quinta-feira, 16 de junho de 2022

LIVRO Revista  Estrada Real, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56.


                                                     O CONTO DAS PESSOAS INVISÍVEIS 


                Falar um pouco de um menino que já na segunda infância se atormentava com a ideia de não ficar na cidade que tanto amava e ama até hoje. Ainda pequeno era um grande aventureiro, pra falar a verdade, um sonhador que queria conhecer o mundo, como aventureiro  fora o seu pai que antes dos dezoito anos se atirou no mundo e foi parar  no Sul da Bahia.  Quando fez dezoito anos se picou para São Paulo. Mais antes,  ele ficava o tempo todo pensando,  pensando em coisas que geralmente as pessoas não pensam: Nos amores de infância, naqueles que ocorre quando você  é  pequeno, naqueles amores que queimam,  naquela menina que você amava e ela nem sabia que você existia, nunca ficou sabendo. Na sua cidade que você achava que era  grande. Achava mais não era. Você sempre achou a cidade grande por quer tinha dois cinemas, nas pessoas que jé eram velhas, enquanto você acabara de nascer praticamente, nas lutas dessas pessoas, até no homem que tirava areia de dentro do Rio para vender, pra construir uma cidade inteira. O homem da canoa Indígena do remo comprido, uma vara que ele remava e dirigia a grande canoa: O George Canoeiro. ''Sorrisão queimado do Sol'' Gostaria de pedir para o Vereador aquele com a sensibilidade mais apurada, mais aguçada, para não esquecer da quelas figuras lendárias, figuras folclóricas saídas  das paginas de algum livro de contos de outro mundo, que habitaram em Coaraci nos anos 40, 50 e 60. Não apagasse eles da memória do seu povo, não deixasse sumir, Vindo talvez do tempo do cativeiro Agapito, dizia ele que tinha lutado na Guerra do Paraguai. Gogo de sola, mulher louca que perambulava pelas ruas da cidade, Marca Passo um homem esquizofrênico da ruas de Coaraci,  Julia doida essa uma pouco agressiva, Mendengue um ser inofensivo, carinhoso tinha um discurso muito bom, muito inflamado em tempo de eleição, muito bom orador.  O fazendeiro Tomé Grande, pessoas interessante muito interessante. Algumas dessas pessoas fazia medo nas crianças, que Faziam as criancinhas se esconderem embaixo da cama, alguns acho que comia crianças. eu gostaria que essas pessoas não fossem esquecidas nas suas cidades.




 

                                                                                                                                      PG.50.                           

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           A cidade   fizesse uma homenagem justa a essas pessoas,  dessem a eles nomes de rua, de becos, de curva, de escola, de ribeirão, de morro, de pedra, de ponte essas pessoas marcaram a minha infância e a de muitas outras crianças de Coaraci. estou perto dos oitenta anos e tenho todos eles vivinhos na cabeça. Antônio Fateiro, Sr Tiano Cunha, Zé Dunda, Pé de Banha. Tenho muito carinho por essas pessoas a ponto de cita-los no meu livro, sem desmerecer homens como os da meia nobreza. Os Doutores que tantas vida salvaram.  a esses que lembrasse desses heróis que tanto fizeram pela nossa cidade, nossa Coaraci. Antonio da Bala, Dona do Hotel onde se hospedavam os Caixeiros Viajantes, Maria Anita Vascaína guerreira. Roxinha da Rua do Campo dona do melhor Bordel da cidade. As lavadeiras de Ganho incluo minha mãe nesse time de mulheres interessantes de antes das maquinas de lavar roupas. O Almada levantava cedo para receber essas mulheres com suas trouxas de roupas para lavar. Ali naquele senário bruto, esfregando batendo nas pedras e coarandores as roupas  dos anos 50. Eu navegava no meu barco de vela rasgada, sem vento, navegava, quando dava fome ia pra casa ver se tinha de comer, os tempos eram muito difícil e ainda é, não tinha do que o pobre viver, era uma comida só, feijão com farinha, não tinha pão de manhã para tomar café não tinha. Era uma pobreza absoluta, os homens velhos, os rapazes era de calças arremedadas eles chamavam de manchão no joelho, todas as roupas, dos pobres eram assim arremedadas, naquele tempos a pobreza era muito grande ainda não tinha as velhas e boas calças Jeans pra gente usar rasgadas kkk. Os meninos pobres andavam de qualquer jeito, maltrapilhos, não ganhavam brinquedos de natal, não tinha dias das crianças, os meninos da época não eram crianças direito, eram bichinhos. Como Indígenas  do asfalto, mais nem asfalto tinha na época. As ruas eram cheias, coalhadas de meninos descalços, meninos feios, a pobreza deixa o ser humano feio, os maus tratos deixam. Só nos restava, ir matar passarinhos para comer, matar a fome. Tinha umas três tipos de pobreza, 'O pobre, o muito pobre e o pobre de mais. Ainda é assim.



                                                                                                                                             PG.51.

