sábado, 5 de agosto de 2017

Cotinuação de ''DEZ ANOS DE ARTE''

REVISTAA Menino Rei. 200, 201, 202.

O menino Rei.


 Como eu estava dizendo, em casa sem fazer nada, não queria que a tristeza tomasse conta de mim, dai fui pra luta, inventei fazer arte, era o tudo ou nada, quando pequeno via minha mãe fazer burrinho de argila, bonequinha e cachimbo de barro. enfrentei, peguei um estilete e uma serrinha, ai estava pronto um escultor, isso esta fazendo dês anos, já com um acervo de mais de duas mil peças, estou feliz. A minha arte segundo um amigo Waldeck jé nasceu com uma identidade própria. Um trabalho rústico, sem a preocupação com a beleza estética, mas com personalidade e alma, minha arte é um clamor, traz em si o sentimento Nordestino, sertão puro, encontro na madeira morta tudo que eu preciso: dureza, cor e beleza, minha fonte, é os pastos, da Bahia com seus jacarandás  perdidos, esquecidos na manga, digo pastos, PAUS BRASIS, Aroeiras, Ipês, são as minhas madeiras. Minha arte não tem um preço, não faço com a finalidade de vender, não saberia me desapegar dessa companheiras que salvaram minha vida, eu podia ser um ser triste hoje, não sou, cada trabalho que eu ponho no mundo, me soa como se eu tivesse salvando do fogo, dos fim, madeiras maravilhosas que iria se perder no fogo das queimadas, eu transformas em esculturas não sei se lindas, mas esculturas com vidas, com sentimentos, com muita, muita poesia. 

Os meus principais títulos são '' Que são uma serie de dês quadros, que eu me inspirei na tela de ''Tarsila do Amaral'' ''Operários'' Depois vinheram: ''ITAPICURU'' ''CANUDOS''  ''CARAMURU'' ''XJNGU'' Um trabalho magnifico feito com um Dormente industrial, de carrinho de carregar materiais sobre trilhos, e uma serie muito grande de peças sem título, feitos, esculpidos em galhos de pau Brasil, esses trabalhos são muito especias. ''A ''CORUJA '' Um bloco de Peroba Rosa muito bonito, que antes de chegar em minhas mãos foi usado com cepo de cortar carne em Açougue, talvez por mais de cinquenta anos.




                                                                                                                                                   pg.200.

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REVISTA Menino Rei.

Dez anos de Arte continuação 



 

O trabalho que foi inspirado na tela operários de Tarsila do Amaral realmente é um trabalho esplendoroso. Me desfiz de três telas dessa serie, uma está com o Mestre Valdeck de Garanhuns, uma tá com um Diretor da Casa de Portugal e a outra esta com uma pessoa da fundação Tide Setúbal. 
Tenho tido muitas alegrias, com esse trabalho, tenho ganhado muitas vidas, não deixo de pensar nos grandes mestres das artes, jã que todos eles tiveram histórias fabulosas como ou melhores do que a minha, mas sigo, já não sou mais um jovem, mas os anos tem sido muito generoso comigo, porque estou sempre me descobrindo, meus olhos e mente muitos atentos, procuro andar lado a lado com o novo. Descobrir que  as arvores são minhas amigas as plantinhas também, ouso e sinto os seus olhares para mim. Eu tenho esse dom. Falar de um trabalho muito importante para mim, um Jesus Cristo crucificado, feito com um galho de Nêspera, fruta do nossos quintais. Esse trabalho por ser feito com um galho perfeito eu coloquei o título; em homenagem as nações indígenas; ''JESUS TUPY'' Jesus Tupy eu doei para a Igreja de São Francisco de Assis , esta na igreja de São Francisco de Assis no Ermelino Matarazzo.
Nesses dês anos de Arte eu tive a companhia integral do meu cachorro ''Frank Pedra.'' O Frank era um Pit BUL legitimo nasceu no Natal de 2002, eram 12 filhotes lindos,  escolhemos ele, eu não sabia que ele mudaria minha vida, pra melhor, me tornei um cara amoroso aos animais por sua causa, eu que era um bruto, um bruto de coração bom, mais um bruto.



                                                                                                                                       PG. 202

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REVISTA Menino Rei.

Escrevei o meu primeiro poema por causa dele. Ele era um lindo, morreu olhando pra mim. Fiz outra doação de uma peça maravilhosa para o museu da Zona Leste, idealizado por uma pessoa muito amiga e não tive mais noticia se o Museu saiu ou se vai sair um dia, isso é lamentável por que mexe com a boa fé da gente. Como ´foi esculpido em madeira muito nobre, vai aparecer daqui a  muitos anos, feito por autor desconhecido.                                                                                                                                            







                                                                          

.                                                                                                                                          PG.203

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5de agosto de 2020
euflavio

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

''DEZ ANOS DE ARTE''

Dez anos de Arte continuação

REVISTA Menino Rei. 197, 198, 199. [.


