sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minhas Lembranças.


O Menino Rei. 202, 203.

Minhas Lembranças solta.Palmas para George.


 

Não posso deixar de falar desse Grande Herói da minha infância: De George Canoeiro.
George Canoeiro era um rapaz solteiro que tirava areia do fundoAlmada com uma canoa indígena muito longa, ele era um grande guerreiro com sua canoa tirou areia a vida toda em Coaraci sua cidade do coração, tudo isso em baixo do meu olhar muito atento.
George era muito atencioso com nos as crianças frequentadores do nosso Rio.
Eu sei direitinho como ele tirava a arei no fundo do rio com uma lata de querosene adaptada para isso, ele ancorava a canoa enfiava a vara de remar e descia com a lata na mão lá embaixo ele enchia a lata de areia e subia, assim ele enchia a canoa e remava de volta para o seu pequeno porto de areia.
Esse grande Herói construiu, com sua canoa Indígena  ajudou construir uma cidade, a nossa cidade, dessa maneira: com areia tirada a mão. Carregada  até a beira da pequena construção no lombos de jegues, eu disse de jegue. Ele próprio negociava e media ali.
O George também foi um grande violonista, quando surgiu os primeiros trio elétrico na Bahia de Dodo e Osmar, o George tratou de chamar um companheiro que era bom no cavaquinho e montou o trio'' Elétrico de Coaraci''. ARRUMOU UM AMPLIFICADOR Arrumou e botou o Bloco digo o Trio Elétrico nas Ruas de Coaraci  foi um sucesso estrondoso nunca mais visto, minto, acho que ainda saiu uns dez anos nos Carnavais e Micaretas kkk. George receba a minha homenagem através desse conto. Lembro daquele sorrisão. Coaraci tem que lhe ser grato, o povo de Coaraci, tem que saber quem foi você meu amigo. O Rio Almada jamais o esquecera. Você poeticamente com sua canoa Indígena cheia ate a boca de arreia do Rio, para as construções da Cidade. A PREFEITURA, OS BANCOS, AS LOJAS, COLEGIOS AS IGREJAS, CINEMAS E SEMITÉRIO Você na sua solidão e ainda tinha forças para tocar o seu violão surrado a noite. Sinto uma paz somente de falar de você, os Heróis jamais deverão serem esquecidos jamais. Aonde você se encontrar receba.


                                                                                                                                       PG.202.

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REVISTA Menino Rei.

Você fez muito parte da história de um povo, valente vindo de longe, e parado ali em Coaraci, um dia, nos Macacos.  Acho que nunca vi o George na feira, ou na praça da cidade, nem no carnaval, nem na Igreja, era um homem da casa pra sua canoa de onde ele tirava o seu sustento pra si e pra sua mãezinha. Acredito que ele nunca tenha ido em Ilhéus, deve ter chegado com os primeiros, acredito, que tenha chegado quase junto com Ernesto motorista caminhoneiro e Silveira Alfaiate, e ficado ali até morrer, como os dois. Era preciso tomar muito cuidado com Coaraci, pois ele nao soltava as pessoas queridas, foi assim com Borginho, com Fala pra Ele, com seu Barcelar, com Varu, com Reginaldo meu irmão, com Clarindo Teixeira, com Paulo Preto, com Zeca Branco, com Seu Dole, com Seu Zacarias Bonina, com Seu Tiano.  Com Pedro Procopio, com Zé Dunda, com Antonio Fateiro, Com Ricardo Neto, com Ricardo técnico de Radio, com Tonho da bala, com Maria Anita Vascaína, com Sindu da pensão, co, Ludugerio marceneiro. Com João e Elizer Batalha o primeiro Sub Delegado. As  Professoras Carmem Dias, Professora Dejanira, Professora Irene Ri. digo Irene Fita, Professora Perpetua, e Liana Rocha. 
Nome da parada. E vocês outrora meninos, ou que ainda não tinam nascido saiba quem foi o George  Canoeiro. Certamente deixou no fundo do  Almada a sua juventude, pegando arreia lavada como agente da época comprava. vejam que legado esse homem do sorrisão deixou. Lavei a alma em falar dele, e nem tive tempo de me despedir do George  











                                                                                                                                  PG.203.

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terça-feira, 20 de junho de 2017

''O VÔO''

        ''O VÔO''
             

A minha imaginação cria asas:
Cria asas e voa!
Abre as asas e voa!
Voa e ganha as alturas,
junto com os meus pensamentos
e caneta, vamos escrever!
Procura a companhias
dos amigos urubus,
para não voar sozinho.
Eles voam soberanos
bem alto, eles voam.