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           Eu não aceitava aquela vida, não via um futuro para quando eu crescesse, foi ai que foi se formando em mim uma vontade de voar para bem longe da li. O meu pai que ameaçou uma melhora de vida se perdeu, nos negócios  e começou a perder altura, perder o que tinha conquistado, como avião quando sofre pane e começa a cair. Aos 14 anos em diante lá no nordeste a vida fica muito difícil para o menino, para mim então ficara difícil. em dobro, eu que era e sou ainda muito atento até hoje com o que é certo ou o que é errado. Tive que arranjar uma sapataria para aprender a profissão de sapateiro, mais isso era muito pouco e a gente os aprendiz não ganhava nada, era muito cruel a vida. Não sei de onde a gente tirava alegria e até sorria. Mais os anos após  guerra foram maravilhosos,  foram maravilhosos os anos 40, os 50, os anos 60, 70 e 80. muita s. novidades uma grande revolução cultural começava a acontecer no mundo. A gente estava vendo as meninas crescerem, agente, observava os peitos das menina crescerem, alguma alguns cresciam mais, nesse meio tempo quando a imaginação da gente perde totalmente os limites, ex. que me aparece por lá andando nas ruas, uma mulher de calças comprida que nem homem. para mim foi de mais, eu queria olhar bem de perto os contornos da mulher mais tinha vergonha,  a mulher parecia muito a vontade. Eu era na baixa idade já um grande frequentador do cinema, o Cine Teatro Coaraci, jÁ tinha visto nua em pelo Brigitte Bardot, jÁ era amigo de Sofia Loren, Gina Lollobrigida, Elizabete Taylor, Ava Garden. O cinema foi a minha universidade na vida, foi o meu guia pra vida. Vou falar um pouco aqui do que os anos, as décadas de 40, 50, 60, 70, e 80 nos trouxe e nos deu de presente: Aquela mulher linda. de roupas de homem, sendo olhada por toda uma cidade, extasiada. Meninos e velhos puritanos de todas as religiões. Acho que ela se sentiu glorificada debaixo daquele Sol escaldante de Coaraci na Bahia, no Sul da minha Bahia, da Bahia de meu Deus. Os anos 60 me trouxe para vida, me trouxe pra car e aqui estou.



                                                                                                                                            PG.52.  

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        já os anos cinquenta me deu a sabedoria, os sentidos de reconhecer e respeitar os meus decendentes,  os meus antepassados, conhecer as cores, os sabores do mundo, o cheiro das coisas, a agua, o fogo, a alegria o sorriso, a tristeza o choro, me deu o cinema foi a a minha primeiro Universidade, me deu a oportunidade de reconhecer e separar o bem e do mal, e dai escolher  e seguir, poder correr, nadar, montar. ouvir o som do mundo e aplaudir as boas ações. Os três reinos da natureza: Mineral, Animal e Vegetal. Já os  anos sessenta me deu a coragem, a determinação de voar, muito cedo voei,  para uma cidade grande de verdade, que de tão grande eu nunca pude abraça-la  nunca me sentir em casa por isso. Mais os ano sessenta estava apenas começando, aqui eu me encantaria com o meu primeiro salário. O meu primeiro salário foi algo encantador, inesquecível,  eu pensava, será que eu vou ter todo mês? sim ia ter. A primeira ação foi ajudar minha mãe que tinha ficado na Bahia apertada. Os anos sessenta trouxe com ele uma nova Capital para o Brasil. ''Brasilia''  Como tinha planejado ainda na viagem procurei comprar umas roupinhas, me medir para ver se estava crescendo, e estava, comecei fumar cigarros finos, de filtros, tempos depois comecei beber que ninguém é de ferro. Nos anos sessenta  veio o a Revolução e o regime Militar. Os anos sessenta foi um anos de grandes surgimentos nas Artes, na Cultura, houve uma grande revolução no campo da Musica internacional e nacional com MPB. Maravilhosa com o surgimento de grandes movimentos musicais, com grandes jovens artistas de norte a sul, a musica internacional nos mandou os gênios The Beatles, The Rolling Stony, The Pink Floyd e também a invasão da musica Italiana, comprei um aparelho de som, e muitos discos de vinil.  também começou uma revolução consumista.  Agente que ia para os bares assistir televisão passamos a ir as lojas compra uma só para gente. Passou uns tempos  e todos tinham televisão, Atenas nas cumeeiras dos barracos, ate Parabólica. Nesse tempo e um pouco antes eu chorava muito por aqui, lembrava das minhas amigas, dos amigos dos Babas dos Campinhos de terra.




                                                                                                                                       PG.53.                          

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            Do arreião  Rio, das caravelas ferroando agente, e agente como bichinhos brincando de tirara elas dos buraquinhos com um talo de capim. As lembranças vinham e tome choro em silencio. Eu a flor da pele me escondia pra chorar. Chegou, ou chegaram os anos 70 e já levou o meu pai embora. Fora isso de levar o meu pai embora, os anos 70 foram muito bons para mim, conseguir um ótimo emprego numa multinacional, já com profissão as duras penas, conseguir construir minha casa,  já não estava mais sozinho. Em 77 me casei em São Paulo com uma Mineira. Aqui conquistei muitos amigos. Me realizei profissionalmente, passei a visitar a minha cidade de três em três anos. Um dia conversando com o meu irmão mais velho, numa visita que fiz, a ele, ele olhando bem nos meus olhos me falou: Meu irmão você é um cara retado. Bem isso foi o maior elogio que eu já recebi de alguém e vindo do meu irmão mais velho isso tem peso dois.  Se aproximava a década de oitenta eu já não estava mais sozinho, ja estavam nascendo os meus filhos. Nessa década a de oitenta eu entraria na Faculdade para me formar e ter um diploma Universitário, uma das muitas realizações da minha vida. Os anos oitenta foram na musica muito bom, muito boas recordações boas. O mundo em alta, o trabalhador e suas conquistas, o trabalhador conquistava o carro ou o carro conquistava o trabalhador, o trabalhador passaram a construir garagem nas suas casas. São Paulo passou a alargar suas Ruas e Avenidas. Várias centenas de e Quilômetros de Viadutos e Túneis   foram construídos nessa década. Eu me aposentei nessa década, as grandes industrias começaram a irem embora  abandonar São Paulo, a ir para o interior, as grandes chaminés foram se apagando, muitas ainda estão de pé lindas e solitárias eu gosto fotógrafa-las.   Sobraram os prédios em  grandes,  instalações  vazias, grande lembranças das maquinas e caldeiras que não  paravam nunca, abandonados essas gigantes  companhias deixaram de existir, vamos ver alguns exemplos: A VASP. Industrias Reunidas Francisco Matarazzo, Vicunha, Moinho Santista.