 

             Depois de caminhar por caminhos tortos, cheguei até aqui, nesse mundo maravilhoso da arte, e é aqui que eu vou ficar. SAI Ileso de uma jornada de mais de quarenta anos de um trabalho limpo, de um trabalho estrondoso, fantástico, fui soldador elétrico por mais de 20 anos, trabalhei em situações quase impraticável, mas digno, um trabalho fortalecedor. Trabalhei em uma industria de molas de 1962, até 1969. Fui muito feliz e aprendi muito nessas três industrias acreditem, sou muito agradecido a Deus por isso. Aposentado e ainda me sentindo jovem e forte. O que fazer agora? não estava rico, não tinha dinheiro algum, tinha uma casa velha cheia de mofo, e um carro caindo os pedaços. vim de um povo sem herança nenhuma, por tanto que tem que fazer e vencer sou eu. Imaginem num país que as oportunidades são totalmente medida pela sua boa aparência, aonde você tem que ter boa aparência para arrumar um bom emprego, se você é nordestino e pobre não tem jeito você tá lascado. Boa aparência em nordestino só se ele for rico, como rico ou filho de rico não vem pra São Paulo, então não tem nordestino com boa aparência por aqui. Mesmo assim eu não me abalei e. venci essa batalha sem me importar com bobagens. com 45 anos, diploma UNIVERSITÁRIO na mão eu caminhei.  45 anos e aposentado como mandava o figurino sem dinheiro igualzinho cheguei aqui em São Paulo, só que agora com 45  anos uma mulher e três filhos, uma adolescente e dois crianças ainda.



                                                                                                                                                pg.197.

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    Dez anos de Arte continuação



Com um amigo e uma Brasília velha, arrumei um dinheirinho e fomos pra Minas Gerais compra queijo pra vender, não deu certo, fui vender e montar box de banheiro, não deu certo, fui vender melancia da feira, não deu certo, fui ser gerente numa fabriquinha de maquinas de lavar 
industrial numa quebrado, cheia de Cearenses morando dentro da fabrica, claro que não deu certo. Prestei concurso na Guarda Civil, na hora de tomar posse não deu, por motivo particular, não tomei posse. Prestei outro concurso na ''Fundação do bem estar do menor'' dai trabalhei 10 anos. depois dos 10 anos a coisa ficou insuportável pra mim , pedir demissão e fui pra casa. Já com 65 anos a começou  entra sena o Artista que morava em mim. Ou melhor a Arte começou a sair de mim kkkkkk.
Eu abri esse texto para falar com a arte que sempre esteve em mim saiu para respirar, para causar, para dizer: eu estou aqui em toda a minha plenitude. em forma concreta e abstrata, falada escrita, pintada e esculpida eu estou aqui! Cheguei só faz dês anos, está fazendo. Na arte eu encontrei comigo, eu encontrei a paz, encontrei uma vida novinha para viver. Eu já tinha feito umas tentativas com argila, até com giz, escrever nunca tinha passado pela minha cabeça, me arrisque e tem dado certo, embora eu, um péssimo usuária da língua portuguesa e tenho raiva dos pais dos burros, já fui comparado não sei sé ironicamente com: Mario Quintana, Fernando Pessoa, e Drummond.





                                                                                                                                                        pg.198.

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Dez anos de Arte continuação





Na poesia já fui comparado com Manoel de Barro. Nunca li nenhum dos autores citados. Hoje já tenho mais de cem 100 poemas escritos, estou com um livro de contos e poemas publicado e estou preparando outro, sem medo, eu vou sempre em frente, mas não tenho medo de recua, não tenho. Comecei esculpindo pequenas peças, com um estilete escolar, depois fui passando para peças maiores, com muito sucesso estou indo trabalhando, pé, perguntam: você vende? eu sempre digo não, tenho grande traumas de vendas.  artista não pode e nem deve ficar escravo do mercado, para o bem da criação. Esse meu trabalho é tão importante na minha vida que a cada peça concluída, eu coloco alma, coloco poesia, sentimentos nelas. 
Tenho já um acervo de mais de duas mil obras de arte e muito fôlego para trabalhar, me divertir, sim me divirto as fazendo. No momento estou concluindo sete trabalhos para o festival de curta metragem de cinema de Suzano-SP. 



                                                                  ''MARIPOSAS''                                              
                   
                                                           Acredito na felicidade dos Insectos
                                                           Das lavas e das Arvores.
                                                           Acredito na felicidade das 
                                                           Mariposas.
                                                           Acredito na alegria das cores.
                                                           No cansaço das Pedras.
                                                           Acredito na demência do homem.
                                                           Na falsidade  na mentira.

                                                                 Acredito no cansaço do Sol
                                                                 Na tristeza da Lua.
                                                                 Acredito no pombo da Paz
                                                                 Na centopeia no Centauro.
                                                                 Amo os seres que voam
                                                                 Adoro a alegria do Ipe 
                                                                 Amarelo florido distribuindo ouro.
                                                                 Pintando de amarelo a Rua.

                                                                              Fim. E.Gois. 

                                                                  
              





                                                                                                                                                        pg.199.
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                                                                                12. 





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euflavio escritor

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minhas Lembranças.


