quinta-feira, 12 de novembro de 2020

REVISTA O Menino Rei.

Anumeração deve ser alterada 


                                                                                      Homenagem aos amigos de Fé. 

Quero deixar uma homenagem a todos os amigos que juntamente comigo sofrera as consequências de uma quarentena sem fim, mais que através de um Olá não nos afastamos de tudo e de todos. Outros tantos que me acompanham há anos, e não se cansaram de mim e nem eu deles. Citar como muito amor no coração só por citar, o Frank. peço licença a vocês: Ronaldo ferro ferro, Tânia Benevides, Arnaldo Afonso, Rosinha Moraes, Akira Yamazaki, Sueli Kimura Luka Magalhães, Márcio Castro, Cidinha Soares, Clarice Yamazaki,  Luiza Marciel Nogueira, Tião Baia, Mario Neve, Osvaldo R Triveron, Vlado Lima, Zana Garcet,  Josilene Oliveira, Pedro Ronny, Pepe Neres, Elizabete Batista Menezes, Elizeu Geronimo, Reginaldo Goes, ''Reginho'' Josefa Argolo, Cristina Vicente, Eponina Epo, Lindaura Jose Cruz, Kenia De Paola, Anderson Mendes do Nascimento, Orlando Bersan, Tamara Castro, Maria Miatello, Amanda Caldini, Ananda Archanjo de Castro Gois Lima, Nizia Caldini, Felipe Archanjo Lima, Cida Camargo Camargo,  Fernando Alfrodique, Bernardete  Gomes, Modli Gurgel, Paulo Cavalcante,  Cintia Albuquerque, Janete Od Olarama,  Renato Kosorus, Regina Drozina Valdeck de Garanhus, Paulo Faiok,  Roseli Oliveira, Clarinha Goes, Neto Goes, Quitéria Florêncio , Lucas Florêncio.  Regiane Jane, Ivete Tenório, Ricardo Hidemi Baba, Carlos Idelfonso,  Marlene Mattos, Maria Candida, Tica, Fabio Alexandre, Fabinho. Isabel O Rosa, Carlos Mattos, Pat Patricia Bento, Teresinha Bento, Expedita Cristo, Monica Lopes, Riza Rego, Arnaldo Bispo do Rosario, Socorro Florêncio, Inês Santos, Maria Megera, Ligia Regina,  Éder Lima, Tato Welington, Sacha Arcanjo, Dulce Lourasque, Rico Gonzaga, Zulu de Arebatar, Francisco Xavier XAXA, Viviane Menezes,  Francisca  Ieda S Pereira, Dilma Archanjo Lima, Marilandia Gurgel, Milto Luna, Ronaldo Silvério, Bruno Portela, Professor Teixeira, Roberto Carneiro Marco Aurelio Gois, Luciana Gois, Euvando Gois José Augusto Gois, Vagininho do Trompete, Dr Edelbrando o Bandinho, Erico Pires, Rui Barbosa, o nosso, Roberto Gois dos Santos. Francicca Ieda.


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                                                                                                                                        pg..

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REVISTA O Menino Rei.

 

Roseli Pereira da Silva, Alfeu ''in memoria''Amaral,  Celia Maria Ribeiro, Sandra Gomes Leal, Mary Bagesteiro, Inês Santos, Nanci Vieira, Elsio Rodrigues, Maria Elizabete Rodrigues, Erico Pires, Celma bento Baia, Jhose Cordeirovich, Francisco Americo, Sandra Peixoto, Bê Quieroz, Ana Cristina  Ammirati, Catarina Luz, Ivani da Luz, Paulo SN Santana, Arnaldo B do Rosario, Eliaz Zonccoli, Rubia Alves Póvoas,  Emerson Rodrigues, Edvilson Rodrigues, Delma Gomes, Duilio Coutinho, Maria Gorette, Ninha Fonceca, Gabriel Archanjo, Quinda, Frank Goes, Nanci Vieira, Alan Cunha, Teno Klain, Escobar franelas, Carlos Roboton, Carlos Moreira, Junior Santos José Inácio Vieira de Melo, Jorge Emily Otero, GregorioGregorio, Josemario Ramos Nascimeento Johnny Oliveira, Jolande A Santana, João Caetano, José Severino Pessoa. Edvaldo Santana, Silvio Cono, Luis Henrique Nogueira, Karolzinha Silvia Rodrigues, Beto Rios, Simoni Caldini  Teresa Lopes. Silvia Maria Ribeiro Murilio Miatello, Paula Caldini,  Rinaldo Lourasques, Roberto Póvoas, Amanda Barros, Silvana Clivatti, Edinho Twin, Mariza Soares,  Anibal Dantas, 








                                                                                                                                                 Pg 1.



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quarta-feira, 11 de novembro de 2020


                                                                                                                                                                                   

REVISTA Menino Rei. 114, 115, 116, 117, 118.

D0ZE anos de Arte. 


