quarta-feira, 24 de março de 2021


O Menino Rei. 263 264.

Minhas Lembranças solta.Palmas para George.


 

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância: De George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia do fundoAlmada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu, com sua canoa Indígena  ajudou construir uma cidade, a nossa cidade, dessa maneira: com areia tirada a mão. Carregada  até a beira da pequena construção no lombos de jegues, eu disse de jegue. Ele próprio negociava e media ali.
O George também foi um grande violonista, quando surgiu os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''. ARRUMOU UM AMPLIFICADOR Arrumou e botou o Bloco digo o Trio Elétrico nas Ruas de Coaraci  foi um sucesso estrondoso nunca mais visto, minto, acho que ainda saiu uns dez anos nos Carnavais e Micaretas kkk. George receba a minha homenagem através desse conto. Lembro daquele sorrisão. Coaraci tem que lhe ser grato, o povo de Coaraci, tem que saber quem foi você meu amigo. O Rio Almada jamais o esquecera. Você poeticamente com sua canoa Indígena cheia ate a boca de arreia do Rio, para as construções da Cidade. A PREFEITURA, OS BANCOS, AS LOJAS, COLEGIOS AS IGREJAS, CINEMAS E SEMITÉRIO Você na sua solidão e ainda tinha forças para tocar o seu violão surrado a noite. Sinto uma paz somente de falar de você, os Heróis jamais deverão serem esquecidos jamais. Aonde você se encontrar receba.


                                                                                                                                           PG.263.

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REVISTA Menino Rei.

Você fez muito parte da história de um povo, valente vindo de longe, e parado ali em Coaraci, um dia, nos Macacos.  Acho que nunca vi o George na feira, ou na praça da cidade, nem no carnaval, nem na Igreja, era um homem da casa pra sua canoa de onde ele tirava o seu sustento pra si e pra sua mãezinha. Acredito que ele nunca tenha ido em Ilhéus, deve ter chegado com os primeiros, acredito, que tenha chegado quase junto com Ernesto motorista caminhoneiro e Silveira Alfaiate, e ficado ali até morrer, como os dois. Era preciso tomar muito cuidado com Coaraci, pois ele nao soltava as pessoas queridas, foi assim com Borginho, com Fala pra Ele, com seu Barcelar, com Varu, com Reginaldo meu irmão, com Clarindo Teixeira, com Paulo Preto, com Zeca Branco, com Seu Dole, com Seu Zacarias Bonina, com Seu Tiano.  Com Pedro Procopio, com Zé Dunda, com Antonio Fateiro, Com Ricardo Neto, com Ricardo técnico de Radio, com Tonho da bala, com Maria Anita Vascaína, com Sindu da pensão, co, Ludugerio marceneiro. Com João e Elizer Batalha o primeiro Sub Delegado. As  Professoras Carmem Dias, Professora Dejanira, Professora Irene Ri. digo Irene Fita, Professora Perpetua, e Liana Rocha. 
Nome da parada. E vocês outrora meninos, ou que ainda não tinam nascido saiba quem foi o George  Canoeiro. Certamente deixou no fundo do  Almada a sua juventude, pegando arreia lavada como agente da época comprava. vejam que legado esse homem do sorrisão deixou. Lavei a alma em falar dele, e nem tive tempo de me despedir do George  






 







                                                                                                                                          PG.264.

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sexta-feira, 19 de março de 2021




REVISTA Menino Rei. 169, 170, 171.

Eu gostei tanto,
tanto quando me contaram.
Que lhe encontraram bebendo
e jogando na mesa de um bar.

E que quando os amigos do peito
por ti perguntaram, um soluço
cortou minha voz, não me deixou falar...