 

 

                                                                                                                                             PG.54.                                                                                                                                     

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               Lembro que os funcionários da VASP ostentavam os Macacões, com aquele bolso bordado a palavra VASP, acho que iam em festas com vestidos neles. Enquanto nos os nordestinos, junto com aquele menino do inicio desse relato ficavam com os empregos mais humildes, muito mais com  as fundições, caldeirarias, e construções civil. Vejo com saudade a minha São Paulo hoje com o grande deserto de Saara, favela de Heliopolis gigantesca, vejo as Ruínas da Fabrica da Cervejaria Antártica Paulista, aqui nos arredores de onde eu moro. Lá pela Barra Funda outro tanto de fabricas velhas desativada pra não dizer abandonada. Chegaram os anos noventa e dois mil São Paulo esvaziado de grandes fabricas, e abarrotado de gente desempregado e aposentado. Dois e vinte São Paulo sem industrias para empregar o seu povo. sobraram, e estão sobrando motoqueiro nas ruas.  

   


                                                                                                                                         









                                                                                                                                        PG.55.                    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Poesia.


                                                                   Sapateio


                                                     Tenho vontade de pisotear 

                                                       O chão onde nasci

                                                      Onde vivi até agora

                                                     Há se eu pudesse voar

                                                    Voaria para longe daqui

                                                       Viveria bem longe

                                                   Longe dos recursos diversos

                                                             Faria versos

                                                       Do modernismos barato

                                                      Ia viver perto bem peto 

                                                    Das grandes Arvores e das

                                                                   Pequenas

                                                 Cria galinhas pequenos bichos

                                                Nadaria em aguas recém nascidas

                                                          Daria vous rasantes.


               E.Gois.

                                                                                                                                        PG.66.

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Estradas Reais. 85, 86, 87, 88, 89, 90

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Um Estanciano.


 

     Nasci na Cidade de Estância-SE família pobre, sempre soube da minha insignificância: mais um ser pobre sem origem, sem dinheiro. será um ótimo operário pra construção, com certeza pensavam meus tios, tias e madrinha etc. Sim fui um grande operário, tive pouco de acesso a educação Publica. Nunca descuidei de ser um grande Operário sim. Trabalhei assim por dez anos como ajudante geral, ou ajudante de  alguma coisa, de qualquer coisa dentro da industria Paulista. Mais um dia de marmita fraca, café da manhã fraco e cachaça que ninguém é de ferro. kkk  A minha cabeçona não parava de buscar melhora dentro da firma, para mim e para minha mãe e meus irmãos. Já com dez anos em São Paulo as coisas não mudavam, tudo mudava, o regime mudava, mudava o regime de governo, mais para nós operários do Brasil as coisas não mudavam, quando mudava era pra pior. Foi ai que se levantou um gigante de dentro de dentro de mim, de dentro do meu cérebro, do meu coração, ai comecei a romper as amarras, esqueci de onde vim e foquei onde eu queria ir. Voltei para  Escola, terminei o primeiro Grau, fiz o colegial, hoje o ensino médio abrindo as portas do Universidade, comecei frequentar outros lugares, lugares diferentes, reuniões políticas, parei de beber. Nunca me passou pela cabeça me converter em nada, a nada. sempre me achei um ser humano perfeito, pobre mais de coração generoso. Ai fui, estou indo. Adorava A Arte fui ser Artista, adorava os Escritores: Guimarães Rosa, Manoel Bandeira Ariano Suassuna, Graciliano Ramos fui ser Escritor. Adorava os Poetas: Castro Alves, Casimiro de Abreu, Vicente de Carvalho, Manoel de Barro, fui ser Poeta.   Mais da minha alma não saiu aquele menino pobre brincalhão, que brincava com tudo que se mexia, que achava que as pedras tinham vida por maiores que fossem,  afirmava: tem vida, ainda acha, que um dia se levantarão e andarão  todas. Ele se emociona diante desses Gigantes de granizos: Pedra Azul-MG, Pedra da Gávea- Rio de Janeiro, O Dedo de Deus Rio de Janeiro, O Frade e a Freira Espirito Santo. Eu sou um amante das pedras, elas enfeitam os meus mundos, se eu estiver um dia perdido e encontrar uma grande pedra , não estarei mais perdido. Se eu estiver num grande deserto de de repente encontra uma grande pedra não estarei mais num deserto, elas me encantam. Santa Pedra Azul da minha paz.






                                                                                                                                          PG.85.