             Não tive problema, peguei um garrancho de Pau-Brasil, peguei uma serrinha medi um palmo e meio serrei, comprei um estilete de apontar lápis e fiz minha primeira Escultura. Esse que foi a primeira esta com minha filha que é uma grande Artista Plástica. Simples assim: fiz o rosto, pescoço alongado, braços, mãos e pés. Pescoço alongados e mãos ficou sendo a minha marca. pouco tempo depois eu já tinha um acervo dessas esculturas de galhos de Pau-Brasil considerável, um acervo que a cada dia crescia, eu passei a fazer isso em qualquer lugar, nas praças publicas, nos bancos das praças, começaram a me chamarem de louco, ''O louco do pauzinho'' esta ali na pracinha falavam eu pegava meu cachorro e ia pra outro lugar. Ali eu já tinha tomado gosto pela Arte, não queria ainda ser chamado de Artista, comecei a mostrar, os trabalhos, minha filha Gi levou alguns pra Faculdade mostrou para os colegas dela que acharam o máximo, O Edson Paulo foi um grande incentivador, Mestre Valdeck de Garanhuns outro, eu já tinha umas 30 peças quando fiz a primeira Exposição coletiva numa feira de arte popular em Londrina-PR a porra estava feita e eu feliz com essa nova possibilidade, ex que eu passo a escrever Poesia. Um pensador, historiador, pioneiro, com força total continuou a fazer suas esculturas, começou a usar outros tipos de galhos, laranjeira de goiabeira, seu trabalho começou a ser admirado por todos do Bairro onde ele fora Pioneiro, Jardins dos Ipês, com o Evento da Internet seu trabalho começou a romper as fronteiras, suas poesias passou a ser recitadas em Saraus, Expos na USP. Começou a sorrir mais, levantou a cabeça, não andou mais de cabeça abaixada.  A arte passou a agir em seu favor, lançou o seu primeiro livro em 2017. Esse Artista temporão segue, assim com simplicidade. Quando jovem ele bebia e fumava. Ainda jovem pariu de beber e de fumava, mais falava pra todo mundo que estava dando um tempo na bebida e também no cigarro, e assim ele conseguiu enganar os vícios.  E como sabia, que não ia suportar saber que seus filhos poderia ter visto ele chagando em casa babado. Não queria ver seus filhos fumando. hoje seu filhos bebem e fumam  meio que escondido. 

 

                                                                                                                             PG.114.                                                                                                                                                

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REVISTA Menino Rei.


            Não foi com esse homem que aprenderam beber e fumar, e assim ele segue ''Caminhando e cantando e seguindo a missão'. A xilogravura foi a única Arte que eu chegue a fazer curso, fiz curso de ''Xilogravura, literatura de Cordel e Bonecos de Mamulengos''com Mestre Valdeck de Garanhuns e Mestre Sauba de Olinda-PE. Mais não tenho praticado essas Arte. Sim lembrei: Cantei, representei em auditório cheio. fui homenageado nos Veteranos da Aeronáutica, Recitei  na Camara dos Vereadores de São Paulo na Assembleia Legislativa também de São Paulo. Tenho Representado meu povo, o povo de onde eu vim. Duas Exposições na ''Passagem Literária'' em uma dei o nome da minha Cidade,''Exposição Coaraci'' portanto tenho levado o nome da minha Pequena grande Arte  bem no Alto, bem no alto num sabe? Meus amigos estão morrendo de orgulho de mim, desse aqui que sou eu kkkk. Quero ser conhecido sim, porque não ?  Exposições em Bibliotecas Publicas. Não sou Artista convencional, artista que vive da Arte, eu tenho outra profissão por isso meus trabalhos são caros, não sou Artistas das Elites,sou artista popular, mais meus trabalhos podem ser considerados caros, não impede que qualquer pessoa adquira, vai ser de bom tom ter um trabalho meu em casa daqui a 50 anos eu acho. Não uso maquinas elétricas em minha Arte, não uso aqui nassa matéria estou escolhendo algumas fotos para ilustrar esse relato. A vinda desse Artista: Cheguei em plena segundo guerra Mundial, Em 1943. Amo a musica do ROCK ROLL ao GALOPE A BEIRA MAR. Tenho um trabalho meu que doei para  Igreja de São Francisco de Assis. em São Paulo. o trabalho tem o titulo: ''Jesus Tupy'' em homenagem as nações Indígenas, ''a todo o Povo Indígenas'' Esse trabalho Eu estava em casa como sempre, com meu Cachorro me olhando,  chegou o meu amigo Petronílio Neres com um ramo de Nespra, uma frutinha que tem em todos quinta. Uma frutinha muito comum muito doce, e me entregou dizendo: trouxe para você fazer um trabalho com ele. eu lhe disse deixe ai Petronilio, deixe ai.


                                                                                                                                                   PG.115.

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REVISTA Menino Rei.


            Petronilio Neres foi um homem extraordinário, um belo representante da nossa classe trabalhadora, teve perto de dez filhos, um sofredor de cabeça erguida, foi um metalúrgico, depois de muitas lutas, virou mestre de obras, virou construtor. Foi um dos meus maiores amigos, fomos eu e ele grandes lutadores pelo nosso Bairro ''Jard. Dos Ypes'' São Miguel entre Vila Curuça Sp.  Eu falei me der ai! tirei as folhas limpei o galho cortei um pedaço e vi ali Jesus. Ai peguei minha ferramenta e comecei cria um grande trabalho, um grande trabalho.  É claro que sou contra a evangelização dos povos Indígenas, cada povo com suas crenças. Eu fiz a homenagem só pela Arte, e meus respeitos as crenças dos povos Indígenas, a sua cultura muito mais rica do que a nossa, herdada da cultura europeia e mal interpretada por nós. Vim do povo Europeu analfabeto, meus pais são do inicio do século 19, filhos de um tempo antes da Republica e também da Abolição da Escravatura, meu pai de 15, minha mãe de 1918. Seus pais não tiveram acesso a educação escolar. Meu pai aprendeu a ler sozinho por ser muito inteligente e curioso, minha mãe não aprendeu. As informações sobre a nossa família, os nossos antepassados se perderam. Voltando na Arte: Na Arte estou voando bem alto, estou fora dos limites da imaginação eu que já tinha voado na minha profissão de Soldador chegando a ''Soldador Especializado''em Mig. já tinha chegado além da conta na escola, chegando a inacreditável Universidade e me Graduado em Bacharel. Agora estou atingindo o topo, Poeta, Escultor em madeira Entalhador, andei de passagem pela Xilografia, Xilogravura. Estou saboreando escrever eh, escrever. Estou escrevendo o meu terceiro livro de memórias e contos, contos e Poesias. É meus amigos, depois de caminhar sem destino certo,  pelas ruas vazias, sem atracão que valesse a pena, eu já com mais de 65 anos, tinha horas que eu sentava em qualquer lugar, o gaz parecia querer acabar. Eu disse não vou me entregar. Vou tentar na Arte, comecei olhar o mundo com os olhos da alma.  Ap vi uma Arte pronta, uma Arte pronta. Vi nas ARVORES, NAS RESTAS NA PAREDE.