                  Quando pequenos os meninos da minha época eram agradados com bichinhos que os pais lhe davam: Pintinho. gatinho, cachorrinho, tartarugas são bichinhos que os pais devem entregar a responsabilidade para as crianças, é muito saudável eu acho.
Não tinha a televisão para atrapalhar, não as falsas leis de proteção das famílias. as crianças cresciam com o que tinham em família, com os excessos  de amor, ou de indiferença, Não tenho nada para reclamar. Os pais geralmente analfabetos não tinha muito que saber como criar os seus filhos, os criavam como tinham sido criados e pronto. Criavam por extinto. Bora!
Em 1949 foi quando começou tudo, a viagem para Bahia, uma verdadeira aventura para o diferente, o desconhecido, eu era muito pequeno, tinha acabado de perder três irmãs, morreram de sarampo na véspera da viagem, minha mãe estava sofrendo muito a perda, teve também que trocar o certo em troca do incerto, para seguir os passos do marido meu pai, que não ligava muito pra nos.
Minha mãe tinha um bom emprego numa fabrica de tecido, largou tudo, emprego, familiares, colegas de serviço e amigos de infância, adeus tudo!




                                                                                                                                                PG.169.

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REVISTA Menino Rei.

                 Coaraci não era ainda uma cidade, pertencia a Ilhéus, era Ilhéus, chovia muito por lá, uma população mista, muitas pessoas que vieram de longe, muita gente de Santo Antonio de Jesus, Santo Amaro da Purificação e de outros lugares, a população coaraciense era muito pequena e jovens ainda.
Os filhos dos pioneiros estavam crescendo naquela terra  desbravadas, com suas matas abertas para o plantio do cacau,  chovia muito, mata Atlântica pura, madeira de primeira a ser derrubadas, muito jacarandá foram abaixo,  precisava preparar as primeiras mudas de cacau,
A lei era a do facão Corneta. Aqueles homens vindo do Sertão, de onde vieram corridos dos rigores da Republica recém implantado e dos Cangaços diversos e suas crueldades em busca da riqueza, de  justiça.  Com uma roupa no corpo enfrentaram dias e dias nas estradas de tropeiros, muitos vieram de carona, pra aquelas terras  abriram picadas nas matas ricas do Sul da Bahia, conheci alguns. desses sertanejos que até então  nunca tinham visto tanta chuva, meu pai foi um desses. Embrenhou-se nas matas do sul ainda rapazinho, aprendeu a profissão de carpinteiro, foi agregado dos tios que tinham chegado antes e abandonou o seu sobre nome de ''Macedo Lima'' pelo Oliveira Lima do Tio Américo. Isso ele falava pra gente quando estava de bom humor, o fato é que deixamos de ser Sergipanos para adotarmos como sendo a nossa terra a boa e querida Bahia, me desculpe Sergipe. Nunca mais voltei lá para ver como é, tenho os parentes ainda por lá.
Chegamos na Bahia no começo de 1949 para mim o amor a primeira vista, me apaixonei logo de cara pelo Rio Almada, esse rio levaria o meu bico, aquele que agente chupa quando criança, me tirou a inocência, quando eu percebi que já estava grandinho para tomar banho nu, levou alguns pingos de lagrima para o mar, ou ''Lagoa Encantada'' Ilhéus. lavou muitas vezes a minha alma, saboreei muitas vezes os seus peixinhos fritos fazia  muita diferença nas nossas vidas.

                                                                                                                                               PG.170.

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REVISTA Menino Rei.


Briguei muito ao ver-lo quase morto da ultima vez que estive lá em Coaraci. foi o que eu vi. Oh rio Almada eterno serás. Farei de tudo para voltar sempre naqueles lugares, a onde eu tive os melhores momentos da minha infância inquieta. Eu ia gostar de enterrar o meu coração ali.
Aos sábado a feira fervilhava, era a festa semanal, vinham gente de toda parte, também era o nosso local de trabalho, vinham cantadores de repente, repentistas, vinham com a família cantar e encantar pedindo esmola,  na verdade eram cantadores do Sertão, chorando eu vou ver mamãe eu vou ver... Sol quente na cabeça, barriga querendo comer. Boca seca, boca amarga . Vou beber agua para ver se a fome passa, ver se ele vai embora, procurar outro lugar.
               Como disse o Caetano Veloso de perto ninguém é perfeito. Eu sempre tive as  minhas impurezas,
          imperfeições sempre ressaltadas, eu era briguento, errava mais do que acertava, curioso,                     astuto.  Sempre procurei ser respeitado pelos moleques da minha época e era.