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                Na minha paz ali trabalhando na solidão do meu dia de trabalho só me restava pensar, pensava em tudo, nos meus heróis que passaram, nos amigos de infância que tanto me deram de si, que confiaram em mim, que sorriram pra mim, sim um sorriso de um amigo é a coisa mais linda, de uma amiga ainda mais, por que contem muita ternura e por que é um sorriso mulher, com toda a graça da alma da mulher. Força de expressão a parte, mais isso é verdadeiro. O sorriso de um adulto, de uma pessoa já idosa pra nós quando somos crianças é uma delicia em fim o sorriso foi um presente que Deus mandou nos dar ou ele mesmo nos deu e sorriu. Tirava a mascara de soldar as vezes sorrindo ainda  para ir tomar um pouco de ar, ou fumar um cigarro, coisinha curta menos de cinco minutos e voltava para debaixo da mascara, para continuar o trabalho, as horas passavam lentamente enquanto minha filha crescia linda em casa, quando eu chegava lá estava ela que sorria, que sorria... Na ida na Bahia não via a hora de chegar, de passar em  Pedra Azul que virou cidade tão bela é, a sua presença ali tem que ser um lugar de peregrinação, quando passo por lá fico encantado, abismado com sua grandiosidade, ela é inacreditável, na viagem de carro, os carros parecem  circundar em volta dela, os construtores da estrada parecem não quererem  se afastar do local. Gostaria de ser enterrado ao lado com uma cruz de madeira solida, quantas histórias de bravura tem por lá, Um povo calmo ali sempre fumando um longo cigarro de palha, contam    histórias  tempos Guimarãesrosianos quantas longas histórias? pessoas sempre com uma ou duas pedras preciosas  ou semipreciosas lhe oferecendo. Andei muito em estradas  Reais. Era encantador conversar com aquelas pessoa simples  que ainda tem muitas por Ali naquele Gerais, as estradas não se acabaram, só melhoraram. Estrada Rio São Paulo, Rio Santos, Estrada do Imperador, algumas eram calcados, de pedras brutas, a maioria feitas pelos Escravos, conheço muito essas estradas já viajei muito por elas, eram como veias, tinha sempre um coração que era o ponto de chegada, que era um comercio onde as pessoas se abastecia com comidas, roupas, sapatos, onde eles compravam fumo de rolo, onde tinha uma Igreja para os Cristãos se confessar, era o ponto de chegada.


                                                                                                                                           PG 86.

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                Era chamado de entreposto, ali as tropas de burros deixavam as cargas para ir buscar outra.Voltava carregados as vezes. Os tropeiros eram os grandes protagonistas. Lembrando de um que conheci quando criança e ouvia as histórias dele, Antonio Balizeiro trapeiro com grande experiência, os seus animais tinha respeito por ele, ele tinha respeito pelos seu animais.  Transportava carne, toicinho de porco, milho e feijão do Sertão pra Coaraci. Ele vinha de Bitupã e ponto Chique Meio Sertão da Bahia, sua estrada Real era a estrada que cortava o ouro passando pelo Terto, hoje Itamotinga. tempos de grandes aventuras desses meus heróis. que meu Deus os tenha com ele. Homem do coração de Cristal. Se arranchavam numa fazenda velha em frente a nossa casa. Esse homem era muito educado contava que tinha sido balizeIro, trabalhado com   com os  Agrimensores   medindo grandes extensões de terras, grandes fazendas, caminhando em picadas feitas a facão e foices nas matas do Sertão, da Bahia, nas matas Atlânticas, nas décadas de trinta e quarenta. Dizia que muitas vezes se livrara de ser comido por onças e outos bichos selvagens. Da minha vez eu ficava encantado com os causos de Seu Antonio balizeIro, herói para mim. Salve Sr. Antonio balizeiro minha homenagem a sua valentia. Seu Antonio balizeIro contava uma histórias de Homens que cavava dinheiro, sim cavava Botija de dinheiro, dinheiro... as vezes de ouro, dobrões de ouro e de prata, Joias antigas do tempo do Império. Histórias de barões e Marques que por falta de Bancos, guardavam o dinheiro embaixo do coxão, ou dentro, quando sentia que a morte estava perto rondando sua casa, era tradição enterrar o dinheiro e eles escolhiam um lugar bem apropriado perto de uma grande Gameleira ou perto de um seleiro e sem ninguém saber enterrava o pote ou baú, digo o tesouro. Seu Antonio contava na beira do fogo de chão, fazendo a comida de Tropeiro eu lembrava soldando o chassis dos tratores da Fiat. Tinha muitas histórias de assombração, balizeiro era um Homem muito rico em causos de arrepiar.  Lembro dele com muito carinho. Homem admirável. Balizeiro foi mais um dos meus heróis, cheio de aventuras de arrepiar. 


                                                                                                                                        PG.87.

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Me envergonho em me aprofundar na História, na nossa história e  saber que homens como o nosso Rui Barbosa queimou montanhas de documentos de recibos de transferencias de Escravos, que Barões, Senhores de Engenhos mandavam soltar os Negrinhos e Negrinhas filos de Ventre Livre nas Estradas Reais, para morrerem abandonados, que esses negrinhos e negrinha se escondiam em moitas para não seres vistos por viajantes. Esses fatos não não e matéria de prova nas Universidades, Custo de acreditar. Custo... Que povo extraordinário o povo Negro, que grandeza. Um povo que nas senzalas nos presenteavam com seus cantos de dor 'Óia Oia Oia... No meu trabalho eu pensava nos meus filhos, sentia eles crescendo, me dando força para trabalhar mais e mais, eu sorria e até chorava as vezes. Nunca fui uma pessoa religiosa, não consegui ser, a minha religião era o trabalho, a grande produção. quem ia construir o progresso eu pensava? quem ia ligar a luz, para iluminar as igrejas? Eu era delegado do Sindicato, dentro da fabrica função voluntaria. alguns Gerentes, Diretor  de empresas se não tiver um delegado de Sindicato ele nos tira tudo, o que é premio, gratificação, horas Extras etc. Como Delegado eu tenho que agir. com coerência, racionalidade, se não as coisas complicam mais ainda. O trabalhador dentro da empresa não tem valor algum, então não teve jeito, conversa vai conversa vem acabamos indo pra greve.  Montamos uma pauta de negociação e fomo pra mesa de negociação. Em fim tenho o maior orgulho de ter fechado com chave de ouro o meu ciclo dentro de fabrica.  

                                                                                                                                           PG.88.

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                                                        ''As Pedras Cantaram para Mim''as'''

            

                                                      Fui na Bahia para ver  

                                                As pedras do Rio

                                                E elas estavam lá puras e

                                                Milenar.

                                                 Fiquei minuto horas calado

                                                 Imóvel com a mente parada

                                                 Regredi: Me vi nu saltando

                                                 Das pedras dentro do Rio

                                                 Dentro das aguas ti bum...