O Menino Rei. 202, 203.

Minhas Lembranças solta.Palmas para George.


 

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância: De George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia do fundoAlmada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu, com sua canoa Indígena  ajudou construir uma cidade, a nossa cidade, dessa maneira: com areia tirada a mão. Carregada  até a beira da pequena construção no lombos de jegues, eu disse de jegue. Ele próprio negociava e media ali.
O George também foi um grande violonista, quando surgiu os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''. ARRUMOU UM AMPLIFICADOR Arrumou e botou o Bloco digo o Trio Elétrico nas Ruas de Coaraci  foi um sucesso estrondoso nunca mais visto, minto, acho que ainda saiu uns dez anos nos Carnavais e Micaretas kkk. George receba a minha homenagem através desse conto. Lembro daquele sorrisão. Coaraci tem que lhe ser grato, o povo de Coaraci, tem que saber quem foi você meu amigo. O Rio Almada jamais o esquecera. Você poeticamente com sua canoa Indígena cheia ate a boca de arreia do Rio, para as construções da Cidade. A PREFEITURA, OS BANCOS, AS LOJAS, COLEGIOS AS IGREJAS, CINEMAS E SEMITÉRIO Você na sua solidão e ainda tinha forças para tocar o seu violão surrado a noite. Sinto uma paz somente de falar de você, os Heróis jamais deverão serem esquecidos jamais. Aonde você se encontrar receba.


                                                                                                                                       PG.202.

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REVISTA Menino Rei.

Você fez muito parte da história de um povo, valente vindo de longe, e parado ali em Coaraci, um dia, nos Macacos.  Acho que nunca vi o George na feira, ou na praça da cidade, nem no carnaval, nem na Igreja, era um homem da casa pra sua canoa de onde ele tirava o seu sustento pra si e pra sua mãezinha. Acredito que ele nunca tenha ido em Ilhéus, deve ter chegado com os primeiros, acredito, que tenha chegado quase junto com Ernesto motorista caminhoneiro e Silveira Alfaiate, e ficado ali até morrer, como os dois. Era preciso tomar muito cuidado com Coaraci, pois ele nao soltava as pessoas queridas, foi assim com Borginho, com Fala pra Ele, com seu Barcelar, com Varu, com Reginaldo meu irmão, com Clarindo Teixeira, com Paulo Preto, com Zeca Branco, com Seu Dole, com Seu Zacarias Bonina, com Seu Tiano.  Com Pedro Procopio, com Zé Dunda, com Antonio Fateiro, Com Ricardo Neto, com Ricardo técnico de Radio, com Tonho da bala, com Maria Anita Vascaína, com Sindu da pensão, co, Ludugerio marceneiro. Com João e Elizer Batalha o primeiro Sub Delegado. As  Professoras Carmem Dias, Professora Dejanira, Professora Irene Ri. digo Irene Fita, Professora Perpetua, e Liana Rocha. 
Nome da parada. E vocês outrora meninos, ou que ainda não tinam nascido saiba quem foi o George  Canoeiro. Certamente deixou no fundo do  Almada a sua juventude, pegando arreia lavada como agente da época comprava. vejam que legado esse homem do sorrisão deixou. Lavei a alma em falar dele, e nem tive tempo de me despedir do George  











                                                                                                                                  PG.203.

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terça-feira, 20 de junho de 2017

''O VÔO''

        ''O VÔO''
             

A minha imaginação cria asas:
Cria asas e voa!
Abre as asas e voa!
Voa e ganha as alturas,
junto com os meus pensamentos
e caneta, vamos escrever!
Procura a companhias
dos amigos urubus,
para não voar sozinho.
Eles voam soberanos
bem alto, eles voam.


Vejo do alto nesse vôu,
o grande mundo real!
Pedras Gigantescas na paisagem,
me inundo com tanta beleza,
tenho ilusão de ótica, me embriago!
Pequenos seres humanos
eu vejo aqui do alto, parecem
formigas, pontinhos negros.
Carrego comigo sonhos.
Rolos de sonhoskkk.

Em bigorna de aço malhei o
aço com as mãos, com os braços.
Aqueles mesmo do abraço sim!
Esses mesmo do abraço.
Já vivi muitas vidas e
tenho tantas outras para viver,
Eu vi queda do muro,
A abertura da China.
Vi dois Eclipse do Sol.

Vou visitar mais uma vez
O Reino dos animais.
Dizer um Olá pra os Tigres,
Gorila, Cobras Corais, as,
Ararinhas Azuis, os Leões,
Os Micos Leões Dorados e
os Lobinhos Guaras.
As Onças Suçuaranas, as pintadas.

Já no final da viagem
rasgo pedaço de nuvem
para escrever sobre o frio
das alturas, as delicias de voar.
os olhos dos Urubus companheiros
também as cores do amor.
rasgo pedaços de nuvens,
escrevo sobre a beleza da terra
e a maravilha do mar,
Sobre o nascer do Sol e o por.


                  FIM.

Autor: Euflavio Gois
Em Junho de 2017-SP.


               






quinta-feira, 15 de junho de 2017