                                                                                                                                            PG.171.
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quarta-feira, 17 de março de 2021

REVISTAA Menino Rei. 175,  176. 

O menino Rei.


         Como eu estava dizendo, em casa sem fazer nada, não queria que a tristeza tomasse conta de mim, dai fui pra luta, inventei fazer arte, era o tudo ou nada, quando pequeno via minha mãe fazer burrinho de argila, bonequinha e cachimbo de barro. enfrentei, peguei um estilete e uma serrinha, ai estava pronto um escultor, isso esta fazendo dês anos, já com um acervo de mais de duas mil peças, estou feliz. A minha arte segundo um amigo Waldeck jé nasceu com uma identidade própria. Um trabalho rústico, sem a preocupação com a beleza estética, mas com personalidade e alma, minha arte é um clamor, traz em si o sentimento Nordestino, sertão puro, encontro na madeira morta tudo que eu preciso: dureza, cor e beleza, minha fonte, é os pastos, da Bahia com seus jacarandás  perdidos, esquecidos na manga, digo pastos, PAUS BRASIS, Aroeiras, Ipês, são as minhas madeiras. Minha arte não tem um preço, não faço com a finalidade de vender, não saberia me desapegar dessa companheiras que salvaram minha vida, eu podia ser um ser triste hoje, não sou, cada trabalho que eu ponho no mundo, me soa como se eu tivesse salvando do fogo, dos fim, madeiras maravilhosas que iria se perder no fogo das queimadas, eu transformas em esculturas não sei se lindas, mas esculturas com vidas, com sentimentos, com muita, muita poesia. 

Os meus principais títulos são '' Que são uma serie de dês quadros, que eu me inspirei na tela de ''Tarsila do Amaral'' ''Operários'' Depois vinheram: ''ITAPICURU'' ''CANUDOS''  ''CARAMURU'' ''XJNGU'' Um trabalho magnifico feito com um Dormente industrial, de carrinho de carregar materiais sobre trilhos, e uma serie muito grande de peças sem título, feitos, esculpidos em galhos de pau Brasil, esses trabalhos são muito especias. ''A ''CORUJA '' Um bloco de Peroba Rosa muito bonito, que antes de chegar em minhas mãos foi usado com cepo de cortar carne em Açougue, talvez por mais de cinquenta anos.




                                                                                                                                                   pg.175.

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REVISTA Menino Rei.

Dez anos de Arte continuação 



 

             O trabalho que foi inspirado na tela operários de Tarsila do Amaral realmente é um trabalho esplendoroso. Me desfiz de três telas dessa serie, uma está com o Mestre Valdeck de Garanhuns, uma tá com um Diretor da Casa de Portugal e a outra esta com uma pessoa da fundação Tide Setúbal. 
Tenho tido muitas alegrias, com esse trabalho, tenho ganhado muitas vidas, não deixo de pensar nos grandes mestres das artes, jã que todos eles tiveram histórias fabulosas como ou melhores do que a minha, mas sigo, já não sou mais um jovem, mas os anos tem sido muito generoso comigo, porque estou sempre me descobrindo, meus olhos e mente muitos atentos, procuro andar lado a lado com o novo. Descobrir que  as arvores são minhas amigas as plantinhas também, ouso e sinto os seus olhares para mim. Eu tenho esse dom. Falar de um trabalho muito importante para mim, um Jesus Cristo crucificado, feito com um galho de Nêspera, fruta do nossos quintais. Esse trabalho por ser feito com um galho perfeito eu coloquei o título; em homenagem as nações indígenas; ''JESUS TUPY'' Jesus Tupy eu doei para a Igreja de São Francisco de Assis , esta na igreja de São Francisco de Assis no Ermelino Matarazzo.
Nesses dês anos de Arte eu tive a companhia integral do meu cachorro ''Frank Pedra.'' O Frank era um Pit BUL legitimo nasceu no Natal de 2002, eram 12 filhotes lindos,  escolhemos ele, eu não sabia que ele mudaria minha vida, pra melhor, me tornei um cara amoroso aos animais por sua causa, eu que era um bruto, um bruto de coração bom, mais um bruto. Escrevei o meu primeiro poema por causa dele. Ele era um lindo, morreu olhando pra mim. Fiz outra doação de uma peça maravilhosa para o museu da Zona Leste, idealizado por uma pessoa muito amiga e não tive mais noticia se o Museu saiu ou se vai sair um dia, isso é lamentável por que mexe com a boa fé da gente. Como ´foi esculpido em madeira muito nobre, vai aparecer daqui a  muitos anos, feito por autor desconhecido.



