quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Estância: A Cidade que me viu nascer, MAIS NÃO ME VIU CRESER.

Nasci numa cidade do litoral do estado de Sergipe, em plena Segunda Guerra Mundial, era 1943. Cidade Estância. A guerra acabou eu ia fazer 2 anos, já tinha aprendido a ouvir as coisas, ouvia falar do medo que as pessoas tinha de ser convocado pra ir pra guerra, meu pai, e os jovens da sua idade. Mamãe como sempre espalhafatosa, não poupava o seu espalha fatos por todo lado, ela trabalhava numa fabrica de tecido, me esperando, trabalhava todo dia 2 horas de graça, pra supri o exercito, de brim craque pra fardas dos Soldados da FEB. Tinha naquele tempo sirene que era tocada pra avisar que a cidade ia ficar as escuras por causa de Submarinos Alemães, nas aguas da região. Tinha pessoas que se embrenhavam nos matos, cortava o indicador e outras artimanhas pra não ser convocados. Meu pai não fez nada disso. Se fizesse, eu ia morre de vergonha. A Cidade de Estância  naquela época  tinha muito congestionamento de transito, os carros de bois estavam por toda parte carregados de lenha pra abastecer as caldeiras das fabricas de tecido, eu muito pequeno lembro do canto dos carros de bois quando passavam na rua da minha casa, tinha outra coisa, os bois comiam os coquinhos de oricuri  que caiam de maduro, e depois jogavam os montes de coquinhos por onde passavam, ai os meninos maiores catavam, na verdade depois de ruminarem a noite, eles vomitavam os coquinhos limpinhos já sem a casquinha e a poupa, não sei como me lembro disso. Outra coisa bem legal que eu me lembro, o meu primeiro brinquedo, sim mamãe me levava pra o rio quando ia lavar roupa, e lá tinha uns grandes pés de Eucalipto, que derrubava as sementes, que agente transformava em carrapetas e passava horas brincando soltando carrapetas, eu não conseguia jirá as carrapetas , mais meu irmão que era mais velho era um craque. Lembro também de um pé de manga rosa que tinha no quintal do vizinho, que soltava mangas no nosso quintal.




Texto de : Euflavio Gois.
Em São Paulo Brasil.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Continuação. uma aventura das terras do ouro.

Agapito contava que uma vez a tropa estava  descansando, quando ele viu uma sombra um vulto se mexendo atraz de uns rochedos, e ele pediu pra que os outros soldado não se movessem, e nois com os olhos arregalados, e ele descrevendo seu ato de heroísmo: Peguei o fuzil e rolei atirando pela ribanceira, acho que acertei uns 10 soldados ou o  comando inteiro de soldados paraguaios, eu e os outros que tomaram posições, essa medalha eu ganhei lá, e mostrava uma velha medalha enzinabrada. Vi muitos companheiros caírem mortos na minha frente meus filhos. Eu e o Quinda  os dois saímos certos que tinhamos assistido um bom filme ali. Tempos mágicos eram aqueles. Meu pai era carpinteiro como já falei, mais não gostava da profissão, ai ele arranjou um jeito de largar essa profissão que eu acho tão bonita , mais ele não. Foi ai que ele arrumou um companheiro que matava carneiro chamado Veio Zezé, dai começou a compra e matar carneiro e com isso arranjou o apelido de'' carneiro gordo'' Por que ele saia vendendo a carnes ruas da cidade e gritava : carneiro gordo, carneiro gordo. depois colocou uma banca na feira, pra vender as carnes e a buchada dos carneiros que ele matava mais eu. Sim por quer era eu que levantava junto com ele de manhã cedo pra fazer esse serviço. Uma vez, ele ia matar um porco, um porco de grande porte meu pai, e eu, um pirralho, sem força nenhuma, quando meu pai pois a faca no pescoço do porco, esse deu um solavanco, atingindo o braço de  me pai, jogando a faca na direção do seu pescoço atingindo
em baixo do seu maxilar e eu ali sozinho com meu pai, mais a ponta da faca do tipo peixeira atingido o osso mesmo assim foi um grande susto pra nois dois ali,  sem saber o que fazer, ainda bem que atingiu só o osso, pegamos um pano ensopei de álcool    e colocamos no ferimento não tinha essa de pronto socorro não teve maiores, maiores consequências, terminamos de matar o porco. Fiquei com aquele trauma por muito tempo, foi muito difícil  de falar o fato pra minha mãe.
Na quele tempo meus amigos e amigas,  não tinamos   nada que temos hoje, eu me considero um moderno aponto de até usar brinquinho na orelha só não uso por quer eu gosto de impressionar não de chocar.kkkk
Mais tínhamos tudo o que precisávamos, mesmo assim vou falar um pouco de coisas que não tinha naquele tempo; olho de cozinha era um luxo, não tinha sabão em pó, só um pequeno rádio que só roncava na casa de um e não na de outro. Lembrei! outro dia eu estava assistindo uma entrevista do Lima Duarte, quando ele falou que o pai dele tomava banho e se penteava, e vestia terno pra ouvir rádio lá em Minas Gerais,  dei boas gargalhadas.
De manhã eu levantava cedo pra acender o fogo a carvão pra fazer o café, quando chovia e chovia quase todo dia por lá dava um trabalho muito grande pra acender o fogo. Eu lembro de tudo isso, sou um saudosista sim, Tenho memoria forte. Não me conformo de não saber os nomes das minhas pessoas, das pessoas dos meus familiares. Sou de Estância,  com 5 anos de idade vim pra Coaraci-BA. Porque eles não fizeram isso que eu estou fazendo agora? quero viver vivo, e viver morto... nas paginas ''dessa escrituras''