                                                                                                                          PG.89.

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                                                 Regredido no tempo desci 

                                                Um pouquinho e as Pedras 

                                                Estavam lá e parecem que 

                                                Sorriram para mim e eu chorei

                                                As aguas passavam e dizia um

                                                Olá Ia embira para o Mar.


                                                 Ainda encantado encostei o meu

                                                  Rosto em todas pra receber o carinho

                                                  E ouvi-las cantar...

                                                  Fechei os olhos e vi as mulheres 

                                                  As lavadeiras de ganho as 

                                                  Lavadeiras do Almada.

                                                  Os quaradores forrados de roupas

                                                   De toda cores tamahos e sexo.

                                                   Dona Donata, seu paninho na 

                                                   Na cabeça e Elza lavavam lá

                                                   E ainda cuidava de mim que 

                                                    Que brincava ali.


                                                    Eu brincava com os bichinhos 

                                                   Do Rio os peixinhos

                                                   Retornei da regressão deitei

                                                   No colo da pedra Rainha 

                                                    Para ouvi seu Coração 

                                                    Chorando me despedi dei um 

                                                    Adeus fui embora já com saudade                  

                                                    Olhei pra traz parece que as pedras

                                                    Conversavam sobre mim.

                                                    Sobre mim.

                                    

          E.Gois.


                            

                                                                                                                                          PG.90.

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 Estradas Reais, 39,,40. 41. 42. 43 Esquerda/ Direita.

Livro Revista.


           Você não precisa ser de Direita ou de Esquerda para lutar contra um mal. Não olhe só pra cima olhe pra todos os lados. Olhe  para o mundo como um todo, para o Brasil.   O Brasil com um povo de varias origens e costumes, saiu de um estado escravocrata já faz mais de cem anos, mais não saiu direito, nem os escravos e nem os Senhores de Engenho e Barões do Café continuaram os mesmos, as Baronesas, ''a Casa Grande ainda não foram demolidas''  Os ricos não suportavam os pobres, os pobres tomavam o seu chás sem doce, Os senhores de Engenho não  suportavam pagar salário  pra seus servidores. Ainda continuamos em regime de escravidão mais brando, sem a chibata, com chibatas virtuais. O trabalho era feito por braços escravisados o povo pobre não tinha trabalho e nem escolas, todos analfabetos, ainda não tem, tem escolas de segunda. O povo rico eram os Barões do café ou os criadores de gado de Minas Gerais. O país era assim totalmente desconstruído sem a roda da Economia a girar. Não quero nada de tu Brasil! So quero o que resta das florestas de pé, quero o que resta do Serrado de pé, quero o Pantanal alagado, os banhados saudável. Já destruímos muito   agora é só pagar o preço. Precisamos resgatar o que dar, o que não perdemos ainda. colher sementes, o que ainda temos de sementes, acho que já tem pessoas fazendo isso, pessoas do bem. Temos muitas pessoas matando e escravizando passarinhos, aprisionando em gaiolas pequenas cadeias, acorrentando cachorros, no quintal no sol e na chuva. Não aceito! Precisamos escrever Poesias como fizeram os que já se foram e ainda fazem os vivos: Drummond, Vinicius de Moraes, Torquato Neto, Tom Zé, Akira Yamazaki, José Inacio Vieira de Melo, Mario Neves, Rosinha Moraes Modli Gurgel, Marilandia Gurgel, Cecilia Meirelles, Carlos Moreira, Sacha Arcanjo, Edvaldo Santana, Valdo Lima, Francis Gomes, Milton Luna, Prof D. Teixeira, Ferreira Gular, A Poeta Eneide Santos, queremos mais evento, mais Saraus para poder mostrar a que viemos. poeta Mario Quintana, Caetano Veloso, Gilberto Gil. poeta Silvia Maria Ribeiro,  João Caetano do Nascimento, Escobar Franela, Éder Lima, Ligia. Janete Braga Od Larama, Maria Magera, O Sabiá, o Beija Flor.


                                                                                                                                               PG.39.

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Estradas Reais.

Livro Revista  

 

          Gosto de homenagear as pessoas. Voltando a Poesia, reativar os Poetas, para escrever poesia, é preciso sorrir, é preciso cantar, acender a luz do saber. Vamos cuidar também da nossa fauna e flora melhor, compor um outro mundo, é preciso pensar dez vezes antes de cortar aquela arvore que esta trocando de folha, e derramando as folhas maduras na frente de sua casa, tenho visto muita gente incomodadas com essas folhas e até com flores que caem, varrendo nervosa. amigos folhas   não e sujeira. muita vezes as pessoas coloca óleo queimado para matar a arvore, coloca fogo ela resiste. As arvores trocam as folhas. Não quero nada de tu Brasil! só quero não devemos mexe com os povos originais, não mineira na Floresta. As Florestas são os nossos maiores patrimônio. Tem que ser decretado Patrimônio da humanidade enquanto é tempo, o Brasil tem que ganhar por isso um imposto mundial para manter a Floresta intocável. Eu espero ainda ver isso acontecer. quero nossas Florestas com todos os Povos e Bichos, todos: Salvo o Xingu, seus povos, o Lobinho Guará, os Guarás Vermelhos, Garças Brancas lindas, os Tuiuiús do Pantanal, bichos Preguiças, a Onça Pintada, a Preta e a Parda, os Jacarés do Pantanal todas as Aves, todos os Reptes, todos os Anfíbios e pronto. Apresento para todos minha Arte, procurem na Internet.  Euflavio Gois. Artistas de hoje, vejam minha Arte e tome. Trabalho com restos de arvores, galhos de poda, com madeira e compensado de moveis antigos, descartados. Me incomodo com a falta de bichos na Cidade de São Paulo. Não temos essas companhias aqui. sinto falta de um grande Lago aqui na nossa Capital. O Planeta pede socorro, não damos a educação ambiental necessária para as novas gerações,  preservar as riquesas naturais, também não recebemos, assistimos de braços cruzados a destruição do planeta. É preciso saber que o planeta terra não é tão grande assim, somos milhões de seres humanos sujando os rios, os Mares e toda a terra, até o Espaço estamos sujando. Os malditos carros soltando pelo escapamento os seus gazes poluidores. As mineradoras e suas barragens assassinas que podem quebra a qualquer momento.