                                                                                                                                                PG.116.

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REVISTA Menino Rei.

           Eu vi nos galhos das arvores, nas pedras,  no som do mundo, nas cores todas, nos insetos, nos peixes, vi nos cavalos, em um tudo eu vi. Eu só via Arte. virou obsessão. quis  ver Artistas famoso, Portinári Brechere, fui no  Museu Lasar Seal, na Pinacoteca.  Afinal eu tinha todo o tempo do mundo, não tinha Pandemia. Eu não queria copiar ninguém, batalhei muito por uma identidade artística desde o inicio, preferia ser copiado. Passava horas olhando a natureza,  as arvoras eu olhava galhos por galhos para ver suas formas , olhava os peixes nos laguinho artificiais eles nadando,  borboletas, os besouros diversos, as aranhas, os urubus, as gaivotas, olhava , juntava ossos, pedras,  tipos de papel, papelão,  qualquer coisa, sucata, tampinhas de garrafas, recorte em geral, para mim tudo dar, tudo começa  e termina em arte, eu dialogo com tudo isso, sementes, são ótimas fontes de arte. gosto de conversar com outros artistas, embora pareça que outros artistas não goste muito. Não ligo, tenho fé no meu taco. Gosto de saber sobre a arte Rupestres, a arte Incas Maias, Egípcia, Indígenas. as bonequinhas de panos do Nordestinas, Suldestinas. Ainda choro a falta da minha casa do meu quintal onde eu fiz grande parte dos meus trabalhos junto com o Frank meu cachorro que era um grude, não me largava. eu amava. Eu tive que vender minha casa jamais quis morrer no mesmo lugar onde eu fui jovem, tinha medo de ser traído pelo destino e morrer ali onde eu fiz  e aconteci. vendi a casa comprei dois Apartamento  co escritura na mão, agora estou morando de aluguel, aluguei os dois apartamento e pronto. Hoje estou na Grande Arte. Pintando, esculpindo e escrevendo. estou danado. vejo beleza, tiro poesia da poesia. Vejo Arte nas cores todas. vejo arte nas grandes pedras, onde passo,  Pedra Azul em Minas me encanta, me encanta o dedo de Deus no Rio de Janeiro, O Frade e a Freira no Espirito Santo.  

  


                                                                                                                                          PG.117.                                                                                                                                    

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                                            Eu que tinha ganhado uma corrida 

                                          De Juizes Deputado e Doutores e 

                                           Prostituas e Rainhas para mim eu era 

                                          Rico me sentia rei. ou Embaixador

                                           Cheguei a duvidar de mim foi um erro

                                            Não acreditei quando me vi fazendo Arte.

                                             Agora eu era rico eu sou rico.




                                                                                                                                     PG.118.

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terça-feira, 10 de novembro de 2020

REVISTA Menino Rei. PG.162, 163, 164.  165 ]

    Quando Nasce A Arte. 


             Há Sempre um Artista adormecido dentro de cada um. Amante da sétima Arte, das Artes em tempo  e em formas Reais, sonhava em ter a minha Arte, uma que pudesse me levar para o mundo todo,  que pudesse me levar com ela. por séculos. Desde criança penso assim.  Depois de uma jornada gigantesca de mais de 40 anos trabalhando de empregado na industria metalúrgica, me aposentei e fui ser Funcionário Publico, na industria fui    soldando elétrico, trabalhei nas grandes Obras desse país, nas industrias pesada de São Paulo, enfrentei mais 10 anos dentro da FBEM. Dez anos num ambiente cercado de delinquentes juvenis, muito insalubre sai e fui ser Escritor, Poeta Trovador. Fui ser Artista, Fui ser Escultor em madeira. com sucesso. fui ser Luthier em Violino. Hoje frequento a Arte, Com es tilo próprio identidade própria. Tenho já mais de dez anos exercendo a Arte. A poesia faz parte do meu acervo Artístico. Tinha-mos que nos esconder de aproximação inimigas, resistir ao preconceito essa doença mortal que afeta o sudeste e até no nordeste, ele é mortal sou resistência, sofri na Universidade, em todo lugar, sou como os negros, vacinado, nunca vai ter depressão, sempre levantava levanto a cabeça e seguia, o mundo é meu, a terra é minha, ninguém vai tomar de mim. Se não são melhores do que eu? por que não ganhamos   nenhum premio Nobel? em nada? por quer? cadê nossos heróis? não temos, heróis algum. Nunca teremos. Não temos ninguém para mostrar o que somos, o que fazemos, somo  meros anônimos. Eu sou Artista, sou Escultor reciclador de madeira apodrecida, de galhos de arvore, cadê uma revista especializada para mostrar minha Arte e a dos outros que como eu vive saltitando de galho em galhos como os nossos primos das florestas, somos mais de duzentos milhões que só servem para sujar o planeta onde respira, temos um presidente e um Ministro do Meio Ambiente que, que foram feitos nas cochas, que só  pensam no Agro negocio, querem encher as terras fertís de bois e de soja.