Vejo do alto nesse vôu,
o grande mundo real!
Pedras Gigantescas na paisagem,
me inundo com tanta beleza,
tenho ilusão de ótica, me embriago!
Pequenos seres humanos
eu vejo aqui do alto, parecem
formigas, pontinhos negros.
Carrego comigo sonhos.
Rolos de sonhoskkk.

Em bigorna de aço malhei o
aço com as mãos, com os braços.
Aqueles mesmo do abraço sim!
Esses mesmo do abraço.
Já vivi muitas vidas e
tenho tantas outras para viver,
Eu vi queda do muro,
A abertura da China.
Vi dois Eclipse do Sol.

Vou visitar mais uma vez
O Reino dos animais.
Dizer um Olá pra os Tigres,
Gorila, Cobras Corais, as,
Ararinhas Azuis, os Leões,
Os Micos Leões Dorados e
os Lobinhos Guaras.
As Onças Suçuaranas, as pintadas.

Já no final da viagem
rasgo pedaço de nuvem
para escrever sobre o frio
das alturas, as delicias de voar.
os olhos dos Urubus companheiros
também as cores do amor.
rasgo pedaços de nuvens,
escrevo sobre a beleza da terra
e a maravilha do mar,
Sobre o nascer do Sol e o por.


                  FIM.

Autor: Euflavio Gois
Em Junho de 2017-SP.


               






quinta-feira, 15 de junho de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

'''SR. JESUINO''

Estradas Reais Livro Revista.



              Tenho muito boas lembranças da primeira infância, muito boas, lembro de muitas coisas, coisas do arco da velha pra minha idade de de três,  quatro e cinco anos, mas poucas lembranças da presença do meu pai, lembro muito dos medo da época, medo de veio, de doido, tinha um veio chamado Zé Barateiro, que eu tinha muito medo, também com um nome desse o que vocês querem? minha: mãe se agente chorava e chorava muito por causa da sua ausência ela falava perai que eu vou chamar o Zé Barateiro, eu vou chamar Conceição doida, fomos cuidados por Sinhá Olinda,  Sinhá Terta e outras que eu era muito pequeno não lembro o nome obs. Embora pequeno eu sou até hoje.  A presença da minha mãe, embora também poucas, por motivo dela trabalhar fora, como já falei em outros post. ou textos, minha mãe trabalhava fora e nos éramos cuidados assim como as famílias moderna, só via a minha mãe a noite quando ela voltava da fabrica de tecidos. Meu Pai nessa época estava  trabalhando no Sul da Bahia, mais precisamente na região de Ilhéus,   não tenho nenhuma lembrança marcante dele, só lembro da minha mãe desesperada por quer meu pai o Sr Jesuíno tinha escrito em carta, dizendo que ia buscar a família pra o Sul, digo pra Bahia, que tinha encontrado um amigo que estava  lhe ajudando muito, esse homem se chamava Zezé  Meneses  um comerciante. Esse homem teria arranjado uma casa onde nos iriamos morar e moramos nessa casa sim, por pouco tempo.

                                                                                             PG.18.

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Estradas Reais Livro Revista.



                  Esse período foi um período de horror para nos, para minha mãe, os efeitos dessa carta foram um terror, minha mãe uma pessoa de cabeça muito quente, ficou muito desesperada, teria que pedir a conta da fabrica de tecidos, nesse meio tempo passava por a nossa região um grande surto de sarampo que levou três das nossas irmãzinhas, não me pegou por sorte eu acho, num período muito curto foram embora Eunice, Creuzinha e Maria Luiza.
Logo depois dessas meninas morrerem meu pai apareceu para carregar nos para o Sul da Bahia, ai eu já tinha Cinco anos de idade, minha mãe largou tudo pra traz, familiares, pai, irmãos, amigos e emprego para conhecer o desconhecido total e ainda enfrentar preconceitos de toda sorte, sim a nossa vida inteira foi lutando contra preconceitos, não arrancou pedaços somes pessoas fortes, todos da nossa família.
Meu pai sempre foi um homem muito temperado, não era um Leão nem um ratinho era um lutador nunca deixou passarmos muita dificuldade, sempre tivemos uma certa estabilidade, sempre moramos em lugar com chuvas regulares, era carpinteiro, com já disse não gostava muito da profissão, não gostava de receber ordens, nem eu, chegamos em Coaraci em 1949 ele trabalhava fazendo esquadrilhas, janelas, portas, tudo que era madeiramentos em prédios, em Itabuna-BA ele trabalhou num prédio do Dr. Vito Maron, depois foi trabalhar por conta própria.