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

''TERRA''

Falo da terra, da terra.
Do Planeta terra.
Da terra que agente nasce.
Que a gente canta.
E Que a gente encanta.
Que a gente dança  e dança...

Nessa que a gente mora.
Que a gente mora, num sabe?
Que a gente ri, que a gente ri.
Que a gente chora,  que a gente ora.
Terra que nos acolhe.
E que  nos recolhe, recolhe.

És margens de rios, és leito.
És  templo de matas  e matos.
De pedras, de ouro  e de prata.
De serras, de planícies e planaltos.
De quedas de rios....
De brancas cascatas.

De palmas  e  cáquitos.
De onças e gatos.
De lebres e patos.
De fortes e fracos.
Dos voos  de aguias...
Do fogo, da agua  e da luz.
De Cristo pregado na Cruz.

Das praias e pântanos.
Dos morros dos ventos uivantes.
Dos mouros, dos Incas  e dos Maias..
Dos sem leis e dos sem vez.
Dos Uirapurus e das Araras azuis.
Do canto triste do juriti.

Terra! que nos dá flores e nos dá cores.
Da harmonia do preto no branco.
Do alegre e do triste, do  bem  e do mal.
Do Rei Sol  e do Luar do Sertão.
Dos pássaros de ferro, de ferro
Das gaivotas, das corujas e  atobás.
Recebas de Deus o olhar.


Autor: Euflavio Gois.
São Paulo Setembro de 2012.





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CONTINUAÇÃO de Uma Aventura nas Terras do Ouro.

Logo novo aprendi a montar, foi muito bom porque montar é muito bom a sensação de liberdade é muito grande, meu pai tinha um cavalo de campo. Cavalo de campo é um cavalo próprio para correr atráz de bois, eu montava nesse cavalo e dava umas boas galopadas, esse cavalo se chamava sabonete. Mais tudo não era flores não, eu tinha um irmão que morreu com cinco anos, era um menino diferente, muito bonito, até um tempo atráz minha mãe tinha uma foto dele, esse menino adoeceu e naquele tempo não era fácil se levar alguém no médico, pra começar as pessoas nasciam em casa, médico  só se a pessoa tivesse morrendo, o menino doente e um chazinho que sara e a doença foi tomando conta quando levaram o menino no médico o tal medico não descobriu a doença, era hepatite, os médicos de Coaraci não descobriu a doença, o menino inchava as pernas não tinha um pingo de sangue, os médicos não descobriu a doença.
Meu pai levou o menino em Itabuna, e o medico descobriu  e falou o menino tem hepatite, deu uns remédios e disse ele vai ficar bom. Mais naquela época tinha aqui uma epidemia de gripe, a gripe Asiática, o médico falou! ele vai ficar bom se não tiver a gripe Asiática, porem se ele tiver a gripe, ai não tem jeito, nesse mesmo dia quando meu pai vinha voltando, o menino veio brincando a viagem toda, meu pai feliz com o resultado da consulta, bem pertinho de casa o menino deu uma estremecida , e já entrou em casa chorando, com febre,,não dormiu  a noite, e não teve jeito, a profecia do médico se cumpria.
Fui vitima dessa gripe também, só que eu estava bem de saúde e não tive maiores problemas, quando ela me pegou eu estava entre a beira do campinho onde a gente jogava bola, Jogava bola! empurrava a bola pra lá e pra cá
, a gente passava o tempo todo jogando bola ali, mais nesse dia não teve baba. Baba é chamado até hoje, é aquele jogo formado entre
 colegas de fabrica em hora de almoço ou os babas mais formal entre uma rua contra outra, um Banco contra outro, uma fazenda contra outra essa modalidade é muito praticada até hoje.
Sim eu fui apanhado pela gripe Asiática  no momento que eu fui no campinho ver se tinha babinha, senti um grande calafrio e fui tratando de arranjar um lugar pra deitar, e deitei em qualquer lugar ali, o sol estava muito quente por que lá é assim, no nordeste é muito calor, e era verão, fiquei deitado ali sem ninguém ver, quando o sol começou a esfriar, o frio apertou, eu reunir forças, e levantei e consegui  chegar em casa, a bainha de facão já estava pronta pra trabalhar. Não foi usada dessa vez, mamãe percebeu que eu tava só o pó.
Vivia na cidade naquela época um velho solitário, chamava  Agapito. Agapito era um velho solitário que morava numa choupana, casa te taipa coberta de palha de coco babaçu muito comum naquele tempo por lá. Agapito já tinha atingido  aquela idade que agente da medo nas crianças num sabe? pois é, eu não tinha medo porque já tinha de 9 pra 10 anos um adulto já.
Ele dizia que tinha lutado na Guerra do Paraguai. Agente ficava horas ouvindo as historias dele. tinha um rapaz que gostava de atentar ele, as vezes ele estava descansando, e esse rapaz gritava de longe: Tá descansando corno veiooooo? O velho ficava louco, e o rapaz se aproximando o que, o que você falou seu corno? é lá as pessoas gostava muito de chamar os outros de corno. Corno não tinha o mesmo sentido que tem por aqui. Eu falei; tá descansando hei''  CORPO VELHO''Ai ficava tudo bem.





quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Terra que viu GeorgeAmado Nascer.

Perto desse cenário todo, tinha nascido, nada mais e nada menos, do que George Amado. Ali bem perto de nois foi o cenário de quase todos os livros do querido George Amado. Cerqueiro  Grande, Pirangi, Agua Preta, Itabuna, Banco da Vitória, Ilhéus; Barro Preto, Palestina, agora Ibicarai.
Pra mim, viver alí foi como fazer parte dos romances deles, embora meu nome não apareça nos livros dele e nem de ninguém. As histórias contadas por ele engradece o povo baiano e eu também.
Ali naquele fim de mundo, chovia todo dia o rio Almada era cheio de meninos pescando, mulheres lavando roupa de ganho, canoeiros tirando areia, jegue carregando essa areia para as construções, raparigas tomando banho nuas e a gente escondido, encolhido atraz de alguma pedra olhando, isso era uma beleza.
Bem enfrente a minha casa tinha uma rancharia, as quintas feiras comessavam chegar as tropas de burros ou mulas carregadas de carne do sol, feijão milho e etc. Lembro de um tropeiro um só no meio de tantos, porque? porque esse parecia diferente dos outros, se chamava Antônio Balizeiro, ele contava que tinha sido Balizeiro quando jovem. pra quem não sabe, balizeiro era o rapaz que levava a baliza nas grandes medições de terras, medindo e demarcando as divisas das fazendas antigamente, ele fazia uma comida de tropeiro maravilhosa, aquela carne no feijão, com toicinho, ele usava um tempero magico, sentavam todos no chão em volta do fogo de lenha com trempe de pedra, e tome história. Antônio Balizeiro contava as histórias de quando ele trabalhava de balizeiro nas matas faixadas do sul da Bahia e no sertão, das onças que passavam por perto deles, dos rebanhos de caititus, das suçuarana, onças pardas que tinha como o diabo por lá, e tome água na panela, meu pai que tinha ido pro sul da Bahia lá pela década de trinta e trabalhado naquelas matas também conhecia um pouco do perigo, daqueles tempos, contava suas histórias também aumentado, é claro, vamos ver se a comida tá boa? destampava a panela o cheiro subia e tomava conta. Vamos comer, vamos comer seu Jesuíno? come!!! eu tava ali nem piscava, foi ai que eu experimentei uma comida boa, e tomei gosto pela cozinha, e aprendi fazer comida boa também.
O dia a dia por lá era assim . tropas pra lá e pra cá carregadas de cacau pra os armazém, pra ensacar e levar pra Ilhéus pra os navios levar pra Europa e Estados Unidos. Tó falando nesse moço Antonio Balizeiro porque de certa forma tanto tempo se passaram e eu me lembrei dele. Foi certamente um bom homem, que Deus o tenha em um bom lugar no céu com toda sua tropa de burros e mulas. Mas só depois de muitos anos que eu vim saber algo sobre esse grande escritor da nossa terra, Jorge      Amado, na verdade foi com o livro que virou novela ''Gabriela Cravo e Canela'' depois disso passei a acompanhar sua obra mais de perto. ler suas historias, como '' Capitães de Areia', ''Tieta do Agreste'' e outros ''São George dos Ilhéus'' Quincas Berro Dágua. Isso aumentou muito a minha auto estima, levantei a cabeça, comecei a ter o domínio da palavra sem medo, sem timidez.
Obrigado George Amado, obrigado Caetano, obrigado Gil. É nos na fita.

Essa uma história verdadeira, que entrará para o meu livro com muita força.
euflaviomadeirart. autor.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

''ACOCORADO' Autor dessa escultura: Euflavio Gois. setembro de 2012.






 Essa peça é um tri façe tres rostos numa peça, madeira pura, arvore ornamental. Foi removida pela Prefeitura, conssegui esse pedaço que fiz essa peça oa cabeça do cachoro compoe a obra a cabeça é do cachorro Frank um Pit extraordinário que eu tenho.          
Esse é meu cachorro ''Frank'' foi uma man