                                                                                                                                           PG.162.

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REVISTA Menino Rei. 

                 Só querem desalojar os irmãos Indígenas das suas terras já demarcada, e os sem as suas demarcações. tocando fogo no seu habitar. que país é esse meu Deus? Eu sou Resistência. Tenho um acervo Artístico já, muitas das minhas peças guardadas num deposito guardadas esperando eu morrer para serem jogadas fora sei lá! Eu como todos os Artistas gastamos de ver nossa Arte sendo apreciada em Galeria, eu dou alma para minha Arte elas irão morrer juntinhas comigo eu sei, eu tenho que ter alguém aqui para dizer para elas que eu fui ali mais já volto,  dizer para eles não ficarem tristes, que elas agora tem uma missão, a de levar o meu nome pelo mundo, como fizeram as do Picasso. Monet. como fizeram as de Portinari Eu sou um Artista temporão, minha técnica é própria, minhas ferramentas é próprias, sou um Criador, não tenho Escola. Sou amante das pinturas Rupestres,  mais não sigo, amo em homenagem as meus ancestrais.  Tenho alguns amigos na  Arte, gostaria de dar um recado para os amigos da Arte: Amigos a Are não tem dono, nascemos cada Artista com a sua, se você ver uma obra de Arte de alguém em lugar que você possa curtir, curta depois veja de quem é se tiver um livro do Artista escreve elogie, é o nosso alimento, depois da Exposição vamos ver o caderno de visita. Nosso corações explodem de alegria com os comentários que é deixados pelos visitantes no caderno, tudo que fazemos: A Arte, os cuidados, o transporte, os cuidado no transportar e tudo compensado com os comentários, o carinho que recebemos dos visitantes.  Artista se você for expor não esqueça de levar o caderno e caneta para deixar lá. Se você receber alguma critica veja se veio de pessoas especializadas, a critica constroem.  Como disse comecei minha Arte já  com a idade avançada, mais para mim a Arte esta sendo vital, rejuvenescedora. Minha filha é uma grande Artista caminha lado a lado comigo. Tem um trabalho solido para mim um orgulho esta na Arte ha mais tempo.



                                                                                                                                               PG.163.

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REVISTA Menino Rei.

            Ela não acha que precisa me guiar, me pegar no colo, ela ama a minha Arte, como eu digo cada Artista tem a sua Arte e só ele tem que cuidar dela, da Arte. Não saio pra campo para vender minha Arte ela e como meus filhos. Você venderia seus filhos? mais intendo que ela precisa correr o mundo devidamente documentadas, para não se perder de mim. A Arte que eu faço, faço em transe, não me sinto fazendo, quando percebo já esta feito. Explicável esse fenômeno do lado do esquerdo do cérebro que opera a Arte.







                                                                                                                                           pg.164.

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                                        '' ARARAS''.

                      

                                       Desci do nordeste pra cá

                                       Sem eira nem beira 

                                       Vim correndo contra 

                                       O vento contra o tempo

                                       Eu vim por hora a comida

                                       Nao acabava acabou

                                       Rodopiei como pinhão

                                       Eu era um desci uma escada 

                                       De mil e tantos degraus

                                       Sem corrimão e sem nada

                                       Sem documentos e sem lenço

                                       Sem nada nada calças na mão

                                       Pé no chão era osso seu moço

                                       Quarenta Araras sem pena

                                       Que pena eu era o quarenta e um

                                       Doidinho pra nao cai


                                                       Fim,  E. Gois.

                          


                                     

  1.                                                                                                                                  PG.165.                                     

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sábado, 7 de novembro de 2020

    •               

                                                                               

                                                                                 

 

 




                                                                                                                                                  

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REVISTA Menino Rei. 158, 159, 160, 161.

MAIS UM POUCO DE ANALIA FRANCO 

          Cadê os Padres? cadê as pessoas de bom coração? Pois é! Os Famosos Barões do Café e suas lindas Esposas faziam isso. Aqueles Negrinhos e Negrinhas não tinham nenhum valor comercial. Lembro do Barão do Itapetininga, Barão do Ladário que viraram nomes de Ruas importantes, Barão do Rio Branco, Barão do Raio que o parta... Será que fizeram isso?  há como hoje eles negaria tudo, faríamos também, porque não somos melhores do que aquelas gentes de 1800, 1750. dC Aquela gente só estava vivendo o seus tempo, o que era costumeiro fazer. Relembrando que tinha lido a algum tempo sobre essa magnifica mulher ''DIFERENTE'' de um coração limpo, bondoso, mulher linda andando e resgatando Negrinhos abandonados a própria sorte, que por sinal era tão pouca a sorte... Ela era odiada pelos Padres e Pastores que por sinal eram poucos, não tinham com o Diabo. Não tinham. Odiado por  ser Espirita, praticava o Espiritismo. Se tornara Escritora, escreveu dois Romances, e criou uma  Revistas, foi Poetisa, em São Paulo recebeu apoio dos Abolicionistas e Republicanos, sem nenhum tostão comprou  uma fazenda de  75 Alqueire de terra, mata Atlântica e capoeira sem fim no distrito de Vila Formosa, um sitio, uma Chácara. Acredito que ela tenha adquirido essas terras do Padre Diogo Antônio Feijó. ''O Regente Feijó'' que vivia solitário no  casarão junto a senzala e  Anália Franco transformou tudo num ''Paraíso Verdadeiro'' e entrou pra dentro com os seus  seguidores, colaboradores e transformou tudo em plantações para abastecer suas lojas que já eram duas, o seu grupo de seguidores e seguidoras, já contava no momento de fundar essa Associação com vinte mulheres. Em 1901 fundou no Largo do Arouche  a ''Associação Feminina Beneficente e Instrutiva'' no dia 17 de novembro de 1901. Teve um momento na vida dessa brava mulher, que ela pegou os seus alunos, Negrinhos e Negrinhas mais de trina e foram pra Rua pedir esmola pessoalmente, Numa festa de Igreja todos olharam torto. Para alimentar seus negrinhos. Em 1903 passou a publicar uma revista 'Á voz Maternal'' com uma tiragem de 6.000 exemplares, impressos em oficinas própria. 