                                                                                                                                           PG.40

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Estradas Reais.

Livro Revista.


 

          Levando para morte tudo que encontrar pela frente, enterrando na sua lama tóxica seres humanos de terno e gravatas e animais inocentes cachorros, bois e cavalos levados com seres enterrados vivos na lama, me incomoda por demais. Porem não posso desconhecer que tudo isso que eu citei como coisas essenciais e tão necessárias, para o mundo de hoje, os carros são fabricados em fabricas montadores, geradoras de milhões de empregos para os operários assalariados, geradores da economia, não conheço outra fora de sobrevivência humana fora do sistema capitalista, não vejo.  Talvez tenha sido um erro a revolução industrial, sem ela não tínhamos atingido um Bilhão de habitantes na terra, é muito difícil o mundo civilizado conviver com o não civilizado. Vemos muitas especies sendo extinta, muitas outras especies a beira da extinção, animas e plantas.  Com o coração partido vemos especies a caminho da extinção absoluta em velocidade extrema. Se olharmos com atenção as pinturas rupestre nas cavernas ou paredões podemos ver algumas que já não existem mais. Pedimos socorro a ciência que prontamente nos ouve. Ha quarenta anos um programa sensacionalista de televisão anunciava tudo isso que estamos vendo hoje, era de arrepiar, oque estamos vendo acontecer hoje, grandes incêndios de florestas, outras catástrofes, desgelo das calotas polar, em fim a ciência previu tudo. O que esta acontecendo não temos como parar, só se desaparecesse metade da população do Planeta. ou mais. O grande vilão acho que é a frota de automóvel do mundo, os grandes rebanhos bovinos e o progresso. A Igreja teria um grande papel também na salvação das especies, desde o inicio falando da proteção do universo, que é a casa de Deus. temos já muitas especies não suportando mais o calor e morrendo especies principalmente aquáticas. Os Ursos Brancos a principal vitima. Acho que a fome será a grande Pandemia das próxima décadas  abater sobre nós.  Observo também o abandono de algumas especies de animais que já foram os maiores colaboradores do homem como o homem preto e o pobre.

 

                                                                                                                                               PG.41.

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Estradas Reais.

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No nordeste o Jegue foram abandonados, soltos em rodovias são deportados para virarem carne na mesa de muitos. A Arte também desapareceram das faixadas dos prédios, das Igrejas, das pontes viadutos. A Poesia das Ruas antigas, com os seus calçamentos de pedra brutas: Rua Direita Sp, Pé Loirinho Salvados-Ba, Cidades Mineiras Ouro Preto, Cidade Tiradentes. Cidades e ruas lindas cheias de Arte nos faz retornar, seus calçamentos de pedras brutas arredondadas, regredir no tempo. que lindo! Lembranças dos Carros de Bois, juntas de bois, das Tropas passando por dentro das cidades carregando os mantimentos, as mercadorias para abastecer as lojas, de secos e molhado, as feiras livres que devagar vão deixando de existir. 


                                                                          ''Rustico''


                                                             Não nao sei se ponho 

                                                             Mais canto na minha Poesia

                                                             Se ponho mais amor

                                                             Se ponho mais Lua mais Estrelas

                                                             Hora sou um Rustico 

                                                             Sem pó de arroz

                                                             Com mentruz na ferida.


                                                         Intendo pouco de delicadeza

                                                         E de mansidão sou quase 

                                                         Uma pedra bruta Sem brilho

                                                         Um Avestruz

                                                         Nascido em casa 

                                                          Na luz do candeeiro 

                                                          Parteira mãe e eu.


                                                              Calcei o meu primeiro sapatos

                                                              Aos quinze anos eu acho

                                                              Não é da sua conta ...

                                                              Mais estou aqui pra brilhar  

                                                              Peço licença pra o anonimato 

                                                              Quero Luz quero Holofotes 

                                                              Num sabe?


                                                                              FIM.

                                                                                                                                           pg.42.

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Estradas Reais.

Livro Revista.


                                                              Fui na Bienal de São Paulo:               

                                                    Me encanto com a beleza da Arte

                                                   Da mente criativa do Artista.










                                                                                                                                          PG.43.

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Estradas Reais 37. 38.
Livro Revista.

Um grande comercio de Mulas.



               O comércios de burros, tropas de mulas eram dominado pelas mineiros, quando estava chegando a colheita do cacau chegavam eles com os animais, para renovação das tropas, chegavam também sertanejos de toda parte para trabalhar na colheita, eles chegavam em turmas e logo se espalhavam pelas fazendas. Esses homens e mulheres vinham de longe, já tinha as fazendas certas para trabalharem na safra: limpando a roça, plantando as novas mudas de cacau, colhendo, montando  bandeira de cacau, quebrar e transportar as amêndoas para a fermentação e secagem. Isso é um trabalho muito intenso. Todo esse trabalho é cercado por perigos constantes. Os trabalhadores trabalhavam em semiescravidão, sem qualquer beneficio, diária de serviço miseráveis, moradia desgraçada, alimentação perversa, trabalhavam e ainda trabalham dividindo espaço com cobras jararacas, cascavéis, escorpiões, aranhas de todas as especies venenosas. e precisavam sorrir para o os patrões, para eles não pensar que o infeliz estavam mal satisfeitos com a sua ma sorte. Essas pessoas não tinham um banho decente, uma jantar digno, uma  cama humana para o seu descanso, tinham que sorrir ainda. Naqueles tempos os fazendeiros se sentiam  assim, como os donos daquelas pessoas   também, assim da suas maneiras os tratavam como tratava os animais, que carregava o seu cacau para os armazéns. alguns raramente de bom coração os deixava criar uma cabeças de galinhas e até porcos outros não, não e não. Como eu sei disso? sei por que o sofrimento em uma pessoa não se esconde, está na sua maneira de se apresentar, está no seu olhar, no seu andar e essas pessoas vinham aos sábado pra feira quando dava. estava nas suas roupas arremedadas, ou rasgada quando não dava mais pra por remedo, e eram trabalhadores, pessoas que geravam as riquesas desse país



