quarta-feira, 28 de setembro de 2016

''COBRA NO BICO'' POEMA DE Euflavio Gois

Debando fujo, finjo,
me retiro do foco.
Não gosto de alvo fácil,
Longo, largo, me empequeno,
me torno invisível a olho nu.
Me agiganto quando estou solto.

Não sou passageiro,
mas sou condutor.
Vim pra ficar e vou...
Moldado, lapidado, esculpido,
me esquivo, pulo, me encanto,
as vezes exalo, não deixo sinal.
Não assino!

Sou um doce um mel.
Amargo um fel.
Não sou no limite.
De certo um livro aberto.

Não vivo estreio todos os dias.
Não nasci, surgi estou aqui,
Não remo contra o vento.
Até caminho contra o vento
se meu destino for...

Não corto caminho,
gosto de ver toda a paisagem.
Não fujo da luta, gosta da vitória.
Sou conquistador,
mas sou também da paz.

            FIM.

Autor: Euflavio Gois.
2016.





'' DESTROÇO'' 2016.

Estradas Reais Livro Revista. 110.


Não me reconheço.
Não respondo mais por mim.
Sou um troço, um destroço.
Virei estrutura retorcida,
sem contornos, ou retorno.
Sem retorno, sou figura.
Figurante eu quis dizer, eu disse!

A malvada Midim me tenta
lavar a mente.
Tenta levar como o vento
os meus ideais, os meus sonhos,
não consegue resisto,
sou um Aço quebro, não me dobro.
Já disse sou destroço.

Sou ferro torcido, Ruínas das Missões.
Agora sou Petralha declarado
doa a quem doer.
Sou vacinado, tenho Passaporte
mas vou ficar! quero ver onde vai dar...
Não me reconheço mais,
Não respondo mais por mim.
Eles não leram '' O Príncipe''
E já são Juízes.


                FIM.




                                                                                                                                         PG.110

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Autor: Euflavio
O Poeta do Amanhecer.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

domingo, 25 de setembro de 2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016