                                                                                                                                              PG.  158.

                                                                                                                                     

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REVISTA Menino Rei.




Mantinha Escolas Reunidas na Capital e Escolas Isoladas no Interior. Fundou ali no no sitio Anália Franco ''Colônia Regeneradora D. Romualdo''A obra toda constitui  em 71 Escolas, 2 Albergues, 1 Colônia Asilos , 23 Asilos para crianças órfãs, 1 Banda de Musica Feminina, 1 Orquestra, 1 Grupo Dramático, Oficinas, de Manufaturas de chapéus, Flores, em 24 cidades do Interior e Capital. Essa Gigante morreu em 20/01/1919 em São Paulo. E as meninas de hoje só conseguem gostar de Gatos. Me levantei e fui embora pra casa, cheguei em casa estavam todos me procurando em todo lugar, mais cheguei em casa de alma lavada e enxaguada. São Paulo era em pequena cidade, importante só pelo Café produzido e Exportado para Europa e Estados Unidos.  

 

                                         ''O SINO'' 

                                Não sou fácil 

                                Não sou 

                                Sou teimoso

                                Sou pra frente

                                Sou da terra quente

                                Eu sou é gente.


                               Sou renitente 

                               Sou linha de frente

                               Na paz sou bandeira branca

                               Na guerra sou casamata

                               Sou trincheira

                               Na Igreja sou o Sino.


                                        Fim.     E. Gois. 



                                                                                                                                          PG.159.

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REVISTA Menino Rei.

                                                                                                          

             Com meia dúzia de Barões do Café, de um lado, do outro lado centenas de flagelados: Índios e Negros escravos, alguns Nordestinos fugindo da seca, da Guerra dos Canudos e chegando aqui a pé tentar a sorte nas colheitas do Café e no corte da Cana de Açúcar. ficavam onde hoje é o Museu do Imigrante esperando que agentes de Fazendeiros do interior vinhece escolher-los para levar para o trabalho na lavoura, ocupar o lugar vagos que os ''escravos'' tinham deixado'' se acotovelavam com os Italianos que chegavam aos montes no Brasil. No inicio do século dezenove 19. Pronto falei. Chegado os anos 60 eu só pensava em vim pra São Paulo para trabalhar, ganhar dinheiro para gastar, comprar roupas, fumar cigarros fino e beber bebidas boas era o que eu pensava. Eu tinha um cabrito crescendo rápido na Fazenda do Sr Zacarias Bonina que ia ser a minha passagem assim estava escrito. Eu continuava trabalhando como aprendiz de sapateiro sem ganhar nada, mais interessado em ser um sapateiro de Luiz XV. sempre sonhei alto. Estava prestes a largar tudo: Minha Mãe com meus irmão e amigos, iam ficar sem mim em breve pois eu tinha um sonho que não podia esperar. E assim foi. Em 61 larguei tudo e vim sem nada, sem documentos que era o principal não podia ser esquecido de tirar esquecemos isso foi uma derrota eu lembro. Conseguimos as duras penas tirar todos aqui, agora com todos os documentos eu estava pronto para me F durante quarenta anos sem respirar, só na primeira empresa me roubaram um ano de registro em carteira, me enrolaram um ano.  Com um ano em São Paulo eu já estava sabadinho, chegou minha Mãe e todos os meus irmãos pequenos, recebi eles com o coração aos pulos de alegria. Dai pra frente eu só fui feliz, eu achava sempre que já tinha mais do que precisava para viver. E eu acho que tinha, fomos ensinado a pensar pequeno. É : A comida nossa era a de sempre como estar escrito: Ovo frito, ou uma sardinha, frita ou ensopada com tomate. Uma sardinha salvadora, de vez em quando um bifinho de carne se segunda. E trabalhar ou ficar desempregado, nada de lazer, o lazer é cachaça, a cachaça já foi inventada pra isso, pra suprir a falta de alegria na vida do pinhão de fabrica. 




                                                                                                                                        PG.160.

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REVISTA Menino Rei.

Na vida do pobre que toma chuva e Sol o dia todo na roça sua ou dos outros, a noite comer uma banana verde cozida. Agente até ia no samba, no forro, ouvia musica, ia na praia, mais tudo movido a cachaça. Também ia na boca do lixo, afogar as mágoas, digo o garçom kkk. Lembrar que tudo ou quase tudo que escrevi sobre essa mulher extraordinária é dedução, fruto do que eu li, e deduzir e concluir. 




                                                                                                                                                         













                                                                                                                                             PG.161.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

     REVISTA Menino Rei. 260

Construção de uma obra de Arte.


                                                       DA BARRIGA DA MINHA MÃE


                                                               Da barriga da minha Mãe 

                                                               Vim para casa e nem sentir

                                                                Quando vi já estava eu deitado 

                                                               Numa rede de pano de rede

                                                               Candeeiro bico na boca 6ff

                                                               Pra não chorar


                                                          Lá fora um mundo novinho

                                                          Pra eu um Sol a brilhar

                                                          Muitas cores flores 

                                                          Amores mil a Lua 

                                                          As estrelas o Céu


                                                                E um menino iria crescer

                                                                Cresci apareci deram para mim

                                                                Um nome de homem

                                                                Carrego alegre carrego feliz


                                                           Da barriga da minha mãe

                                                           Vim para casa nem senti          

                                                           Quando vi estava eu ali

                                                           Deitado numa rede de pano 

                                                           De rede um candeeiro

                                                           Um bico pra não chora 


                                                                         Fim.