                                                                                                                                         PG.176.


Dez anos de Arte continuação

REVISTA Menino Rei. 175, 176, 177,


 

             Depois de caminhar por caminhos tortos, cheguei até aqui, nesse mundo maravilhoso da arte, e é aqui que eu vou ficar. SAI Ileso de uma jornada de mais de quarenta anos de um trabalho limpo, de um trabalho estrondoso, fantástico, fui soldador elétrico por mais de 20 anos, trabalhei em situações quase impraticável, mas digno, um trabalho fortalecedor. Trabalhei em uma industria de molas de 1962, até 1969. Fui muito feliz e aprendi muito nessas três industrias acreditem, sou muito agradecido a Deus por isso. Aposentado e ainda me sentindo jovem e forte. O que fazer agora? não estava rico, não tinha dinheiro algum, tinha uma casa velha cheia de mofo, e um carro caindo os pedaços. vim de um povo sem herança nenhuma, por tanto que tem que fazer e vencer sou eu. Imaginem num país que as oportunidades são totalmente medida pela sua boa aparência, aonde você tem que ter boa aparência para arrumar um bom emprego, se você é nordestino e pobre não tem jeito você tá lascado. Boa aparência em nordestino só se ele for rico, como rico ou filho de rico não vem pra São Paulo, então não tem nordestino com boa aparência por aqui. Mesmo assim eu não me abalei e. venci essa batalha sem me importar com bobagens. com 45 anos, diploma UNIVERSITÁRIO na mão eu caminhei.  45 anos e aposentado como mandava o figurino sem dinheiro igualzinho cheguei aqui em São Paulo, só que agora com 45  anos uma mulher e três filhos, uma adolescente e dois crianças ainda. Com uma Brasília velha, arrumei um dinheirinho e fomos pra Minas Gerais compra queijo pra vender, não deu certo, fui vender e montar box de banheiro, não deu certo, fui vender melancia da feira, não deu certo, fui ser gerente numa fabriquinha de maquinas de lavar  roupas industrial.


                                                                                                                                            PG.175.

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REVISTA Menino Rei.

 

industrial numa quebrado, cheia de Cearenses morando dentro da fabrica, claro que não deu certo. Prestei concurso na Guarda Civil, na hora de tomar posse não deu, por motivo particular, não tomei posse. Prestei outro concurso na ''Fundação do bem estar do menor'' dai trabalhei 10 anos. depois dos 10 anos a coisa ficou insuportável pra mim , pedir demissão e fui pra casa. Já com 65 anos a começou  entra sena o Artista que morava em mim. Ou melhor a Arte começou a sair de mim.
Eu abri esse texto para falar com a arte que sempre esteve em mim saiu para respirar, para causar, para dizer: eu estou aqui em toda a minha plenitude. em forma concreta e abstrata, falada escrita, pintada e esculpida eu estou aqui! Cheguei só faz dês anos, está fazendo. Na arte eu encontrei comigo, eu encontrei a paz, encontrei uma vida novinha para viver. Eu já tinha feito umas tentativas com argila, até com giz, escrever nunca tinha passado pela minha cabeça, me arrisque e tem dado certo, embora eu, um péssimo usuária da língua portuguesa e tenho raiva dos pais dos burros, já fui comparado não sei sé ironicamente com: Mario Quintana, Fernando Pessoa, e Drummond.Na poesia já fui comparado com Manoel de Barro. Nunca li nenhum dos autores citados. Hoje já tenho mais de cem 100 poemas escritos, estou com um livro de contos e poemas publicado e estou preparando outro, sem medo, eu vou sempre em frente, mas não tenho medo de recua, não tenho.Comecei esculpindo pequenas peças, com um estilete escolar, depois fui passando para peças maiores, com muito sucesso estou indo trabalhando, pé, perguntam: você vende? eu sempre digo não, tenho grande traumas de vendas.  artista não pode e nem deve ficar escravo do mercado, para o bem da criação.