                                                                                              pg.17. 

Fez um carrinho bem feitinho, arrumou um amigo e sairam pra o mato compra carneiro e tudo que se mexia, matava e colocava no carrinho a carne e saia vendendo nas ruas de Coaraci, logo lhe arranjaram um apelido de ''Carneiro Gordo'' 
que pelo que eu sei ele gostava muito desse apelido, depois montou uma banca na feira e ampliou os negócios, passou a negocia com manteiga e requeijão. Ali eu e meu irmão já estávamos grandinhos e ajudávamos muito nesses serviços até que chegou os anos 60 e eu tinha virado a cabeça para vim pra São Paulo, dai os negócios dele não iam muito bem , ele resolveu de ultima hora vim também e veio comigo e aqui ficou até o ano de 1970 quando ele faleceu.  
O que eu posso dizer do meu pai? Ele era bonito pra os padrões nordestino, era inteligente, um homem bruto, beirado ser ignorante, mas tinha o coração bom era devoto, cantava gostava de assovia, quando ele pegava a assovia eu tinha um pouco de vergonha dele era divertido, tinha preferencia por determinados filhos, bebia mas não era um viciado em bebida, muito vaidoso. morreu com 55 anos em São Paulo. em maio de 1970.




                                                                                 PG.17.


                                           

    



sábado, 6 de maio de 2017

Fase NEGRA NA CAMINHADA

REVISTA Menino Rei.
Dez anos deArte, PG. 212, 213.
Fase limpa.

            Hoje estou vivendo o melhor momento da arte. Estou!    Estou vivendo na Arte uma fase extraordinária, uma fase de muita criação que eu não sei por quer vou chamar de ''fase de luz na criação'' Na poesia escrevi vários textos. Textos com a minha fisionomia, com formatos biográfico, ou biológicos, onde eu coloco muita força, muita vida, sentimentos, alma, luz e  liberdade. Um voou rasante sobre a realidade nua, crua.
Em 2016 quando eu perdi meu cachorro Frank eu pensei que não ia dar mais. Era tanto a integração entre ele e eu que causava ciumes nos meus filhos. nos meus. O Frank realmente mudou a minha vida, vida que até antes dele chegar não tinha arte, poesia só tinha trabalho e vazio. ''Eu era um vazo vazio'' Lembrança dele me assistindo esculpir uma Coruja, uma sensação, uma alegria de ter ele ali o dia todo, ou a tarde toda, ou ainda a manhã todo me olhando com aquele olhar de cachorro. Lindo muito lindo aquilo, um verdadeiro querido. Pra ele ''Vulto Branco'' Falar da poesia que é uma paixão mais nova e vibrante também assim com a escultura. Vaga lume, O Beija Flor a Flor, o Beija Flor, Raposa Serra do Sol, Histórinha são poemas da safra de 2016- 17. Meu poemas são poemas vivos com azas, voam em forma de Beija flor, Abelhas , Ben-te-vis e Urubus.



                                                                                                                                        PG. 212.

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REVISTA Menino Rei. 

Dez Anos De  Arte.




Nessa fase encontrei a forma exata,  onde uma coisa parecem com a outra, as esculturas são imensamente poéticas, eu tenho uma maneira inexplicável de colocar sentimentos, vida, almas nelas. 
As minhas caminhadas tem sido deliciosas, os caminhos tortos me divertem, me divertem as travessias, cada corte, me traz muitas satisfações, cada cor das madeiras, defeitos me desafiam.
Essa arte sempre esteve em mim sem eu saber, em fim cada coisa no seu tempo, estarei sempre atento, aberto para novos formatos, na arte e na vida. Fico muito feliz quando recebo criticas conscientes, também elogios, delicadezas, comentários me arremessam para o alto. Eu só tenho procurado ser um bom filho de Deus agora, amo essa coisa da transformação, gosto de trabalhar o feio, o degradado me traz obras mais bonitas, tenho sido uma pessoa consistente, uma pessoa pura com uma missão eu acho. 
Durante mais de 30 anos fui um bem sucedido metalúrgico, obediente, nunca quis ter cargos de superior, nuca quis ser usado pelo capital, nunca! sempre soube a minha importância, a minha importância, a minha importância. 
Fase negra no sentido brilhante, no sentido magnifico, puro que eleva transforma, jamais falaria fase cor de rosa.kkkkk  






                                                                                                                                   PG.213.

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