                                                              




                                                                                                                                       PG.260

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REVISTA Menino Rei. 214, 115, 116, 217, 218.


             Construção de uma obra de Arte


              Agora em casa sem nada, começou a doer. O estranho é que eu não sentia missão comprida, ainda não tinha escrito um livro, não tinha marcado território não tinha, levantava sedo estava ali meu cachorro me olhando, ia dormi meu cachorro me olhando, peguei um amos tão forte por ele inacreditável aquele cachorro enorme me dando amor, me dando a paz, me inspirando. me transformando. Todos os dias eu colocava o seu colar e saia para dar uma volta com ele era encantador, as pessoas me abordavam para falar com ele, ele me olhava pedindo permissão para dar atenção para a pessoa, ele era um Pit-bull medio porte branco com manchas marrom, a cabeça muito grande, muito carinhoso dócil, vivia solto, vivia dentro de casa, quando eu pegava o sapatos ele já sabia, sentava na minha frente eu pegava a chave do carro ele me seguia eu abria o portão ele sentava do ladinho eu tirava o carro ele ficava me olhando pra ver se eu chamava ele, eu fechava o portão ele voltava para dentro de casa dormir, dormia muito quando acordava o primeiro lugar que ele olhava era onde eu me sentava, eu sentava em um lugar só por causa dele, eu nunca lidei com um ser tão especial, tão singular. Morreu tratamos com um da família temos a cinza dele guardada.  Depois escrevo mais sobre Frank o meu cachorro, falar um pouco de outra paixão da minha vida: O cinema e de outras coisas interessantes. venho de uma era bem lá no passado cheguei a conhecer ex escravos, gentes que viveram no período da Monarquia, gente que lutou na guerra do Paraguai. encontrei na sala, na geral do Cine Teatro Coaraci com pouco mais de 8 anos de idade um mundo de sonhos. O mundo que eu queria, as cidades, os astros do Cinema, ali eu aprendi a ser esse que sou, eu estava em formação de caráter, aprendi sobre justiça, sobre injustiça, sobre o bem e sobre o mal.Aprendi sobre a guerra, sobre a paz. pus em pratica, eu queria ser um Rei. O cinema me fez querer ser o melhor dos seres humanos, aprendi sobre a generosidade, sobre a compaixão, a genialidade, não sei mais eu aprendi. Eu ia pra o cinema escondido, da minha mãe, eu só tinha oito ou nove anos de idade.



                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       261.

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REVISTA Menino Rei.


assistir Durango Kid, Bill Eliot, Kin Novak, os brasileiros Grande Otelo, Oscarito, Milton Ribeiro. Os filmes O Ultimo Por do Sol, Asim Caminha a Humanidade, E o Vento Levou. Lampião o Rei do Cangaço, 55 Dias em Pequim O Mais Longos Dos Dias e muitos e muitos outros, o cinema moldou o meu jeito de ser e eu embarquei, aprendi muito para usar e estou usando mesmo que inconsciente. Através do cinema conheci o mundo, os desertos, Londres, Egito Africa suas Savanas os animais selvagens os limites o cinema é uma Universidade, a Faculdade onde você fica duas três horas aprendendo. Não ia pra o cinema puramente pra me divertir. No cinema vi Opera vi Teatro vi Cassino vi Sertão e Desertos, Florestas, vi Tarzan. Aprendi sobre paixões sobre a guerra sobre a paz. Vi Pablo Picasso, Vicent VanGog, vi Monet, Michelângelo, Portinari sua Artes. Um menino tão pequeno andando naquelas ruas desertas de Coaraci Onze horas, onze e meia da noite vindo do cinema sozinho, acho que dez ou onze anos de idade, o cinema longe de casa, dava um medo, mais como minha mãe dizia nas horas de aperto: Por cima do medo Coragem e seguia em frente, atravessava a ponte só ouvia o barulho da agua na correnteza em baixo da ponte, o cinema ainda esta de pé, era um prédio bem construído é um prédio bem solido chegou a ser ''A Igreja Universal do Reino de Deus'' nos anos 80, 90. Sou grato a tudo isso, a minha mãe que na sua sabedoria não me batia por isso, eu chegava a contar os filmes pra ela, que era uma excelente contadora de história, ficava me ouvindo e não brigava e nem me batia eu era muito feliz muito, Digo para todos que nunca sofri na minha vida. Um menino que podia soltar no meio do deserto e ir embora que ele ia chegar em casa nem que fosse no fim do mundo. Vivi o auge da era de Ouro do Radio , com programas de auditório e tudo com os cantores do Radio, O Programa Cersa de Alencar, participações obrigatórias das cantoras Emilhinha Borba, Dalva de Oliveira, Angela Maria Dircinha Batista, Araci de Almeida, Francisco Carlos, Orlando Silva, a chegada da Televisão continuo assistindo. Passaram Chacrinha emigrara do Radio pra Televisão.


                                                                                                                                           PG.262.

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REVISTA Menino Rei.