                                                                                                                                               PG.176.

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Esse meu trabalho é tão importante na minha vida que a cada peça concluída, eu coloco alma, coloco poesia, sentimentos nelas. 
Tenho já um acervo de mais de duas mil obras de arte e muito fôlego para trabalhar, me divertir, sim me divirto as fazendo. No momento estou concluindo sete trabalhos para o festival de curta metragem de cinema de Suzano-SP. 



                                                                  ''MARIPOSAS''                                              
                   
                                                           Acredito na felicidade dos Insectos
                                                           Das lavas e das Arvores.
                                                           Acredito na felicidade das 
                                                           Mariposas.
                                                           Acredito na alegria das cores.
                                                           No cansaço das Pedras.
                                                           Acredito na demência do homem.
                                                           Na falsidade  na mentira.

                                                                 Acredito no cansaço do Sol
                                                                 Na tristeza da Lua.
                                                                 Acredito no pombo da Paz
                                                                 Na centopeia no Centauro.
                                                                 Amo os seres que voam
                                                                 Adoro a alegria do Ipe 
                                                                 Amarelo florido distribuindo ouro.
                                                                 Pintando de amarelo a Rua.

                                                                              Fim. E.Gois. 

                                                                  
                                                                                                                                             PG.177.      

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terça-feira, 16 de março de 2021

REVISTA Menino Rei. 228.

Poesia

O Lago do Cisne.

Que mundo maravilhoso esse!
tenho pena de morrer.
Deixar essa terra cheia de delicias.
De frutas deliciosas,
mulheres maravilhosas, deliciosas.
Musicas lindas, Clássicas
End Rock Rol.

Nas Florestas longe dos holofotes,
longe de tudo os Gorilas e suas
famílias se alimentam de folhas,
ao envés de sangue...
As mães Gorilas amamentam
seus filhotes, acariciam e catam
os parasitas naturais.
Nas ruas Reinam os Cães.


Nas grandes cidades
o sobe e desse dos aviões.
Nos trilhos deslizam os trens.
''Para não dizer que não falei
da flores'' Vou falar das Margaridas.
Lindas, radiantes, delicadas,
maravilhosas.
Olho para as formigas, anfíbios
e reptes, a cobra Coral expressiva.

Mais uma vez as abelhas, o beija flor.
Do Sol, da Estrela Cadente,
Do Cruzeiro do Sul.
Da balearia dançando,
'' O Lago do Cisne'', falar das Miragens,
das Gaivotas, um Coração.
Um Coração Transplantado batendo
num peito la da Africa do Sul.


                     FIM.

Autor: Euflavio Gois.
O entardecer de um Poeta.
SP2016.

                                                                                                                                      PG. 228.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Continuação de como entrei

REVISTA  Menino Rei. PG. 104, 105.

 Via Sacra pelas Empresas de Sp.