                                                                                                                                                PG.37. 

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Estradas Reais Livro Revista.

. Esse é e sempre foi o pais dos descobertos, dos sem amanhã, quando eram picados por cobras até chegar no hospital, ou na primeira farmácia morria se a cobra fosse das boas. sé se machucasse, se o podão caíssem no pé, colocava pó de cafe para estancar o sangue, acredito que até hoje ainda estamos assim, melhoramos em algumas coisas, mas estamos voltando para o ponto inicial retrocedendo. com muitas pessoas dormindo sem comer.


                                                                                                                                      








                                                                                                                                            PG.38.

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Estradas Reais Livro Revista. 14, 15.

                                                         CONTO DO FIM DO MUNDO      


                                      Caiu e Thiago meninos filhos de ricos da nossa Cidade, meninos bem 

       nascidos, neto ou bisnetos de senhores de Engenho, vivia pra lá e pra          ca se exibindo,

        exibindo as melhores roupas, melhore tênis, tênis de marca com                  agente chamava. 

                                                  Eu sou bisneto de Marques. Quem te perguntou eu lhe disse? eles                                                          ficaram

         vermelhos, quase chorando, eu e Quinda Come Cobra não ia levar               esse desaforo pra casa, não ia, tinha uma parte da cidade que                         moravam uma tropa de menininhos benóis morávamos na parte de             baixo frente de ocupação, uma pobreza só, a mãe do meu amigo                   tinha     dez filhos ainda pequenos, o mais velho era o Quinda que                 tinha treze anos, eu tinha treze também kkk.

                    Agente andava matando passarinhos, pescando piabas para ajudar                        na comida, nóis estávamos assustados com as noticias que agente                          ouvia na televisão,

          muito assustados. No mundo lá de fora as coisas estavam pegando              fogo, fogo seu

          moço. Falavam muito numa tal de guerra Nuclear, guerra fria sei                  lá...

                                                    Os meninos do Buraco Frio que era nós, escola nem pensar, agente                                                        ia pra escola e se desviava no meio do caminho para ir brincar no                                                          Rio, nadar, fumar, escondidos

                      e até brigar, se não brigasse era tirado de covarde, ai todo mundo                            queria bate,

            o Quinda e eu já tinha fama de valentões.

                                 Como os dois meninos ricos se tornaram nossas amigo, primeiro                                       eles 

  eram ricos mais não eram otários, eles cumprimentavam agente eu    e o Quinda um belo dia o Quinda encontrou uns quatro moleque        enquadrando dito cujos  o Quinda 

                                                      que não é flor que  se cheire partiu pra cima dos moleque que                                                                  estão correndo até 

   agora. Os meninos ficaram nossos amigos, aquela coisa que nem       esta sendo mais 

                                                       usada  hoje em dia chamada gratidão, da até vontade de chorar.


                                                                                                                                             PG.14.

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Estradas Reais Livro Revista.

Can cão de Fogo.


O CONTO. DOFIM DO MUNDO


                                                                                                                                           

                                                        O Quinda Come Cobra ninguém sabe de onde veio, um menino                                                               daquele.

                                                         Menino alegre, ligeiro, Can cão de Fogo, Malazarte perde pra ele.                                                            A ideia de fugir não 

                                                          saia das nossas cabeçonas kkk. Quinda comprava fumo de rolo                                                                pra fazer cigarro pra 

                                                          fumar escondido, deixar um taco pra Saci Pere ele que me                                                                        chamou para ser seu amigo, menino risonho brincalhão                                                                                                                                                                                                                                                              esperto, não gostamos de amigos abestalhados. Dali pra frente                                                               ficamos amigos, os

                                                         melhores amigos, respeitados pela malandragem locais. Todo dia                                                           todos na vila me chegava de Coração de Borboleta, por quer as                                                               borboletas dizem ter dois corações. Come Cobra disse, nos disse

                                                         o que tinha ouvido sua mãe falando pra vizinha, o mundo não                                                                 verá o ano dois mil 

                                                         chegar, e vai acabar por fogo dizia ela : estão pondo fogo no                                                                     mundo ele dizia da outra 

                                                         vez foi por agua lembra da história da Arca de Noel? ela dizia, de                                                           tanto ver criancinhas 

                                                         morrendo afogadas ele se compadeceu e disse não vai ser mais                                                               por agua, não vai ser. Vamos pensar de que vai ser...

                                                         O Quinda fez aquela amizade com os meninos ricos e me disse                                                               vamos levar! esses meninos, eles são legal.

                                                         Eu concordei, e disse vamos fazer uma reunião todos nóis para                                                               resolver o dia da partida.

                                                        Esses meninos nos dava maçã e aburgue, coisa que nunca                                                                        tínhamos tinha comido, nos 

                                                       pegou pelo estomago foi.