 

A chegada da nova musica popular brasileira, Chico Caetano, Gal, Bethania Edu Lobo, O lendário Geraldo Vandre Os Festivais da Musicas. Algumas musicas que ficaram marcadas, cravadas no inconciente das pessoas: Alegria alegria, Domingo no Parque, procissão, Cordão da saideira, Disparada, Construção, A Banda, Irene, por um poema para descontrai: Como eu estava falando eu vim para mudar isso tudo como disse cheguei aqui em 1961, encontrei uma cidade linda, com muito verde ainda, muitos sinais de antigamente, a cidade era muito mais acolhedora, embora o seu povo muito frio, as meninas bonitas, as casas bonitas, o Bonde enriquecia a paisagem, a região do Ibirapoera muito vazia ainda a sua importância era só o Parque e o Quartel a onde eu me alistei. tinha algumas fabricas e residências comuns, nada de mansões. Nosso como o tempo passou, tinha o Hospital dos servidores bem afastado quase isolado. eu lembro. Curiosidades bem legais: O lixo em alguns bairros eram coletado em carroções puxados por um par de Mulas bem cuidadas. Os rapazes e moças da época iam muito nos parques de diversões, lá eram oferecido musicas nos alto falantes do parque os locutores caprichavam na dedicatória, agente pagava para isso. era muito massa. a gente vestia a melhor roupa. brincava nos Balanços do amor e carrocel roda gigante coisa linda segunda feira estavam todos nas fabricas que enchiam a Mooca. Tinha a Caribe que empregava quase todas as moças do Itaim. A gente vinha de trem trabalhar. Para se vestir tinha as Lojas Ducal roupas Masculinas, José Silva, loja Mesbra, Duton são algumas Garbo que sobre-vive ainda, o decorre desses anos, São Paulo se tornava, recebeu o titulo de a cidade que mais crescia no mundo, nos anos setenta. Na próximas paginas falarei de uma mulher, uma mulher não uma Lenda foi minha vizinha. aqui do outro lado da rua no século 18.



                                                                                                                                         263.

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                                                                                                                              263.

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

 REVISTA Menino Rei.

 Agora um Funcionário Publico. 150, 151.


Corre pra aqui pra acolar, esse sertanejo com 45 anos. esse bravo não viu outro jeito. PPrrestou um concurso publico e entrou numa fundação que cuidava de menores delinquentes, ali trabalhou 10 anos, pedio demissão e foi pra casa ser artista, foi ser poeta.Corre pra qui, pra colar esse sertanejo com 45. anos. Esse bravo não viu outro jeito. Prestou um  concurso na Fundação do Bem Esta do Menor, passou no concurso e foi. tinha acontecido no fim de 95. Eu precisava participar, antes eu tinha feito outros concurso para trabalhar na Infra aero, outro na GCM. tinha sido aprovado em todos estava esperando Ser chamado em um o primeiro que me chamasse seria o meu. Fui chamado primeiro pela FEBEM. Hoje Fundação Casa. Fiquei por lá exato 10 anos. Vivi ali um mundo completamente diferente, deixei muitos amigos,  amigos lindos, amigas lindas, maravilhosas. Morro de saudades deles ainda eu digo. Fui muito feliz por lá  de Talvez a maior e melhor experiência da minha vida. Jornada de doze horas sistema de Plantão, completamente diferente do antes trabalhado, percebi ali a minha facilidade de adaptação. Iniciei numa casa de semiliberdade onde os menores são supostamente preparados para a liberdade, mais na cabeça deles não existe possibilidade de estarem preparados, nem na minha. Fui mandado para outra, essa primeira casa foi fechada. Não existe um preparo para nós, saímos da construção e entramos para trabalhar lá  sem preparo, sem uma pedagogia. Eles querem pessoas brutas, pessoas perversas para trabalhar lá direto com os menores delinquentes. Hoje a Fundação Casa, um lugar completamente de papel, é tudo bonito no papel, Pedagogas, Assistentes sócias, mais o trabalho é de auto risco. Depois de ter passado por ali eu comecei a me admirar mais, Passei a sorri mais, a contar mais, eu me beliscava para ver se eu ainda estava vivo, kkk Meus leitores a coisa não é brincadeira ali, tenho vários amigos companheiros por lá, Um dia quando completei 10 anos lá foi lindo peguei uma folha de sulfite dessa mesma que as vezes desenho Arte e fiz a minha melhor Arte, calmamente escrevi a minha carta de demissão. E assim fui pra casa ser Artista. fui ser Poeta.


                                                                                                                                              PG.150. 

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REVISTA Menino Rei.

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Outro dia encontrei um antigo companheiro dos tempos de Metalúrgico, nos tempos de Soldador, essa Internet. e uma maquina maravilhosa. Foram dez anos tempos para uma criança de dez anos ficarem um adulto de vinte anos.Dez anos é tempo demais, tempo de mais em dez anos uma pessoa bem sucedida pode se tornar um milionário, um menino daqueles se tornar o maior bandido de um estado ou do Brasil?. Pois é eu pensava em tudo isso, e em mais alguma coisa, pensava que era minha obrigação salvar a vida de cada menino, cada jovem daqueles. Por quer a vida Apronta com agente? a via estava aprontando muito,  já tinha aprontado muito com cada um deles. Eu saia de casa para trabalhar nos meus plantões pensado que eu podia estar fazendo o melhor de mim por aquela causa, uma causa que sempre estive perto, sempre estive sentindo a presença dele por perto. Pensava que nem eles e nem nós teríamos os mesmos privilégios que as pessoas que nos usam, e abusam de nós, tem o direito, eu sentia sendo um deles, nesse mundo de injustiças sócias. eu era chamado carinhosamente pelos meninos: Senhor Rapaziada. Sim mais tudo não foram fácil na queles dez anos da minha vida, fui algumas vezes ameaçado por meninos ali no circuito grave do complexo Tatuapé. Fui, já estava disposto a sair, ir embora. fomos separados, o time que eu componha, fui trocado por outros funcionários comprometidos com a tortura de menores, ai não deu mais. Já se vão 16 anos que sai da Fundação, através da Internet posso encontra amigos queridos ainda hoje, tenho algumas pessoas daquele ambiente tão Hostil, que ainda é possível encontra e falar daqueles tempos, das aventuras que é você esta no meio de uma Rebelião de menores. Ou simplesmente no meio. Falo ainda com a Tânia, com o  Anderson, com Orlando, a Kenia. Para mim foram dias, anos de muito aprendizado, pra vida toda, anos marcantes.