          Em 1969 entrei na Iderol, Industria mecânica onde eu vi varias oportunidades para conquistar uma Profissão, depois de ter feito várias cursos no Senai, mais foi na Iderol que  consegui a Profissão de Soldador que regeu minha vida e rege até hoje. Depois de trabalhar três anos e meio nessa firma sai para o mundo com a minha Profissão. Agora com a Carteira do Trabalho Registrada fui pra rua vencer. quebrei a cabeça um pouco mais conseguir  entrar em uma boa empresa, uma Multinacional. Eu Tinha nessa época uma vida turbulenta, cheia de aventuras, era solteiro, sabe como é.  Nessa Multinacional me aposentar. com 45 anos de idade. Mais a vida não foi fácil, não foi. Antes em um belo dia eu estava desempregado, estava no mundão procurando emprego. Demorei um pouco a encontra mais em fim chegou minha hora, encontrei uma Multinacional da hora e trabalhei lá quinze anos e meio. Pa me aposentei lá. Adeus Badoni-ATB do Brasil. Adeus! A Badoni! é uma Italiana de alta tecnologia em maquinas pesadas,  em Hidráulica esteve aqui no Brasil por pouco mais de 15 anos, colaborando nas construções de grandes Obras, Algumas das Grandes Hidroelétricas  do, no Brasil. Tenho muito Orgulho de ter sido um dos seus colaboradores por pouco mais de 15anos. Tenho. Um pouco antes eu estava com a cabeça virada, eu tinha ido assim do nada na Cidade Universitária, do nada e tinha visto aquele mundo maravilhoso pela primeira vez. Tinha ficado encantado, fui contaminado, cheguei em casa contaminado, eu queria frequentar uma. Mais o que fazer agora? primeiro passo era voltar a Escola, segundo focar e para de beber. Eu tinha chegado lá na Cidade Universitária  de Ônibus coletivo de ressaca estava desempregado, era uma segunda feira, tinha bebido muito no domingo, eu não era eu ali. Me sentir o menor dos seres. Eu estava com o peito detonado, estava, fiquei abatido ali, como se estivesse acabado de sofrer um ataque nuclear. Me levantei a cabeçona, me reergui e fui, peguei o ônibus de volta pra casa, cheguei em casa . outro homem. Um homem pronto para brigar e vencer, foi...


                                                                                                                                            PG. 104.

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REVISTA Menino Rei.



 

Jé estava no meu terceiro emprego, quando me matricule num supletivo Ginasial, coisa que eu nunca tinha pensado que era pra mim. fiz o noturno desse Ginasial, depois o Supletivo Colegial como era chamado naqueles dias tão distantes, mais `que parece que foi ontem, parece que é agora. Isso é demais de conta... Estava já com dois anos empregado num belo emprego, comecei pensar em casar, ter filhos e tal . Passei os pés pelas mão e contratei pedreiros pra fazer, construir minha casa, é um é dois e é três começamos a obra. marquei o casamento. Casei com 34 ano no dia do  aniversário casei. Nova vida, novo Homem.  Sim Agora já na Universidade fazendo ''Comércio Exterior '' me sentia um daqueles que eu tinha visto na Cidade Universitária Uma beleza. eu ali naquele ambiente Acadêmico, um ambiente único para mim um incrível Corpo Estranho por ali.  Essa passagem da minha vida foi muito linda, eu jamais deixarei de falar dela, tenho que espalhar esse feito para os que pensam pequeno, que tudo é possível, se você quer  você pode e pronto. Não tenho nenhum problema em dizer que nunca sofri na minha vida, tive alguns acidentes de percursos, que me fizeram para pra respirar, respirei fundo e seguir.  Estou seguindo agora fazendo A Arte, escrevendo Poesia. Sei que não sou mais Jovem eu sei... mais me mantenho me espelhando nos Gênios, ao invés de nos tolos. Sempre fui descriminado, quando fui sorri,  tive muitos preconceitos a minha volta, quando tive sorri. 




                                                                                                                                         PG.105.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

DEZ ANOS DE ARTE continuação.

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REVISTA Menino Rei.

 Arte Primitiva.207, 208, 209.

