcionário publico, prestei um concurso e fui trabalha na FEBEM. Lá fiquei dez anos.Depois de sofre barbaridade com um salário reduzido a menos de um terço do que eu ganhava antes de me aposentar, numa situação mais que contrangedora numa infração que devorou em pouco mais de dois meses, quinze anos de fundo de garantia, que saquei ao me aposentar, naquele momento pude ver como esse pais é injusto com quem  produz, um trabalhador exemplo de força, fé e dignidade, que ficou 30 anos de sua vida dentro de três firmas apenas, trabalhando passando por situações pra lá de embaraçosa com o patrão lhe fragando tentando aprender uma profissão, isso era como se eu estivesse roubando alguma coisa da firma, e na verdade estava mesmo roubando para mim uma profissão,   ali eu vi como nos operários brasileiros somos desprotegidos. Eu com meus filhos estudando em escolas particular no meio do semestre fiquei sem saber o que fazer. Em fim não ia mais ter dinheiro pra pagar a escola dos meus filhos,  criei coragem e fui conversar com os diretores das escolas que eles estudavam, essa parte do problema conseguir adiar. Corro dum lado pra outro, o que fazer? prestei um concurso publico, e fui trabalhar no Estado. lá no estado fiquei dez anos, e assim consegui reequilibra minha vida financeira, isso foi muito bom, isso depois de me submeter a vários procedimento administrativo, em fim fomos escolher a unidade que eu ia trabalhar, fui trabalhar numa semi liberdade, muito difícil esse trabalho, você com um grupo de delinquentes, ladrões criminosos pra você cuidar, sem nada, pra lhe proteger, olha foi uma grande experiência  na minha vida, assim também pude ver a minha capacidade de lidar com um assunto tão delicado como esse, de cuidar com aqueles menores, tão marginalizados, levados à marginalidade pela sociedade, pela pobreza, pelo desemprego pelo meio social em que vivem, esses vão parar na vida do crime. Fiquei lotado na semi liberdade por mais de quatro ano, foram quatro anos complicados mais deu pra tirar sem maiores problemas. Não foi fácil, a qualquer momento agente podia se complicar, responder sindicância, até ir preso, mais deu tudo certo, depois de quatro pra cinco anos fui, mandado pra uma unidade fechada, ali trabalhei mais de cinco anos, com jovens de 17, 18 e 19anos, foi tranquilo. Fui feliz lá ensinei e aprendi muito trabalhar naquele lugar me fez refletir muito sobre a vida, sobre as pessoas, sobre deus. Trabalhei numa unidade na Av do Estado, um lugar completamente inadequado pra se guardar menores infrator de alta periculosidade, lugar cheio de frequentado pela escoria da sociedade, abrigando mais de 130 menores em semi liberdade, com plantão de 10 ou 12 funcionários pra cuidar 70, 80 menores super perigosos, nascidos e criados na vida do crime o era brincadeira, agente precisava está atentos as 12 horas não podíamos por hipótese alguma dar as costas para eles, era um lugar   na vida que tudo podia e aconteceu, uma noite num plantão bem agitado, recebem
  o plantão com menos de vinte por cento dos menores na unidade,  o restante ainda estava para chegar e  foram chegando a maioria drogados, um menor no seguro na casa, tivemos que tira esse menor se não ele seria morto, montamos um esquema pra tirá-lo  para outra unidade, conseguimos, eu fiquei encarregado de leva-lo pra outra unidade e levei. Outro dia num plantão também muito agitado, os menores começaram uma confusão nos não conseguimos acalma-los terminou em invasão pela tropa de choque com bombas de gaz lacrimogênio e  cassetetadas pra todos os lados, hoje eu fico pensando: como eu pude enfrentar tudo aquilo? não encontro explicação. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ponto Final.

O sol, a lua, a chuva, a noite,
as estrelas, o sorriso, o choro,
o canto, o sopro do vento.
Falo, tremo de medo, me calo,
me acabo, me exalo e ponto final.

Sou artista, escultor, poeta,
 pintor, ator, escritor.
Estudo decoro o texto.
O céu esta ficando cinzento.
A poluição esta vencendo.
O choro o sopro do vento.
Me encanto, sumo e ponto final.



Autor: Euflavio Gois.

Euflavio nasceu em Estancia-SE
mais seus pais se mudaram pra Bahia,
como era moda no decada de 30 e 40.
Pra o Sul da Bahia. onde ficou até os 18 anos
obrigado meus amigos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

violino de Peroba Rosa feito por nos em 2008 na  Fundação Tide Setubal SP.




EUFLAVIOMADEIRARART.