                                                       O Quinda era um sujeito magrinho, acho que passava até fome                                                               meu amigo                                                       Ele nos falou na reunião:                                                         no fundo do Rio Almada tem uma linda cidade de

                                                       de ouro e de cristal de milhões de anos. onde mora os Negros                                                                 D'agua. eles nos visita, eu

                                                       já falei com eles meus amigos.

                                                       resumindo: os meninos ricos vão com agente. eles vão se salvar                                                               juntos com

                                                       agente, seus pais vão nos agradecer por ter trazido eles,                                                                             viraremos peixes para a grande viagem das                                                                                                   nossas vidas, o Quinda tem a formula para virar-mos peixes

                                                       Quinda bis-neto de Africanos escravizado tinha a sabedoria no                                                                sangue, sabia se encantar e me ensinou. Agente ficava invisíveis,                                                            se encantava virava pedra, ou qualquer bicho.   



                                                                                                                                                          PG.15.

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Estradas Reais. 15. 16

Livro Revista. 

Meus homenageados 


                                                                                      Homenagem aos amigos de Fé. 

             Quero deixar uma homenagem a todos os amigos que juntamente comigo sofrera as consequências de uma quarentena sem fim, mais que através de um Olá não nos afastamos de tudo e de todos. Outros tantos que me acompanham há anos, e não se cansaram de mim e nem eu deles. Citar como muito amor no coração só por citar, o Frank meu cachorro. peço licença a vocês:  Gabriel Archanjo Lima, Osvaldo Medina, Tião Soares, Ronaldo ferro ferro, Tânia Benevides, Arnaldo Afonso, Rosinha Moraes, Akira Yamazaki, Sueli Kimura Luka Magalhães, Márcio Castro, Cidinha Soares, Clarice Yamazaki,  Luiza Maciel Nogueira, Tião Baia, Mario Neve, Osvaldo R Triveron, Vlado Lima, Zana Garcet,  Josilene Oliveira, Pedro Ronny, Pepe Neres, Elizabete Batista Menezes, Elizeu Geronimo, Reginaldo Goes, ''Reginho'' Josefa Argolo, Cristina Vicente, Eponina Epo, Lindaura Jose Cruz, Kenia De Paola, Anderson Mendes do Nascimento, Orlando Bersan, Tamara Castro, Maria Miatello, Amanda Caldini, Ananda Archanjo de Castro Gois Lima, Nizia Caldini, Felipe Archanjo Lima, Cida Camargo Camargo,  Fernando Alfrodique, Bernardete  Gomes, Modli Gurgel, Paulo Cavalcante,  Cintia Albuquerque, Janete Od Olarama,  Renato Kosorus, Regina Drozina Valdeck de Garanhus, Paulo Faiok,  Roseli Oliveira, Clarinha Goes, Neto Goes, Quitéria Florêncio, Lucas Florêncio.  Regiane Jane, Ivete Tenório, Ricardo Hidemi Baba, Carlos Idelfonso,  Marlene Mattos, Maria Candida, Tica,  Zélia Guardiano,Fabio Alexandre, Fabinho. Isabel O Rosa, Carlos Mattos, Pat Patricia Bento, Teresinha Bento, Expedita Cristo, Monica Lopes, Riza Rego, Arnaldo Bispo do Rosario, Socorro Florêncio, Inês Santos, Maria Megera, Ligia Regina,  Éder Lima, Tato Welington, Sacha Arcanjo, Dulce Lourasque, Rico Gonzaga, Zulu de Arebatar, Francisco Xavier XAXA, Viviane Menezes,  Francisca  Ieda S Pereira, Dilma Archanjo Lima, Marilandia Gurgel, Milto Luna, Ronaldo Silvério, Bruno Portela, Professor Teixeira, Roberto Carneiro Marco Aurelio Gois, Luciana Gois, Euvando Gois José Augusto Gois, Vagininho do Trompete, Dr Edelbrando o Bandinho, Erico Pires, Rui Barbosa, o nosso, Roberto Gois dos Santos. Francicca Ieda. 




                                                                                                                                       PG.15.

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Estradas Reais.

Livro Revista.

 

Roseli Pereira da Silva, Alfeu ''in memoria''Amaral,  Celia Maria Ribeiro, Sandra Gomes Leal, Mary Bagesteiro, Inês Santos, Nanci Vieira, Elsio Rodrigues, Maria Elizabete Rodrigues, Erico Pires, Celma bento Baia, Jhose Cordeirovich, Francisco Americo, Sandra Peixoto, Bê Quieroz, Ana Cristina  Ammirati, Catarina Luz, Ivani da Luz, Paulo SN Santana, Arnaldo B do Rosario, Eliaz Zonccoli, Rubia Alves Póvoas,  Emerson Rodrigues, Edvilson Rodrigues, Delma Gomes, Duilio Coutinho, Maria Gorette, Ninha Fonceca, Gabriel Archanjo, Quinda, Frank Goes, Nanci Vieira, Alan Cunha, Teno Klain, Escobar franelas, Carlos Roboton, Carlos Moreira, Junior Santos José Inácio Vieira de Melo, Jorge Emily Otero, Gregorio Gregorio, Ramos Nascimeento Johnny Oliveira, Jolande A Santana, João Caetano, José Severino Pessoa. Edvaldo Santana, Silvio Cono, Luis Henrique Nogueira, Karolzinha Silvia Rodrigues, Beto Rios, Simoni Caldini  Teresa Lopes. Silvia Maria Ribeiro Murilio Miatello, Ana Paula Caldini,  Rinaldo Lourasques, Roberto Póvoas, Amanda Barros, Silvana Clivatti, Edinho Twin, Mariza Soares,  Anibal Dantas, Carlos Torres.



                                                                                                                         
                                                                                                                                   

                                                      







                                                                                                                                     PG.16.

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