                                                                                                                                         pg.151.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

    Estradas Reais.246, 247, 248.

 Livro Revista.     162 163, 164.        

Poesia . CORAÇÃO CONTINENTE.

                                                 '' CORAÇÃO  CONTINENTE'' 20              


                                      O meu coração é um continente                                                                  

                                      Carregado de amigos, de paixões.

                                      Continente virgem, sem Cidades.                                    

                                      Cheio de amor e de sorriso cheio de 

                                      Cores, de perfume de flores, sabores.


                                      O meu Coração e um Continente,

                                      Repleto de amor camadas de pássaros

                                      Camadas de Sol, Camadas de Sertões  

                                      A Lua tem um branco tem mais brilho 

                                      Tem mais luz, brilha mais 

                                      O nossos dias tem mais cores.


                                                        euflavio gois                                                                                                                      

                 Eu estava exato com 45 anos de idade, minha  filha, a mais velha estava com 10 anos, eu tinha perdido dois terços do salário  o que fazer? também tinha me formado em Comercio Exterior mais nunca esperei trabalhar na área, estudei para ter o saber, para me diferenciar. Gastei minhas garantias muito rápido, assim num piscar de olho foi. Passei a arrumar subemprego, tentei negócios, não deu certo, não podia dar, sou um ex pinhão de fabrica. Vou tentar ser funcionário Publico, prestei concurso e fui ser trabalhei dez anos como Fp. resolvi o problema de existência, o problema financeiro fui ser como já disse : Funcionário Publico. Mais uma revolução na minha vida pacata de pinhão de fabrica, parem foi muito bom, muito boa essa nova experiência, barbara experiência na vida, eu precisei passar por ela.   





                                                                                                                                        246


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Estradas Reais.

Livro Revista.        


                                      'As Pedras Cantaram Para Mim'''


                        Fui na Bahia para ver as Pedras do Rio

                        E elas estavam lá puras e milenar

                        Fiquei minutos, horas calado imóvel

                        Com a mente parada: Regredi

                        Me vi nu saltando no Rio dentro d'agua ti-bum...

                        Nadei desci um pouquinho

                        As pedras estavam lá parecem sorriam 

                        As lavadeiras, de ganho estavam lá

                        Eu chorei as as aguas passavam 

                        Diziam olá iam embora para o Mar.


                        Ainda encantado encostei o rosto 

                        Em todas para receber  carinho e

                        Ouvi-las  cantar

                        Fechei os olhos e vi as mulheres 

                       As lavadeiras do almada 

                       Os quaeradores forrados de

                       Roupas de todas as cores tamanhos e sexos

                       Dona Donata Elza minha irmã lavava ali

                       Cuidavam de mim 

               

                       Eu criança brincava com os 

                       Peixinhos as Borboletas os passarinhos

                       Os Grilos os moradores do Rio

 

                       No final da visita retornei da regressão 

                       Deitei no colo da Pedra Rainha para

                       Ouvir seu coração chorando me despedi 

                       Dei um adeus sorri falei eu te amo

                       Fui embora já com saudades`

                       Olhei pra traz parece que as Pedras 

                       Conversavam sobre mim


                                    Fim.`Autor:E.Gois.


                                                                                                                                             247.

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    Estradas Reais.

Livro Revista.


 

                Falar um pouco dos amores da minha vida, pessoa intensa sujeito a grandes amore, improvável, impossível, tive amores, tive algumas aventuras deliciosas, com mulheres maravilhosa me apaixonei por uma, eu não era vacinado, não sou... Fui pego pela letra ''D''. Sempre fui uma pessoa, um ser muito solitário, não conhecia o amor verdadeiro, não conhecia ...até o dia que conheci a letra ''D''. Eu tinha uma esperança de me casar na Bahia, ei a achar impossível, as coisas nunca foram fácil. chegou uma hora que eu tive que descartar essa ideia, mais uma coisa para mim era certo: Eu tinha que casar e ter filhos, não me admitia não deixar sementes, acabei nessa maratona deixando se perder o meu principal sobre nome, o  ''Gois'' ficou de fora dos nomes dos meus filho pra o meu desespero depois. A minha vida esta dividida em ciclo: O primeiro foi de Zero a 18 anos, O terceiro de 18 a 45 anos, O quarto ainda estou vivendo. No quarto círculo virei o jogo, sai da condição de um senhor aposentado, para praticar A Arte, praticar viver A Arte. Para mim, tirei da manga a Poesia que estava condenada a não sai pra fora, com minha mente fotográfica virei Escritor. Sim estou já no meu quarto livro  escrito e dois publicado, morando fora da periferia, mais minha vida esta e sempre teve na periferia, onde eu posso sorrir com meus amigos do peito, onde sou fã de todos, muitos amigos e amigas. onde eu sou um Pioneiro, onde ajudei criar meus irmãos e meus filhos, onde eu me criei. Sou uma pedra de edificação, nunca corri do meu destino vejo sempre o lado Poético das coisas de todos as coisas, o lado doce da vida, eu nunca tive lado amargo. 







                                                                                                                                        248

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