 

           Hoje tenho um terrível zumbido no ouvido, que me segue aonde eu vou, chega a ser insuportável, é como um ser entranho dentro da minha cabeça.  Sempre fui um esperançoso ser. Carreguei sempre o mundo comigo eu acho, nunca me afastei de quem sou.
Antes persegui a arte sempre , fazia meus brinquedos com arte, com arte fazia os carrinhos com direção, os pinhão, os jogos de botões, gostava das leituras, dos filmes que falassem de artistas. fascinado por o Mestre Vitalino, maravilhado, sempre quis fazer a coleção dos seu bois, dos seus personagens quase vivos. Ame quando surgiram Caetano Veloso, Novos Baianos pra nos ajuda a erguer a cabeça, vejam meus amigos o que é a arte! o menino Caetano Veloso e o menino Gilberto Gil, veio nos socorrer dos preconceitos, quem não se lembra? eu que era um triste, por ter deixado todos os meus queridos , pra vim ganhar dinheiro em São Paulo, sem noção, sem arte nenhuma, sem documento, sem lenço, comecei pelo menos sorri do preconceito, das descriminações, sorri. Dentro da fabrica de molas artesanais em enfurecido batia o meu martelo no aço avermelhado no forno de novecentos graus na grande bigorna de aço, também, não era arte? de baixo dos olhos de seu João dono da fabrica, dono de tudo, dono de nóis. Preciso chorar, mais sorrio ao lembra. Se passaram cinquenta e poucos anos, eu estou aqui, ele não. Ali eu já fazia arte e não sabia, o choro me faz bem, algumas coisas alegres me faz chora, uma bonita obra de arte, me faz chora, uma linda musica me faz chorar, as grande aventuras, os grandes filmes de aventura me faz chorar.


                                                                                                                                       PG.207. 

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REVISTA Menino Rei.

A minha Arte Primitiva

Eu amo a vida, com suas variantes, é lindo a paz. é lindo ter paz, é lindo ter muitos amigos, ser amado pelos filhos, respeitado por todos, amado pela primeira mulher, a mãe dos seus filhos, isso tudo é tudo que sei.
O meu coração esta em paz agora, me sinto realizado e estou! sou um poeta vigoroso, eu amo a minha arte, minha figuras humanas , eu dou vida pra todas elas, converso com elas. ''Começou a circular o expeço dois, dois, dois, dois dois''  era muito lindo, é muito lindo de ouvir.
A construção de instrumento musical entrou no cenário da minha vida também, construir violões, bandolins, e violino, é também uma arte maravilhosa, você ouvi a musica de um instrumento musical feito por você é . muito emocionante, levei o primeiro violão que eu fiz para minha irmã e meus sobrinhos ver, o meu sobrinho um talentoso, tirou uma musica do Pink Floyd, chorei e fiz um violão pra ele. Mais arte não chegou agora, digo de des anos pra car, nesses dez 10 anos a arte se intensificou, outras formas apareceram, somaram: A poesia apareceu assim como uma magica, não faço poesias convencionais, faço poesias intuitivas, escrevo a poesia quase sempre concretas, não estou nem ai pra convenções, minhas poesias são vivas, com seres vivos da natureza como: os pássaros, os bichos que eu acho simpáticos, beija-flor, abelha, borboletas, urubus, etc. Não posso esquecer das pessoas que contribuíram para que eu tomasse muito gosto pela arte. Uma vez a Dilma estava precisando de entregar um trabalho escolar e me pedira para fazer esse trabalho, eu fiz.


                                                                                                                                         PG.208.

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A minha Arte Primitiva.


como estava rolando um namorou, fiz o desenho que ela entregou, apresentou na escola, outra vez a minha filha precisou de uma matriz de Xilogravura eu fiz pra ela. Mais lá pela década sessenta eu fiz uma escultura em giz, fazia desenho de artistas de filmes na areia, mais como trabalho, foi só agora de dez anos pra ca. Teve algumas coisas em argila também, até eu encontra na madeira o meu material definitivo. Amadeira sempre será muito especial, por sua diversidade.


                                                                                                                                      


                                                    

                                                                     


                                                                                                                                PG.209

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                                                      6.  PG. Limpa.


                                                                                                                              PG.96.                                                                                                                                                             

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